Autor: Tuty (Page 49 of 153)

O mercado de vinhos pós epidemia

Um dos piores efeitos colaterais, resultante das tentativas de conter a propagação do vírus COVID-19, foi uma devastação na área comercial. Diversos tipos de negócios não sobreviveram ao fechamento, mesmo temporário, ou não conseguiram se adaptar e trabalhar de forma remota ou online, criando um comércio eletrônico (e-commerce), por exemplo.

Um dos segmentos que sobreviveu e cresceu de forma inesperada foi o dos vinhos. O brasileiro, que nunca chegou a fazer parte das estatísticas de consumo, passou a arranhar a parte inferior dos gráficos que medem esse aspecto. No meio de tantas coisas preocupantes, essa é uma ótima notícia que traz no seu bojo mais uma novidade, a descoberta dos bons vinhos finos produzidos no país. Algumas vinícolas conseguiram zerar seus estoques!

Um dos fatores que contribuíram, decisivamente, para esse sucesso foi a grande variedade de lojas on-line que permitiram desde a compra direta do produtor como através de uma rede de revendedores muito confiável. Clubes de vinhos também fazem um excelente trabalho neste segmento. Um único entrave, o frete, tem sido contornado com boa logística e ofertas do tipo combo que simplificam e reduzem as despesas de envio.

Como até mesmo os mais pessimistas esperam o fim deste período de muitas restrições, já há alguma preocupação com as atuais operações de compra e venda, que estão funcionando azeitadinhas. Uma pergunta é comum: será possível manter este esquema no futuro?

Uma resposta afirmativa é o resultado mais provável, mas adaptações serão necessárias. Apresentamos, a seguir, algumas ideias do que pode ocorrer. Não é um exercício de futurologia, apenas uma observação comparativa sobre o que ocorre aqui e em outros países.

1 – A venda direta do produtor vai continuar e ser ampliada. Algumas novidades, principalmente no que se refere a embalagens, estão chegando ao mercado: garrafas mais leves e produzidas com outros materiais, vinho em lata passa a ser uma opção mais comum assim como vinhos melhores vendidos em volumes maiores, por exemplo, em caixas de papelão ou em barriletes para uso doméstico.

As lojas na Internet devem se adaptar para oferecer mais flexibilidade na hora das encomendas. Assim como não tem sentido comprar uma garrafa, somente, nem sempre é interessante adquirir uma caixa de um só vinho. Caixas com um mix de produtos de uma vinícola podem ser opções muito atrativas.

2 – Aproveitando as mudanças climáticas, tão faladas no momento, haverá uma maior variedade de vinhos à disposição dos consumidores. Castas que ficaram esquecidas ou eram apenas coadjuvantes tendem a ser mais exploradas com resultados muito bons. Esperem por produtos inovadores não só no conteúdo como na apresentação. O foco é conquistar jovens consumidores que ainda não embarcaram nesta deliciosa aventura. O ganho é para todos…

3 – Ainda, como consequência das variações climáticas, as vinificações terão um menor teor alcoólico ao final. Os 15% a 17% que são comuns atualmente darão lugar a faixas mais baixa, em torno de 12%, o que é desejável.

Vinhos sem álcool é outro “trend” que aparece com frequência nos noticiários. Será que podemos classificar este tipo de bebida como um vinho? Acho que seria um “suco de uva luxuoso”. Fazendo uma analogia, já existe cerveja sem álcool: apresenta a mesma coloração, tem gosto semelhante, mas não é cerveja…

4 – Novas oportunidades de negócios podem surgir para complementar as vendas diretas do produtor ao consumidor. Um dos grandes problemas é conseguir fretes que não desestimulem a compra. Dentre as soluções viáveis, a de criar uma rede de estocagem para atender localidades fora do grande eixo das capitais pode ser um bom negócio. Desta forma, o custo do frete em grande volume não impactaria muito no preço final do vinho. O consumidor faria uma compra local, em sua cidade. É uma boa oportunidade se planejada corretamente. Lembrem-se que este estoque deve ser mantido em temperatura e umidade controladas.

