Autor: Tuty (Page 99 of 153)

Podemos treinar o nosso paladar?

Textos sobre a relação dos nossos cinco sentidos com o vinho são frequentes na nossa coluninha, o paladar, junto com o olfato, são os mais significativos.

Na matéria intitulada “O que um Enófilo busca no vinho”, publicada em 27/05/2016 (http://www.oboletim.com.br/2016/05/27/o-que-um-enofilo-busca-no-vinho/) a leitora Cristina Cormack, de Goiânia, colocou algumas questões, respondidas nos comentários. Entre elas, esta que motivou a coluna de hoje:

“Existe uma técnica para treinar paladar e olfato”?

Não acho o termo “treinar” adequado para o propósito de aprender a identificar sabores dos alimentos e bebidas, prefiro usar a palavra educar ou apurar.

Pal 1

Curiosamente o nosso paladar já vem basicamente educado de fábrica.

Sabemos, desde muito jovens, perceber doce, amargo, salgado e azedo. Estamos preparados, inclusive, para identificar diferentes nuances ou intensidades destes sabores primários.

À medida que experimentamos novos alimentos, vamos criando uma biblioteca de sensações que vai, mas tarde, definir o que nos agrada ou não.

São combinações, em diferentes níveis, das quatro sensações definidas como originais de fábrica. Como tudo mais, existem pessoas que não são capazes de perceber todas estas coisas, são pontos fora da curva.

Imagine-se, por um momento, como Chefe de Cozinha de um renomado restaurante. Sua ferramenta mais importante é o paladar. Ao criar um prato, é preciso estar certo que há um equilíbrio entre tudo o que está ali: não pode estar muito salgado nem doce demais, picante na medida certa, untuoso sem ser enjoativo, nem demasiadamente úmido ou seco.

Tem que combinar tudo isto sozinho, confiando na sua “boca” e na sua biblioteca de aromas e sabores.

Numa escala proporcional, um Sommelier e um Enólogo passam pela mesma situação. O primeiro quando avalia um vinho a ser indicado ou servido para um cliente e ou segundo ao produzi-lo.

Para um Enófilo ou simples apreciador de um bom vinho as exigências são muito menores. A primeira sensação que devemos ter sempre presente é saber se o vinho está em condições de ser consumido, ou não, o que pode ser percebido pela cor e aroma. A menos que seja por pura curiosidade, e risco por sua conta, ninguém em sã consciência vai provar um vinho azedo.

Se tudo estiver como esperado, a fase de provar o vinho vai nos certificar se gostamos ou não do seu sabor e, para isto, o nosso pacote de fábrica é perfeito.

Entram em cena as diversas descrições propostas por críticos especializados, Sommeliers e Enólogos, todos em busca de seduzir o comprador para este ou aquele vinho.

Será que perceber, pelo menos uma, daquelas descrições típicas é realmente importante para quem vai beber o vinho?

Seguir o rito básico de cheirar, agitar, provar, vai mudar muito a nossa experiência ao saborear um vinho, icônico ou não?

Resumindo: podemos educar ou apurar o nosso paladar até atingir a capacidade de perceber todas as nuances descritas?

Sim, podemos, mas nem todos vão conseguir chegar lá. Cada um de nós vai desenvolver um conjunto de percepções diferentes, e o que pode ser muito bom para uns talvez não corresponda, desta maneira, para um outro grupo.

As descrições nos contrarrótulos nos ajudam a escolher um vinho que agrade ao nosso paladar, mas para tal precisamos saber o que significam “frutas vermelhas”, “notas florais”, etc…

A melhor maneira de aprender é por comparação, se possível com a ajuda de uma pessoa mais experiente que oriente uma degustação nestes moldes. Obviamente se alguém nunca comeu cereja, amora, framboesa ou morango, jamais vai poder identificar a família de aromas e sabores das “frutas vermelhas”.

Comecem por aí. Procurem descobrir o que são notas florais visitando uma loja de flores ou uma plantação delas. Os diversos tipos de frutas, vermelhas, brancas, amarelas, estão sempre disponíveis em feiras livres e mercados.

