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Vinho nas “redes sociais”

Recentemente, um dos pares desta coluna recebeu a imagem, acima, em uma de suas redes e achou curioso. Ato contínuo, encaminhou para a redação da coluna com a clássica dúvida: “Isto é verdadeiro?”

A resposta é sim e este tema já foi assunto do nosso site em duas ocasiões diferentes:

Em 2014 – Uma taça para cada tipo de vinho;

Em 2022 – Qual é a sua taça?

Acreditávamos que estes dois textos seriam suficientes para esgotar este tópico, principalmente se observarmos que está longe de ser uma novidade, como gostam os produtores de “conteúdo para as redes”. Imaginem que a primeira notícia sobre as taças desenvolvidas especificamente para cada tipo de vinho data de 1973, quando Claus Riedel, renomado fabricante austríaco, lançou a linha Sommelier, com taças dedicadas a diferentes castas e estilos de vinhos.

Estabelecido que isto não é uma novidade, resolvemos imaginar as razões para a figurinha em questão fazer tanto sucesso atualmente, “viralizou” …

A explicação mais rápida e rasteira seria: quem publicou não entende nada de vinhos.

Uma segunda linha de raciocínio nos levaria a perguntar: seriam necessárias todas estas taças?

Provavelmente não, a menos que vocês sejam renomados “enochatos” e têm espaço suficiente para guardar todas elas, em dobro, no mínimo.

Novamente, quem publicou demonstrou, mais uma vez, sua total ignorância sobre o assunto.

Na realidade, trata-se de uma elegante maneira de fazer um marketing poderoso, num mercado (de taças) muito disputado. São mais de setenta fabricantes, alguns muito famosos como Riedel, Zalto, Spiegelau e Schott. Acreditem, assim como no futebol, há grupos adeptos de cada marca que preferem discutir qual taça é a melhor, e o vinho que está nela fica em segundo plano.

Em termos de estratégias, podemos traçar uma semelhança com o tal vinho chileno “Reservado”, outra curiosa forma de marketing. Há quem simplesmente abomine esta ideia e há quem tece loas à qualidade do vinho.

De forma análoga às taças, o importante passa a ser a atitude da vinícola ou do enófilo, que compra e degusta, em oposição aos que são mais conservadores e se irritam com a sugestão da fraude (o rótulo Reservado) e nem provam o vinho.

Como sempre, na Terra Brasilis, normatizaram esta categoria de vinhos, pegando uma carona no marketing alheio. Típico …

Tradicionalmente, três tipos de taças seriam mais que suficientes para atender a qualquer Enófilo, iniciante ou experimentado: taças para tintos, brancos e espumantes. Poderíamos incluir taças para vinhos generosos, como o Porto ou o Jerez.

Uma versão mais atual desta regrinha, muito dirigida para os que não têm orçamentos ilimitados, propõe a taça universal, que serve para tintos, brancos e rosados e as para espumantes. Seguindo nesta linha minimalista, já há que quem use uma única taça para qualquer tipo de vinho, inclusive os espumantes, o que na nossa opinião é o caminho a ser seguido.

Os leitores já devem ter percebido que a foto que viralizou e ilustra este texto não chega a ser uma “eno fake News”, mas também não contribui, em nada, para um debate mais civilizado.

Ao que tudo indica, estes conteúdos populares nas redes, em sua maioria, são desprovidos de fundamentos que os apoiem. São opiniões pessoais ou apenas fruto dos adeptos da “Achologia”. Acabam seguindo um conhecido chavão, “quem conta um conto aumenta um ponto”.

A melhor defesa contra este tipo de informação, pouco precisa, é termos conhecimento e cultura: façam um bom curso sobre vinhos, participem de oficinas de degustação e visitem vinícolas, se for possível.

Nas redes há muita coisa boa e, modéstia à parte, o nosso site é uma delas. Também tem muita bobagem e inutilidades. Somos nós que devemos aplicar os filtros adequados: antes de repassar, pesquisem, analisem, perguntem e tenham certeza de que vale à pena divulgar esta ou aquela informação.

