Autor: Tuty (Page 80 of 154)

O que buscamos em um vinho?

O que buscamos em um vinho?

Esta questão tem múltiplas respostas, dependendo da individualidade de cada um. Alguns preferem um visual bonito, o que inclui desde a forma da garrafa, um rótulo estiloso e uma coloração que combine com o ambiente.

Muitos escolhem pelo valor da garrafa, numa clara demonstração do seu status na sociedade, mesmo que para os olhos atentos de enófilos tarimbados isto pareça nada mais que um exagero.

Um considerável grupo se preocupa com as harmonizações, selecionando o melhor vinho que combine com uma refeição. Este é um motivo tão enraizado que pode ser qualificado como mito. Combinar alimentos e bebidas pode ser um prazer a mais ou uma preocupação desnecessária. Nem sempre é  ‘obrigatório’.

Também existe a turma da ‘uva só’, aqueles que só bebem Chardonnay ou Cabernet e acham que os cortes são vinhos menores. Ou então preferem os vinhos ‘docinhos’…

Um enófilo dedicado e observador não pode ficar limitado a esta ou aquela experiência, afinal, existe um universo de opções lá fora. Poderíamos, facilmente, passar o resto de nossos dias provando vinhos diferentes e não esgotaríamos todas as possibilidades.

Para enfrentarmos esta avalanche de opções, precisamos ter muita autoconfiança e saber exatamente onde estamos pisando. Parece difícil, mas não é. Uma aproximação sistemática pode ajudar muito a compreendermos o que nos atrai num vinho.

Três pontos, muito conhecidos, são os pontos de partida para adquirirmos este conhecimento, muito pessoal, que poderá nos levar a outros patamares: Aromas, Sabores e Retrogosto. Se preferirem uma linguagem mais cotidiana: Início, Meio e Fim.

Girando e Cheirando

Esta é uma regra (quase) sem exceções: todo enófilo que se preze, após o exame da coloração do vinho que está na sua taça, vai aproximar o nariz e, muitas vezes, vai introduzi-lo na taça. Em seguida gira a taça, com mais ou menos vigor. Ato contínuo, retoma a busca por aromas.

Rito, esnobismo ou modismo?

O melhor adjetivo seria ‘necessidade’. Este exame olfativo pode revelar muito sobre as nossas preferências. Respondam, para si mesmos, algumas destas questões:

– O principal aroma é bem claro ou está muito misturado e não distinguível?

– É agradável ou estranho?

– Tende para um lado frutado ou floral ou ainda para algo tostado como caramelo, tabaco ou frutas secas?

– Estes aromas lhe induzem a provar o vinho?

– Qual a sensação que espera nesta prova: salivação, adstringência, outras?

Degustando

Chega a hora de provar um primeiro e pequeno gole. Deixe o vinho passear pela boca e, se possível e sem fazer nada estranho, aspire um pouco de ar neste momento. Respondam:

– É possível perceber pequenas mudanças de sabores à medida que o vinho passeia pela boca?

– Este vinho faz salivar (acidez) ou transmite sensações adstringentes (taninos)?

– Alguma sensação de calor na boca no momento que aspirou um pouco de ar (teor alcoólico)?

– Consegue distinguir entre uma bebida leve ou encorpada?

– Se um alimento for consumido, neste momento, há alguma modificação expressiva nos sabores (do vinho ou do alimento)?

Final de Boca

O último ato é engolir o vinho. Novas sensações vão surgir. Respondam:

– Por quanto tempo algum sabor permanece no seu palato?

– Alguma alteração sensível de sabor neste momento?

– Pode classificar este vinho como aveludado, áspero, adocicado ou saboroso?

– Para os brancos: ficou uma sensação de boca fresca e úmida, pronta para mastigar alguma coisa?

– Para os tintos: ficou alguma sensação levemente picante e a boca seca em busca de um petisco com mais gordura?

Esta coleção de respostas vai definir as preferências de cada um. Para bater o martelo, é a hora de tentar alguma harmonização. Novas respostas:

– Combina ou contrasta?

– Fica tudo com o mesmo sabor ou há nítidas influências de um e de outro?