5 – Embora os custos de um e-commerce não sejam abusivos, para os pequenos produtores nem sempre é viável. Uma das saídas é criar lojas multimarcas on-line reunindo diversas vinícolas de pequeno porte. O segmento dos vinhos naturais já tem algumas soluções nesse caminho. Bom para todos.

6 – Do ponto de vista dos consumidores, as melhores compras poderão ser feitas reunindo um grupo de amigos e aumentando o volume da encomenda. Sempre se obtém melhores preços e, quase sempre, consegue-se que o frete seja por conta do vendedor. Está é uma de nossas regrinhas mais antigas, sempre batemos nesta tecla e vamos continuar batendo.

Boas compras, saúde e bons vinhos!

FOTO: “Wine Store” por mastermaq está licenciada sob CC BY-SA 2.0

Descritores do vinho são precisos?

Compramos um vinho e no contrarrótulo encontramos uma descrição como esta:

“Expressão floral muito fina e elegante no aroma, muitas notas de bergamota e violetas, tudo com muita delicadeza”…

Na tentativa de encontrar esses maravilhosos aromas e eventuais sabores decorrentes, partimos para a abertura da garrafa seguida de cuidadosa decantação e serviço.

Entretanto, ao iniciarmos a degustação, não percebemos nada do que foi descrito e, quase sempre, encontramos aromas e sabores bem diferentes.

É uma situação comum, mesmo entre experientes enófilos e a explicação para tal fenômeno é bem simples: as descrições oferecidas por críticos ou mesmo pelos Enólogos que elaboraram um vinho é baseada em sua experiência pessoal, muito enraizada nas suas origens culturais.

A capacidade de cada indivíduo de perceber aromas e sabores está diretamente ligada ao que ele consumiu ou vivenciou, experiências que são regidas pelo seu grupo cultural. Portanto, qualquer descrição de um vinho é, por definição, subjetiva.

Um bom exemplo é um descritor que passou a constar, recentemente, do jargão dos experts: Fynbos (sem tradução para o português).

Significa “planta de folhas finas”. É um agrupamento vegetal típico da África do Sul, capaz de desprender uma mistura de diferentes aromas para quem passa por seus campos: florais, herbáceos e de especiarias, numa elegante e intrigante combinação.

Alguns vinhos sul-africanos da região do Cabo e outros da região do Ródano poderiam ser descritos com este termo. A pergunta chave é: por quem?

Como este, alguns outros aromas são típicos de uma ou outra região do mundo. O Alcaçuz é outro bom exemplo. Raro por aqui atualmente, balas eram comuns no Rio antigo, comercializadas para aliviar a tosse. Hoje, poucos apreciadores são capazes de perceber as características desta raiz, num vinho.

Além dos limites impostos pelo grupo cultural de cada um, há limitações biológicas também, ou seja, não somos todos iguais no que se refere a capacidade de perceber aromas e sabores: o número de papilas gustativas e receptores olfativos pode variar muito entre grupos de indivíduos. Nem todo mundo é capaz de perceber o doce, salgado, azedo, amargo além do enigmático umami.

Associem isso com as nossas conhecidas limitações da visão, como a miopia ou o daltonismo, e da audição, como a incapacidade de perceber certas notas musicais. Há inclusive o que cientistas classificam como “aberrações” que podem se manifestar na forma de hipersensibilidade a cheiros, sabores, cores e até luminosidade.

Resulta que esta suposta incapacidade de identificar aromas e sabores, propostos por ditos especialistas, nunca será um empecilho para apreciarmos o nosso vinho. Provavelmente temos a capacidade de perceber outras características que nos trarão igual satisfação. Nada é absoluto neste campo.

Sobra uma última dúvida: até que ponto as descrições de vinhos estariam corretas?

