Autor: Tuty (Page 27 of 154)

Vinhos com altas pontuações valem a pena?

Na recente viagem a Mendoza, foi possível constatar alguns fatos sobre a relação do consumidor brasileiro com o vinho.

Em linhas gerais, a nossa cultura sobre esta bebida ainda é incipiente, salvo em algumas regiões onde o vinho sempre foi parte do dia a dia. São poucos os cursos de formação de Enófilos, os mais comuns formam Sommeliers.

A mídia especializada ainda é pouca, duas publicações são marcantes, as revistas Adega e Gula. Há um bom guia de vinhos sul-americanos, o Descorchados e outro só dos nacionais, publicado pela Adega. O resto são colunistas nos principais jornais, uns bons e outros nem tanto.

Nas redes, há de tudo. É tanta informação ou desinformação que fica difícil separar o joio do trigo.

Um mecanismo bastante popular é se orientar pelas pontuações atribuídas, aos vinhos, por diferentes críticos. Esta peculiaridade ficou bastante evidente na viagem citada. Todas as vinícolas que eram constantemente premiadas estavam com suas agendas lotadas e os visitantes em busca daquele que seria o seu melhor vinho, nem sempre disponível para degustações.

São poucas garrafas e muito caras…

Já as vinícolas de pequeno porte, com vinhos requintadíssimos e difíceis de serem adquiridos nas lojas, estavam vazias, principalmente por serem quase desconhecidas do público em geral.

O marketing dos “100 pontos” é avassalador.

Avaliar um vinho não é tarefa fácil. Um crítico, para ser respeitado, precisa de muito conhecimento, paladar e olfato apuradíssimos, no mesmo nível de um perfumista e ser o mais isento possível.

Convenhamos, esta última qualidade é quase utópica. Robert Parker Jr. foi um que conseguiu deixar isto bem claro: sempre adquiriu as garrafas que iam ser degustadas, nada de aceitar remessas não solicitadas. Talvez tenha sido a chave do seu sucesso.

Ninguém o substituiu, ainda. Parker não era uma unanimidade. Seu estilo predileto de vinhos, era dirigido a um público muito específico, o consumidor norte americano. Gostava de vinhos intensos, encorpados e madeirados. Apelidaram, maldosamente, de “fruit bomb” (bomba frutada, em tradução livre).

Embora não tenha sido o inventor da escala de 100 pontos, foi quem a tonou popular. Existem outras, numéricas ou não, mas nenhuma representa melhor o ideal de um consumidor: 100 pontos é um senhor vinho!

Curiosamente, alguns aplicativos sobre vinhos, como o conhecido Vivino, estão, lentamente, mudando este quadro ao adotarem uma escala de 5 (cinco) pontos. Honestamente é mais simples e não é difícil fazer uma correlação entre as duas: 5 pts = 100 pts.

(Em passant, sempre lembro da apuração do desfile de escolas de samba aqui no Rio. De acordo com a regra vigente, a menor nota é 9 (nove) e a maior 10 (dez), valendo os décimos. Será que alguém já fez a correlação 9=0?)

Para compreender o que significa uma pontuação, não importando qual escala foi empregada, precisamos observar alguns fatores, o mais importante, é quem atribuiu a nota e qual o seu grau de comprometimento com o mercado de vinhos. Fica subentendido que os críticos locais são os que tem a maior chance de harmonizar com o nosso paladar.

Um segundo ponto, bastante interessante, mas quase sempre pouco divulgado, é como se subdivide uma escala e quais os parâmetros que são usados na hora de analisar.

Tomamos como exemplo a escala de 100 pontos.

Um crítico tem que analisar os seguintes aspectos:

– Cor, 15 pontos;

– Aroma, 25 pontos;

– Estrutura, 25 pontos;

– Qualidade como um todo, valendo 35 pontos (este item é muito subjetivo e o que agrega a maior pontuação).

