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Porque vinhos de corte

Há quem prefira os varietais, outros preferem os vinhos de corte. Justiça seja feita, alguns dos vinhos mais famosos e desejados são elaborados com, pelo menos, duas castas, ou mais.

O “corte bordalês”, talvez seja o mais famoso de todos. Define, por assim dizer, como deve ser um vinho daquela região, dividida pelo rio Garona. Na margem esquerda predomina a Cabernet Sauvignon. Na margem oposta, a Merlot reina.

Outra região francesa de enorme importância é o vale do rio Ródano, origem do “GSM”, abreviatura para um não menos famoso “assemblage” de Garnacha, Syrah e Mourvedre. Na parte sul deste vale elaboram um vinho espetacular, vinificando uma complexa mistura que pode conter 13 castas diferentes, entre tintas e brancas: Châteauneuf-du-Pape.

Na vizinha Itália vamos encontrar cortes clássicos como o toscano Chianti (Sangiovese, Canaiolo, Colorino), ou o sofisticado Amarone della Valpolicella, na região do Vêneto (Corvina, Rondinella, Molinara).

O Champanhe, talvez o mais celebrado estilo de vinho, sempre foi um corte. As castas mais comuns são a Chardonnay, a Pinot Noir e a Pinot Meunier, vinificadas em branco.

Pelo menos mais dois vinhos merecem destaques: Porto e Jerez, obtidos por meio de elaborados cortes, sem que isto esgote esta lista.

Do ponto de vista enológico, não se trata de uma disputa, entre blends e varietais, para saber quem é o melhor, mas de encontrar soluções para manter um nível de qualidade, quando se sabe que a matéria-prima, a uva, é sazonal. Numa safra pode estar perfeita e na seguinte não conseguir produzir grandes vinhos.

Esta é a principal ideia por trás dos cortes: garantir uma a qualidade homogênea do produto. É a grande ferramenta que os enólogos dispõem, para obter maior complexidade e equilíbrio, corrigir pequenos defeito e atender demandas específicas do mercado.

Não pensem que é fácil elaborar um “blend” de qualidade. Inúmeros caminhos podem ser trilhados e, alguns deles, como os “field blends”, vinhedos com diversas castas plantadas juntas, comum em Portugal, podem exigir muita dedicação de mão de obra para resultar num bom vinho.

A foto que ilustra este texto mostra uma das formas mais simples de se elaborar um corte: dosar diferentes vinificações, que podem ser de várias castas ou safras diversas de uma só casta.

Tudo vai ser baseado em múltiplas dosagens e provas. Vinhos icônicos, como o chileno Almaviva, se dão ao luxo de testaram o blend em diferentes países, em busca de um resultado “universal”.

Se olharmos com atenção para alguns dos vinhos varietais que estamos acostumados a degustar vamos descobrir que também são cortes. Alguns exemplos são bem claros:

Malbec, argentino, exige um mínimo de 85% desta casta para ser considerado um monocasta. Existem vinhos mais caros que declaram, no rótulo, 100% Malbec;

Cabernet Sauvignon do Napa Valley, EUA, tem um mínimo de 75% desta casta. Mesmo os chamados “Cult Wines”, que declaram 100% Cabernet, podem ter quantidades muito pequenas de Merlot ou Cab. Franc. A lei permite;

Já no Chile, a porcentagem mínima de Cabernet é 85%

No final, quem ganha é o nosso paladar.

Saúde.

CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt

Dica da Sandra Cordeiro:

Herdade do Peso — Sossego

Olá, leitores, como o Tuty hoje falou sobre vinho de corte (blend, corte, lote ou assemblage) eu não poderia deixar de indicar um vinho de Portugal, afinal os portugueses são os reis da mistura.

Em Portugal a grande maioria dos vinhos são produzidos a partir da mistura de duas ou mais variedades de uva. O país possui mais de 250 variedades de castas autóctones nativas e muito bem adaptadas a uma região, ao longo de séculos, sendo a expressão autêntica do seu terroir.

Uma matéria-prima de qualidade e muita especificidade à disposição de seus enólogos, que chamo de alquimistas do vinho, que com profundo conhecimento e espírito desafiador combinam criatividade e ciência para transformar uvas em rótulos únicos de qualidade indiscutível.