A melhor resposta é: se valem para você, estão erradas para outras pessoas.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto de Merve Sehirli Nasir em Unsplash

Novidades, novidades…

“E pour si muove!”, afirmava Galileu sobre o movimento heliocêntrico da terra. O mundo dos vinhos também está em eterno movimento, sempre surpreendendo os Enófilos mais atentos. A primeira novidade chega a ser um paradoxo: um vinho do Porto da safra de 1896.

A respeitada Taylor’s, seguindo a tradição do raríssimo Porto Scion de 1855 e do Single Harvest (colheita única) de 1863, o último produzido antes da devastação nos vinhedos provocada pela Filoxera, lança este Single Harvest de 1896, uma safra magnífica, já do período de renovação dos vinhedos devastados. Serão 1.700 garrafas, apenas.

A comercialização será feita em luxuosa caixa de madeira de cerejeira que acomodará um decantador de cristal, soprado à mão. Cada peça é única. Acompanha um certificado assinado pelo CEO da Taylor’s, Adrian Bridge.

Preço estimado: € 5.000 (cinco mil Euros)

Porto-Tonic ou simplesmente Portonic, em lata, é o outro lançamento da Taylor’s. Um drink, polêmico, que deve ser preparado com Porto Branco seco, o da Taylor’s é ótimo, e água tônica. Foi pensado para ser uma alternativa ao Gin Tonic, mas nem todo mundo gostou da inovação.

Sou um dos apreciadores desta singular mistura. Mas, sempre que a preparo, tenho que escutar alguma chacota desabonadora. É leve, saborosa, refrescante e com baixo teor alcoólico. Esta nova latinha tem tudo para dar certo.

A propósito: existe uma Caipi-Porto, coquetel que leva Porto Branco seco, limão, gelo e açúcar (opcional). Quem sabe não aparece uma versão em lata também?

Vinhos coloridos propositadamente estão se tornando uma tendência mais que uma novidade. Conheçam o australiano Purple Reign, o primeiro vinho de cor púrpura do mundo.

Elaborado pela vinícola Masstengo, é um corte das castas Semillon e Sauvignon Blanc que recebe um aditivo de origem botânica, uma alternativa ao uso de sulfitos, conferindo essa vibrante coloração ao vinho.

Notas de prova destacam boa mineralidade, acidez equilibrada e discreto paladar vegetal. Um vinho refrescante para ser bebido ainda jovem. 12% de teor alcoólico.

Quem começou esta moda foi um vinho espanhol, o Gik, que escolheu a cor azul como seu cartão de visitas. Foi muito criticado e recebeu algumas proibições, em determinados países, que o impediam de ser comercializado como um “vinho”.

Não surtiu o efeito desejado pelos burocratas. A foto a seguir dispensa comentários.

Saúde e bons vinhos, coloridos ou não!

Fotos obtidas nos sites das vinícolas e em “Under the Moonlight

Vale a pena comprar um vinho premiado?

Numa das boas confrarias das quais participei houve uma cisão por conta da grande diferença de qualidade entre os vinhos levados pelos confrades. Dois grupos se formaram: aqueles que só se interessavam por vinhos com pedigree e os que compravam vinhos no esquema do custo x benefício.

O assunto esquentava quando alguém preferia um vinho muito barato, comprado na oferta do mercado da esquina, em vez de um consagrado e muito premiado rótulo cheio de medalhinhas. Nunca houve consenso entre os confrades resultando na divisão, definitiva, em duas outras confrarias.

Muito mais do que egos feridos, a análise deste problema envolve uma generalização que, em condições normais, não poderia deixar dúvidas: vinhos premiados deveriam ser melhores que os demais. Mas nem sempre isso é verdadeiro, nos levando a acreditar numa segunda forma de universalizar esses fatos, onde vinhos baratos podem ser melhores do que vinhos caros. Tampouco é verdadeiro.

Um dos grandes prazeres de um enófilo é dedicar algum tempo e dinheiro para garimpar vinhos. Pode ser numa boa loja em sua cidade, numa viagem e, atualmente, numa navegada pelos sites de vendas on-line. Apesar das ajudas indiretas dos mecanismos de pesquisas e de uma infinidade de aplicativos de análise de vinhos, se a escolha recair entre duas garrafas, uma com prêmios e a outra não, temos uma forte inclinação em ficar com a primeira.