Há também (como nas Escolas de Samba) limites para os menores valores, embora existam 100 pontos disponíveis:

– As melhores notas se situam entre 90 e 100 pontos;

– As notas médias estão entre 80 e 89 pontos;

– As notas aceitáveis ficam entre 70 e 79.

Fora deste escopo, notas não são mais atribuídas e nem os vinhos são recomendados.

Aqui vai o truque que ninguém explica: as diferenças são mínimas dentro destas faixas. Para o consumidor final, mesmo sendo alguém muito tarimbado, um vinho de 90 pontos é muito perto de outro com 100 pontos.

Tanto é verdade que se tornou comum classificar pela faixa de notas do que pela pontuação exata. Exemplo, “este é um vinho de mais de 90 pontos”.

Se a escala for outra, basta fazer uma correlação. Não importa se são os “bicchieri” (taças) do Gambero Rosso, as estrelinhas do Hugh Johnson ou outra simbologia, há muita qualidade nos vinhos que, por algum motivo, não obtiveram nota máxima.

Pensem nisto na próxima compra.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Imagem de Freepik

Usar gelo na taça vinho é aceitável?

Uma resposta adequada seria: “não se deve fazer isto”.

Mas o que fazer quando já existem vinhos próprios para serem resfriados com pedras de gelo, um modismo que, dizem, é coisa das novas gerações.

Na ponta do lápis, colocar gelo na sua taça é um gesto de total desrespeito ao produtor do vinho, que esperou, pacientemente, as uvas do seu parreiral amadurecerem.

Depois as colheu, selecionou, fermentou, macerou, filtrou, esperou o vinho maturar no ponto certo, engarrafou, vendeu; e você, desavisado, jogou um cubinho na taça, mudando completamente aromas e sabores. Pense nisto antes de repetir esta proeza, principalmente se for um vinho de qualidade.

Se, ainda assim, você insiste em transformar uma taça de vinho num reles coquetel, acrescentado mais coisas como gominhos disto ou daquilo, folhinhas diversas e até fatias de pepino, lamento, mas pediu a bebida errada.

Honestamente, uma Sangria não seria uma escolha perfeita? (ótimas receitas neste link: Sangria e Clericot)

Curiosamente, existem algumas razões para se colocar uma ou mais pedrinhas de gelo na nossa taça:

– Quando o vinho é ruim. Neste caso, a diluição pode ajudar a deixá-lo mais palatável. A temperatura mais baixa inibe as nossas papilas gustativas, fazendo com que taninos mais agressivos sejam menos percebidos;

– O mesmo raciocínio vale para quando o vinho está muito adocicado;

– No preparo de um Tinto de Verano, uma refrescante mistura de vinho tinto, muito gelo e água gasosa ou soda limonada;

Se de alguma forma for inevitável gelar um vinho desta forma, aqui vão outros conselhos úteis:

– Alguns vinhos brancos (Sauvignon Blanc e Riesling) e os rosados, toleram melhor o gelo;

– Use gelo fresco, feito com água mineral e recém-saído do congelador;

– Um bom truque é utilizar cubos de materiais como aço inox, pedras ou cápsulas plásticas que contenham um líquido refrigerador (etilenoglicol);

– Bagos de uva também podem ser congelados para este fim. Fica bem elegante;

Não podemos esquecer alternativas menos radicais como resfriar a garrafa ou as taças. Neste caso, deixe-as na geladeira por algumas horas antes de usá-las. Podem ser embrulhadas em papel filme, evitando odores desagradáveis.

Podemos, ainda, colocar os cubos de gelo num saquinho plástico para removê-los depois que a temperatura ficar agradável ao seu paladar …

Mas, se vocês estiverem degustando uma Moët Ice Impérial Rosé ou uma Veuve Clicquot’s Rich, o gelo é obrigatório. Foram elaboradas com este objetivo.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS

Ice-Cube-Splash” por Andrew 3457 está licenciada sob CC BY 2.0.

Uma casta, um vinho, cinco estilos

Dizia uma antiga professora:

“Quem acertar a resposta ganha um doce da Colombo”!