– Há sabores novos e inesperados, resultando numa deliciosa experiência?

As ferramentas estão descritas. Saber usá-las não é difícil. Tudo o que falta é paciência e força de vontade.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: uma casta argentina que anda fazendo sucesso.

Mi Terruño Bonarda 2015

Apresenta cor vermelho intenso, exibe no nariz mescla de frutas vermelhas ameixas maduras e cereja com especiarias fi­nas. Na boca apresenta forte personalidade com taninos redondos.

Harmonização: massas e queijos leves, ideal para acompanhar paella e tortilhas espanholas.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br


Degustação Bodegas Volver em Belo Horizonte

A Casa Rio Verde tem a satisfação de convidá-lo (a) para o evento de degustação dos vinhos da Bodegas Volver. Será em uma tarde-noite, no dia 18.07.18, com degustação dos seguintes rótulos:

– Tarima Sparkling

– Espeto Verdejo Branco

– Tarima Blanco

– Paso a Paso Verdejo

– Espeto Rosé Bobal 2016

– Tarima Rosado

– Espeto Tinto VT Castilla 2016

– Madame Bobalu

– Paso a Paso Cosecha

– Paso a Paso Syrah

– Paso a Paso Syrah Tempranillo

– Paso a Paso Tempranillo (com barricas)

– Tarima Hill

– Tarima Monastrell

– Volver Single Vineyard

– Volver 4 meses

– Wrongo Dongo

Data: 18/07/18

Horário: das 15h às 21h

Investimento: R$ 30,00 para não sócios e R$ 21,00 para sócios.

Local: Casa Rio Verde Lourdes, Rua Marília de Dirceu 104

Vendas: Site https://www.casarioverde.com.br/degustacao-bodegas-volver/p

Resultados da International Wine Challenge (IWC) 2018

Avaliações de vinhos sempre são importantes. Existem em várias modalidades: as dos críticos renomados; as grandes degustações anuais promovidas pelas revistas especializadas e os concursos. Cada uma tem um propósito e são dirigidas para diferentes tipos de enófilos.

Os concursos são os mais importantes tanto para os produtores como para os consumidores. Dois motivos se destacam: 1 – só participa do concurso quem se inscrever e enviar suas amostras de acordo com as regras do evento; 2 – os vinhos que já ganharam fama preferem ficar de fora, mantendo uma certa aura sobre sua qualidade, para sempre. (Já imaginaram perder para um vinho desconhecido?)

O International Wine Challenge (*) é reconhecido como a mais rigorosa análise de vinhos do mundo. Esta é a sua 34ª edição e o número de inscritos sempre surpreende o gabaritado corpo de jurados. As provas são realizadas em duas etapas, onde serão definidos os ganhadores das cinco categorias: Troféu, Ouro, Prata, Bronze e Recomendação.

Há vinhos de lugares tão improváveis como o Azerbaijão, que obteve uma medalha de prata com um corte branco das uvas Chardonnay, Muscat e Traminer.

Vale a pena destacar que são vinhos ‘palatáveis’, nada de raridades extraordinárias e safras ocultas e misteriosas. Pelo contrário, para um produtor que quer abrir portas para um mercado, seja nacional ou internacional, a chancela garantida pelo IWC é fundamental, mesmo que seja a mais simples, o selo azul da Recomendação.

Um dos resultados mais aguardados desta competição é o Great Value Awards, em bom português, os melhores ‘custo x benefício’. Para fazer parte desta listagem, os produtores têm que enfrentar uma série de exigências adicionais, que envolvem, obviamente, preço e disponibilidade no mercado, neste caso, na Inglaterra. Há vários vinhos de produção exclusiva para supermercados.

Apresentamos, a seguir, a relação de vinhos brasileiros que se classificaram em 2018: (NV significa Non Vintage ou Não Safrado)

Medalha de Prata

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Medalha de Bronze

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Recomendação

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Ainda não ganhamos nenhuma medalha de ouro, como os nossos vizinhos Chile e Argentina. Mas vamos chegar lá. Destaque para os nossos bons espumantes.

Fica o recado para os leitores que se sentem intimidados com os resultados destes concursos, achando que são vinhos de sonho e que nunca poderão provar um. Não é bem assim.

