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Uma Copa do Mundo entre castas e vinhos

No Brasil, a Copa do Mundo de Futebol é um grande evento, aguardado com muita ansiedade por todos os amantes do Esporte Bretão.

Quem não sonha com o “Hexa”? Mas cá entre nós, com estes timinhos que andam chamando de seleção brasileira, sei não…

Num exercício lúdico, resolvemos imaginar outra Copa do Mundo, uma disputa entre castas, vinhos e suas regiões produtoras.

Fazendo um paralelo direto com a competição futebolística, já de saída, o número de participantes seria bem menor.

Entre as 48 seleções que vão participar deste torneio, em 2026, poucos países tem tradição conhecida na produção de vinhos. Infelizmente, dois grandes produtores, a Itália e Chile, não conseguiram se classificar.

Mas eles vão entrar em campo, na nossa fantasia, com França, Portugal, Espanha, Alemanha, Áustria, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Uruguai, Brasil e Estados Unidos.

Cada país deve ser representado por um craque/casta e a melhor região produtora. A regra limita a participação aos vinhos monocasta. Isto tira da jogada os vários tipos de cortes, como os de Bordeaux, Rhone, etc.

Alguns apreciadores destes vinhos podem protestar, mas, plagiando o Arnaldo Cezar Coelho, “a regra é clara”.

Aqui estão algumas sugestões de participantes. Cada leitor, que decidir entrar neste jogo, pode fazer suas próprias regras.

A Itália entraria em campo com a clássica Sangiovese, vinificada num delicioso Brunello di Montalcino ou, quem sabe, com a Nebbiolo vestida num excelente Barolo.

E agora? Só chamando o “Ancelotti” para resolver quem ele indicaria!

Na França a dificuldade não seria menor. Bordeaux e seus maravilhosos cortes com Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e outras já estão fora da regra, apesar dos veementes protestos nas duas margens do Garrone.

Da Borgonha poderíamos selecionar a dobradinha Pinot Noir x Romanée Conti, mesmo sob as vaias e ameaças de greve vinda das castas de Champanhe e até mesmo da dupla Gamay x Beaujolais.

Só o Pres. Macron para resolver isto.

Para Portugal, escolheríamos um belo tinto duriense, 100% Touriga Nacional. Dão, Alentejo e Minho vão levantar a voz, mas rapidamente se curvariam ante a esmagadora realidade.

A torcida do Porto, campeão nacional, vai aplaudir de pé.

Quase o mesmo acontece com a Espanha. A melhor jogada seria a Tempranillo, vinificada na Rioja. Poderia haver algum protesto vindo da Catalunha. Mas Cava joga em trio. Estão fora da regra.

Alemanha é a famosa “pule de 10” com a Riesling e o Reno. Áustria e a Grüner Veltliner das encostas do Danúbio, não dá chance para mais ninguém.

Se o jogo fosse de xadrez, as brancas ganhavam de lavada.

No grupo seguinte vamos encontrar castas e vinhos muito interessantes e fáceis de selecionar.

Da África do Sul a pedida seria um Pinotage da região de Stellenbosch. Não tem “mi mi mi” e nem “vuvuzela”.

A Austrália entraria em campo com um dos seus fabulosos Syrah do Barossa Valley e a Nova Zelândia viria de Sauvignon Blanc, da região de Marlborough.

O povo, muito civilizado, agradece e degusta.

Malbec de Mendoza representaria a Argentina, como é de praxe. Da mesma forma o Tannat Uruguaio, de Canelones e o Carménère chileno, do Vale Central, receberiam suas indicações sem maiores delongas.

Poderia haver algum “chororô”, típico da nossa latinidade.

Enquanto isso, para escalar os EUA a escolha seria um Cabernet Sauvignon de Napa Valley.

Estes concorrentes são muito fortes.

Restou o nosso país.

