Page 95 of 153

Sangria e Clericot para o Natal

Festas de fim de ano, com suas mesas fartas, são ótimas ocasiões para abrirmos aquelas garrafas especiais, belos espumantes, nacionais ou importados. Nada contra, mas no nosso clima tropical, isto é quase uma idiossincrasia.

Lembro, vagamente, de algumas tentativas de abrasileirar a figura do Papai Noel, ou de propor comidas mais leves e refrescantes do que as tradicionais iguarias que compõem a geralmente pesada e encorpada ceia natalina.

Embora o Champanhe e outros espumantes sejam mais agradáveis por serem degustados em temperaturas mais baixas, a profusão de tintos que tentam harmonizar com aves assadas, pernis de suínos ou ovinos, entre outros, é preocupante.

Haja ar condicionado!

Nossos vizinhos sul-americanos e os estados do sul brasileiro costumam celebrar estas datas comemorativas com duas bebidas elaboradas a partir do vinho: a Sangria e o Clericot.

Saborosas, refrescantes e muito fáceis de fazer.

A Sangria, de origem espanhola, é bom conhecida. Seu nome deriva de “sangre”, indicando a coloração desta bebida. Existem diversas receitas, mas alguns ingredientes são básicos: um bom vinho tinto, frutas frescas, e um pouco de destilado.

Receita básica:

1 – Uma garrafa de um bom vinho tinto (Tempranillo, Garnacha, Merlot). Por favor, vinho de garrafão “suave” é PROIBIDO;

2 – Um limão e uma laranja, cortados em rodelas (pode-se usar o sumo também);

3 – Uma ou duas colheres de açúcar;

4 – Uma dose de um bom destilado (conhaque, cachaça, etc…);

5 – Dois copos de Club Soda, Soda Limonada, água tônica ou mesmo um espumante, para finalizar.

Outras frutas podem ser acrescentadas: maçã, pera, pêssego, kiwi, morango. Há quem use especiarias como canela, cravo e noz moscada.

Preparo:

Numa jarra de vidro coloque as frutas. Esprema, com a ajuda de um soquete ou colher, as frutas cítricas liberando o seu suco. Cubra com o açúcar e o destilado, deixando macerar por algumas horas em local fresco.

Adicione o vinho tinto e deixe macerar mais um pouco, desta vez, dentro da geladeira.

Na hora de servir, acrescente a soda ou o espumante. Misture levemente e sirva em taças decoradas com as frutas.

O Clericot, uma variante branca da sangria, é muito apreciada na Argentina e no Uruguai. Em Punta de Leste é a bebida padrão do verão.

Sua origem é bastante discutida e teria raízes no tradicional Ponche. Uma das explicações mais aceitas é a que Clericot seria uma adaptação de Claret Cup, um drinque inventado pelos colonizadores ingleses, na Índia.

Esta bebida era apenas uma taça de Bordeaux (Clarete), acrescida de abacaxi picado e gelo. Chegou na América do Sul pelas mãos dos espanhóis, já na versão elaborada com vinho branco ou espumante, tipicamente um Cava.

Receita básica:

1 – Uma garrafa de um bom vinho branco ou espumante, gelado. Torrontés seria perfeito;

2 – Diversas frutas picadas e sem sementes, como numa salada de frutas (maçã, pêssego, kiwi, frutas vermelhas, pera, abacaxi)

3 – Uma fruta cítrica, tangerina, em gomos, é a mais comum, mas pode ser uma laranja lima ou limão siciliano em rodelas;

4 – Uma dose de Licor Cointreau ou Grand Marnier. Outras opções válidas são conhaque, sherry ou a nossa pinga.

5 – 1 ou 2 colheres de açúcar;

6 – Um copo de Club Soda ou Soda Limonada;

Uma lenda sugere que não se use melancia, traria risco de morte. Então vamos respeitar. Outras frutas possíveis: manga, uvas cortadas e sem caroços.

Preparo:

Numa jarra de vidro, coloque as frutas picadas, o licor e/ou destilado e o açúcar. Deixe macerar por algum tempo, dentro da geladeira.