Com poucas exceções, compre no supermercado ao lado de sua residência.

Saúde e bons vinhos!

(*) Para saber mais resultados acesse: https://www.internationalwinechallenge.com/canopy/search.php (em inglês)

Vinho da semana: querem sentir o gostinho de um medalha de ouro? Esta indicação levou este prêmio na safra de 2014, que ainda não chegou por aqui. Mas a de 2013 é uma pechincha.

Torreón de Paredes Reserva Merlot 2013

Apresenta aromas de amora, tabaco e notas de especiarias. Esse tinto chileno envelheceu durante 10 meses em barricas de carvalho francês. No palato exibe taninos maduros, redondos, de suave textura e uma deliciosa fruta.

Harmonização: frios e embutidos, queijo Canastra curado, massas ao ragu de funghi ou bolonhesa, peru ou faisão assados, bisteca, língua, filé ao alho, cordeiro ou javali assados.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

E se a Copa fosse disputada com Vinhos?

Seleções de rótulos e Sommeliers no lugar dos técnicos. As partidas seriam disputadas em belas mesas com representantes das diversas culturas enogastronômicas. Esta seria uma bela Copa.

Uma das expressões mais antigas do nosso popular esporte, “Futebol é uma caixinha de surpresas”, pode ser facilmente adaptada para: Cada garrafa é uma caixinha de surpresas…

Deixando a imaginação correr solta, podemos traçar um paralelo entre as seleções que disputam e as que não se classificaram, com o mundo do vinho, criando uma competição imaginária onde povoam craques, cartolas e pernas de pau, entre outros jargões para lá de manjados.

Para começo de conversa, alguns favoritos ficaram de fora: a fortíssima Itália, com seu reconhecido time onde despontam Barolo, Chianti, Brunello e muitos outros. Daqui da América do Sul, um dos grandes deste esporte vínico, o Chile, nos deixou sem os seus reconhecidos Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e o polivalente Carménère. Outra seleção, que embora não seja uma candidata ao título máximo do esporte bretão, sempre é franca favorita no escrete de vinhos, com jogadores de alto nível: EUA. Nesta edição, não contaremos com estrelas do porte de Zinfandel, Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir.

Mas há uma turma de peso que está, pelo menos, disputando esta primeira fase.

França: uma das grandes. Múltiplos craques que nunca desapontam: Bordeaux, Pinot Noir, Chardonnay, Champanhe, GSM, etc…

Espanha e Portugal: duas seleções de peso que representam toda a gama de castas autóctones da Península Ibérica. Os dois times estão na ponta dos cascos e têm surpreendido o resto do mundo nos mais variados concursos de vinho. Destaques para Tempranillo, Mencia, Garnacha e Jerez, pela Espanha; Touriga Nacional, Castelão, Alvarinho e Porto, defendendo Portugal.

Alemanha: um time fortíssimo prematuramente eliminado. Nesta copa não teremos Riesling, Gewürztraminer, Sylvaner…

Uruguai e Argentina: dois dos melhores representantes sul-americanos. De um lado Tannat, do outro Malbec. Mas não ficam só nisto. Impossível ignorar os Cabernet Franc e Torrontés argentinos e os Sauvignon Gris e Sauvignon Blanc uruguaios. Olho neles, podem facilmente chegar ao título máximo.

Brasil: está muito bem representado pelos excelentes espumantes que produz. Na linha defensiva temos bons Merlot, Tannat e até umas castas portuguesas.

Austrália: a terra dos Shiraz é outro time interessante. Parece que não vai passar da fase inicial. Pena. Para sorte dos apreciadores, esta relevante casta pode aparecer em outras seleções.

Sérvia e Croácia: ótimos vinhos de ambos países, com potencial para enfrentar qualquer das seleções favoritas. A Sérvia já deixou a competição, mas a Croácia entra em campo com Grasevina, Plavac Mali, Frankovka, entre outros. Pode aprontar.

México: uma surpresa. Um time que volta a surpreender no cenário dos vinhos depois de muitos anos de esquecimento. Sua seleção é formada com as uvas clássicas europeias, nada de muita inovação, mas um time sólido. Vale a pena descobrir mais.