Novamente, vários craques estão disponíveis: Merlot, Syrah de colheita de inverno, espumantes elaborados com castas pouco comuns como Moscatel, Riesling Itálico e outras.

Mas não podemos negar a grande influência da colonização italiana no sul do país. Sem eles, não teríamos vinho. Para homenageá-los, a uva que deveria nos representar é a Peverella, originária da região do Vêneto. Aqui, produz alguns dos melhores vinhos laranja do planeta. A região é o Vale dos Vinhedos.

Craque desconhecido? Azarão? Quem sabe?

Talvez tenha chegado o momento de apostarmos em coisas fora do comum.

Para jogar esta copa e eleger um campeão, é fácil.

Junte os amigos, escolham os times que vão jogar, providenciem uns acepipes e liguem a TV.

Depois, façam como Napoleão: Na derrota, abram um vinho para se consolarem. Na vitória, abram outro, para comemorar.

Creio que cada um dos leitores vai entregar a sua taça de campeão para diferentes competidores. A grande farra aqui é que podem existir múltiplos ganhadores. Tudo muito democrático.

Em tempo: um curioso protesto chegou da França, alegando que “muitas destas uvas, que representam outros países, são minhas”!

Como negar?

Saúde!

CRÉDITOS: imagem criada pelo ChatGPT

Dica da Sandra Cordeiro: Marzarotto Pleno Cabernet Franc

E viva o Brasil!

Já que estamos falando em copa do mundo e está friozinho, vamos reforçar a torcida indicando mais um Brasuca tinto para aquecer os corações.

Hoje vamos falar sobre o Marzarotto Pleno Cabernet Franc.

A Marzarotto Vinhas e Vinhos é uma vinícola butique na Serra Gaúcha, mais especificamente em Nova Pádua, que com Flores da Cunha forma a IP Altos Montes.

Fundada e dirigida por Janaína Massaroto, a primeira enóloga brasileira a capitanear sua própria vinícola, produz vinhos e espumantes exclusivos de qualidade indiscutível, sempre com muito carinho e dedicação.

Descendente de italianos, filha de enólogo, sempre viveu em ambiente onde o vinho fazia parte do dia a dia. Quando ainda era muito jovem foi rainha da festa da uva de Flores da Cunha. Tomou para si a missão de divulgar e proteger esse legado de seus antepassados para as novas gerações. Janaína não mede esforços para divulgar o vinho nacional e, obviamente, os da IP Altos Montes e os seus próprios, que ela diz serem seus filhos.

Para Janaína o vinho é o centro das celebrações e dos encontros, então vamos aos nossos encontros degustando esta delícia, que ela produz com muito carinho e esmero para nosso deleite.

O Pleno Cabernet Franc é produzido com uvas selecionadas vindas de Pinheiro Machado, Serra do Sudeste – RS, terroir muito propício para a produção de uvas viníferas de excelente qualidade, que se transformam em vinhos frutados e aromáticos.

Elaborado de forma clássica, utiliza leveduras selecionadas, e passa 120 dias em carvalho francês, que lhe agrega estilo domando seus taninos, proporcionando maciez e personalidade.

As uvas são selecionadas manualmente e totalmente desengaçadas, passam por maceração pelicular a frio por cinco dias, fermentação alcoólica com temperatura controlada, fermentação malolática, estabilização, filtração e envase.

Visual: Vermelho rubi intenso, límpido e brilhante.

Olfato: Aromas intensos de frutos vermelhos e negros, pimenta preta moída na hora, menta e especiarias.

Paladar: Intenso e persistente, saboroso, frutado, especiado, certa picância, corpo médio, taninos presentes e macios, equilíbrio entre taninos, acidez e alcoolicidade. Harmonização:  Vai muito bem com os bons encontros, com bons amigos, boa comida, boa ocasião, do jeito que você preferir. Para uma experiência mais completa vamos para algumas sugestões, carnes vermelhas como contrafilé, cordeiro, vitela, vai muito bem também com arroz de pato, codorna recheada, o nosso bom e amado churrasco, massas com molhos vermelhos, e queijos de sabor intenso, enfim desfrute o vinho e principalmente seus momentos.
Tim Tim!

