Presentes para uma mãe Enófila

O Dia das Mães foi uma data oficializada no Brasil em 1932, pelo Pres. Getúlio Vargas. Sua comemoração ocorre, sempre, no segundo domingo de mês de maio.

Presenteá-las é mais que uma obrigação.

Talvez o melhor presente para nossas mães, avós ou esposas, é sermos autênticos. Querendo, ou não, fomos criados e moldados por elas.

O complicado é fugir do óbvio. Existe uma série de presentes que quase vem com uma inscrição padrão: “perfeito para o Dia das Mães”.

Com um pouco de criatividade, podemos partir destes consagrados padrões e inventar algo diferente e divertido.

O manjado buquê com doze rosas é um clássico. Que tal dar um incrementada e presentear uma bela garrafa de espumante, ou mesmo um Champanhe, acompanhado das rosas?

Querem ser mais originais?

Presenteiem uma dúzia de garrafinhas de espumantes rosado e as flores (procure em sites de compras na Internet). Para um toque mais especial, acrescente umas taças.

Mães são territoriais, principalmente quando o assunto são os filhos. Um presente como este sugere uma exclusividade, muito apreciada por elas.

Outro clássico é a caixa de chocolates. Que tal oferecer uma garrafa de Vinho do Porto, fazendo par com este mimo?

Há várias outras possibilidades dentro deste mesmo tema. Novamente, o uso de meias garrafas pode ser aproveitado aqui, também: um Ruby e um Tawny.

Quanto aos chocolates, prefiram os classificados como “gourmet”, elaborados por chocolatiers modernos e atuais. Prefiram os sabores mais amargos ou com recheios menos doces. Harmonizam melhor.

A terceira sugestão é um pouco mais elaborada: uma cesta de queijos e vinhos.

As boas delicatessens de nossas cidades certamente podem montar presentes dentro deste tema: 3 ou 4 queijos; torradas; alguma pastinha mais neutra e uma garrafa de bom vinho.

A grande curtição é montarmos as nossas cestas. Comecem com dois bons vinhos, um branco e um tinto. Se quiserem exagerar, acrescentem um espumante ou um vinho de sobremesa. Podem ser em meia garrafa.

Quanto aos queijos, o Brasil é um dos campeões mundiais desta iguaria. Produzimos uma variedade enlouquecedora, todos deliciosos. Alguns exemplos: Canastra, Serro, Parmesão de Alagoa, Morro Azul, Lua Cheia, Azul de Minas e muitos outros.

Façam suas próprias torradinhas além de uma pastinha, batendo queijo Cottage, salsinha, iogurte para dar o ponto e temperos.

Muitas outras possibilidades podem ser criadas a partir destas três ideias. Basta acrescentar um bom vinho, no estilo que a mãe Enófila aprecia. Se for um que ela não conheça, melhor ainda.

Sucesso!

CRÉDITOS: Imagem de Magnific

Dica da Sandra Cordeiro para mães Enófilas:

Embora já tenha falado sobre o Adolfo lona em uma dica anterior, voltarei a falar sobre seu trabalho de mais de 50 anos de dedicação à produção de excelentes vinhos na Serra Gaúcha.

Adolfo, que produz vinhos tranquilos e espumantes com maestria, é uma grande referência para a nova geração de enólogos atuantes no país, principalmente quando se fala em espumantes, sua especialidade.

Argentino, radicado a mais de 50 anos no Brasil, veio para cá em 1973 a convite da Martini & Rossi para liderar a equipe técnica da empresa. O objetivo era consolidar a produção de vinhos de qualidade na Serra Gaúcha, como os conhecidos espumantes De Greville, além dos vinhos Chateau Duvalier e Baron de Lantier, que fizeram muito sucesso em todo o país.

Lona esteve à frente da enologia da Martini & Rossi por 31 anos, saindo em 2024 para fundar seu próprio projeto, a Vinícola Adolfo Lona, com o foco na produção de espumantes artesanais.