Especiarias, cravo, canela, noz mascada, pimentas diversas e as ervas como alecrim, funcho, manjericão, salsa, serão percebidas e identificadas facilmente em lojas dedicadas a este segmento (Bombay, Casas Pedro, etc) e também em algumas bancas dos mercados livres. Procurem pelas ervas frescas e pelas secas e notem as diferenças. Habituem-se a usar estes temperos em sua alimentação caseira, uma maneira simples e deliciosa de apurar o seu paladar.

Profissionais do vinho educam continuamente seu paladar, principalmente os que têm por objetivo obter algum certificado de excelência com o WSET, uma espécie de PhD do vinho.

A prova, muito difícil, envolve identificar às cegas, uma série de vinhos. Não basta identificá-los, simplesmente, é preciso escrever uma pequena análise sobre cada um. Não é para todos, um grande desafio, cujo principal resultado é a satisfação pessoal.

Para os simples mortais, basta saber que há aromas e sabores que nos seduzem.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um bom Cabernet para testarmos o nosso palato.

Pal 2Grand Estates Cabernet Sauvignon 2013

Vermelho-rubi intenso.

No nariz, predominam aromas intensos de groselha, um aveludado chocolate e frutas vermelhas maduras.

Leve e potente, evidencia ótimos taninos integrados a delicadas notas de frutas.

Mais Alguns Mitos – final

Sul 1b

Anidrido sulfuroso, dióxido de enxofre, SO2 ou simplesmente “sulfito”, é um composto químico com propriedades antissépticas, antibacterianas e antioxidantes que auxilia, também, na extração dos compostos fenólicos que são os responsáveis pela cor e taninos nos vinhos tintos. Este conservante é adicionado ao vinho por suas importantes propriedades.

O uso dos sulfitos é bem antigo, os romanos queimavam velas feitas de enxofre, dentro das ânforas, para evitar que o vinho avinagrasse. A partir de 1900, os compostos à base de enxofre foram introduzidos, definitivamente, no processo de vinificação, impedindo a proliferação de bactérias e fungos.

Rigorosamente controlado por legislações específicas, sua quantidade máxima muda de país para país. O único ponto em comum é a obrigatoriedade de constar um aviso no rótulo ou contrarrótulo, como na imagem acima.

Existe uma razão: algumas pessoas são sensíveis aos sulfitos, mesmo em baixas concentrações, uma parcela menor que 1% da população mundial. Decorre disto o mito de hoje: que a famosa enxaqueca é a consequência da presença deste composto.

Não é bem assim…

Um bom teste para descobrir se somos afetados pelos sulfitos do vinho é degustar alguns damascos secos. Eles contêm cerca de 2.000 ppm (partes por milhão) de SO2 para poder manter sua estrutura, cor, sabor e durar por algum tempo nas embalagens. Um bom vinho tem, em média, 50 ppm, chegando a um máximo de 100 ppm (vinhos de sobremesa).

Neste ponto começamos a desmontar o mito: existem produtores que declaram que seu vinho é livre de sulfitos.

Não é verdade, estes vinhos têm uma quantidade entre 10 a 40 ppm e devido a um arabesco nas legislações, não são obrigados a declarar, como os demais, que contêm sulfitos.

Assim como as pessoas que são sensíveis à presença de compostos sulfurosos, os vinhos livres de sulfitos ficam com menos de 1% do seu universo, ou simplesmente, não existem.

Mais um mito detonado, mas…

E a dor de cabeça, a enxaqueca?

Infelizmente existem pessoas que têm reações alérgicas por conta das histaminas presentes no vinho. Dor de cabeça e um pouco de náusea são os sintomas mais conhecidos, nada que um antialérgico OTC não resolva.

Uma outra explicação vem de um trio de fatores, bem conhecido por todos, baixo nível de açúcar no sangue, desidratação e fadiga. Estes seriam os verdadeiros culpados por ressacas e enxaquecas.