Onde encontrar? Na OCAM Vinhos

Preço: R$ 129,00

Entrega em até 48h na cidade RJ e Niterói.

Compre mais R$ 300 para receber frete grátis.

Bora de Brasuca pessoal?

Presentes para uma mãe Enófila

O Dia das Mães foi uma data oficializada no Brasil em 1932, pelo Pres. Getúlio Vargas. Sua comemoração ocorre, sempre, no segundo domingo de mês de maio.

Presenteá-las é mais que uma obrigação.

Talvez o melhor presente para nossas mães, avós ou esposas, é sermos autênticos. Querendo, ou não, fomos criados e moldados por elas.

O complicado é fugir do óbvio. Existe uma série de presentes que quase vem com uma inscrição padrão: “perfeito para o Dia das Mães”.

Com um pouco de criatividade, podemos partir destes consagrados padrões e inventar algo diferente e divertido.

O manjado buquê com doze rosas é um clássico. Que tal dar um incrementada e presentear uma bela garrafa de espumante, ou mesmo um Champanhe, acompanhado das rosas?

Querem ser mais originais?

Presenteiem uma dúzia de garrafinhas de espumantes rosado e as flores (procure em sites de compras na Internet). Para um toque mais especial, acrescente umas taças.

Mães são territoriais, principalmente quando o assunto são os filhos. Um presente como este sugere uma exclusividade, muito apreciada por elas.

Outro clássico é a caixa de chocolates. Que tal oferecer uma garrafa de Vinho do Porto, fazendo par com este mimo?

Há várias outras possibilidades dentro deste mesmo tema. Novamente, o uso de meias garrafas pode ser aproveitado aqui, também: um Ruby e um Tawny.

Quanto aos chocolates, prefiram os classificados como “gourmet”, elaborados por chocolatiers modernos e atuais. Prefiram os sabores mais amargos ou com recheios menos doces. Harmonizam melhor.

A terceira sugestão é um pouco mais elaborada: uma cesta de queijos e vinhos.

As boas delicatessens de nossas cidades certamente podem montar presentes dentro deste tema: 3 ou 4 queijos; torradas; alguma pastinha mais neutra e uma garrafa de bom vinho.

A grande curtição é montarmos as nossas cestas. Comecem com dois bons vinhos, um branco e um tinto. Se quiserem exagerar, acrescentem um espumante ou um vinho de sobremesa. Podem ser em meia garrafa.

Quanto aos queijos, o Brasil é um dos campeões mundiais desta iguaria. Produzimos uma variedade enlouquecedora, todos deliciosos. Alguns exemplos: Canastra, Serro, Parmesão de Alagoa, Morro Azul, Lua Cheia, Azul de Minas e muitos outros.

Façam suas próprias torradinhas além de uma pastinha, batendo queijo Cottage, salsinha, iogurte para dar o ponto e temperos.

Muitas outras possibilidades podem ser criadas a partir destas três ideias. Basta acrescentar um bom vinho, no estilo que a mãe Enófila aprecia. Se for um que ela não conheça, melhor ainda.

Sucesso!

CRÉDITOS: Imagem de Magnific

Dica da Sandra Cordeiro para mães Enófilas:

Embora já tenha falado sobre o Adolfo lona em uma dica anterior, voltarei a falar sobre seu trabalho de mais de 50 anos de dedicação à produção de excelentes vinhos na Serra Gaúcha.

Adolfo, que produz vinhos tranquilos e espumantes com maestria, é uma grande referência para a nova geração de enólogos atuantes no país, principalmente quando se fala em espumantes, sua especialidade.