Acrescente o vinho ou espumante e a soda. Abuse do gelo em cubos e mexa tudo suavemente.

Sirva num copo alto, com gelo, e decore com alguns pedaços de fruta.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: perfeito para o Clericot.

Cava Castell de Calders Brut Nature – $

Aromas agradáveis e complexos típicos de seus 18 meses de maturação em garrafa, apresentando nuances de frutas maduras e flores. Na boca é muito agradável, com ataque fresco, elegante, equilibrado e com boa persistência.

Compre no Vinho Site: www.vinhosite.com.br

Wine Spectator TOP 100 2016

A lista anual dos melhores vinhos, publicada pela revista Wine Spectator, é o informe mais esperado pelos consumidores de vinhos. Atualmente é mais importante que as notas do Robert Parker, o que demonstra como evolui este mercado enológico.

Para os brasileiros, o significado real fica na faixa das curiosidades. A maioria dos vinhos listados não está à venda por aqui e, os poucos que estão disponíveis, são de outras safras. Nem sempre são vinhos caros, mas a regra do mercado brasileiro é esgotar a safra em estoque antes de importar uma nova.

Nesta edição, os vinhos norte-americanos dominaram o cenário com 32 indicações.

A tabela, a seguir, completa a informação

top-3-b

Os 10 Mais

Seis vinhos americanos, dois italianos e dois franceses. Oito tintos e dois brancos. Entre as uvas, nas três primeiras colocações temos um Cabernet Sauvignon, um Chardonnay e um Pinot Noir.

top-10

O primeiro francês, um branco doce, está na 4ª posição. Um Sauternes da região de Barsac, no distrito de Graves, Bordeaux. O segundo francês, também bordalês, é um branco seco.

Da Itália foram premiados um Barbaresco, produzido a partir da Nebbiolo, e o tradicionalíssimo Super Toscano, Tiganello, hoje um vinho icônico. Interessante observar o seu preço médio no mercado norte-americano: US$ 105.00, cerca de R$ 360,00, preço mais que justo por um produto de alto nível, bem diferente do preço pedido por aqui, no seu importador, R$ 881,00 (mais frete).

Dois tipos de corte se destacaram: um bordalês, o Ridge Monte Bello, e uma variação do “GSM” o Machete da Orin Swift (Petit Syrah, Grenache e Syrah).

Os Sul-americanos

Quatro vinhos argentinos e três Chilenos. Destaque para o sempre bom Don Melchor, na 33ª posição, melhor sul-americano, e o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon, na 55ª posição, o melhor argentino.

Novamente chamamos a atenção para as diferenças de preço. O vinho chileno sai por US$ 125.00 (+/- R$ 400,00) contra os R$ 700,00 cobrados nas melhores lojas. O vinho argentino, conhecido por sua boa relação qualidade x preço, sai por US$ 20.00 (+/- R$ 70,00). Pode ser comprado por um pouco menos de R$ 200,00 no Brasil.

Sem comentários…

As Surpresas

Áustria, Grécia e Israel.

Vinhos austríacos sempre foram muito bons, mas pouco conhecidos no mercado mundial, talvez devido às pequenas produções, o que não os tornam um produto de consumo mundial. A uva branca Grüner Veltliner brilha por lá.

O Domäne Wachau Grüner Veltliner Smaragd Trocken Wachau Terrassen aparece na 85ª posição.

Da Grécia o vinho premiado na 89ª posição foi elaborado com uma uva branca típica, a Assyrtiko: D. Kourtakis Assyrtiko Santorini Greek Wine Cellars

O primeiro vinho israelense, está na 79ª posição, o Tzora Judean Hills White, um corte de Chardonnay e Sauvignon Blanc. Na 93ª posição, está o Galil Mountain Yiron, produzido na Galiléia, um dos vinhos top desta vinícola. Um pouco comum corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah.