Para terminar, algumas seleções que estão mais para a lanterna do que outra coisa, embora produzam bons vinhos.

Suíça: a casta Chasselas é a mais conhecida. Elaboram vinhos com quase todas as grandes castas europeias. Pequenas produções apenas.

Inglaterra: embora seja um dos maiores consumidores da nossa bebida favorita, sua produção está mais para time de várzea. Alguns espumantes e vinhos brancos apenas razoáveis. São, reconhecidamente, os Cartolas do vinho.

Bélgica: pouca tradição neste ramo, mas apresenta alguns brancos de responsabilidade. Destaques para Chardonnay e Chenin.

Japão: É a terra do Sake, considerados por muitos como um vinho de arroz. Por influência dos Jesuítas, vinificam desde o século XVI. Nada significativo internacionalmente. A casta Koshu é a mais importante localmente. Cabernet Sauvignon e Merlot são outras cepas de referência por lá, com alguns resultados surpreendentes.

A próxima fase está praticamente definida. Duas disputas serão emocionantes: Tannat contra Touriga Nacional; Malbec contra Bordeaux.

Não importa o resultado, ganhamos sempre. Abra um bom rótulo de cada e comemore a vitória ou a derrota do seu time preferido.

É assim que se joga esta Copa.

Alguém arrisca um palpite para a final?

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: uma tripla homenagem. Vinho italiano, uva originária da Croácia, que é famosa nos Estado Unidos.

Primitivo di Manduria DOC Mottura 2015

Cor é vermelho intenso tendendo a violeta. Sua fragrância é jovem, quente e intensa. Já o seu gosto é rico em sabores, aveludado e harmonioso.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

Tudo Começa no Vinhedo!

Esta é a máxima dos produtores de vinho. Agrônomos, Enólogos, produtores amadores, negociantes e quem mais trabalhar neste segmente estão sempre com esta ideia na cabeça. De nada adianta ter uma moderníssima e tecnológica vinícola se a matéria-prima não for de excelente qualidade.

O trabalho de campo é intenso, começando pela escolha do terreno, a combinação com o microclima, e a correta orientação. Mais tarde é preciso decidir sobre sistemas de condução, irrigação, tratamentos, culturas que possam ser feitas em paralelo, proteção contra intempéries, poda…

Mas todos concordam que o pronto crucial neste enorme universo é decidir a hora da colheita. Garanto que é uma boa encruzilhada, daquelas que nos fazem recordar o grande poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade:

“E agora José”?

Mais trabalho pela frente e muita gente envolvida.

A rotina básica é coletar amostras, testá-las no campo, ensaiar em laboratório, e provas subjetivas o que envolve um grande conhecimento prático decorrente de vários anos de erros e acertos.

Uma escolha fundamental é decidir de quais parreiras serão retiradas as amostras. Uma regra básica sugere 50 videiras por hectare. A seleção destas plantas pode significar sucesso ou fracasso.

Na busca pelo ponto ideal de maturação, os bagos serão pesados e passarão por diversos ensaios físicos e químicos para determinar os prováveis valores de importantes parâmetros como teor alcoólico, acidez, antocianinas, compostos fenólicos (índice de Folin-Ciocalteu) e flavonoides, que vão indicar a possível coloração final do vinho. Até as borras e bagaços serão avaliados nesta etapa.

O conhecimento empírico dos Agrônomos e Enólogos, é fundamental, resultado de toda a sua experiência. Observam detalhes como a coloração das películas, a facilidade de desprendimento do bago e a sensação tátil e gustativa do mosto.

Muitas vezes a data da colheita (safra), que vai se refletir nos rótulos de vinhos famosos, é decidida desta forma subjetiva. A experiência é arma mais poderosa que a tecnologia.

E você achou que era fácil!

Saúde e bons vinhos.

Vinho da Semana: um belo ‘caldo’ italiano.

Cantina Tollo Biologico Montepulciano D’Abruzzo D.O.P 2016

Apresenta cor rubi intensa com reflexos violetas. Revela aroma de frutas
vermelhas frescas e toque de alcaçuz. No paladar é bem estruturado e macio,
com taninos suaves.