Cuidado, então, ao decidir afogar as mágoas no vinho!

Existem produtores orgânicos e biodinâmicos, outro mito já explicado, que evitam colocar este polêmico conservante em seus vinhos. Obviamente que a vida útil destes produtos é muito limitada e encontrar um destes é quase como acertar o grande prêmio de uma loteria.

Se achar um, sorte sua.

Saúde, bons vinhos!

Vinho da Semana: lá da terrinha, novidade por aqui.

Sul 2Lagoalva Tinto 2014 – $

Elaborado com um corte das melhores castas portuguesas, de modo a obter um vinho equilibrado e complexo.

Com coloração rubi, é um vinho elegante, com intenso aroma de frutas vermelhas e notas de baunilha.

No palato, é redondo e equilibrado, uma delícia de beber.

 

Mais Alguns Mitos – 2

Este mito poderia ser desdobrado em vários outros, há quem ache essencial os aromas e sabores introduzidos pela passagem por barris de carvalho e há quem deteste os vinhos “madeirados”.

Para complicar e fazer a alegria dos mais exigentes, existem diversas origens para esta mágica madeira que melhora vinhos e destilados: França, América do Norte, Eslovênia, entre outros.

Para alguns apaixonados, só vale carvalho francês e de uma determinada floresta.

Menos, menos!

O mito, tema da coluna de hoje, tem um importante pano de fundo: barricas de carvalho são caras e nem toda a vinícola é capaz de ter sempre material novo, a cada safra, fabricado com matéria-prima francesa oriunda da floresta de Tronçais, talvez a mais famosa de todas (as outras são: Allier, Limousin, Nevers e Vosges).

Cada barrica básica custa cerca de 600 dólares ou mais, lembrando sempre que sua a produção é limitada. As árvores de carvalho levam décadas até chegar no ponto de corte.

Para vinhos de ponta, estes barris são usados uma única vez. Os usos posteriores são para os produtos de segunda linha e sua influência diminui a cada nova rodada. Ao final de sua vida útil são revendidos para destilarias ou indústria de mobiliário, recuperando-se parte do investimento.

Como explicar os vinhos de boa relação custo-benefício que passam por madeira?

Existem alternativas, boas e baratas, que foram desenvolvidas para atender a produtores que estão muito distantes dos principais centros de fabricação destes barris ou que buscam formas de acrescentar madeira aos seus vinhos sem ter que fazer investimentos fabulosos que, certamente, impactariam no preço final ao consumidor.

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Empresas especializadas fornecem o mesmo carvalho na forma de serragem, cavacos, aduelas, dominós e até em líquido. Geralmente são produtores de barris também.

Os de uso mais comuns são as os cavacos e as aduelas. Se forem empregados na forma correta e no momento ideal, produzem resultados idênticos aos das barricas, por uma fração do custo. Por exemplo:

Numa barrica padrão de Bordeaux cabem 225 litros. A quantidade de cavacos de carvalho indicada para um volume como este, num tanque de aço inox, seria 700g, o que custaria, aproximadamente 5 (cinco) dólares. Uma enorme economia.

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Outra alternativa muito usada são as aduelas ou sarrafos de carvalho preparados para serem introduzidos nos grandes tanques, seja durante a fermentação ou após.

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Os resultados são surpreendentes e sabe-se que muitos produtores de ponta já adotaram esta técnica, embora ninguém declare, abertamente, o seu uso.

Mais um mito detonado: nem tudo que aporta aromas e sabores de madeira ao vinho, suaviza taninos e realça outras características vem de uma barrica de carvalho.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um bom italiano, da Úmbria.

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Vitiano Rosso 2013

Um corte de 34% Sangiovese, 33% Merlot e 33% Cabernet Sauvignon, que passa 3 meses em barricas de carvalho francês da floresta de Never.
Harmoniza com pratos de carne vermelha, massas com molhos estruturados, e queijos amarelos.

 

Mais alguns mitos – 1

Nada é uma verdade absoluta no mundo dos vinhos e, por esta razão, mitos vão sempre existir. Enquanto alguns são derrubados, novos são criados.

