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Harmonizando Peixe com vinho tinto

Quase todo apreciador de vinhos aprende, bem cedo, que peixes e frutos do mar só devem ser harmonizados com brancos e, no máximo, um rosé.

Por outro lado, regras existem para serem quebradas. Se não fosse isto, a nossa vida seria bem diferente e muito maçante.

Existe um princípio sobre o qual se apoia esta impossibilidade de harmonização: taninos não combinam com a acidez existente nos pratos baseados em pescados, principalmente se adicionarmos um pouco mais, pingando limão, por exemplo. O resultado deste confronto pode ser um marcante retrogosto amargo e metálico.

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Os professores da renomada escola Cordon Bleu acreditam que, se capricharmos na escolha, é perfeitamente possível ter sucesso nesta harmonização, mas não é com qualquer vinho tinto. (*)

A regra básica desta ousada escolha é encontrar vinhos com acidez e teor alcoólico bem equilibrados, corpo médio ou leve, taninos muito suaves e bem frutado no paladar.

Com relação ao prato, algumas formas de cocção e acompanhamentos se impõe e outros devem ser evitados, como molhos à base de manteiga ou calcados em muita cebola.

Para um peixe grelhado, acompanhado de legumes, o parceiro tinto ideal seria um Pinot Noir australiano, ou outro de regiões frias. Experimente com Atum fresco na brasa.

Outra boa opção é oferecida pelos vinhos elaborados com a casta Gamay. Um Cru de Beaujolais, como o Fleurie, faz um belo par com um cozido de frutos do mar em seus próprios sucos.

Se a base do molho forem tomates frescos, tintos espanhóis que não passam por madeira, feitos com as castas Mencia ou Garnacha, são combinações que vão surpreender. Além destes, o italiano Valpolicella é outra boa pedida.

Existem um tipo de peixe que, tradicionalmente, seria consumido com tintos, o Bacalhau. Entretanto, esta é outra regrinha mal escrita e que tem origens em obscuras lendas sobre “má qualidade” de alguns vinhos brancos, notadamente de Portugal. Tudo vai depender do método de preparação deste prato que tanto agrada aos brasileiros.

Para combinar com um tinto encorpado e maduro, opte por um lombo de bacalhau assado com cogumelos, abóbora, cenouras, nabos e até um pouco de nozes ou avelãs.

A ideia é que todos estes sabores e texturas se amalgamem a ponto de não ser possível destacar nenhum deles.

Bom apetite e bons vinhos!

Vinho da Semana: já pensando no bacalhau de fim de ano.

vinho-minBodegas Ramirez Tempranillo – $

Cor vermelho rubi com reflexos roxos. No nariz é frutado e intenso. No palato é inicialmente ataque seco com taninos marcantes, seguido de uma doçura de fruta com boa persistência, lembrando morangos com toques de alcaçuz. O retrogosto é agradável e duradouro.

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(*) – http://www.decanter.com/learn/food/cordon-bleu/matching-red-wine-fish-le-cordon-bleu-328966/

Degustamos Vinhos da Croácia

José Paulo Gils e eu, convidados pelo Presidente da Câmara de Comércio, Cultura e Turismo, Brasil – Croácia, Sr. Otávio Vilarinho, fomos avaliar 3 vinhos croatas, dois brancos e um tinto, com o objetivo futuro de indicar estes produtos para serem importados e distribuídos no Brasil.

Otávio, um grande apaixonado pela Croácia, nos deu uma verdadeira aula sobre aquele país, que recebe viajantes brasileiros de braços abertos. O idioma básico para a comunicação é o inglês.

O primeiro vinho aberto foi o DIKA Graševina, da vinícola Feravino. Esta empresa, considerada a maior entre as de pequeno porte, possui 160 ha de vinhedos e sua cantina é capaz de produzir 2.000.000 de litros anuais.