Para os interessados, a lista pode ser baixada neste link.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: uma homenagem aos bons vinhos dos EUA.

top-2Wente Beyer Ranch Zinfandel – $$$

Este complexo corte californiano traz delicados aromas de ameixa, framboesas e mirtilo. Em boca é harmônico, com taninos suaves, acidez equilibrada e profusos sabores de frutas em compota.

Boa opção para harmonizar com a ave natalina.

Compre no Vinho Site!

 

Outras cores no vinho

Pode parecer inacreditável, mas existem “ditaduras” no mundo do vinho. A mais fácil de perceber é a das cores: sempre estivemos restritos ao Tinto, Branco ou Rosé.

Mas existem outras alternativas, coisas bem modernas.

Um branco de coloração mais intensa é chamado de “Laranja” e já foi assunto de uma coluna anterior (*). Para se chegar a esta tonalidade, os produtores vinificam as uvas brancas com suas cascas, como se fosse um vinho tinto.

cor-1-min

O resultado é muito interessante e foi um dos sucessos do ano passado. Alguns autores o apelidaram de “novo Rosé”. A principal característica é ser bem encorpado e ter mais presença no paladar do que seu primo rosado. Não chega a ser tânico, mas pode harmonizar perfeitamente com carnes. Num país de clima mais quente, isto pode ser quase uma bênção para os amantes do churrasco de domingo.

Diversos países o produzem: Itália, França, Eslovênia, África do Sul, EUA, Austrália, Áustria e a República da Geórgia, que os elaboram desde os tempos antes de Cristo, utilizando ânforas de barro (Kvevri), enterradas no solo.

cor-2-min

Outra coloração inesperada é o preto.

Black Wine é o apelido dado aos Malbec, muito encorpados e densos, produzidos em Cahors, França. Um tinto muito escuro e opaco, nada mais que isto, sem nenhuma adição de corantes ou coisa parecida.

São semelhantes aos famosos Malbec argentinos. Vinhos robustos, frutados e tânicos, exigindo quase sempre um bom período de decantação antes de ser degustado.

cor-3-min

Que tal um vinho Azul?

Uma vinícola espanhola o desenvolveu e está fazendo um grande sucesso, principalmente entre os consumidores mais jovens, sempre em busca do inusitado.

cor-4-min

Fundada por seis empresários, a Gik Live é uma “startup” que tem como objetivo produzir um vinho com mais apelo visual, tornando-o um produto único no mercado, quase que dedicado aos jovens da geração “Y”, atualmente o maior mercado consumidor de vinhos.

Foram dois anos de pesquisas junto a universidades espanholas e pesquisadores sobre alimentos, para chegar na fórmula que mistura uvas tintas, brancas, antocianinas e corante Índigo, o mesmo das calças jeans. Resultou numa bebida com um viés adocicado, mais próximo a um vinho branco. Já está à venda em alguns países europeus.

Para finalizar este passeio entre diferentes cores dos vinhos, mais uma novidade: um outro vinho “verde” (não confundir com os excelentes Vinhos Verdes de Portugal) obtido através de uma infusão de Tintura de Cannabis.

Uma ideia no mínimo extravagante.

O consumo desta droga psicoativa é permitido, na Califórnia, para fins medicinais. Vinícolas como a nova Mary Jane Wines, apostaram que seria mais agradável degustar o “remédio” do que fumá-lo.

cor-5-min

Existe em tinto ou branco, mas nenhum realmente verde.

Abaixo as ditaduras!

Saúde e bons vinhos.

Vinho da Semana: está na hora de começar a investir em espumantes.

vinhoAdolfo Lona Brut Rosé – $

Ótimo espumante da Serra Gaúcha, na cor da moda.