Um tema que sempre é recorrente nas conversas entre enófilos são os vinhos vendidos como orgânicos ou biodinâmicos. Seriam realmente melhores que os demais?

Um amigo da juventude, Vicente, Engenheiro Químico, ficou revoltado quando inauguraram, aqui no Rio de Janeiro, o que teria sido o primeiro restaurante de “comida natural”. Foi uma revolução, mas gerou grandes controvérsias. Vicente, indignado, chegou a imaginar um “restaurante artificial” onde o prato principal seria um “Filé Plastic”, em homenagem a uma massa plástica usada em reparos automotivos.

Mesmo nos tempos atuais ainda é complicado falar em alimentos não naturais e assemelhados. Mencionar vinhos orgânicos ou biodinâmicos levanta a mesma série de questões. Existiria um vinho não natural?

O maior problema em compreender esta classificação está no fato de que ela se aplica, quase que exclusivamente aos vinhedos e, dependendo da legislação de cada país produtor, a definição de “orgânico” pode ser muito ampla.

Cultivos orgânicos, sejam de uvas, outros alimentos ou animais, buscam minimizar o uso de produtos químicos como defensivos agrícolas ou agentes que estimulem o crescimento, entre outros. Até o emprego de implementos agrícolas mecanizados na lavoura pode ser visto como algo inorgânico. Por exemplo, cito a Borgonha e seu mais famoso vinhedo, Romanée-Conti, onde somente cavalos são usados para o transporte da colheita e para a manutenção.

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Quando as uvas chegam na cantina e se inicia a vinificação, manter todo o processo como orgânico é muito complicado. Analisando a legislação norte-americana, vamos descobrir que podem ser usados cerca de 70 aditivos permitidos na elaboração, dita orgânica, mesmo sabendo que alguns são sintéticos, sem os quais não seria possível nem começar a fermentação nas condições sanitárias adequadas.

Um destes produtos, um antigo e eficiente fungicida agrícola, conhecido como Calda Bordalesa (Mistura de Bordeaux), nada mais é que a combinação de sulfato de cobre, cal e água.

Isto tudo é orgânico?

Segundo alguns especialistas, sim!

Outro bom exemplo é o ácido tartárico, principal ácido do vinho que lhe garante saúde e longevidade. Quando a quantidade necessária não é obtida na vinificação, não só é lícito como desejável acrescentá-lo para fazer as correções necessárias.

Orgânico?

Elementar meu caro Watson, ou se preferirem, mito não confirmado, como diriam os apresentadores do Mythbusters (Caçadores de Mitos) do Discovery Channel.

O melhor seria que estes vinhos fossem identificados como “elaborados com uvas de cultivo orgânico” e não como vinho orgânico.

Ao pé da letra, ou todos são ou nenhum é. Vocês decidem…

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: para comemorar, neste domingo 10/07, o dia da Pizza.

org 2Montes Merlot 2014 – $

Vinho de boa expressão, com frutado intenso muito agradável e elegantes notas de carvalho.

Os taninos e a acidez bem integrados dão um paladar com muita harmonia.

Final de boca de boa persistência.

Harmonização: Merlot é uma casta que produz vinhos fáceis de harmonizar com diversos tipos de pratos. Perfeito para as pizzas tradicionais

 

Almoço de domingo

Dia universal da “fiaca”, e lá fomos nós para a residência de Mario Sergio e Christina para um fabuloso almoço dominical. Cecília nos levou. Mario e Ana Lucia completaram o grupo.

A proposta?

Muito simples: boa comida, bons vinhos e a companhia dos amigos num papo que não tinha fim. Falou-se de tudo, resolvendo os mais variados problemas do Brasil e do Mundo.

Para abrir os trabalhos, fomos brindados com um Gran Enemigo Cabernet Franc 2010, elaborado por Alejandro Vigil para as Bodegas Aleanna. Um vinho encantador que recebeu, entre outras notas, 95 pontos de Parker.