Concursos são uma poderosa ferramenta de marketing. Por outro lado, existem diversos tipos de concursos, cada um com um foco, com juízes mais ou menos ecléticos, que podem distribuir prêmios a quase todos os produtos que participam ou apenas para uns poucos, considerados como melhores. Não é uma tarefa fácil, para o consumidor final, filtrar todas as informações pertinentes e separar o joio do trigo.

Alguns resultados desses concursos já entraram para o mundo das lendas, principalmente aqueles que envolveram marcas consagradas, que ninguém discute se é um bom vinho ou não: juízes de uma destas avaliações depreciaram uma determinada safra enquanto outro grupo a colocou nas alturas. Cada cabeça uma sentença.

Aqui vai o primeiro conselho: o prêmio vale apenas para aquele concurso. Generalizar é muito arriscado. A decisão foi feita com base em uma análise técnica, com regras bem determinadas. Mas é uma prova comparativa entre todos os vinhos inscritos. O prêmio de melhor significa, apenas, que ele foi um produto superior naquela oportunidade. Para decidir se vale a pena investir os nossos recursos num rótulo desses, precisamos conhecer quem foram os avaliadores e quais eram os outros produtos na mesma categoria.

Pode parecer fantasioso, mas existem vinícolas que organizam concursos regionais quase que só com os seus vinhos e se autoproclamam “os melhores”, esquecendo de citar que se restringem a uma microrregião produtora. Uma antiga anedota, sobre 3 lojas numa mesma rua, demonstra bem esta ideia: a primeira escreveu no seu letreiro, “a melhor do mundo”; Seu vizinho, espertamente, escreveu, “a melhor do universo”; O terceiro concorrente simplesmente colocou em seu anúncio “a melhor da rua” e liquidou a fatura. A analogia é imediata: os concursos são as ruas do mundo dos vinhos.

Outro aspecto importante é a finalidade que se vai dar a um vinho premiado.

Se o objetivo for guardar a garrafa por um tempo em busca de uma evolução que agrade ao nosso paladar, usar estes resultados pode ser um bom ponto de partida. Nas análises feitas nestas degustações comparativas sempre aparecem indicações favoráveis a guarda ou não.

Para os que buscam uma indicação de um bom vinho para o seu consumo habitual, não basta aceitar tacitamente a premiação. Devemos analisar os outros pontos já mencionados, além do preço: um prêmio faz com que o valor suba rapidamente. Como os concursos se repetem anualmente, é interessante manter um pequeno histórico dos produtores que nos interessam. Assim, pode-se ter uma boa fotografia do desempenho de seus produtos, permitindo uma boa compra antes mesmo da premiação.

Por fim, se a ideia for apenas estabelecer um status ou impressionar os amigos, você nem deveria estar lendo esta coluna agora. Corra na loja e compre os rótulos com mais medalhas.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto por Tatiana Rodriguez em Unsplash

O que escolhemos primeiro: o vinho ou os pratos?

Este é um dilema bem comum que pode ter desde respostas muito simples até outras mais elaboradas a partir de rígidos conceitos longamente estabelecidos.

Muitas vezes, para decidir por qual caminho seguir, poderá ser necessário consultar algum especialista, como um Sommelier, e conhecer alguns fatos sobre as pessoas e razões que, inicialmente, deram origem ao dilema.

A situação mais típica é imaginarmos um grupo numa mesa de um restaurante: cada comensal escolhe um prato e cabe a você, o especialista da turma, escolher o vinho: uma missão bem difícil.

Será que pedir ajuda ao Sommelier da casa é uma boa solução?