Comprar: http://www.vinhosite.com.br/espumante-adolfo-lona-brut-rose-nacional-pinot-noir-chardonnay/p

Cestas de Natal: http://www.vinhosite.com.br/cestas-vinhosite/cestas-de-natal

(*) https://oboletimdovinho.com.br/2014/10/18/vinhos-laranja/

Calábria, DOC Cirò, Gaglioppo

Volta e meia acontecem pequenas coisas no dia a dia que me trazem à memória ótimas recordações. Abri a caixinha de vinhos que recebo mensalmente e descubro que uma das garrafas é um Cirò DOC, pouco conhecida denominação de origem da Calábria.

cir-1-min

Num encontro recente degustamos alguns ótimos vinhos brancos e tintos, culminando com um dos melhores Pinot Noir norte-americanos, o emblemático Belle Gloss. Só que a turma ainda não estava satisfeita.

Já se havia esgotado a sequência original, apelidada de “off Borgonha”, e não havia nada mais que pudesse ser servido. A saída seria partir para um vinho bem diferente, que fugisse completamente do padrão experimentado. Abrimos um classudo Cirò que acabou sendo a grande surpresa da noite, principalmente por não ser algo previsto ou programado.

Elaborado a partir da casta Gaglioppo (o “g” é mudo), tida por muitos especialistas como a mais antiga vinífera ainda em produção, sua origem, até bem pouco tempo, era bem controversa. Considerava-se que era uma casta de origem grega que fora levada para a Itália. Há uma lenda que afirma que os vencedores das modalidades olímpicas eram convidados a celebrar com uma taça do vinho Krimisa, do qual o Cirò seria um descendente.

cir-2-min

Estudos mais recentes, com a confirmação de DNA e outras bossas, demonstraram que a Gaglioppo resultou da polinização cruzada entre a Sangiovese e a Mantonico di Bianco. Portanto uma uva genuinamente italiana, com uma origem muito semelhante à da Cabernet Sauvignon: uma uva tinta e outra branca.

Não é uma uva fácil de cultivar e vinificar, sendo tão temperamental quanto a grande uva do Piemonte, a Nebbiolo, o que lhe valeu o apelido de “Nebbiolo do Sul”. Por amadurecer tardiamente, apresenta altos teores de açúcar o que produziria vinhos muito alcoólicos. Sua colheita é feita mais cedo, permitindo que durante os processos de vinificação se tenha maior controle.

Esta casta prefere climas mais frios e os melhores vinhedos estão nas regiões mais elevadas. Os vinhos ficam mais suaves, florais e com boa acidez contribuindo para o equilíbrio final. Os vinhedos de planície produzem vinhos mais tânicos que exigem um longo tempo de maturação para serem domados.

Na gastronomia é considerado um vinho muito versátil, com harmonizações que vão desde as típicas comidas com carne de porco e seus embutidos, peixes e frutos do mar, vegetais e massas. Sua textura suave, acidez marcante e taninos comportados, tudo sublinhado por uma sutil doçura, o fazem um vinho perfeito para qualquer momento. Uma das coisas mais deliciosas que se pode fazer com um Cirò é bebê-lo bem gelado no verão.

Os principais produtores desta quase obscura joia são Librandi e Ippolitio. Cada produtor tem seu estilo. Normalmente encontramos algumas variações como Ciró Rosso, Rosado, além de um Reserva, geralmente produzidos a partir de um único vinhedo.

Existe um Cirò Bianco que é obtido a partir das castas Greco Bianco e Trebbiano Toscano (max. 10%).

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: este não pode deixar passar.

vinho-minCirò Rosso Liber Pater – $$

Aromas de frutos vermelhos, violetas e especiarias. Boa estrutura e grande personalidade. Taninos macios, em perfeito equilíbrio

Harmonizações: cabrito ensopado com molho de tomate, carne de porco cozida com tomate e pimenta, bouillabaisse, atum calabrês cozido em molho agridoce, risoto com carne e embutidos, massa com molho de tomate e Carne.

Compre aqui: http://www.vinhosite.com.br/vinho-italiano-tinto-ciro-rosso-liber-pater-gaglioppo/p

Ofertas Black Friday: http://www.vinhosite.com.br/black-friday-vinhos

Foto: Fabio Ingrosso (Flickr: Grappolo d’uva Gaglioppo in Calabria) [CC-BY-2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/2.0)], via Wikimedia Commons

A Geração Y e o Vinho

A Geração do Milênio, ou “Y”, corresponde aos que nasceram no período compreendido entre 1980 até meados dos anos 90. Alguns sociólogos antecipam para meados dos anos 70 o início desta geração que vem sendo substituída pela “Z”.