E como estamos em período de comemorar nossas mães, nada melhor que um bom espumante para agradá-las, e para combinar com a grande variedade de iguarias que invadem nossas mesas nestes dias. Afinal, os espumantes são verdadeiros coringas no jogo da boa harmonização.

A sugestão é o espumante Adolfo Lona Brut Tradicional.

Foi considerado o Melhor Espumante Brut tradicional do Brasil na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2025.

Dito isto, vamos às características do nosso escolhido?

O Adolfo Lona Brut tradicional estagiou por 24 meses sobre as borras das leveduras, o que nos proporcionou um espumante complexo, de linda cor dourada pálida, perfeito equilíbrio entre sabores, aromas, acidez, maciez, cremosidade e borbulhas finíssimas e abundantes e persistentes.

Aromas e sabores a frutos cítricos de maça verde, pêssego, e panificação, é muito cremoso e persistente. Ideal para um bom brinde e para acompanhar aperitivos, pratos quentes e frios a base de peixes e de carnes brancas, saladas variadas. Ótimo com a maioria dos queijos e ainda sugiro que tentem com uma boa feijoada, que eu amo.

No site da OCAM vinhos custa R$ 179,00, com entrega grátis na cidade do Rio de Janeiro, para compras a partir de R$ 300,00.

FICHA TÉCNICA:
Método: Tradicional ou Champenoise.
Total ciclo: 24 meses.
Açúcares totais: 8 gramas por litro.
Teor alcoólico: 12,8%
UVAS: Chardonnay e Pinot Noir

Porque vinhos de corte

Há quem prefira os varietais, outros preferem os vinhos de corte. Justiça seja feita, alguns dos vinhos mais famosos e desejados são elaborados com, pelo menos, duas castas, ou mais.

O “corte bordalês”, talvez seja o mais famoso de todos. Define, por assim dizer, como deve ser um vinho daquela região, dividida pelo rio Garona. Na margem esquerda predomina a Cabernet Sauvignon. Na margem oposta, a Merlot reina.

Outra região francesa de enorme importância é o vale do rio Ródano, origem do “GSM”, abreviatura para um não menos famoso “assemblage” de Garnacha, Syrah e Mourvedre. Na parte sul deste vale elaboram um vinho espetacular, vinificando uma complexa mistura que pode conter 13 castas diferentes, entre tintas e brancas: Châteauneuf-du-Pape.

Na vizinha Itália vamos encontrar cortes clássicos como o toscano Chianti (Sangiovese, Canaiolo, Colorino), ou o sofisticado Amarone della Valpolicella, na região do Vêneto (Corvina, Rondinella, Molinara).

O Champanhe, talvez o mais celebrado estilo de vinho, sempre foi um corte. As castas mais comuns são a Chardonnay, a Pinot Noir e a Pinot Meunier, vinificadas em branco.

Pelo menos mais dois vinhos merecem destaques: Porto e Jerez, obtidos por meio de elaborados cortes, sem que isto esgote esta lista.

Do ponto de vista enológico, não se trata de uma disputa, entre blends e varietais, para saber quem é o melhor, mas de encontrar soluções para manter um nível de qualidade, quando se sabe que a matéria-prima, a uva, é sazonal. Numa safra pode estar perfeita e na seguinte não conseguir produzir grandes vinhos.

Esta é a principal ideia por trás dos cortes: garantir uma a qualidade homogênea do produto. É a grande ferramenta que os enólogos dispõem, para obter maior complexidade e equilíbrio, corrigir pequenos defeito e atender demandas específicas do mercado.

Não pensem que é fácil elaborar um “blend” de qualidade. Inúmeros caminhos podem ser trilhados e, alguns deles, como os “field blends”, vinhedos com diversas castas plantadas juntas, comum em Portugal, podem exigir muita dedicação de mão de obra para resultar num bom vinho.

A foto que ilustra este texto mostra uma das formas mais simples de se elaborar um corte: dosar diferentes vinificações, que podem ser de várias castas ou safras diversas de uma só casta.

Tudo vai ser baseado em múltiplas dosagens e provas. Vinhos icônicos, como o chileno Almaviva, se dão ao luxo de testaram o blend em diferentes países, em busca de um resultado “universal”.