Se acharem por bem divulgar, deixem claro que se trata de uma opinião pessoal ou citem fontes confiáveis. Mensagens “anônimas” são sempre suspeitas.

Proponho um desafio: releiam os dois textos já publicados (é só clicar nos links) e depois comentem ao final desta coluna (cliquem em comments). Um fórum é uma das melhores formas de aprender e tirar dúvidas.

Saúde e bons vinhos!

Será que este vinho está bom?

Esta é uma dúvida bastante frequente, seja na hora de uma compra ou naquele momento em que redescobrimos uma garrafa perdida no fundo da adega.

Os mais aventureiros partem, logo, para o teste “São Tomé”: simplesmente abrem a garrafa, provam e tiram conclusões.

Os engajados no mundo do vinho conhecem algumas pistas que permitem uma análise bastante confiável, evitando ter que sacar a rolha.

Vamos a elas:

1 – Examinar a garrafa contra um fundo bem claro e iluminado. Pode ser uma luminária, desde que não esquente o vinho. Vale para tintos e brancos. Mas não agitem a garrafa antes desta etapa.

Se encontrarmos alguma turbidez ou pouca transparência, é um primeiro sinal de alerta. Depósitos no fundo podem ajudar a esclarecer mais um pouco. Muito comum nos tintos que não foram filtrados antes do envase, há uma quantidade de sedimentos se depositam no fundo da garrafa.

Não são defeitos e o mesmo raciocínio vale para os cristais de tartarato. Deixe a garrafa em repouso, na vertical, por um par de horas e faça nova inspeção em busca de um conteúdo mais límpido.

Inspecionem, também, o nível do líquido no gargalo. Se estiver muito baixo, é sinal de que houve evaporação pela rolha. Isto é comum em vinhos muito velhos, mas se a garrafa tiver menos de 10 anos …

Outro ponto a ser observado é a rolha. Se ela estiver meio levantada, mofada ou esfarelando, até deixando pedacinhos boiando no vinho, ligue o sinal de alerta.

Uma rolha que não esteja nivelada com o gargalo indica que a garrafa foi exposta a altas temperaturas. Grandes chances de o vinho estar passado.

Se estiver só mofada, pode ser apenas consequências da adega. Já uma rolha quebradiça é sinal que chegou no fim de sua vida útil. O vinho pode estar oxidado.

2 – Se a nossa garrafa sob suspeita passar nestes testes iniciais, chegou a hora de sacar a rolha, que deve sair inteira. Novos sinais devem ser observados:

– Aromas de papelão molhado ou de pano mofado – indica o vinho “bouchonné”, um defeito que ocorre pela presença de tricloroanisol (TCA). Pode ser passageiro. Experimentem decantar o vinho e aguardar algum tempo. Se não desaparecer, lixo;

– Aromas de enxofre, borracha queimada ou similares – indica que o vinho não teve um processo de elaboração com todos os cuidados necessários. Pode, ainda, ter origem no campo, com uvas que não foram cultivadas da melhor forma. Há quem tente salvar estes vinhos colocando moedas de cobre, impecavelmente limpas, em contato com o líquido por algumas horas. O melhor é descartar esta garrafa;

O último e definitivo teste é provar. Qualquer sabor estranho ao nosso universo é suficiente para interromper o teste e tentar alguma ação corretiva. A mais comum é decantar e aguardar, algumas vezes, por mais de 24 horas.

Será que vale à pena?

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS: Imagem de Racool studio no Freepik

Acidez e Acidez Volátil

Quando se fala em acidez no vinho, a primeira ideia nos remete a frutas cítricas muito azedas ou aquela desagradável sensação de queimação no estômago.

Nada poderia estar mais errado!

Há um recente e interessante debate sobre a terminologia utilizada no mundo do vinho. Por ter uma origem eminentemente europeia, nem sempre o termo original, quando traduzido para outros idiomas, como o nosso português, consegue manter o seu sentido.