Argentino, radicado a mais de 50 anos no Brasil, veio para cá em 1973 a convite da Martini & Rossi para liderar a equipe técnica da empresa. O objetivo era consolidar a produção de vinhos de qualidade na Serra Gaúcha, como os conhecidos espumantes De Greville, além dos vinhos Chateau Duvalier e Baron de Lantier, que fizeram muito sucesso em todo o país.

Lona esteve à frente da enologia da Martini & Rossi por 31 anos, saindo em 2024 para fundar seu próprio projeto, a Vinícola Adolfo Lona, com o foco na produção de espumantes artesanais.

E como estamos em período de comemorar nossas mães, nada melhor que um bom espumante para agradá-las, e para combinar com a grande variedade de iguarias que invadem nossas mesas nestes dias. Afinal, os espumantes são verdadeiros coringas no jogo da boa harmonização.

A sugestão é o espumante Adolfo Lona Brut Tradicional.

Foi considerado o Melhor Espumante Brut tradicional do Brasil na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2025.

Dito isto, vamos às características do nosso escolhido?

O Adolfo Lona Brut tradicional estagiou por 24 meses sobre as borras das leveduras, o que nos proporcionou um espumante complexo, de linda cor dourada pálida, perfeito equilíbrio entre sabores, aromas, acidez, maciez, cremosidade e borbulhas finíssimas e abundantes e persistentes.

Aromas e sabores a frutos cítricos de maça verde, pêssego, e panificação, é muito cremoso e persistente. Ideal para um bom brinde e para acompanhar aperitivos, pratos quentes e frios a base de peixes e de carnes brancas, saladas variadas. Ótimo com a maioria dos queijos e ainda sugiro que tentem com uma boa feijoada, que eu amo.

No site da OCAM vinhos custa R$ 179,00, com entrega grátis na cidade do Rio de Janeiro, para compras a partir de R$ 300,00.

FICHA TÉCNICA:
Método: Tradicional ou Champenoise.
Total ciclo: 24 meses.
Açúcares totais: 8 gramas por litro.
Teor alcoólico: 12,8%
UVAS: Chardonnay e Pinot Noir

Torta Pasqualina–tradição sul-americana e italiana

No Brasil, a Páscoa é sempre associada a chocolates, principalmente ovos de chocolate.

Outra lembrança que esta data nos traz é o bacalhau no domingo. São tradições que tem origem na família católica, que adotavam a abstinência da carne.

Vários símbolos estão ligados a estes ritos que celebram a ressurreição de Jesus. Os ovos, originalmente sem chocolate e pintados de vermelho, representavam o renascimento, o coelho significava a fertilidade e uma nova vida, o cordeiro, mostrava o sacrifício e o círio era a luz que iluminava o mundo.

Esta data é celebrada de diferentes modos por cada povo. Para fugir, um pouquinho, das tradições brasileiras, fomos buscar uma interessante iguaria, típica desta época, na Argentina e no Uruguai.

A Torta Pasqualina é um delicioso prato elaborado com massa folhada, ricota, espinafre ou chicória e ovos. Apesar de muito apreciada por nossos vizinhos, tem origem na Ligúria. Foi trazida e incorporada nas culturas locais pelos imigrantes italianos.

Na sua origem, esta receita é carregada de simbolismos. A massa precisa ter 33 camadas, correspondendo à idade de Cristo. A escolha do recheio de base vegetal é interpretado como a chegada da primavera. Os ovos, obrigatoriamente sete, lembram o triunfo da vida sobre a morte.

As receitas atuais são bem mais simples. Aqui estão dois links para sites de culinária, com ótimas instruções de preparo:

Paola Carosella

Rita Lobo/Panelinha

Qual vinho harmoniza com esta delícia?

A primeira opção são brancos italianos e da Ligúria. Os da casta Vermentino vêm em primeiro lugar. São vinhos com boa tipicidade aromática, corpo médio e um equilíbrio perfeito entre sabores salgados e suavidade que contrabalançam a natural acidez e as notas adocicadas da torta.