Matéria-prima de qualidade em abundância nas mãos de profissionais competentes e apaixonados, só pode nos proporcionar excelentes brindes, então vamos à sugestão.

A sugestão é um rótulo da Herdade do Peso, na Vidigueira, Alentejo. É o projeto de referência da SOGRAPE na região.

A propriedade de mais de 30 anos de existência, possui 160 hectares de vinhedos com foco na biodiversidade, sustentabilidade, e no cuidado minucioso das vinhas para alcançar a máxima expressão do Terroir da Vidigueira, o qual é absolutamente único e diferenciado dos demais do Alentejo.

O Sossego Tinto é um clássico vinho de corte no bom estilo Alentejano, é um blend de três castas muito bem adaptadas a região:

A Aragonez, casta ibérica muito querida e plantada na Espanha, onde é mais conhecida como Tempranillo. É a casta tinta mais plantada no Alentejo. Incorpora aos vinhos fruta vermelha e negra, confere elevado teor alcoólico, boa estrutura tânica, baixa acidez (principalmente em climas quentes) e ótima capacidade de envelhecimento, principalmente quando em corte para a correção da acidez e com passagem em madeira.

A Touriga Nacional, rainha das tintas de Portugal, é aromática e refinada. Traze para o vinho bom corpo, carga aromática fantástica com aromas de frutos vermelhos e negros, um floral delicioso e muito característico de violetas. Taninos firmes e finos que se traduzem em elegância, conseguindo manter uma carga de acidez bem interessante, mesmo em climas quentes.

A Syrah casta francesa originária do Vale do Rhone, está super integrada nestas terras lusitanas. Incorpora ao vinho robustez, corpo farto, alcoolicidade elevada, típico de sua adaptabilidade aos climas quentes, cor violácea, aromas especiados como alcaçuz, pimenta-preta e chocolate, frutos negros, taninos firmes e macios, e ótima capacidade de envelhecimento, mantendo a boa acidez natural na Vidigueira.

O corte beneficia o produto trazendo mais complexidade aromática, equilibrando a alcoolicidade, estrutura tânica, acidez e corpo do vinho.

Castas: 75% Aragonez, 15% Syrah, 10% Touriga Nacional.
Amadurecimento: 6 meses em barricas de 225 litros de carvalho francês e do Cáucaso.
Corpo: Médio — Teor alcoólico: 13,5%

Proponho degustar este vinho apreciando uma boa massa com molho vermelho, bolonhesa ou ao sugo.
Carnes vermelhas magras, grelhadas, assadas ou rosbife.
Risotos de parmesão, ou funghi.
Pizzas tradicionais com a Margherita, portuguesa, calabresa.
Frango assado, porco assado, charcutaria, queijos de meia cura, ou com o nosso bom e velho churrasco com a turma.

É um vinho versátil, saboroso, macio, descontraído, excelente para desfrutarmos com simplicidade e despojamento.

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Bora aproveitar o feriado e já fazer um belo brinde com ele?

Tim Tim!

Pouilly: Fumé ou Fuissé?

Vinhos franceses sempre foram a referência do mercado, mas entender seus rótulos pode gerar curiosas confusões.

A norma francesa adota o nome da região produtora, em lugar das castas utilizadas, para servir de nome para um vinho. O comprador que tenha conhecimento suficiente para saber que tipo de vinho foi engarrafado sob aquela “Appellation”, e estamos conversados.

As duas AOC de hoje são famosas por provocar um tipo de engano, muito comum, neste nosso universo. Quase todo mundo ou confunde ambas as regiões, ou troca uma pela outra e alguns acham que é o mesmo vinho (de diferentes produtores, por exemplo).

Aqui estão alguns fatos esclarecedores.

São dois vinhos brancos, de diferentes regiões produtoras, distantes entre si por cerca de 200Km, aproximadamente;

A comuna de Pouilly-sur-Loire fica na região do Vale do Loire, próxima à cidade de Sancerre. A casta dominante, nesta região, é a Sauvignon Blanc, conhecida localmente por Blanc Fumé, devido à aparência esfumaçada de suas cascas, quando estão maduras. (fumé significa defumado)

A região do outro vinho engloba quatro comunas, na região do Mâcon, Borgonha, berço da casta Chardonnay: Solutré-Pouilly, Vergisson, Chaintré e Fuissé. Embora seja menos famosa que a outra região, recebeu no ano de 2020 a designação de “premier cru”, a única do Mâconnais.