Se olharmos com atenção para alguns dos vinhos varietais que estamos acostumados a degustar vamos descobrir que também são cortes. Alguns exemplos são bem claros:

Malbec, argentino, exige um mínimo de 85% desta casta para ser considerado um monocasta. Existem vinhos mais caros que declaram, no rótulo, 100% Malbec;

Cabernet Sauvignon do Napa Valley, EUA, tem um mínimo de 75% desta casta. Mesmo os chamados “Cult Wines”, que declaram 100% Cabernet, podem ter quantidades muito pequenas de Merlot ou Cab. Franc. A lei permite;

Já no Chile, a porcentagem mínima de Cabernet é 85%

No final, quem ganha é o nosso paladar.

Saúde.

CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt

Dica da Sandra Cordeiro:

Herdade do Peso — Sossego

Olá, leitores, como o Tuty hoje falou sobre vinho de corte (blend, corte, lote ou assemblage) eu não poderia deixar de indicar um vinho de Portugal, afinal os portugueses são os reis da mistura.

Em Portugal a grande maioria dos vinhos são produzidos a partir da mistura de duas ou mais variedades de uva. O país possui mais de 250 variedades de castas autóctones nativas e muito bem adaptadas a uma região, ao longo de séculos, sendo a expressão autêntica do seu terroir.

Uma matéria-prima de qualidade e muita especificidade à disposição de seus enólogos, que chamo de alquimistas do vinho, que com profundo conhecimento e espírito desafiador combinam criatividade e ciência para transformar uvas em rótulos únicos de qualidade indiscutível.

Matéria-prima de qualidade em abundância nas mãos de profissionais competentes e apaixonados, só pode nos proporcionar excelentes brindes, então vamos à sugestão.

A sugestão é um rótulo da Herdade do Peso, na Vidigueira, Alentejo. É o projeto de referência da SOGRAPE na região.

A propriedade de mais de 30 anos de existência, possui 160 hectares de vinhedos com foco na biodiversidade, sustentabilidade, e no cuidado minucioso das vinhas para alcançar a máxima expressão do Terroir da Vidigueira, o qual é absolutamente único e diferenciado dos demais do Alentejo.

O Sossego Tinto é um clássico vinho de corte no bom estilo Alentejano, é um blend de três castas muito bem adaptadas a região:

A Aragonez, casta ibérica muito querida e plantada na Espanha, onde é mais conhecida como Tempranillo. É a casta tinta mais plantada no Alentejo. Incorpora aos vinhos fruta vermelha e negra, confere elevado teor alcoólico, boa estrutura tânica, baixa acidez (principalmente em climas quentes) e ótima capacidade de envelhecimento, principalmente quando em corte para a correção da acidez e com passagem em madeira.

A Touriga Nacional, rainha das tintas de Portugal, é aromática e refinada. Traze para o vinho bom corpo, carga aromática fantástica com aromas de frutos vermelhos e negros, um floral delicioso e muito característico de violetas. Taninos firmes e finos que se traduzem em elegância, conseguindo manter uma carga de acidez bem interessante, mesmo em climas quentes.

A Syrah casta francesa originária do Vale do Rhone, está super integrada nestas terras lusitanas. Incorpora ao vinho robustez, corpo farto, alcoolicidade elevada, típico de sua adaptabilidade aos climas quentes, cor violácea, aromas especiados como alcaçuz, pimenta-preta e chocolate, frutos negros, taninos firmes e macios, e ótima capacidade de envelhecimento, mantendo a boa acidez natural na Vidigueira.

O corte beneficia o produto trazendo mais complexidade aromática, equilibrando a alcoolicidade, estrutura tânica, acidez e corpo do vinho.

Castas: 75% Aragonez, 15% Syrah, 10% Touriga Nacional.
Amadurecimento: 6 meses em barricas de 225 litros de carvalho francês e do Cáucaso.
Corpo: Médio — Teor alcoólico: 13,5%

Proponho degustar este vinho apreciando uma boa massa com molho vermelho, bolonhesa ou ao sugo.
Carnes vermelhas magras, grelhadas, assadas ou rosbife.
Risotos de parmesão, ou funghi.
Pizzas tradicionais com a Margherita, portuguesa, calabresa.
Frango assado, porco assado, charcutaria, queijos de meia cura, ou com o nosso bom e velho churrasco com a turma.