Da região do Friuli, selecionamos a casta Ribolla Gialla. Seus vinhos apresentam delicados aromas de frutas e flores brancas, combinando bem com a notas herbáceas da torta. No palato, é refrescante e ajuda a controlar a gordura da ricota.

Roero Arneis é um vinho com denominação DOCG do Piemonte. Famoso por acompanhar pratos de base de vegetal, tal como a nossa torta. Corpo médio, aromas intensos e notas herbáceas, o fazem um par perfeito.

Entre os vinhos internacionais, duas castas se destacam: Sauvignon Blanc e Semillon. São vinhos leves, com boa acidez que equilibram a presença da ricota, realçando o sabor vegetal.

Dois outros vinhos podem ser considerados: um rosê bem seco e um espumante, o eterno “vinho coringa”.

Esta torta pode ser servida quente ou fria. É deliciosa de qualquer forma.

Já o vinho, gelado, por favor. A temperatura ideal fica em torno dos 12 °C.

Vamos trocar o bacalhau este ano?

A Torta Pasqualina é mais saudável tanto para o corpo quanto para o bolso.

Saúde!

CRÉDITOS: imagem de abertura obtida no site NonnaBox.

Dica da Sandra Cordeiro:

Minha indicação hoje será voltada para algumas opções de uvas e vinhos que fazem excelente par com a Torta Pasqualina, tornando a experiência memorável.

Por ser um prato delicado de recheio vegetal e, ao mesmo tempo, cremoso, devemos buscar vinhos leves, de boa acidez e com toque vegetal para equilibrar a cremosidade e o sabor herbáceo do recheio, com cuidado para o vinho não se sobrepor ao prato.

Serão duas opções, uma de espumante e a outra de um vinho tranquilo.

Primeiro o espumante, afinal além de ser perfeito para harmonizar com o prato, trazendo muito frescor, aromas de frutas cítricas, alguma mineralidade e notas de panificação, limpando o palato deixando a boca preparada para a próxima porção da torta. Também harmoniza com o momento de celebração da vida em família ou com os amigos.

Adolfo lona é argentino, mora e atua profissionalmente no Brasil desde 1970, é reconhecido por publicações internacionais e pelos seus colegas de profissão como um dos principais enólogos atuantes no nosso país. Focado na qualidade e na alegria de um bom brinde prepara seus espumantes com muito carinho para nosso deleite.

O Adolfo Lona Brut Charmat é produzido com as castas Chardonnay e Pinot Noir, tem 12% álcool, tem coloração dourado-pálido, no nariz nos traz notas intensas de frutos cítricos, e notas de panificação, trazidas pelo período que permanece em contato com as leveduras, após o término da fermentação. É seco, elegante, equilibrado e fresco, como deve ser um bom espumante.

A outra sugestão, é o Azevedo Loureiro & Alvarinho.

A Quinta de Azevedo é o grande marco da SOGRAPE, maior grupo vitivinícola português, na produção de vinhos de qualidade na Região do Vinho Verde.

Tem como destaque o Solar de Azevedo, construído no século XI, obra arquitetônica fantástica perfeitamente conservada, onde funciona a sala de provas da SOGRAPE no Minho. Porém, foram os 30 hectares de vinhedos das castas Loureiro e Alvarinho e sua moderna cantina, capaz de produzir vinhos frescos, aromáticos com foco na qualidade, excelente drinkability, ou melhor, bebilidade (isto significa o quão agradável é sua degustação), que a tornaram reconhecida por sua capacidade de produzir vinhos de qualidade, mostrando ao mundo o potencial dos grandes vinhos da Região.

O corte da Loureiro com a Alvarinho nos proporciona um vinho fresco e frutado, mas foi um pequeno contato do mosto com as cascas, maceração pré-fermentativa e o período, após o término da fermentação, de estágio de 3 meses com as leveduras e a battonage regular, que proporcionaram cremosidade e complexidade extra enriquecendo o vinho.