Cada um representa um terroir totalmente diferente do outro. Enquanto o Sauvignon Blanc é plantado em solos muito minerais como marga, sílex e calcário, as parreiras de Chardonnay estão em solos basicamente graníticos e calcários.

São vinhos minerais com distintas personalidades.

Os Fumé são vinhos frescos e muito elegantes. Apresentam aromas que lembram pederneira e defumados. No palato encontram-se notas cítricas, groselha verde, ótima acidez e a já citada mineralidade.

Harmonizam com frutos-do-mar, queijos brancos de cabra ou ovelha, carnes brancas, culinária oriental e vegetais como aspargos e molho pesto.

Os Fuissé são vinhos considerados com exuberantes, com uma mineralidade mais sutil. Aromas de frutas brancas e paladar muito cremoso. Quase sempre passam algum tempo em barricas de carvalho, o que lhe confere boa capacidade de envelhecimento.

Harmonizam com crustáceos, carnes brancas, risotos e massas, inclusive com molhos a base de vegetais, queijos brancos ou amarelos de textura média, Foie gras e escargots com alho.

Agora, não errem mais!

Saúde.

CRÉDITOS: Foto obtida no gerador de imagens do ChatGPt

Gotas Divinas e a casta Herbemont

Gotas divinas (Drops of God) é uma série televisiva sobre vinhos. O enredo, baseado num “mangá”, gira em torno de dois meio irmãos que disputam uma herança deixada pelo pai: um famoso guia de vinhos e uma adega repleta de rótulos espetaculares.

A primeira temporada foi um sucesso, até para quem não entende de vinhos. Os personagens, Camille e Issei, conquistaram a todos que assistiram esta história.

Uma segunda temporada era inevitável.

Já está disponível, aqui no Brasil, desde janeiro, no streaming da Apple TV. Desta vez, a missão é descobrir a origem de um misterioso vinho que, segundo o falecido pai dos personagens, seria o melhor do mundo. Preparem-se para ótimas aventuras.

Mas, se vocês pretendem assistir e não querem um “spoiler”, parem por aqui.

Esta única garrafa, entregue aos dois por um amigo do finado pai, era indecifrável: nenhum rótulo, marca ou outra pista. Matar a charada teria que ser através da degustação, observando cor, aroma e sabor, para tentar descobrir que vinho era aquele.

Incapazes de chegar a uma conclusão, partem para um instituto de pesquisa na França, onde existem as mais diversas vinhas, das quais são produzidos vinhos básicos para fins de estudos.

Após degustarem centenas de amostras, descobrem que o enigmático vinho teria sido produzido com a casta Herbemont. O próximo passo é encontrar em que região do mundo ele teria sido vinificado. Mas esta parte da aventura nós não vamos contar.

A grande curiosidade fica por conta da Herbemont, uma casta híbrida (vitis bourquina), obtida a partir do cruzamento de uma uva americana da espécie vitis aestivalis com alguma vitis vinifera. Pesquisadores supõem que tenha sido a uva Chasselas.

A casta é tão misteriosa quanto o seu vinho.

Tem qualidades bastante desejadas por produtores. Resiste bem a diversas pragas como a Filoxera, a fungos e outros males. Muito vigorosa, tem ótima produtividade, mesmo em climas úmidos. Seus frutos sempre foram apreciados como uvas de mesa. Muito saborosos.

Curiosamente, é atualmente considerada com quase extinta. Esta categoria de uvas nunca caiu no agrado de todos e, em alguns países, tiveram seu cultivo proibido.

Com as mudanças climáticas atuais, o que poderia ser um trunfo se tornou um grande erro.

A maior área plantada desta casta está no nosso país. Foi trazida para São Paulo, a mais de cem anos e depois levada para o Rio Grande do Sul, onde ainda existem cerca de 112 hectares plantados (dados de 2016). Os nomes regionais são: uva “Champanha” ou uva “Borgonha”.

Ainda é utilizada para a elaboração de destilados, vinhos-base para espumantes, vinhos compostos e pet-nats.