Acidez é um exemplo típico. Na nossa opinião, a tradução mais correta seria “frescor” ou “refrescância”.

É disto que estamos falando!

Seguindo com este jargão, a acidez é uma característica desejável nos vinhos, sendo mais comum nos brancos. Algumas castas são famosas por seus vinhos bem refrescantes: Alvarinho, Chardonnay, Pinot Noir e Garnacha, são algumas delas. Mas não se assustem, um refrigerante é bem mais ácido do que qualquer destes vinhos, do ponto de vista químico (Ph).

A maneira mais simples de entender esta característica é associá-la à salivação, àquela sensação agradável de frescor, no palato, quando se prova um gole.

Sua origem está ligada ao processo de vinificação. Ao final, existirão no nosso vinho alguns ácidos que se encarregarão de transmitir diferentes aromas, sabores e texturas. Quando combinados corretamente, passam a sensação de frescor, ou “acidez”.

Os mais importantes são:

Ácido Tartárico – decorre da fruta e é o mais comum e abundante. Permite que o vinho se estabilize e envelheça corretamente. Em garrafas mais antigas é possível perceber cristais de tartarato no fundo. São inócuos;

Ácido Málico – presente nas uvas e outras bagas. Nos vinhos brancos é o responsável pelos aromas e sabores como os da maçã verde. Na elaboração dos tintos, costuma ser convertido em ácido lático, diminuindo as sensações ásperas;

Ácido Lático – sua presença decorre mais pelo processo de vinificação do que pela fruta. É responsável pelas sensações que nos remetem a produtos de laticínios, muito agradáveis em boca. Para os brancos, é uma decisão importante converter o ácido málico em lático: muda completamente o estilo do vinho;

Ácido Cítrico – sabor muito comum e amplamente conhecido, que remete aos frutos cítricos, uvas e outros vegetais. As leveduras usadas na fermentação também contribuem para a presença deste ácido;

Ácido Succínico – é um subproduto da fermentação e tem pouca influência no sabor final de um vinho.

Este grupo é conhecido como ácidos não voláteis, ou seja, não evaporam. Consequentemente, não podemos perceber sua presença pelos aromas.

Um outro grupo de ácidos, desta vez, voláteis, também estão presentes, em pequenas quantidades: acético, sórbico, sulfuroso, butanóico, isobutírico, propanóico, hexanóico e metanóico.

A presença deles, que pode ser detectada nos aromas, é o que chamamos de acidez volátil. O mais importante é o acético, que nos transmite a sensação de vinagre ou avinagrado. Decorre do processo de vinificação. Uma regrinha de ouro dos vinhateiros diz que “é impossível elaborar um vinho sem ácido acético”.

Para muitos, a acidez volátil é sempre vista como um defeito do vinho. Por outro lado, estes ácidos, se bem dosados, podem trazer um pouco mais de presença a um vinho. São minúsculas quantidades, quase impossíveis de perceber nos aromas ou nos sabores. Devido à sua volatilidade, evaporam pouco tempo depois de sacada a rolha.

No final, tudo se resume a um bom equilíbrio entre todos estes elementos: acidez é desejável e agradável; acidez volátil talvez seja um defeito.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Foto de Alin Luna no Pexels

Masterclass de Shochu e Awamori

Para ser um apreciador de vinhos, não basta sacar a rolha e degustar. Temos que nos manter atualizados com as tendências do mercado, sempre dinâmico, e visitar outras culturas, conhecendo novas bebidas alcoólicas, sempre que possível. Enófilos de boa cepa tem um bom conhecimento sobre vinhos e outros fermentados e destilados.