Este vinho branco da região do Vinho Verde (Vinho Verde pode ser Branco, Tinto, Rosê ou Espumante) tem em sua composição 70% da casta Loureiro e 30% da Alvarinho acompanha bem comidas leves, frituras, aperitivos, saladas, peixes, carnes brancas, queijos leves. É ótimo sozinho e certamente será um grande rival para os que quiserem fazer par com a nossa vedete, a Torta Pasqualina, enriquecendo a harmonização com suas notas frutadas e herbais, sua sutil e deliciosa cremosidade e seu revigorante frescor.

Dito isto vamos provar?

Aconselho a provar ambos, ainda mais porque eles estão no site da Ocam com desconto especial pela semana do consumidor.

Para adquirir estes vinhos visitem a loja da Ocam Vinhos:

https://ocamvinhos.com.br

Valores promocionais, por tempo limitado:

Espumante Adolfo Lona Brut de R$ 113,00 por R$ 104,00

Azevedo Loureiro & Alvarinho de R$ 141,00 por R$ 113,00

Vinhos para as festas de fim de ano

Escolher os vinhos que vão harmonizar com os tradicionais pratos típicos destas festas pode ser uma tarefa bem complicada, em função da variedade do que vai estar à mesa: presunto, aves, bacalhau, massas, queijos, doces etc.

Espumantes são quase obrigatórios, mas só são degustados como um brinde, seja na hora de abrir os presentes ou comemorar a virada do ano.

Mas não precisa ser assim.

Estes vinhos, considerados como verdadeiros coringas, são capazes de acompanhar uma grande diversidade gastronômica, desde que selecionados corretamente. Os mais versáteis são os Brut (seco) enquanto os Demi-sec (meio seco) são o par ideal para as múltiplas sobremesas.

Nosso país é considerado como um grande produtor de vinhos espumantes, tendo recebido diversos prêmios em concursos internacionais. Destacam-se os elaborados com a casta Moscatel, perfeitos para equilibrar desde rabanadas, fios de ovos ou mousse de chocolate.

Ao contrário de países do hemisfério norte, onde o vinho tinto seria a escolha acertada, para o nosso clima mais tropical os vinhos brancos são os mais indicados.

Um Chardonnay enfrenta, galhardamente, pratos elaborados com bacalhau e outros frutos do mar.

Muito comum nas mesas brasileiras, nesta época do ano, o Salpicão é muito versátil, podendo ser elaborado com diferentes proteínas: frango, pescado ou suínas. Para harmonizar, a pedida é um Sauvignon Blanc. Além dos clássicos chilenos e franceses, os nacionais, obtidos a partir do cultivo em dupla poda, são as novas estrelas da nossa produção.

Caso a “vibe” não seja nenhuma destas duas opções, aqui vai mais um par de sugestões:

Os rosados, inclusive os espumantes, ainda continuam na moda. Boa combinação com tábuas de queijos e frios, massas e molhos à base de queijo.

Tintos leves como Pinot Noir, Barbaresco, Bardolino ou Dolcetto, servidos um pouco mais frios que o habitual, podem surpreender e transformar alguns dos pratos mais ricos. Basta ter coragem de quebrar algumas regras.

Para os aficionados de um bom tinto, não importando nem quando e nem onde, nossa indicação recai sobre um Sirah, de colheita de inverno, aqui no nosso país. São ótimos parceiros para os bocados mais condimentados, comuns em algumas regiões, ou com carnes grelhadas, embora este tipo de preparo seja mais característico no sul do Brasil.

Só não pode faltar vinho.

Saúde e boas escolhas.