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Para divertir o paladar, diversos amuse bouche foram servidos enquanto o prato principal, pato recheado com foie gras, acabava de assar.

Como era domingo e ninguém estava muito preocupado com nada, gastávamos o tempo apreciando pequenos Welsh Rarebits temperados com curry, ou empadinhas abertas de diversos sabores, a garrafa, como num passe de mágica, esvaziou.

Era hora do segundo vinho, um interessante Malbec californiano, o McKenzie-Mueller 2010, outro rótulo bem avaliado. Muito interessante e com características que lembravam mais um Syrah australiano do que um Malbec argentino. Quase impossível de comprá-lo por aqui, é produzido em pequenas partilhas que ficam nos EUA mesmo.

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Pasteizinhos de carne e outras delícias eram oferecidas a todo instante, só o pato não estava cooperando: uma informação, preciosa, vinda da cozinha informava que um dos patos estava quase no ponto, mas o outro ainda estava um pouco duro. Paciência…

Para aguardar, partimos para a primeira das duas garrafas trazidas por Mario e Ana Lucia, o super-toscano Tassinaia 2007, saboroso corte de 34% Sangiovese, 33% Cabernet Sauvignon e 33% Merlot. Muito bem pontuado, Galloni deu 94 pontos, foi uma brilhante sequência às duas garrafas anteriores.

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Mas o pato ou melhor, os patos não estavam a fim de colaborar, afinal era domingo, “la fiaca”, “preguiça”, etc…

Abrimos a quarta garrafa, desta vez um espanhol, o Salanques da premiada vinícola, Mas Doix, do Priorado. Recebeu 94 pontos de Parker. Um elaborado corte de 65% Garnacha, 15% Cariñena, 10% Syrah, 5% Merlot, 5% Cabernet Sauvignon.

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Excelente vinho, mas com aromas e sabores muito favoráveis para harmonizar com o pato. Optamos por reservá-lo para depois. Sendo assim, avançamos sobre a adega de Mario Sergio: as quatro garrafas, originalmente pensadas apara o evento, já não estavam mais disponíveis…

O problema, neste momento, era decidir o que seria aberto. Estávamos fazendo um giro pelos grandes produtores, Argentina e EUA do novo mundo, Itália e Espanha do velho mundo. Cecilia quase que exigia um Tempranillo, mas foi voto vencido.

Escolhemos um português top, o Duas Quintas 2004, reserva especial, do Douro. Um corte de diversas uvas regionais, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Tinta da Barca, Souzão e Bastardo, que recebeu 92 pontos de Parker, além de diversos prêmios internacionais.

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Estávamos nos deliciando com este precioso vinho quando, finalmente, os patos e outras delícias foram servidas.

Todos à mesa, inclusive o Salanques!

Para acompanhar a “Pièce De Résistance” havia uma salada, arroz cítrico e batatas sautée. Parodiando um dos convidados, “um verdadeiro manjar dos deuses”.

Obviamente que a solitária garrafa remanescente do quarteto original não era suficiente para os vorazes apetites. Para alegria de D. Cecilia, apreciadora de carteirinha desta uva icônica da Espanha, um Tempranillo foi aberto e servido. E não era qualquer um não…

Pago de Los Capellanes 2009, Crianza, Ribera del Duero, foi o rótulo escolhido. Um corte de 90% Tinto Fino (Tempranillo) e 10% Cabernet Sauvignon, que recebeu 93 pontos da Wine Spectator.

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O capítulo final foram as sobremesas, pastel de nata seguido de uma tradicional “Apple Pie à lá Mode”. Tudo quentinho “comme il faut”. Para acompanhar, um Monbazillac, que ninguém é de ferro…

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Um lindo fim de dia nos aguardava.

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Supimpa!

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: está com preços promocionais até meados de julho, aproveitem.

 

tz 9Posadas Viejas 2012

Ótimo Tempranillo, corpo medio, fácil de beber e perfeito para se harmonizar com uma gama bem ampla de pratos!

 

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