Harmonização: Assados, Salsichas, Queijos meia cura e cremoso, rosbife, massa ao funghi,
terrinas e patês de fígados de frango.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br


NOVA DATA – VINHO NA VILA BELO HORIZONTE (*)

O Vinho na Vila, evento itinerante que irá acontecer no bar Benfeitoria, na rua Sapucaí, foi remarcado: a nova data é o fim de semana de 17 a 19 de agosto.

A boa notícia é que a festa ganhou dia extra – a sexta-feira, dia 17/8 –, mais uma oportunidade para provar cerca de 200 rótulos nacionais e de pequenos produtores, com duas horas livres de degustação.

Divulgado por:
Mayra Lopes | Doizum Comunicações
[email protected]
+55.31.9.9795.0364 | +55.31.3889.0364
Rua Antônio de Albuquerque, 377, sl. 8, Savassi, BH, MG
www.doizum.com | facebook.com/DoizumCom

(*) parece que estes eventos estão fadados a terem problemas de organização…

Em Pé ou Deitada?

Mais um mito, ou melhor ainda, um dogma do mundo do vinho está caindo por terra: armazenar as garrafas de vinho na posição horizontal, mantendo a rolha de cortiça sempre úmida.

Segundo um estudo publicado em 2005 pelo Australian Wine Research Institute, que permaneceu obscuro por um longo tempo, este mito seria uma “bobagem”.

A pesquisa acompanhou, por um período de 5 anos, a evolução de um Riesling e um Chardonnay que passou por madeira. As garrafas receberam diversos tipos de fechamento, como tampa de rosca, rolha de cortiça natural e artificial e até uma ampola de vidro foi utilizada. Adotou-se ambas posições de armazenamento, horizontal e vertical, em condições controladas de temperatura e umidade.

Diversos testes foram realizados ao longo deste período. Numa simplificação dos extensos resultados obtidos, os vinhos que menos perderam em qualidade foram aqueles fechados com a rolha natural, não importando a posição em que permaneceram guardados.

Surpreendente!

O principal motivo alegado para a estocagem horizontal seria evitar um eventual encolhimento ou ressecamento da rolha por não estar umedecida. Era tão importante que os principais Chateaus de Bordeaux sempre ofereceram um serviço de troca de rolha de seus principais vinhos. Mais tarde foram suprimidos em função da utilização deste trabalho para validar vinhos fraudados.

Numa recente entrevista para o site Drink Business (*), o Dr. Miguel Cabral, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Corticeira Amorim, afirmou que devido à alta umidade que existe no espaço entre o líquido de uma garrafa de vinho e a rolha, esta nunca ficará ressecada, ficando sem sentido ter que deitá-las para isto.

Foi mais longe, revelou que se a rolha ficar permanentemente em contato com o vinho, pode alterar a estrutura celular da cortiça favorecendo a sua deterioração.

De tabela, também fica meio sem sentido o controle de umidade nas grandes adegas. Segundo o Dr. Miguel, não precisam ser tão rígidos.

Mas nem tudo está perdido. Existem outras razões para dispor nossas garrafas na posição tradicional. A facilidade de manuseio é uma delas, a economia de espaço, outra. Se levarmos em conta que a maioria dos vinhos que temos em estoque estão na faixa considerada como de consumo rápido, nada disto tem uma importância considerável.

Vou continuar guardando meus vinhos do mesmo jeito que sempre fiz.

Saúde e bons vinhos, em pé ou deitados!