CRÉDITOS: Imagem de pressfoto no Freepik

Para ter sempre à mão

Não é preciso muita coisa para nos tornarmos bons enófilos. Para começar, não somos Sommeliers, como alguns preferem se colocar. Há uma enorme diferença entre estes adjetivos: um é o que convencionou chamar de profissional. Nós, meros mortais, somos amadores.

Enquanto os profissionais são quase que obrigados a seguir regras estritas, os Enófilos desfrutam de um enorme grau de liberdade, o que torna nossa vida muito mais divertida: podemos errar, sem sentimento de culpa!

Como tudo na vida, também temos limites. Alguns são muito elásticos, outros são mais restritos.

Uma das delícias de sermos Enófilos competentes é receber bem os amigos. Mas, algumas das tais regrinhas rígidas devem ser seguidas.

A mais importante é estarmos sempre preparados para servir vinhos que agradem a todos. Esteja nossa adega cheia de bons vinhos, ou não, é preciso nos certificamos se temos, em estoque, alguns vinhos que podem funcionar como coringas.

Alguns exemplos:

– Um espumante Brut.

Embora seja um senso comum só abrir uma garrafa destas numa grande data, a verdade é que não há nada melhor do que começar uma reunião, por mais informal que seja, com uma taça de espumante.

Este gesto não prepara só as papilas gustativas para o que vem a seguir, vai ditar o clima do encontro. Todos os convivas vão se sentir especiais ao serem recebidos assim.

– Um vinho branco fresco, aromático e saboroso.

Este é um tipo de vinho que agrada a gregos e troianos. Não tem como errar, principalmente em dias mais quentes. O difícil é escolher entre Alvarinho, Pinot Grigio, Vermentino ou Sauvignon Blanc.

– Um tinto de corpo médio, macio e aromático.

São muitas opções, destacando-se alguns tintos italianos como o Chianti e o Montepulciano d’Abruzzo. Outras opções seriam os vinhos da casta Mourvèdre ou Monastrell, Cabernet Franc e Malbec.

Muito versáteis em termos de harmonização, acompanham os nossos salgados de festa, massas e pratos mais robustos.

– Um vinho de sobremesa.

Nesta categoria não faltam opções. Começam nos tradicionais fortificados, Porto, Madeira e Jerez etc., passam pelos colheita tardia, tão populares na América do Sul e chegam nos nossos deliciosos e refrescantes espumantes da casta Moscatel.

O grande senão é que nunca nos lembramos sequer de oferecê-los. São perfeitos para acompanhar todo tipo de sobremesas e tranquilizar o nosso palato.

Mais uma sugestão: não precisam ser vinhos caros e de alta gama. Uma das outras liberdades que temos, como bons Enófilos, é poder transitar na faixa média de preços. Tem muita coisa boa, e barata, para ser descoberta.

Saúde e bons vinhos.

Dica da Karina – Cave Nacional

Suzin – Montepulciano 2021

A Vinícola Suzin, pioneira no plantio de uvas na região de São Joaquim iniciou suas atividades em 2001, fundada pelo patriarca da família Zelindo Melci Suzin e por seus filhos Everson e Jeferson Suzin. As variedades cultivadas são Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Montepulciano, Petit Verdot, Cabernet Franc, Malbec e Rebo. A pequena produção permite tratamento diferenciados nas vinhas, como desfolha, condução dos ramos, seleção de cachos, raleio de bagas, tratos culturais específicos e colheita manual, o que permite entregar produtos de qualidade e excelência.

O Suzin Montepulciano 2021 possui tonalidade vermelha com reflexos púrpuras, profundo e límpido. Apresenta aroma de frutas vermelhas como cereja e framboesa, toque de pimenta rosa e chocolate amargo. Paladar com taninos marcantes e acidez agradável e grande persistência.

Possui potencial de guarda de 15 anos. Harmoniza bem com carnes marcantes como cordeiro, frescal serrano, carne suína e picanha grelhada. Acompanha bem queijos pecorino, grana padano e gouda.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de abertura por BoszyArtis no Adobe Stock

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