Alguns autores comentam que, a vinícola Salton, em 2007, teria elaborado um interessante espumante rosê a partir de um corte com Herbemont, uva Isabel e Seyval Blanc, outra casta hibrida. Não foi possível confirmar isto no site da vinícola, entretanto.

Um último “spoiler”: o enigmático vinho da série Gotas divinas não foi elaborado aqui no Brasil.

Saúde!

CRÉDITOS: foto obtida no Wein.Plus

O vinho muda conforme a geração?

O vinho enfrenta uma crise de consumo em todo o mundo. Segundo os especialistas, as novas gerações, como a do Milênio (1981 – 1996) ou a Geração Z (1997 – 2010), não são grandes consumidores como eram os “Baby boomers” (1946 – 1964) ou os da Geração X (1965 – 1980).

Nós, os avós de hoje, degustávamos uma taça de vinho, ou outras bebidas alcoólicas, quase como um ritual. Celebrava o final de um dia de intenso trabalho, o conquistar de uma meta, o crescimento da família ou da fortuna.

As novas gerações têm outras preocupações. Ao que tudo indica, não consomem só por prazer, há outras implicações embutidas: quem produziu, onde produziu e como produziu.

Para comprar uma garrafa, é preciso mais que um rótulo bonito. É quase uma obrigação se certificarem de que as rígidas regras de preservação ambiental foram seguidas durante o cultivo das uvas.

A vinificação deve ser isenta de químicos exógenos, as barricas de carvalho só podem vir de florestas sustentáveis e as garrafas e outras embalagens precisam ser produzidas com materiais 100% recicláveis ou a partir deles.

Vender uma garrafa de vinho virou uma tarefa complexa.

Como se isto não fosse bastante complicado, esta nova turma de apreciadores é avessa ao que se convencionou chamar de “tradições”. Desta forma, enxergam determinadas castas, regiões e produtores consagrados como algo ultrapassado. Estão em busca do novo, do desconhecido, do não experimentado.

É nesta onda que aparecem, com força, os vinhos “naturais” ou de pouca intervenção, que se contrapõem aos tradicionais que, dentro desta filosofia, seriam “manipulados” para obterem bons resultados.

Castas como as clássicas Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc, deixam de ser o “mainstream” e, nos seus lugares, surgem Chenin Blanc, Alvarinho, Dethorna, Anglianico, Primitivo ou Petit Syrah.

Outro ponto de vital importância para estes jovens consumidores é o teor alcoólico: tem que ser drasticamente menor que os valores atuais.

Nada de bombas calóricas e encorpadas. A preferência atual são vinhos leves, muito aromáticos e frutados. A maior preocupação é com saúde e bem-estar. Querem saber, em detalhes, tudo que será absorvido por seus organismos.

Cada geração tem um propósito de vida. Enquanto os “Baby Boomers” tinham como pano de fundo o fim da guerra, o que se traduzia em uma forte preocupação com segurança e sobrevivência, a “Geração Z” está preocupada com a saúde mental e estabilidade climática.

Para cada época um vinho de cabeceira significante: cortes bordaleses, cabernet do novo mundo, Chianti, Barolo, vinhos do leste europeu e, por que não, vinhos asiáticos, que podem ser um novo trend.

Para os verdadeiros enófilos, o leque ampliou e muita coisa boa surgiu no horizonte.

Resta saber se os produtores entenderam a mensagem. Há espaço para tudo isto.

Saúde!

CRÉDITOS: Imagem de starline no Freepik

Por onde começo?

Esta é uma pergunta que nos fazem constantemente. Uma verdadeira legião de pessoas alega que aprecia um bom vinho, mas que não compreende como este universo funciona e sempre se surpreende com amigos que demonstram algum conhecimento ou seguem aqueles conhecidos ritos, antes de apreciar o que lhes foi servido.

Existem alguns caminhos que podem ser percorridos. Tudo vai depender do grau de conhecimento desejado por cada um. Para ser um simples enófilo, alguém que sabe o bastante sobre vinhos para comprar bem, escolher corretamente e simplesmente desfrutar de bons momentos com os amigos ou a família, a trilha pode ser bem simples e, muitas vezes, bem divertida.

Estamos falando de livros, conversas com pessoas com maior conhecimento, viagens de enoturismo, participação em eventos como feiras e degustações dirigidas.