É um vinho versátil, saboroso, macio, descontraído, excelente para desfrutarmos com simplicidade e despojamento.

No site da OCAM vinhos sai por R$ 141,00 com entrega grátis na cidade do Rio de Janeiro, para compras a partir de R$ 300,00

https://ocamvinhos.com.br

Bora aproveitar o feriado e já fazer um belo brinde com ele?

Tim Tim!

Pouilly: Fumé ou Fuissé?

Vinhos franceses sempre foram a referência do mercado, mas entender seus rótulos pode gerar curiosas confusões.

A norma francesa adota o nome da região produtora, em lugar das castas utilizadas, para servir de nome para um vinho. O comprador que tenha conhecimento suficiente para saber que tipo de vinho foi engarrafado sob aquela “Appellation”, e estamos conversados.

As duas AOC de hoje são famosas por provocar um tipo de engano, muito comum, neste nosso universo. Quase todo mundo ou confunde ambas as regiões, ou troca uma pela outra e alguns acham que é o mesmo vinho (de diferentes produtores, por exemplo).

Aqui estão alguns fatos esclarecedores.

São dois vinhos brancos, de diferentes regiões produtoras, distantes entre si por cerca de 200Km, aproximadamente;

A comuna de Pouilly-sur-Loire fica na região do Vale do Loire, próxima à cidade de Sancerre. A casta dominante, nesta região, é a Sauvignon Blanc, conhecida localmente por Blanc Fumé, devido à aparência esfumaçada de suas cascas, quando estão maduras. (fumé significa defumado)

A região do outro vinho engloba quatro comunas, na região do Mâcon, Borgonha, berço da casta Chardonnay: Solutré-Pouilly, Vergisson, Chaintré e Fuissé. Embora seja menos famosa que a outra região, recebeu no ano de 2020 a designação de “premier cru”, a única do Mâconnais.

Cada um representa um terroir totalmente diferente do outro. Enquanto o Sauvignon Blanc é plantado em solos muito minerais como marga, sílex e calcário, as parreiras de Chardonnay estão em solos basicamente graníticos e calcários.

São vinhos minerais com distintas personalidades.

Os Fumé são vinhos frescos e muito elegantes. Apresentam aromas que lembram pederneira e defumados. No palato encontram-se notas cítricas, groselha verde, ótima acidez e a já citada mineralidade.

Harmonizam com frutos-do-mar, queijos brancos de cabra ou ovelha, carnes brancas, culinária oriental e vegetais como aspargos e molho pesto.

Os Fuissé são vinhos considerados com exuberantes, com uma mineralidade mais sutil. Aromas de frutas brancas e paladar muito cremoso. Quase sempre passam algum tempo em barricas de carvalho, o que lhe confere boa capacidade de envelhecimento.

Harmonizam com crustáceos, carnes brancas, risotos e massas, inclusive com molhos a base de vegetais, queijos brancos ou amarelos de textura média, Foie gras e escargots com alho.

Agora, não errem mais!

Saúde.

CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt

17/04–Dia do Malbec

Esta data foi criada pela organização Wines of Argentine, em 2011, para celebrar uma casta francesa, levada para a Argentina em 1853, e o seu vinho.

Naquela época, o Presidente Domingos Faustino Sarmiento, iniciou uma grande transformação na vinicultura do país, contratando especialistas da França, criando escolas agrícolas e trazendo novas vinhas, entre elas a Malbec.

Para esta casta e o seu vinho chegarem onde hoje estão foi um longo caminho, mais de 130 anos de erros e acertos.

Muitos se perguntam: Por que a Malbec?

Dois importantes fatos, nesta extensa linha do tempo, nos mostram que as mudas trazidas para a América do Sul chegaram aqui antes da filoxera (1860) e antes da classificação dos vinhos de Bordeaux, feita por Napoleão III em 1855.