Dentro deste espírito, participamos de uma Masterclass sobre duas bebidas japonesas, o Shochu e o Awamori. Foi um evento da Associação de Produtores de Saquê e Shochu do Japão (JSS), The Shochu Academy Brasil (@theshochuacademy), realizado pela Tabiji e pela Mega Sake, com o apoio do Consulado Geral do Japão, no Rio de Janeiro, onde foi ministrada. Roberto Maxwell (@robertomaxwell) foi o palestrante principal. Participaram, também Fabio Ota (@megasake) e Yasmin Yonashiro (@yasminyonashiro)

Embora seja o “Sake” a bebida mais conhecida pelos que apreciam a gastronomia japonesa, fomos surpreendidos ao descobrir que o nome correto desta deliciosa bebida a base de arroz é, na verdade, Nihonshu Sake. A palavra “sake” significa, apenas, bebida alcoólica.

Shochu, outro destilado, é o mais consumido no Japão. Tem um caráter mais popular e pode ser elaborado a partir de diversas bases, como batata doce, cevada, trigo sarraceno, açúcar mascavo e arroz.

Há algumas teorias sobre como a técnica de destilação, uma descoberta dos povos árabes, chegou até o oriente: poderia ter vindo diretamente do Oriente médio ou pela península coreana.

O ponto mais interessante fica por conta da forma como os japoneses passaram a usar este técnica como maneira de aproveitar as sobras de alimentos: em vez de estocá-los, o que significava curtos prazos para sua utilização, preferiram transformá-los em álcool, que duraria muito mais e traria novas formas de consumo.

O Shochu é exatamente isto, uma bebida obtida a partir do cozimento de um legume ou grão, seguido de uma fermentação muito especial onde é introduzido um fungo, o Koji,  e uma levedura. Depois, este mosto é destilado em Alambiques, unicamente.

O Awamori, outro destilado, somente é produzido na região de Okinawa, a partir de um arroz tipo tailandês, diferente dos que produzem o “sake”.

Os teores alcoólicos são elevados, em torno de 25% para o Shochu e 30% ou mais para o Awamori.

Muito interessante é a forma como são consumidos na origem: misturados com água morna, ou fria. Raramente são degustados puros. Ao diluir e aquecer levemente esta bebida, os aromas e sabores são realçados.

Nada impede, entretanto, que novas formas de consumo sejam criadas, como elaborados coquetéis. A The Shochu Academy Brasil pretende trazer, para o Rio de Janeiro, o curso completo que já existe em São Paulo, onde é estimulada a parte de mixologia, como forma de divulgar este produto no nosso país. São poucos importadores, atualmente, sendo que o Shochu de batata doce não pode ser comercializado no Brasil.

O preço é alto, em comparação com os do país de origem. Há custos elevados de transporte, é uma bebida delicada que não tolera altas temperaturas, acrescidos dos já conhecidos impostos de importação.

A parte final da Masterclass foi uma degustação dirigida.

Quatro amostras para degustarmos às cegas, num ritual muito semelhante ao de um vinho. Chamo a atenção para a folha, onde cada copinho está sobre uma imagem de “olhos” de cor azul: mostra a transparência da bebida.

Cada uma das tacinhas tinha um Shochu diferente. A técnica consistia em tentar identificar, primeiro, pelos aromas. Só então deveríamos provar e confirmar.

Mesmo para um olfato treinado, não foi tarefa fácil. Os aromas eram bastante sutis, mesmo aquecendo um pouco o recipiente com a ajuda da mão em concha. No palato, era necessário deixar o gole passear um pouco pela boca. De certa forma o álcool predominava no primeiro contato.

Divertido e muito instrutivo. Eis a relação do que foi provado:

A – Iichiko Shochu Silhouette – elaborado com cevada, 25% ABV. Provincia de Oita. Depois de algum treino, percebe-se notas aromáticas semelhantes às de uma cerveja artesanal;

B – Kazehakuba – elaborado com arroz, 25% ABV. Província de Miyazaki. Notas adocicadas nos aroma. Muito redondo e suave no paladar;

C – Tensho soba Shochu – elaborado a partir de trigo sarraceno, 25% ABV. Província de Miyazaki. O mais interessante de todos. Claras notas de “padaria”, bem semelhantes às de um bom Champagne. Paladar elegante e agradável.