A casta, em questão, é a uva Palomino e o vinho, o Jerez, um dos grandes produtos da Espanha, adorado e reverenciado em todo o mundo.

Um vinho fortificado, ou seja, em algum momento de sua elaboração, aguardente vínica é acrescentada ao mosto até que a graduação alcoólica, desejada, seja atingida.

Além da Palomino, que produz os vinhos secos, outras duas uvas são utilizadas, a Moscatel e a Pedro Ximenes, para o estilo adocicado.

A ilustração mostra a Palomino, também conhecida como Bianco, no Piemonte, Fransdruif, na África do Sul, Golden Chasselas, na Califórnia, Listan, na França e algumas outras denominações, mundo afora. Embora seja originária da Andaluzia, foi plantada em diversos países.

Mas na Espanha, em Sanlúcar de Barrameda, brilha, a tal ponto, que é mais conhecida como “uva Jerez”, uma identidade que explica tudo.

O grande enigma por trás desta casta e o seu magnifico vinho está na maneira como é elaborado, até os dias atuais. Alguns registros diligentemente guardados em algumas bodegas, demonstram que desde o final do século XVIII, vinhos brancos espanhóis já eram exportados para a Inglaterra. Para que aguentassem a viagem, um processo, idêntico ao que era feito em Portugal, foi adotado: acrescentava-se aguardente.

Nascia o Jerez, Xeréz, Sherry ou Sack, como preferia Shakespeare.

O processo de elaboração é atípico. Após a primeira fermentação, aguarda-se a formação de uma “flor”, uma espécie de véu que vai cobrir todo o mosto em repouso, na barrica parcialmente cheia.

O bodegueiro faz uma prova que vai decidir o destino do vinho: pode acrescentar aguardente, buscando um mínimo de teor alcoólico de 15% e máximo em torno de 17%. Deve decidir, também, sobre o tipo de envelhecimento ou amadurecimento, que pode ser biológico (a flor continua) ou um processo oxidativo (sem a flor).

Interessante notar que são decisões extremamente pessoais. Cada produtor tem suas razões para escolher que rumos seguir. Uma das preocupações atuais, de diversas empresas, é treinar novos “provadores” para continuar a tradição. As novas gerações, aparentemente, não estão interessadas neste assunto.

Aqui estão explicados, de modo suscinto, os cinco tipos:

Fino – 15% álcool. Maturação biológica (flor) e dois anos, no mínimo, em madeira;

Manzanilla – idêntico ao Fino, mas só pode ser elaborado na região de Sanlúcar de Barrameda (D.O.). As notas aromáticas são características;

Amontillado – começa sua vida como um fino e a flor se encarrega de sua maturação até um período, quando, por decisão do produtor, a graduação alcoólica é elevada para 17%, matando o véu de leveduras. Segue-se um processo oxidativo. É um dos preferidos para harmonizar com comida. Existem algumas variações deste tipo, como o Manzanilla Amontillada ou o Amontillado del Puerto;

Oloroso – quando o mosto já demonstra qualidades acima da média, é encabeçado com aguardente até 17% ou um pouco mais, e passa por maturação oxidativa. As barricas são marcadas, primeiro com um traço (ver foto de abertura) e, se a maturação toma o rumo previsto, recebe a letra “o”, sobre ele. Um grande vinho. As barricas usadas são disputadíssimas pelos produtores de Whisky;

Palo Cortado – para muitos, o grande Jerez. Dizem que não pode ser elaborado, simplesmente, acontece. Sua origem é, até hoje, um intrigante mistério. Segundos as regulamentações, ele deve ter as notas aromáticas de um Amontillado e, no palato, ser confundido com um Oloroso.

A explicação mais aceita é que a flor, que ocorre após a primeira fermentação, desaparece de maneira natural, por conta de fatores não compreendidos. A barrica, antes marcada com um traço inclinado (palo) é cortada por outro risco, na perpendicular.