A Malbec, então, era uma das castas mais plantadas em Bordeaux, principalmente na região do Medoc. Fácil deduzir que os vinhos que melhor se saíram, na respeitada classificação bordalesa, tinham uma boa parcela de vinho desta uva em seus cortes.

A grande mudança aconteceu após a praga. Entre as cinco varietais que eram permitidas, a Cabernet Sauvignon foi a que melhor resistiu à voracidade do pequeno inseto.

Vinhedos inteiros foram dizimados. Um prejuízo incalculável. Na hora de replantar, a Cabernet se tornou e escolha óbvia.

A Malbec sobreviveria na Argentina.

Até os anos 1990, não era considerada uma grande uva, sendo utilizada para fins menos nobres. Tornou-se uma casta esquecida e secundária.

Este quadro só mudaria com a ação de três pessoas que se tornaram icônicas no mundo do vinho: Nicolas Catena, um de seus irmãos, Jorge Catena e Paul Hobbs, que era colega de classe de Jorge, na Universidade de Davis, Califórnia.

Hobbs aceitou o convite do amigo para conhecer os vinhedos e vinícola da família, que focavam em Cabernet Sauvignon e Chardonnay.

Aqueles vinhedos desprezados atiçaram a curiosidade de Hobbs. Mesmo sendo avisado de que não valia a pena lidar com aquilo, solicitou permissão, aos Catena, para fazer algumas experiências.

Mal sabiam que isto iria revolucionar o vinho argentino e influenciar produtores em todos os cantos do mundo.

Primeiro mudaram a forma de plantio. As guias eram muito próximas do chão, não permitindo uma exposição ideal à luz solar. Foram levantadas.

A irrigação foi drasticamente reduzida, adotando novos métodos. Além disto, telas foram instaladas para minimizar os efeitos de chuva de granizos.

As cantinas foram modernizadas e implementando novos equipamentos e técnicas, focando na qualidade dos vinhos.

Em pouco tempo estas mudanças começaram a produzir vinhos muito interessantes, aromáticos, cheios de sabores frutados, macios, bem com o estilo daquela época (anos 90), muito influenciados por Parker e Rolland.

Com um preço extremamente competitivo, este sucesso rapidamente se espalhou pelo resto do mundo.

Nascia uma nova lenda: o Malbec Argentino.

Ao longo desta jornada, vários outros estilos surgiram. Vinhos com pouca madeira, terroirs de altitude, novos clones e muito mais. A força desta casta é, sem dúvida, a grande responsável pela fama dos vinhos argentinos.

Além dos tintos, hoje é possível encontrar Malbec vinificado em branco, ou como um espumante e até mesmo como um fortificado ao estilo dos vinhos do Porto.

São 50.000 ha plantados naquele país. A segunda maior área está no vizinho Chile, com 6.000 ha, seguidos de França, África do Sul, Nova Zelândia e Califórnia.

Só nos resta convidar todos os leitores para, no dia 17/04, degustar um belo Malbec.

Saúde!

Dica da Sandra Cordeiro: Proyecto Circulares Malbec do Deserto.

Como estamos em pleno outono, embora ainda eu não tenha visto a mudança que gostaria na temperatura, gosto de dias mais fresquinhos, vou indicar um bom vinho para esta estação, vamos de Proyecto Circulares Malbec do Deserto.

Proyetos Ciculares porque não há nada estático, a vida é ativa e aleatória. A força criativa constante que permite se alcançar um objetivo. Quando há um projeto há vida.

“Vibração, pele, entusiasmo, ideias, inspiração, encontro. Um projeto. Muitos encontros. Tudo girando em torno de um mesmo eixo: o vinho.”

Mendoza é um oásis no deserto, e o enólogo Germán Massera, viticultor de grande prestígio na Argentina, proprietário da Vinícola Escala Humana como projeto pessoal, e do encontro com amigos decidiu lançar o Proyetos Circulares. Escolheu pequenos lugares no Vale do Uco onde o deserto é mais agreste, e a vinha cresce e frutifica com o mínimo disponível, como faz a flora rústica e nativa deste vale. Com solos arenosos que drenam a água muito rapidamente, a irrigação é indispensável, os solos são enriquecidos pelos componentes que os rios e os ventos trazem das altas montanhas.

