
A informática, como dizem alguns ou a cibernética, como preferem outros, desempenha um papel cada vez mais significativo em nossas vidas.
Com a chegada do se convencionou chamar de “inteligência artificial”, novos campos de atuação estão surgindo, muitos deles jamais sonhados pelo homem que, agora, se torna um verdadeiro “ignorante”.
Nada a temer, entretanto: somos nós que programamos a “IA”.
Entre diversas coisas que estão sendo produzidas com a ajuda desta nova ferramenta, uma chamou a nossa atenção.
Pesquisadores da Universidade Batista Normal de Pequim — Hong Kong encontraram uma curiosa correlação entre os cinco fatores clássicos de personalidade e como estas pessoas escolhem seus estilos de vinho, por exemplo, teor alcoólico, paleta de aromas e sabores, corpo, intensidade e texturas.
Os traços marcantes de personalidade são definidos como, abertos a novas experiências, conscienciosidade, extroversão, instabilidade emocional e amabilidade.
Segundo a pesquisa, analisada com ferramentas de “IA”, cada um destes tipos tende a escolher uma determinada característica mais marcante em seus vinhos.
Alto teor alcoólico agrada tanto aos que tem uma mente aberta quanto aos que são mais amáveis.
Vinhos mais alcoólicos oferecem uma maior complexidade de aromas, sabores e texturas, atraindo, naturalmente estes dois grupos, sempre em busca de novidades.
Já os vinhos com baixo teor alcoólico, que estão na moda, seria a típica escolha dos que têm uma personalidade instável e dos que são extrovertidos. Mas por diferentes motivos.
Os instáveis tendem a querer manter o controle sobre tudo os cercam. Deixar se levar pela bebida seria o mesmo que ir contra a corrente. Já os extrovertidos querem garantir que os bons momentos nunca terminem, o que um eventual excesso de bebida não permitiria.
O fiel da balança, como não poderia deixar de ser, é o grupo da personalidade consciente. Por serem mais rígidos e disciplinados, podem dançar conforme a música, sem problemas.
Sem fazer nenhuma distinção sobre o que vai ser consumido, decidem, apenas, por poucos fatores: se o vinho é bom e o ambiente está segundo os seus objetivos, vamos em frente. Caso contrário, basta uma tacinha e tudo bem.
Como todo estudo apoiado nesta moderna ferramenta, estes resultados, embora façam muito sentido do ponto de vista lógico, estão sujeitos aos erros de sempre.
No momento, servem apenas para refletir e divertir.
Saúde!
Dica da Sandra Cordeiro: TOSCA CHIANTI COLLI SENESI
Continuando a comemorar o dia Internacional da Mulher, hoje a indicação é de um vinho produzido por uma brilhante e renomada enóloga italiana, Míriam Caporali da Tenuta Valdipiatta.
A Tenuta Valdipiatta, foi fundada na década de 1960, e adquirida por Giulio Caporali no início da década de 1980, é uma vinícola da Toscana, mais especificamente no coração de Montepulciano, possui 22 há de vinhedos localizados entre 300 e 350 metros acima do nível do mar.
Minha Shangri-La, era assim que Giulio chamava a propriedade, onde implantou a filosofia da sustentabilidade. Era seu refúgio do caos da cidade grande, onde se dedicava a produzir, para a família em primeiro lugar, o azeite, excelentes vinhos, e os demais frutos da terra e a literatura e a história que eram suas paixões.
Em 2002, Míriam Caporali, sua filha, assumiu a propriedade trocando a agitação de Roma pela tranquilidade da Toscana, e a Economia pela Enologia (se formou em Bordeaux). Dando continuidade à filosofia da sustentabilidade implantada por seu pai, e indo além, converteu todos os vinhedos em orgânicos.
A Tenuta Valdipiatta é reconhecida como um dos produtores históricos do Vino Nobile de Montepulciano, mas hoje nossa sugestão é outra, é o Tosca Chianti Colli Senesi.
Miriam Caporali e Giulio desejavam poder produzir um Chianti até identificarem uma parte do vinhedo que finalmente consideraram adequada. O nome tosca homenageia a Toscana, e a Puccini por sua ópera de mesmo nome. É um Chianti que surpreende pela qualidade, equilíbrio e pela sua capacidade de se desenvolver muito bem com o tempo em garrafa.

TOSCA CHIANTI COLLI SENES é um vinho tinto, seco, de médio corpo, teor alcoólico de 13%, é produzido com as castas Prugnolo Gentile (Sangiovese) e 10% de Canaiolo Nero, passa 3 meses por afinamento em madeira, e pode ser guardado por 4 a 5 anos em adega.
É um vinho vermelho Rubi de média intensidade, muito frutado trazendo nuances de várias frutas vermelhas e negras como cerejas, amoras entre outras, um delicado e bem integrado toque de madeira, e aromas vegetais de ervas aromáticas frescas como tomilho. Na boca se apresenta muito equilibrado, com taninos marcantes e, ao mesmo tempo, macios, acidez vivaz, a fruta abundante, e corpo médio.
Classicamente harmoniza perfeitamente com uma bem-feita e suculenta Bisteca Fiorentina, mas podemos apostar num ravioli de vitela, num frango assado marinado com ervas finas e pimenta-do-reino, e até mesmo com um bom churrasco brasileiro.
Bora provar com churrasco? Eu aposto que vai ficar top.
Para comprar este vinho acesse a loja da OCAM Vinhos.
Valor: R$ 268,00/unidade
CRÉDITOS: imagem de abertura obtida no gerador de imagens do ChatGPT
Fontes:
– From Personality to Pour: How Consumer Traits Shape Wine Preferences and Alcohol Choices
– An AI analyzed wine reviews and found a surprising link to personality