Novamente, a decisão sobre se este vinho é ou não uma raridade é 100% do vinhateiro. São elaboradas, anualmente, cerca de 100.000 garrafas. Os demais tipos chegam a 60 milhões de envases.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Fotos obtidas nos seguintes sites:

Bodegas Lustau

Wein plus

Wine Scholar Guild

Confrarias valem a pena?

Pertencer a uma confraria ou mesmo organizá-la é quase uma certeza na vida de um Enófilo de boa cepa. Nada melhor que degustar um belo rótulo na companhia de bons amigos, em ambiente agradável e com alguns petiscos para harmonizar.

Uma confraria é tudo isto e muito mais, basta ter um pouco de imaginação e uma atitude positiva para, com a força de um grupo, descobrir novos e interessantes caminhos.

Organizar uma confraria é muito simples, basta reunir um grupo, escolher o local e as garrafas e deixar acontecer. Difícil é mantê-la viva, criando desafios a cada encontro, de tal forma que todos fiquem na expectativa do como será o próximo.

Alguns truques são quase óbvios, por exemplo, fazer eventos temáticos abrangendo vinhos e alimentos. Outro caminho é convidar algum especialista para dar uma aulinha sobre o que vão provar. Pode ser um Sommelier conhecido, o simpático vendedor da loja onde compram ou o professor de um curso sobre vinhos.

A escolha do local do encontro também é chave para o sucesso. Uma sugestão, bem aceita, é fazer um rodízio entre os confrades: a cada encontro, um se encarregará de escolher o local e o que será servido. Claro, notas serão atribuídas para cada encontro e um “vencedor” será declarado.

Uma boa confraria pode (e deve) ir além das reuniões periódicas. Um dos pontos fortes é usar a força de um grupo para obter algumas vantagens. Aqui estão algumas delas:

Comprar vinhos em caixas – sempre há descontos para caixas fechadas, seja diretamente na vinícola ou em lojas especializadas. Há, também, a possibilidade de se obter frete grátis, em algumas situações. A compra não precisa ser de um único tipo de vinho, caixas mistas são comuns;

Passeios e viagens – grupos são sempre bem-vindos e, na maioria das vezes, há bons descontos nos ingressos e degustações. Outra grande economia se faz no transporte; alugar uma van é mais interessante do que diversos carros. Dependendo da negociação, os preços de passagens e hospedagem podem ser mais interessantes para um grupo do que individualmente;

Aluguel de espaços para eventos – embora não seja exatamente uma vantagem, dividir o custo por todo o grupo pode viabilizar muita coisa, por exemplo, um curso, uma degustação voltada para algum produtor específico, outros temas como azeites, gastronomia etc.

Alguns subprodutos interessantes:

– Possibilidade de uma vinificação dedicada à confraria, com rótulo personalizado;

– O mesmo raciocínio se aplica para taças e outros acessórios, como decantadores, saca rolhas, bolsas para transporte de vinhos e muito mais.

A pegadinha fica por conta do trabalho para organizar isto tudo, ou seja, não é mais só degustar bons vinhos…

Dois fatores são fundamentais para o sucesso de qualquer confraria, não importando, muito, o tamanho dela:

– Um bom nome;

– Alguém que assuma as rédeas, pelo menos, no início.

Saúde e bons vinhos!

 CRÉDITOS:

Imagem de Freepik

Mendoza 2023: final + Brazil IOOC

Ocupamos nossa última manhã em Mendoza com duas atividades lúdicas: um jogo sensorial e degustação de azeites na Casa Caye e um “Blend Game” (Enólogo por um dia) na Vinícola Vistalba.

A foto que abre esta coluna mostra como foi o jogo sensorial. Em poucas palavras, um show!

Na mesa estavam dispostas vinte taças opacas e numeradas. Cada uma continha um aroma que deveríamos identificar e anotar na ficha que se vê no lado direito da foto. Havia um pouco de tudo: frutas, ervas, temperos, especiarias etc.

Por trás do jogo, estava a ideia de preparar os nossos sentidos para a segunda parte, a degustação dos excelentes azeites ali produzidos. Seguiu-se um espetacular buffet de queijos, frios e azeitonas, regados com um belíssimo espumante, Philippe Caraguel. Simplesmente perfeito!