Foi uma grata surpresa, com um teor alcoólico na faixa de 12.5%, é muito refrescante, leve, aromático e saboroso. Típico vinho para os dias quentes do verão, seja junto ao mar ou na borda de uma piscina. É considerado como uma das melhores relações de custo x benefício.

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A casta Graševina é a Riesling Itálico, uva de longa história no Brasil, onde é utilizada para elaborar vinhos brancos finos e espumantes, notadamente na Serra Gaúcha.

O segundo vinho foi o Festigia Malvazija, elaborado pela Vina Laguna.

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São 600 ha de vinhedos onde estão plantadas desde as internacionais Cabernet Sauvignon e Merlot até uvas autóctones como a Teran.

Malvazija é a nossa conhecida Malvasia Branca, talvez a casta mais dominante desta família. Este vinho é muito bem reputado, tendo sido premiado em diversos concursos internacionais, entre eles o Mundus Vini Gold em 2015 e 2014.

Um vinho muito gastronômico, bem seco, pouco aromático, mas no paladar provocou ótimas sensações a ponto de imaginarmos um belo prato de frutos do mar para acompanhar aquele momento. Muito bom!

Os dois vinhos brancos degustados se mostraram com qualidade indiscutível, apresentação irretocável, o que demonstra toda a preocupação de seus produtores em se destacarem no cenário vinícola internacional.

Ressalto que a permanência em boca (retrogosto) deste segundo vinho era formidável, algo raro em vinhos brancos.

Para encerrar esta surpreendente degustação, foi servido o único tinto, o Miraz, um Syrah elaborado pela Feravino,.

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Muito denso, escuro, apresentado os aromas típicos desta casta, nos deixou intrigados ao comparar estas características com a de vinhos elaborados em outras regiões com esta mesma casta. São mais comuns os vinhos de corpo médio.

Este Miraz é um vinho gastronômico, muito bem vinificado, taninos suaves, muito frutado, remetendo a frutas negras e as características “especiarias”. Simplesmente delicioso.

Ainda há um longo caminho para qualquer destes vinhos chegarem ao Brasil.

Um dos destaques entre as uvas croatas é a Crljenak Kaštelanski, ou uva tinta de Castela, de onde descendem as famosas Zinfandel, norte americana, e a Primitivo, italiana.

Outra curiosidade fica por conta do enólogo Miljenko Grgic, ou simplesmente Mike Grgich como ficou conhecido nos EUA. Ele foi um dos responsáveis pelo famoso Chateau Montelena Chardonnay, que desbancou grandes vinhos franceses no épico Julgamento de Paris, em 1976. Junto com André Tchelistcheff e Robert Mondavi, são os pais do estilo “Novo Mundo”, que influenciou Enólogos e “flying winemakers” de maior sucesso atualmente.

Devemos muito à Croácia.

Bons vinhos, saúde!

Vinho da Semana: um rosé, intenso, elaborado com a casta Negroamaro.

cro-4Negroamaro Rosé Terramare – $

Esta varietal revela essência de gerânio e rosa combinada com morango e cereja. Um vinho com palato equilibrado e delicado, cheio de frescor e elegância, e com boa persistência.

Muito versátil harmoniza com uma infinidades de pratos, entre eles, Moqueca Capixaba, Churrasco e Risotos com carne de aves.

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Comprovado: Queijo é o melhor companheiro do vinho

Muitos apreciadores de nossa bebida favorita começaram a apreciá-la a partir da popular combinação “Queijos e Vinhos”. Mesmo que fossem organizados de forma empírica e algumas vezes caótica, sempre era divertido e prazeroso.

Uma das formas mais simpáticas de organizar uma reunião como esta era dividir as tarefas: diferentes grupos de convidados trariam os vinhos, queijos e pães, cabendo ao anfitrião entrar com infraestrutura e algumas frutas ou doces para fechar a noite.

Harmonizar? O que é isto?

Ninguém estava preocupado. Provavelmente só iriam aparecer vinhos tintos, de diversas origens. Nenhum branco ou fortificado. Bastava chegar as estações mais frias do ano que os “Queijos e Vinhos” se repetiam, quase que seguindo uma receita.