D – Mizuho Gold – Awamori, 30% ABV. Província de Okinawa. Alcoólico com sabores marcantes. Foi envelhecido em potes de cerâmica num sistema que remete a Soleira, típica do Jerez: o produto final a ser engarrafado é um blend de diversas destilações.

Saúde, bons vinhos de bons Shochus!

Semana que vem voltamos aos vinhos

E a (nossa) lista de boicote aumentou…

Esta lista começou lá em 2012 quando o finado IBRAVIN engendrou uma manobra para criar cotas de importação para vinhos estrangeiros, achando que isso beneficiaria os produtores nacionais.

A grita foi grande. Publicamos uma matéria intitulada “Enófilos unidos jamais serão vencidos” (cliquem no link para ler. Algumas referências, mencionadas no texto, já não estão mais disponíveis). Em linhas gerais, apoiávamos um boicote para os produtos de determinadas vinícolas, algumas bem grandes e conhecidas. Este movimento partiu de renomados Chefs, críticos de vinhos e das principais importadoras e distribuidoras.

Criamos a nossa relação dos vinhos “proibidos”.

Em 2020, o mesmo grupinho, acrescido de mais alguns produtores, tentou ressuscitar a mesma manobra. Novamente, não tiveram sucesso. O nosso texto está aqui “Se não der certo, a gente tenta de novo…”.

E a listinha cresceu mais um pouco!

Agora, nesta virada de fevereiro para março de 2023, fomos surpreendidos por mais uma notícia assustadora: a contratação de mão de obra para a colheita em condições análogas à escravidão.

Inacreditável!

A lista ganhou mais nomes, alguns deles, curiosamente, são de produtores que se opuseram fortemente à manobra das cotas.

Triste!

Num momento em que o vinho brasileiro parece ter encontrado o seu melhor momento, somos forçados a sugerir um boicote aos nossos produtos. É o que nos resta fazer, não temos outra forma de protestar contra toda esta vergonheira.

As desculpas, de sempre, não valem mais:

– Não sabíamos;

– Falhamos na fiscalização;

– São uns aloprados;

– Está fora de contexto;

– É só uma gripezinha;

Entre muitas outras, tantas, que dariam para montar uma enciclopédia.

Um colaborador assíduo da nossa coluna sobre vinhos, Júlio Cardoso, chamou a atenção para outro fato: excetuando os envolvidos, ninguém mais se manifestou, amplamente, sobre o ocorrido. Nem vinícolas, nem associações como UVIBRA, AGAVI ou FECOVINHO. Os sites estão linkados nos nomes. Até a publicação deste texto, nenhuma menção existia nas páginas desses órgãos de classe.

Este silêncio é tão constrangedor quanto o fato em si. Nos leva, logo, a suspeitar que existem outras empresas na mesma situação: “vamos ficar quietinhos para ver se nos esquecem”.

Para piorar o quadro, já sabemos aonde isto vai dar: novas taxas de “fiscalização”, aperto nas regras de contratação de M.O., implantação de normas de Governança, etc…

O resultado, pouco prático na nossa opinião, é que estes custos serão repassados para o consumidor. Um produto que não conquista um mercado maior em função dos preços muito elevados, se comparado com outros vinhos sul-americanos, vai se tornar proibitivo.

Em lugar de maracutaias impensáveis, deveriam estar lutando para reduzir os impostos incidentes sobre o nosso vinho. Mas isto, nem pensar …

“Vinho” da semana

Já faz muito tempo que não indicamos um vinho e fomos cobrados.

Aproveitando o “clima” de todo este imbróglio, eis a sugestão desta semana:

Vinagre de vinho tinto “Único”

Notas de degustação: Azedo, sour, sauer, acido, aigre …

Créditos:

Foto de abertura: Imagem de Freepik

Vinagre – obtido no site da Peixe Alimentos

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