Se o objetivo for um caminho profissionalizante, o percurso pode ser bem mais longo, difícil e muitas vezes caro. Neste caso, cursos profissionalizantes como Senac, ABS, Eno Cultura, entre outros, são obrigatórios.

Para o outro grupo, que deseja ser um gourmet e conhecedor de vinhos, tudo pode começar bem básico, para formar uma sólida construção de saber.

Vinho, por definição, é uma bebida fermentada a partir de um mosto de uvas denominadas “viníferas”, ou seja, não é de qualquer outro tipo de uva ou mesmo de outra fruta.

Dentre estas “viníferas”, existem mais de 10.000 tipos, algumas se destacam e são as mais utilizadas por produtores em diversos países. Conhecer seus vinhos é o primeiro passo: Cabernet Sauvignon e Pinot Noir, tintas, Chardonnay e Sauvignon Blanc, brancas.

Algumas escolhas se impõem, por exemplo, vinhos de boa origem e de qualidade comprovada. Escolher um vinho barato e ruim nada vai acrescentar ao nosso portfólio.

Podemos sugerir como primeira escolha: Cabernet Sauvignon chileno; Chardonnay argentino ou da Borgonha; Pinot Noir dos Estados Unidos ou Nova Zelândia; Sauvignon Blanc francês ou chileno. Sempre no estilo seco. Deixem os “demi-sec” ou os doces para uma segunda etapa.

Experimentem, experimentem e experimentem. Depois decidam se apreciam, ou não, cada uma destas uvas. Não se preocupem com aromas, sabores, taninos, madeira e acidez; isto só vem com o tempo.

Formem uma referência com o que gostaram. A partir deste pressuposto, comecem a provar outras vinificações, comparando com o seu vinho, até então, preferido. Com certeza esta opinião vai mudar em algum momento.

Para as castas que não foram apreciadas, não as descartem totalmente. Procurem produtores em outros países e tornem a provar. Se mesmo assim não for do seu agrado, é hora de buscar novas referências.

Além das já citadas, aqui está uma relação complementar: Merlot, Cabernet Franc, Malbec, Syrah, Tempranillo e Sangiovese (tintas); Alvarinho, Riesling, Chenin Blanc, Viognier, Torrontés e Moscato (brancas).

Dois últimos conselhos antes de voos mais complexos: habituem-se a anotar tudo que provaram, seja num caderninho dedicado ou num dos muitos aplicativos que existem para isto.

Na hora da dúvida, procurem o amigo que sabe tudo ou escrevam para este blog. Estamos sempre prontos para esclarecer sobre este apaixonante tema.

Saúde e bons vinhos.

Dica da Karina – Cave Nacional

Esta será a última dica da Karina neste ano.

A Cave Nacional está bombando neste final de ano, quando comemora 10 anos de vida. Muitas promoções, degustações e um delicioso Gastro Bar.

Não deixem de conhecer.

Monte Castelo – SESSILIA – Rose Syrah 2024

A Vinícola Monte Castelo foi fundada em 2016 em Jaraguá, Goiás, pelos amigos Milton Santana, Carolina Santana, Marco Cano e Luciana Cano. De enófilos, passaram a ter o seu próprio negócio do vinho. A primeira safra foi em 2020, com colheita manual, seleção dos cachos para que somente bagas sãs sejam vinificadas. Já a safra de 2021 foi a primeira safra comercial com cerca de 6.000 garrafas entre branco, rosé e tinto.

A propriedade está a 644 metros de altitude, possui solo arenoso com predominância de pedras, clima seco e amplitude térmica de 22 °C na época da maturação das uvas.

Estes vitivinicultores do cerrado goiano, usando da dupla poda, foram para além das tradicionais Syrah e Sauvignon Blanc, implantando em seus vinhedos também a Cabernet Sauvignon e a Viognier.

O Monte Castelo Sessilia safra 2024 é um rosé com passagem por tanques de inox, com controle de temperatura e posterior contato com as lias finas por 6 meses.

De visual salmão claro, límpido e brilhante, possui notas florais. Na boca, acidez equilibrada e com notas frutadas.

Harmoniza perfeitamente com saladas, peixes leves, frutos do mar e carnes brancas.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de Freepik

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