Malbec Del Deserto

100% Malbec.

Vinhedos de Vista Flores, Tunuyán.

Teor alcoólico 13,5%

Fermentação em tanques de concreto com leveduras nativas.

Pisa suave e remontagem delicada durante a fermentação.

Envelhecido por 6 meses em tanques de concreto, mais 12 meses em garrafa.

Tiragem: 1.152 garrafas em 2024.

Vinho vermelho rubi médio, aromático a frutos negros e vermelhos como ameixa e framboesa, um sutil aroma floral de violeta, muito elegante.

Na boca mostra corpo médio, muito equilíbrio, taninos macios e aveludados, persistente e muito saboroso. Elaborado com mínima intervenção, só utiliza leveduras nativas, baixa extração, sempre focando no máximo respeito pelo ambiente e pelas pessoas nele inseridas.

É um Malbec de estilo moderno com foco na fruta, menos extraído, frescor agradável e pronto para beber.

Combina muito bem com carnes vermelhas, aves assadas, massas com molhos vermelhos em geral, ou simplesmente com uma boa conversa com um bom amigo.

Bora provar?

Ele custa R$ 172,00 na OCAM Vinhos

Frete grátis a partir de R$ 300,00.

https://ocamvinhos.com.br/

CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt

Cozinhando com vinho rosé

O tema de hoje não é sobre cozinhar com uma bela garrafa de vinho, ao alcance das mãos, e ir dando uns golinhos na taça. Ou, como fazia um grande cozinheiro francês, cuja receita do saboroso “coq au vin” era “um gole para mim e outro para o galo”.

Utilizar um vinho como ingrediente do prato a ser preparado é uma prática muito antiga. Marco Gávio Apício, um conhecido gastrônomo na Roma do século I, já o utilizava, de acordo com seu livro, “Apicius Culinaris”.

Na culinária moderna, atribuem ao famoso mestre francês, Auguste Escoffier, a introdução do vinho na alta gastronomia, tornando-se um elemento estrutural em diversos pratos clássicos tais como boeuf bourguignon, mexilhões no vinho branco, risotos e muitos outros.

O vinho pode ser utilizado de múltiplas formas na cozinha atual: para marinar (vinha d’alhos), escalfar, ferver ou refogar. Muito comum ser reduzido para a elaboração de diversos molhos como o Bernaise, o clássico Madeira, ou apenas ser utilizado para deglaçear uma panela onde carnes foram preparadas, por exemplo.

Este sofisticado ingrediente tem múltiplas funções na elaboração de uma receita: melhora o sabor, a acidez, diminui a gordura, amacia as carnes, e ajuda a manter a umidade de alguns ingredientes.

Vinhos brancos trazem brilho para o prato, enquanto os tintos trazem profundidade e intensidade.

Todos os tipos de vinho podem ser empregados na culinária: tintos, brancos, espumantes, fortificados, doces e os rosados. Este último é bem pouco comum, mas não precisa ser assim.

Por ser um vinho muito versátil, pode substituir os brancos, acrescentado novas camadas de sabor à receita.  Por ser obtido a partir de uvas tintas, pode, igualmente, ser utilizado no lugar de um tinto. Neste caso, suas características, como taninos e corpo, serão muito mais delicadas, suavizando o prato.

Nas sobremesas, os rosados podem se tornar as verdadeiras estrelas. Imaginem frutas, como pera ou maçã, cozidas neste vinho com açúcar, canela, cravo e outras especiarias. Sirva com um sorvete!

Uma perna de caneiro assada, marinada com rosé e ervas, é simplesmente deliciosa.

Experimentem cozinhar mexilhões neste vinho. Garanto que nunca mais vão utilizar um branco.