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Num estudo recente (out/2016), cientistas do Centro de Estudos do Paladar e Comportamento Alimentar (Center for Taste and Feeding Behavior) na França, conduziram uma pesquisa na cidade de Dijon com apreciadores de queijos e vinhos. Chegaram a um resultado que, finalmente, esclarece o sucesso desta conhecida parceria:

“O consumo de queijo durante uma degustação de vinhos é capaz de alterar a nossa percepção e gosto sobre determinados vinhos”. (*)

Cada voluntário recebeu um formulário com a descrição de diversas sensações possíveis, que deveriam ser assinaladas após cada degustação.

Na primeira etapa foram degustados quatro vinhos diferentes, em busca das sensações predominantes:

– Pacherenc, um vinho branco doce da região de Madiran, sudoeste da França;

– Sancerre, um Sauvignon Blanc do Vale do Loire;

– Pinot Noir da Borgonha;

– Madiran tinto, um corte de Tannat, Cab. Franc, entre outras.

Na segunda etapa, foram introduzidos quatro queijos:

– Epoisses, típico da Borgonha, elaborado com leite de vaca e maturado por 6 meses. Depois é tratado com uma aguardente vínica (marc);

– Comté, o mais comum queijo da França, feito a partir de leite de vaca, com casca e textura semi-dura;

– Roquefort, tradicional queijo com mofo azul, elaborado com leite de ovelhas;

– Crottin de Chavignol, o mais famoso queijo de cabra francês, maturado por 4 meses.

Os degustadores deveriam alternar pequenos goles de vinho e provas dos diferentes queijos.

Os resultados demonstraram que o consumo do queijo teve um impacto positivo na descrição dos vinhos, que acabaram agradando a todos, em comparação com a descrição inicial, feita para ser o controle do experimento (sensação predominante).

A apreciação de cada vinho aumentou na maioria das combinações e, no pior resultado, teria ficado igual ao resultado de controle.

Na degustação dos vinhos tintos, o consumo do queijo diminuiu sensivelmente a sensação de adstringência provocada pelos taninos, aumentando a percepção dos sabores frutados.

Com relação aos brancos, o que menos impactou o resultado final foi o doce Pacherenc. As anotações não demonstraram nenhuma mudança na doçura ou predominância de sabores. Com branco seco foram percebidas ligeiras alterações no aroma predominante.

Do outro lado do Atlântico, no Canadá, uma segunda experiência corrobora este resultado (**). O objetivo era encontrar as combinações ideais entre queijos e vinhos, empregando metodologia sensorial científica.

Nove tipos de queijos artesanais e dezoito tipos de vinhos estavam à disposição de um grupo de jurados que tinha como objetivo avaliar as diversas combinações possíveis.

Entre os vinhos estavam desde clássicos como Chardonnay madeirado, Pinot Noir, Merlot, cortes com Cabernet Sauvignon, vinhos de sobremesa e Ice Wines.

O Riesling foi considerado o vinho mais versátil combinando com a maior variedade de queijos. Sauvignon Blanc e Pinot Gris também foram bem avaliados. Os vinhos de harmonização mais difícil foram o Late Harvest, o Ice Wine e o Porto.

Os queijos mais fáceis de combinar foram os do tipo Gorgonzola (mofo azul), Provolone e um queijo de leite de vaca, semi-duro, bastante comum no Canadá (Oka).

Saúde e bons queijos e vinhos!

Vinho da Semana: um versátil Tempranillo espanhol.

qj-2Ayrum Reserva

Perfeito com o tradicional Queijo Manchego, da Espanha, elaborado com leite de ovelha e eleito, em 2012, o melhor queijo do mundo.

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Fontes:

(*) – http://phys.org/news/2016-10-science-cheese-wine.html

(**) – http://phys.org/news/2005-10-wine-cheese-science.html

Qual a taça ideal para Vinho do Porto?