Nasceram num mundo já bem virtualizado, uma geração muito tecnológica, que tem outros interesses e valores que os distinguem claramente de seus antecessores, que viveram os períodos conhecidos como “Baby Boomers” (pós-guerra) e Geração “X”.

ger-1-min

Uma das principais características da turma do Milênio é serem guiados por tendências, regidos diretamente pelas redes sociais. Não dão muito valor às tradições e fatos históricos. São, quase sempre, imediatistas e preferem seguir os ícones da vez do que acompanhar os ciclos ditos convencionais.

Isto afeta diretamente o mercado do vinho.

Aplicativos, como o popular Vivino, são seus guias quando se trata de escolher e comprar, superando nomes como Parker, Robinson ou Johnson. Para esta geração o que vale é a opinião coletiva. Estão sempre em busca de coisas diferentes ou, como é comum falar, “cool”.

Vinhos quase obscuros como um Chardonnay da Eslovênia, por exemplo, podem se tornar a bossa do momento enlouquecendo produtores, importadores e vendedores. Mas da mesma forma como viraram uma estrela, caem no ostracismo sendo substituídos por outros modismos. É uma geração de opiniões muito voláteis. Os 100 pontos de Parker nada mais são do que uma breve referência ao que “nossos antepassados apreciavam”. (sic.)

Está em curso uma notável mudança de paradigma, apesar dos acontecimentos recentes que indicam uma guinada para ações radicais, segregacionistas, etc… Mas não por conta dos “Y”, eles ainda não mandam no pedaço, mas estão influenciando fortemente.

O mercado do vinho sobrevive por acompanhar estas tendências e, o que se percebe hoje, é uma tentativa consciente de produzir vinhos que agradem a esta nova leva de consumidores. Há, inclusive, a preocupação de trazê-los para o mundo do vinho, outra tarefa que deve ser executada com muita habilidade: do nada, algum destilado de um esquecido país pode se tornar a bola da vez.

Rótulos deixam de ter a importância que sempre tiveram, ao mesmo tempo que as histórias sobre os vinhos, muitas vezes pílulas douradas, passam a ser a principal ferramenta de divulgação e venda. Nada supera um bom “causo”.

Outro dia fui surpreendido por uma curiosa expressão usada por Guilherme, marido da minha sobrinha Mariana. Usou o termo Vinagre para referir aos bons vinhos que andava bebendo. Confesso que me senti tentado a adotar, para sempre, este adjetivo em lugar do meu predileto, Caldo.

Há uma enorme ironia presente. Bem interpretada, demonstra quanta alegria ou felicidade eles têm ao se deliciar com um vinho, qualquer vinho, desde que tenha recebido alguma aprovação do grupo ou de grupos.

Sabem que existe coisa melhor, mas para que ou por que eu vou me preocupar com isto se estou satisfeito com este vinagrezinho bacana que está na minha taça agora?

Todo mundo gostou, isto basta.

Caveat venditor!

Saúde e Bons vinagres!

Vinho da Semana: uma opção para antes de chegar o verão.

vinho-minRadio Boca Rosé

Elaborado a partir das castas Tempranillo e Bobal, exibe cor rosa salmão muito leve, aromas com notas de frutas vermelhas frescas, como morangos e flores maduras suculentas. O paladar é macio, sedoso e frutado, com uma acidez refrescante e intensa.

Harmoniza com qualquer geração.

Compre aqui: http://www.vinhosite.com.br/vinho-espanhol-rose-tempranillo-bobal-radio-boca/p

Ofertas da Semana: http://www.vinhosite.com.br/vinhos-da-semana

« Older posts Newer posts »

© 2026 O Boletim do Vinho

Theme by Anders NorenUp ↑