Para chegar na Vistalba bastou atravessar a rua, literalmente. A visita começa com um breve recorrido pelas ótimas instalações. Chamou a atenção a quantidade e variedade de equipamentos utilizados na produção de seus famosos vinhos. Usam madeira, concreto e aço inox.

Na sequência, fomos conduzidos até a uma saleta onde faríamos o Blend Game. A proposta era produzir dois cortes, diferentes, a partir de três vinhos básicos da vinícola. Tudo que era necessário, pipetas, funis, taças e garrafas estava à nossa disposição.

Cada participante deveria, a seu critério, misturar dois ou três dos vinhos oferecidos: Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Uma vez decididas as misturas, elas eram provadas por todos e julgadas. As duas melhores seriam engarrafadas e rotuladas. Isto foi o ponto alto da atividade.

Depois de muitas provas, risadas e alguns comentários impublicáveis, decidimos quais iam para a garrafa. Mas, antes, deveríamos escolher um nome para nossos vinhos, de produção única.

Nova rodada de divertidos debates, tendo como fundo a palavra “penta”, já que éramos cinco pessoas. Todos concordaram que não era o melhor nome…

A solução, salomônica, foi lembrar que o grupo era formado por quatro damas e um cavalheiro, logo, “Tetra + 1”.

Em breve serão degustados aqui no Rio de Janeiro.

De Mendoza retornamos para Buenos Aires, onde passamos alguns dias antes de voltar para casa.

Com certeza ficamos com saudades.

Algumas recomendações:

– Atenção ao peso das malas – nos voos internos na Argentina, o limite de peso é 15 Kg por volume;

– O preço dos vinhos em Mendoza, seja nas lojas ou nas vinícolas é maior do que em Buenos Aires, além de aumentar o peso no voo interno;

– Comprem, apenas, aqueles vinhos que, sabidamente, não serão encontrados nas lojas habituais;

– A Aerolineas Argentinas permite o despacho de uma caixa de vinhos (6 garrafas) por passageiro, sem ônus extra.

Brazil iOOC 2023

Durante os dias 16 a 18 de julho, Lamego, em Portugal e São Paulo, no Brasil, se tornaram as capitais do Azeite.

A Quinta da Pacheca e o restaurante Kinoshita, receberam os dois grupos de especialistas que provaram mais de 100 amostras de azeites vindas de 13 países, em três continentes.

Na edição deste ano, além dos prêmios Triple Gold, Ouro, Prata e Bronze, e do Top Ten (que distingue os 10 azeites com maior pontuação), a organização criou três reconhecimentos adicionais: o Top Ten Northern Hemisphere (para os 10 melhores azeites do hemisfério norte), o Top Ten Southern Hemisphere (para os 10 melhores azeites do hemisfério sul) e o Best Organic (para o melhor produto orgânico).

Apresentamos, a seguir, o “Top Ten”, onde alguns azeites brasileiros se destacaram:

PALACIO DE LOS OLIVOS PICUAL – SPAIN
PROSPERATO PREMIUM BLEND – BRAZIL
ETHOS COBRANÇOSA – PORTUGAL
PURO CORATINA – BRAZIL
VERDE LOURO KORONEIKI – BRAZIL
DON JOSE CORATINA – BRAZIL
PROSPERATO EXCLUSIVO PICUAL – BRAZIL
AL-ZAIT & CO. KORONEIKI – BRAZIL
VERDE LOURO ARBOSANA – BRAZIL
OLIWE BLEND – CHILE (TIE)
ROSMANINHO PRAEMIUM – PORTUGAL (TIE)
GALLO BIO – PORTUGAL (TIE)
DON JOSE BLEND – BRAZIL (TIE)

Nota: TIE = empate

A listagem completa pode ser encontrada neste link:

Brazil IOOC 2023 (pdf)

Saúde, bons vinhos e azeites!

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