
O tema de hoje não é sobre cozinhar com uma bela garrafa de vinho, ao alcance das mãos, e ir dando uns golinhos na taça. Ou, como fazia um grande cozinheiro francês, cuja receita do saboroso “coq au vin” era “um gole para mim e outro para o galo”.
Utilizar um vinho como ingrediente do prato a ser preparado é uma prática muito antiga. Marco Gávio Apício, um conhecido gastrônomo na Roma do século I, já o utilizava, de acordo com seu livro, “Apicius Culinaris”.
Na culinária moderna, atribuem ao famoso mestre francês, Auguste Escoffier, a introdução do vinho na alta gastronomia, tornando-se um elemento estrutural em diversos pratos clássicos tais como boeuf bourguignon, mexilhões no vinho branco, risotos e muitos outros.
O vinho pode ser utilizado de múltiplas formas na cozinha atual: para marinar (vinha d’alhos), escalfar, ferver ou refogar. Muito comum ser reduzido para a elaboração de diversos molhos como o Bernaise, o clássico Madeira, ou apenas ser utilizado para deglaçear uma panela onde carnes foram preparadas, por exemplo.
Este sofisticado ingrediente tem múltiplas funções na elaboração de uma receita: melhora o sabor, a acidez, diminui a gordura, amacia as carnes, e ajuda a manter a umidade de alguns ingredientes.
Vinhos brancos trazem brilho para o prato, enquanto os tintos trazem profundidade e intensidade.
Todos os tipos de vinho podem ser empregados na culinária: tintos, brancos, espumantes, fortificados, doces e os rosados. Este último é bem pouco comum, mas não precisa ser assim.
Por ser um vinho muito versátil, pode substituir os brancos, acrescentado novas camadas de sabor à receita. Por ser obtido a partir de uvas tintas, pode, igualmente, ser utilizado no lugar de um tinto. Neste caso, suas características, como taninos e corpo, serão muito mais delicadas, suavizando o prato.
Nas sobremesas, os rosados podem se tornar as verdadeiras estrelas. Imaginem frutas, como pera ou maçã, cozidas neste vinho com açúcar, canela, cravo e outras especiarias. Sirva com um sorvete!
Uma perna de caneiro assada, marinada com rosé e ervas, é simplesmente deliciosa.
Experimentem cozinhar mexilhões neste vinho. Garanto que nunca mais vão utilizar um branco.
Um simples molho de vinho rosé pode ser obtido refogando cebola e alho, até que fiquem douradinhos, ao qual se acrescenta o vinho, deixando reduzir. Tempere a gosto e finalize com creme de leite. Sirva com uma massa curta.
Para que tudo aconteça como se espera, algumas regras são fundamentais:
1 – Nunca cozinhe com vinho barato. Utilize um vinho que você costuma degustar. Deve ser utilizado, também, para harmonizar;
2 – Ao contrário do que muitos acreditam, o álcool do vinho não desaparece totalmente quando fervido. Com 15 minutos de cocção, ainda resta cerca de 40% do volume alcoólico.
Escolham vinho com teores mais baixos e deixem reduzir por um longo tempo.
Saúde!
CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt
Dica da Sandra Cordeiro: Amaterra Rosé

Hoje vou aproveitar o clima de verão que voltou a dominar a paisagem do Rio de Janeiro para sugerir um vinho super fresco, aromático, saboroso, equilibrado, bonito e feito com muito esmero e carinho, estou falando do Amaterra Rosé da Vinã Marty.
A Vinã Marty é o projeto solo do renomado e experiente enólogo francês, Pascal Marty.
Formado pelo Instituto de Enologia de Bordeaux, em 1982, ainda muito jovem assumiu o post de Enólogo na Baron Philippe de Rothschild S. A, se tornando indispensável na expansão mundial da casa por mais de 14 anos.
Foi para a Califórnia onde atuou ativamente na Vinícola Opus One, a joint venture do Baron Philippe com Robert Mondavi. Em 1984, participou do lançamento da primeira safra do Opus One, vinho ultra premium produzido no Napa Vale com um corte de uvas bordalesas, objeto de desejo de profissionais e enófilos de todo o mundo.
Em 1996, Pascal foi designado como Cogerente Geral e Enólogo da joint venture do Baron Philippe com a Conha e Toro, a Vinícola Alma Viva, no Chile. Revitalizando 40 hectares de vinhedos, construiu a nova vinícola icônica. Desde seu lançamento, o Almaviva tem sido considerado consistentemente como um dos melhores vinhos ultra premium do Chile.
Em 2003, se retirou do concelho da joint venture, para iniciar sua carreira solo, atuando como enólogo consultor. Atuou em muitos projetos de enologia nos Estados Unidos na California, Oregon, Washington, Nova York, no Uruguai, e no Brasil. No Chile assumiu como diretor técnico da Cousiño Macul, onde foi responsável pelo lançamento do Lota, vinho que se tornou uma grande referência para os apreciadores e conhecedores dos vinhos do país.
Para coroar tanta aventura e experiência adquiridas durante toda sua vida fundou em 2008, a Viña Marty, aos pés da Cordilheira dos Andes, onde se esmera no desenvolvimento de seu próprio projeto: além de trabalhar na criação de uma gama de vinhos de excelente qualidade, tem como propósito a consolidação de relações estreitas e respeitosas com cada um de seus parceiros.
Visual: Rose claro, transparente, límpido e brilhante.
100% Syrah produzida no Vale do Cachapoal, que tem dias quentes e ensolarados e noites frias, garantindo grande amplitude térmica que propicia o amadurecimento perfeito dos bagos com a manutenção da acidez.
No nariz: é frutado nos trazendo aromas de frutos vermelhos frescos, como morangos, framboesas e cerejas, notas florais delicadas.
Teor alcoólico: 13%.
Na boca: é um vinho seco, leve, refrescante, saboroso e muito agradável de se beber. Perfeito para ser apreciado a beira da piscina, acompanhando aperitivos, frutos-do-mar como camarões e polvo, saladas.
Amaterra se refere à forte ligação sentimental e ao respeito que as pessoas sentem pela terra e pelo meio ambiente.
Vinhos feitos com paixão e excelência para criar vínculos e muitos encontros.
Onde encontrar?
No site da Ocam vinhos: https://ocamvinhos.com.br/
R$ 83,00 a garrafa de 750ml
Frete grátis para a cidade do Rio de Janeiro, para compras a partir de R$ 300,00
Desfrutem com muita alegria e moderação.
Tim Tim!