Um simples molho de vinho rosé pode ser obtido refogando cebola e alho, até que fiquem douradinhos, ao qual se acrescenta o vinho, deixando reduzir. Tempere a gosto e finalize com creme de leite. Sirva com uma massa curta.

Para que tudo aconteça como se espera, algumas regras são fundamentais:

1 – Nunca cozinhe com vinho barato. Utilize um vinho que você costuma degustar. Deve ser utilizado, também, para harmonizar;

2 – Ao contrário do que muitos acreditam, o álcool do vinho não desaparece totalmente quando fervido. Com 15 minutos de cocção, ainda resta cerca de 40% do volume alcoólico.

Escolham vinho com teores mais baixos e deixem reduzir por um longo tempo.

Saúde!

CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt

Dica da Sandra Cordeiro: Amaterra Rosé

Hoje vou aproveitar o clima de verão que voltou a dominar a paisagem do Rio de Janeiro para sugerir um vinho super fresco, aromático, saboroso, equilibrado, bonito e feito com muito esmero e carinho, estou falando do Amaterra Rosé da Vinã Marty.

A Vinã Marty é o projeto solo do renomado e experiente enólogo francês, Pascal Marty.

Formado pelo Instituto de Enologia de Bordeaux, em 1982, ainda muito jovem assumiu o post de Enólogo na Baron Philippe de Rothschild S. A, se tornando indispensável na expansão mundial da casa por mais de 14 anos.

Foi para a Califórnia onde atuou ativamente na Vinícola Opus One, a joint venture do Baron Philippe com Robert Mondavi. Em 1984, participou do lançamento da primeira safra do Opus One, vinho ultra premium produzido no Napa Vale com um corte de uvas bordalesas, objeto de desejo de profissionais e enófilos de todo o mundo.

Em 1996, Pascal foi designado como Cogerente Geral e Enólogo da joint venture do Baron Philippe com a Conha e Toro, a Vinícola Alma Viva, no Chile. Revitalizando 40 hectares de vinhedos, construiu a nova vinícola icônica. Desde seu lançamento, o Almaviva tem sido considerado consistentemente como um dos melhores vinhos ultra premium do Chile.

Em 2003, se retirou do concelho da joint venture, para iniciar sua carreira solo, atuando como enólogo consultor. Atuou em muitos projetos de enologia nos Estados Unidos na California, Oregon, Washington, Nova York, no Uruguai, e no Brasil. No Chile assumiu como diretor técnico da Cousiño Macul, onde foi responsável pelo lançamento do Lota, vinho que se tornou uma grande referência para os apreciadores e conhecedores dos vinhos do país.

Para coroar tanta aventura e experiência adquiridas durante toda sua vida fundou em 2008, a Viña Marty, aos pés da Cordilheira dos Andes, onde se esmera no desenvolvimento de seu próprio projeto: além de trabalhar na criação de uma gama de vinhos de excelente qualidade, tem como propósito a consolidação de relações estreitas e respeitosas com cada um de seus parceiros.

Visual: Rose claro, transparente, límpido e brilhante.

100% Syrah produzida no Vale do Cachapoal, que tem dias quentes e ensolarados e noites frias, garantindo grande amplitude térmica que propicia o amadurecimento perfeito dos bagos com a manutenção da acidez.

No nariz: é frutado nos trazendo aromas de frutos vermelhos frescos, como morangos, framboesas e cerejas, notas florais delicadas.

Teor alcoólico: 13%.

Na boca: é um vinho seco, leve, refrescante, saboroso e muito agradável de se beber. Perfeito para ser apreciado a beira da piscina, acompanhando aperitivos, frutos-do-mar como camarões e polvo, saladas.

Amaterra se refere à forte ligação sentimental e ao respeito que as pessoas sentem pela terra e pelo meio ambiente.

Vinhos feitos com paixão e excelência para criar vínculos e muitos encontros.

Onde encontrar?

No site da Ocam vinhos: https://ocamvinhos.com.br/

R$ 83,00 a garrafa de 750ml

Frete grátis para a cidade do Rio de Janeiro, para compras a partir de R$ 300,00

Desfrutem com muita alegria e moderação.

Tim Tim!

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