(*) https://www.thedrinksbusiness.com/2018/06/storing-wine-on-its-side-is-bullsht-says-scientist/

Vinho da Semana: um bom tinto, numa garrafa arrolhada

Beaujolais Villages Classic Bel Air Gamay 2014

Produzido com uvas colhidas à mão de videiras que têm idade superior a 50 anos. Estes são fatores que justificam sua alta qualidade. Seus aromas esbanjam frutas vermelhas, como morangos silvestres. Na boca mostra uma fruta deliciosa, é macio, amplo e persistente

Harmonizações: Porco com lentilhas, Presuntos e outros frios, Rins, Rosbife, Salames e outros embutidos, Steak tartar, massas com molho de tipo bolonhesa, Patês.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br


CURSOS DE VINHO

Em Recife:

O Clube VSX oferece diversos cursos regularmente. O nível básico tem nova turma começando agora no dia 19 de junho. Possui carga horária de 14 horas aula, com prova de 20 vinhos de diferentes regiões. Tem como foco demonstrar como o clima e o terroir afetam o estilo e qualidade dos vinhos. Durante as provas os participantes serão apresentados à análise técnica dos vinhos com a finalidade de padronizar a linguagem utilizada na descrição dos vinhos.

Datas: 19, 21, 26 e 28 de junho

Horário: das 19h às 22h30

Local: Casa dos Frios

Graças – Recife – PE

Professor: Tito Dias

Investimento: R$ 600,00

http://www.vsxclub.com.br/cursos-presenciais/curso-de-iniciacao-ao-vinho/


Em Belo Horizonte

O nosso parceiro, Casa Rio Verde, continua oferecendo seus excelentes cursos.

No Curso de Iniciação ao Vinho, você aprenderá como degustar os vinhos, analisando os aspectos visuais, olfativos e gustativos. Obterá uma visão crítica maior e com esse conhecimento poderá desfrutar mais e mais desse produto tão emblemático e muitas vezes mal compreendido.

O programa do curso abrange:

– Harmonização Vinho x Comida;

– Como degustar;

– Principais países;

– Climas e solos;

– Tipos de videiras e de uvas;

– Serviço do vinho;

– Degustação de 12 rótulos de estilos diferentes.

O curso acontece na Casa Rio Verde Lourdes.

Data: 25, 26 e 28 de Junho

Carga Horária: 9 horas – Segunda, Terça e Quinta-Feira (Das 19h às 22h)

Investimento: R$ 299,00

Endereço: Praça Marília de Dirceu, 104

Lourdes – Belo Horizonte

https://www.casarioverde.com.br/curso-de-iniciacao-ao-vinho-2/p


EVENTOS EM BELO HORIZONTE

ENCONTRO DE VINHOS (*)

A sexta edição da feira itinerante Encontro de Vinhos em BH acontece no Espaço Ilustríssimo, no bairro Santa Efigênia, no sábado, 16 de junho, e reúne aproximadamente 30 expositores. A vitrine inclui desde grandes importadoras, como a World Wine, até produtores independentes, como a Família Cassone, de Mendoza, na Argentina. O valor do ingresso inclui kits de 10 a 20 fichas de degustação para serem trocadas por doses nos estandes. As importadoras e vinícolas terão à disposição taças extras, a custo individual, e garrafas fechadas com preços promocionais, para serem consumidas no próprio evento ou levadas para casa. À parte, haverá também opções de gastronomia, com food trucks. A programação musical ficará a cargo do cantor belo-horizontino Fabiano Menezes, ao som de MPB e rock dos anos 1970 e 1980.

Serviço:

Data/horário: sábado, 16 de junho, das 14h às 20h

Local: Espaço Ilustríssimo (rua Maranhão, 56, Santa Efigênia)

Valores: R$ 90 (ingresso + kit com 10 degustações); R$ 110 (ingresso + kit com 15 degustações); R$ 130 (ingresso + kit com 20 degustações).

Vendas no site: encontrodevinhos.com.br

(*) este é um ótimo evento do qual sempre participamos nas edições do Rio de Janeiro. Recomendamos.


VINHO NA VILA BELO HORIZONTE 2018(**)

Data: sábado, 7 de julho, das 11h às 22h; domingo, 8 de julho, das 11h às 20h

Local: Benfeitoria (rua Sapucaí, 153, Floresta, Belo Horizonte)

Ingressos: de R$ 50 a R$ 80 (valores variam conforme lote e horário)

Compras pelo site: centraldoseventos.com.br/events/show/vinhonavila

Mais informações: vinhonavila.com.br

Redes sociais: facebook.com/vinhonavila / instagram.com/vinhonavila

(**) fazemos sérias restrições às edições cariocas deste evento. Vá por sua conta e risco…

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