A associação Wines of Portugal promove, regularmente, interessantes cursos, seminários e degustações, sobre o mundo do vinho em Portugal. Recentemente, o Prof. G e eu, participamos de uma aula, seguida de um difícil teste, sobre as regiões vinícolas da “terrinha”, ministrada pelo excelente Alexandre Lalas.

Vários aspectos pouco conhecidos por nós foram abordados, mas, um em especial, prendeu a nossa atenção: qual seria a taça ideal para degustar um vinho do Porto?

Ao contrário de outros países produtores, tipicamente do Novo Mundo, em lugar de privilegiar uma casta específica como seu cartão de visita vínico, Portugal valoriza a sua diversidade de castas, única no mundo, não tendo uma uva insigne, mas um vinho icônico, o Porto.

A taça ideal para degustar um vinho tem sido motivo de diversos estudos. Um dos mais renomados fabricantes de taças de cristal, a Riedel, produz formatos específicos para cada tipo de vinho conhecido. Um de seus diretores faz periodicamente um giro por diversos países, demonstrando com degustações muito bem orientadas, a sua tese.

O vinho do Porto não foge à regra. Desde que me conheço por gente, via no bar da minha casa a garrafa decantadora e os “copinhos” igualmente decorados, destinados a servir e degustar este vinho.

Herdei os copinhos, é o primeiro à direita na foto que ilustra este texto. Durante muito tempo usei-os no serviço do Porto.

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Mais tarde, influenciado pelo que era habitual nos elegantes restaurantes que frequentei ou na casa de amigos enófilos, utilizei diferentes cálices e até mesmo outros recipientes mais simples, nunca me preocupando muito se haveria uma taça adequada. (ninguém usava o copinho decorado…)

Na última viagem a Portugal, justamente quando visitei as caves da Taylor’s, em Vila Nova de Gaia, fui apresentado à taça que fora especialmente desenvolvida para este fortificado. Na foto ilustrativa, é a que está no centro da imagem. Basicamente é uma taça ISO, padrão em degustações técnicas, um pouco enfeitada e só.

Lalas, ao comentar o assunto, afirmou que ele prefere degustar este vinho numa taça comum, como a que está à esquerda na foto. Segundo ele, devemos apreciar cor, aromas e sabores, como qualquer outro vinho, para isto, a taça tipo Bordeaux é a ideal.

Pesquisando um pouco, cheguei ao site da Taylor’s (*), que tem uma página explicando como deve ser consumido um dos seus vinhos. Reproduzo o parágrafo sobre as taças:

“O tipo de copo correto

Nos últimos anos tem havido uma explosão no mercado de copos para vinho de diferentes formatos, todos a manifestarem a sua capacidade de oferecer a mais incrível das experiências vínicas através da sua forma e design. Só podemos estar agradecidos, pois isto permite-nos dizer adeus ao copo do tamanho de um dedal tão frequentemente utilizado e que tem sido a desgraça do vinho do Porto através dos tempos.

Não pense que tem que gastar uma fortuna nos seus copos para vinho do Porto. Use sim um copo de proporções adequadas, de vidro de boa qualidade. Isto permitirá apreciar corretamente os poderosos aromas e sabores que o vinho do Porto oferece. Com certeza não irá beber um bom Borgonha branco num copo minúsculo. Então porque fazer isso com um bom vinho do Porto? Não abafe o vinho, mas realce-o proporcionando-lhe o copo correto”.

Acho que isto encerra, de forma brilhante, esta discussão.

Vinho da Semana: um porto, sem dúvida. Beba gelado, como um branco, se possível numa boa taça.

por-2Porto Tawny Maynard’s

Demonstra a suavidade e o caráter frutado dos melhores Portos. Em boca este vinho combina harmonicamente elegantes notas de frutas maduras, frutas secas e canela.