Na melhor das hipóteses, você apenas transferiu o problema para alguém que, nesse caso, não tem todas as informações necessárias para decidir. Imagine que ele não conhece as preferências de cada um e nem a razão do encontro: pode ser uma comemoração; uma reunião profissional; uma refeição de família…

Se em sua casa lhe dá ganas de degustar um vinho, você simplesmente abre a garrafa elegida e vai em frente. Deu fome? Garanto que a melhor harmonização será o que estiver disponível na despensa e geladeira. Não tem erro. Em última instância, o que estiver ao alcance do app no celular.

Pode acontecer exatamente ao contrário: o prato servido na refeição caseira “pede” um bom vinho. Voltamos ao parágrafo anterior e pronto. Há um interessante corolário, entretanto: pode surgir a dúvida do “qual vinho abro agora?”, o que já é bem próximo do nosso dilema.

A coisa tende a ficar mais complexa quando o número de pessoas envolvidas aumenta e o cenário deixa de ser o doméstico. Perdemos o controle sobre o prato, único, que seria servido e as opções disponíveis na adega particular.

Para sair dessa encruzilhada, a nossa primeira sugestão é a de abandonar todas as regras escritas sobre este tema e tentar buscar soluções com o chamado pensamento lateral.

Que tal começar por entender a verdadeira razão de estarem todos neste ou naquele local para uma refeição em grupo? O que realmente se espera disso tudo?

A resposta é fácil: alguns momentos de prazer, de boa convivência e de tranquilidade.

Se esse caminho lhe agrada, então vamos ao próximo quesito, que deverá ser respondido com o máximo de sinceridade: a escolha errada do vinho, desde que seja de qualidade, vai estragar este momento? Seria a harmonização correta essencial para a satisfação de todos?

A resposta mais acertada é um sonoro “não”, ressalvando que sempre haverá alguma opinião discordante.

As famosas e muitas vezes temidas regras para acertar a combinação de vinho e comida servem, na maioria das vezes, para orientar. Nunca deveriam ser seguidas “ao pé da letra” sob pena de nos tornarmos reféns de escolhas repetitivas. A iniciativa de ignorá-las, embora pareça arriscada, pode proporcionar novas e intrigantes alternativas.

A maioria dos apreciadores do vinho e da boa comida não é capaz de afirmar que uma harmonização é melhor que outra. Mesmo o muito comentado e evitado gosto metálico que aparece na cominação de alguns tintos com frutos do mar, some na garfada seguinte ou com um simples pedaço de pão.

Imagine uma brincadeira em que um renomado profissional do vinho lhe sirva a bebida, que vai realçar o seu prato, numa taça opaca. Você não saberá a cor dele: tinto ou branco. Qual a chance de não ser uma experiência agradável?

Zero!

Mesmo que ele lhe sirva um branco para acompanhar um delicioso naco de carne, o seu paladar não vai reclamar e pode achar diferente e bom.

Se você não tentar algo semelhante, nunca vai sair do mesmo lugar e das mesmas escolhas. Romper preconceitos nem sempre é ruim.

Vamos refletir um pouquinho sobre o que este texto está propondo.

O primeiro ponto sugerido é que algumas regras de comportamento sejam quebradas, algo como “quem está na chuva é para se molhar”. Escrevendo, com todas as letras, seja ousado e arrisque. Dificilmente vai dar errado.

O segundo ponto é que não usamos, até o momento, nenhum termo do habitual jargão dos enófilos: taninos, acidez, retrogosto etc. Foi proposital, não precisamos destas expressões para definir algum grau de satisfação, de prazer. São termos técnicos que, se mal empregados, nos levam para bem longe do que pode ser delicioso. Numa única palavra, simplifique.

Para resolver o dilema, esqueça as tecnicalidades e escolha o vinho em função do ambiente: a razão da reunião, o local escolhido, a energia das pessoas, o horário, o clima, os sorrisos e, por que não, as lágrimas.

Não é difícil. Use os seus sentidos, olhe, escute e sinta os aromas que estão no ar. Procure um vinho que você ache que é o certo naquele momento.

Um último conselho: escolha aquele vinho que você está com vontade de degustar. Ninguém vai reclamar.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Imagem de congerdesign por Pixabay

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