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(*) http://www.taylor.pt/pt/apreciar-porto/copos-vinho-do-porto/

Pratos de Massa e Vinhos

A cultura gastronômica brasileira é uma mistura de diversas influências que, segundo alguns Chefs e críticos internacionais, a tornam única. As culinárias portuguesa, africana, nativa, alemã e italiana, entre outras, formam um delicioso caldeirão de onde nos alimentamos em casa ou em elegantes restaurantes.

Talvez devido ao binômio simplicidade e sabor, os pratos italianos são muito populares, a macarronada de domingo é quase sagrada em alguns lares. Vinho, é claro, torna-se um imperativo.

Talvez venha desta clássica harmonização o início da produção vinícola brasileira, que começa, realmente e não historicamente, com a chegada dos colonos italianos ao país. Os primeiros vinhos eram muito rudimentares, feitos com uvas inadequadas, mas cumpriam a sua função de complementar uma refeição.

O vinho, em outras culturas, é considerado como parte da alimentação básica e não um produto de luxo, como no Brasil, onde o desgoverno só busca fontes de renda em vez de estimular uma indústria que poderia, bem gerida, acrescentar mais um produto ao leque das magras exportações nacionais, isto sem falar no mercado interno…

Massas não são uma exclusividade italiana. Reza uma lenda que os chineses teriam “inventado” o macarrão, trazido para a Bota por Marco Polo, lá no século XVIII. Outros estudos afirmam que a massa de farinha de cereais e água foi uma descoberta dos Etruscos, alguns séculos antes.

Vamos encontrar pratos à base de massas nas culinárias oriental, alemã, polonesa, francesa, além da italiana (e provavelmente em muitas outras).

Harmonizar corretamente esta grande variedade de receitas é uma tarefa árdua e muita gente boa já se dedicou a escrever sobre isto. A velha regra de massa com vinho italiano, provavelmente tinto, pode estar com seus dias contados.

Uma das mais importantes escolas de culinária do mundo, a francesa Le Cordon Bleu, tem sugestões muito interessantes para combinar diversos tipos de “pasta” com os vinhos de todo o mundo. (*)

O mais clássico dos molhos para talharim, espaguete e assemelhados é o “al sugo”, simplesmente tomate, alho e ervas. Tem uma característica combinação doce/azedo que harmoniza muito bem com um Viognier, uma casta branca típica do Vale do Ródano, hoje difundida em quase todos os países produtores. Os mais famosos são os Australianos, Norte-americanos, Sul-africanos, Franceses e Sul-americanos. Prefira os que não passaram por madeira.

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Lasanha é outra tradição nas mesas brasileiras, mas a sua harmonização correta pede alguns momentos de reflexão: molho branco (Bechamel), o de tomate e o recheio de carne, pedem vinhos muito específicos.

Curiosamente um tinto italiano, quase sempre relegado a um segundo plano, o Barbera, com sua jovialidade e boa acidez se torna a opção quase perfeita para enfrentar a avalanche de sabores deste prato. O também secundário Beaujolais francês ou o desconhecido Zwiegelt, austríaco, são outras boas opções.

Nesta mesma linha, podemos facilmente imaginar as harmonizações para massas recheadas como raviólis, canelones, etc… Como o macarrão é neutro, tudo vai depender da combinação do molho e recheio usados.

Uma harmonização bem interessante, proposta pelos professores da Le Cordon Bleu, envolve os pratos de massas servidos em caldos, como o Pot au Feu com Vermicelli, francês, ou os Udon japoneses e similares da cozinha oriental. A sugestão é um vinho fortificado como um Jerez Amontillado ou um Porto Branco seco ou ainda um Marsala Vergine seco.

No próximo domingo, arrisque e esqueça o Chianti!

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: já pensando no fim de semana.

massa-2Dalbosco Reserva Viognier

Grande complexidade aromática que recorda pinhas, marmelada de damasco, flores brancas e toques de lima. Sua boca é fresca e sedosa, com boa acidez e rica persistência de frutas, com longo e agradável final.

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(*) Fonte: http://www.decanter.com/learn/food/cordon-bleu/matching-wine-with-pasta-le-cordon-bleu-332523/

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