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Transportando as garrafas de vinho: mito ou não?

Por muito tempo, o conhecimento sobre vinhos se deu por transmissão oral. Não havia publicações e nem estudos científicos sobre a elaboração, conservação, transporte e consumo de vinhos. Tudo que se praticava era passado de geração para geração, de pai para filho.

Em algum momento da história, começou-se a produzir publicações dedicadas a este tema, culminando com o que existe hoje, um grande universo que abrange livros, revistas, cursos, diversos tipos de informações midiáticas, etc…

Ainda assim, alguns aspectos do nosso dia a dia continuam sendo praticados de acordo com tradições de origem familiar e acabam se tornando um mito ou lenda, até que alguém decida estudá-los.

Estamos falando sobre transportar garrafas de vinho por longas distâncias, por exemplo, quando as compramos em uma viagem e as trazemos de volta para casa.

Qual a regra a ser adotada?

1 – Deixamos em repouso para o vinho se recuperar do stress da viagem;

2 – Abrimos assim que nos der vontade de provar. Vinhos não se alteram em viagens.

Se me perguntarem, sempre digo que o melhor é deixar em repouso. Sou adepto de longos períodos de guarda e costumo comprar vinhos já pensando nisto. Hábito que adquiri por tradição familiar. Na minha casa, sempre foi assim e não me arrependo de nenhum vinho que passou por este rito, embora, por pura distração, já tenha perdido uma ou outra garrafa.

Recentemente, nas páginas da revista Decanter, Jonas Tofterup MW, decidiu por à prova esta teoria, obtendo resultados curiosos.

Sua pesquisa foi bem elaborada. Foram necessárias 48 garrafas de um mesmo vinho, safra 2012, que a vinícola garantiu terem sido engarrafadas em sequência, minimizando erros. Dividiu em 4 lotes que passaram por diferentes experiências:

Lote 1 – foi enviado para outro país, por avião 2 meses antes da análise;

Lote 2 – realizou o mesmo procedimento, 2 dias antes da análise;

Lote 3 – foi colocado em um caminhão que “sacudiu” por 8 horas seguidas;

Lote 4 – nunca saiu da vinícola.

A análise foi complexa, incluindo testes químicos e degustações às cegas, com um painel de 12 especialistas. Cada amostra foi analisada duas vezes.

O resultado final mostrou que não havia diferenças significativas entre os 4 lotes. A análise química mostrou que, apenas, nos vinhos que viajaram de avião, uma concentração menor de Dióxido de Enxofre (SO2) e uma coloração mais acastanhada que os que não voaram. Atribui-se a uma provável absorção de ar, pelas rolhas, por conta da variação de pressão dentro da aeronave.

Aparentemente isto põe, por terra, mais um mito?

Talvez não.

Ao contrário do que esta experiência demonstrou, nem sempre podemos controlar todas as etapas do processo. Ao compramos um vinho, em uma loja ou supermercado, não temos nenhuma garantia de como ele foi manuseado, acondicionado, transportado e guardado, até chegar nas prateleiras de vendas.

Se pensarmos num vinho de safra mais antiga, temos que considerar que haverá borras que precisam estar depositadas no fundo da garrafa antes de abri-la. Nada melhor que deixá-la em repouso.

A foto que ilustra este texto mostra um barco Rabelo, que transportava os barriletes de vinho do Porto, em turbulenta viagem pelo rio Douro, até as caves onde ficariam longos anos em repouso.

Entenderam a mensagem?

Saúde e bons vinhos!

Vinhos de meditação

Imagem de congerdesign por Pixabay

A pergunta surgiu num almoço com o amigo, Sr. L. A.: “Existe vinho para ser bebido sem o acompanhamento de um alimento? Por que você não escreve sobre isto?”

Segundo seu raciocínio, é quase impossível encontrar uma matéria, crítica ou mesmo análise técnica de um vinho sem que seja feita uma referência sobre possíveis harmonizações. Lembrou, num efeito comparativo, que no caso de outras bebidas alcoólicas, destilados e cervejas, por exemplo, nunca é mencionada nenhuma combinação com alimentos específicos.

L. A. não deixa de ter razão, e sua ótica poderia até estar correta se um único fato não fosse verdadeiro:

Nenhuma vinícola elabora um vinho tendo como objetivo harmonizá-lo com determinada preparação.

Enólogos não são Chefs de cozinha.

Vinhos são elaborados a partir de uma matéria-prima que varia de qualidade a cada safra. É na cantina onde são tomadas as decisões sobre a melhor forma de vinificar, em função da matéria-prima que se tem à mão e não para atender esta ou aquela receita culinária.

Entretanto, vinho e comida é uma combinação milenar, citada até no mais antigo dos livros, a Bíblia.

Em diversos países, o vinho é considerado um alimento, sendo sempre consumido nas refeições. Talvez esteja neste fato a origem desta associação, que implica na existência de combinações melhores ou piores entre o vinho e certos alimentos.

Em suma, um dia a mama errou a mão e o vinho, em vez de descer macio e redondo, transformando aquela refeição num momento de prazer, se tornou “duro de engolir”.

Quem se preocupa com harmonizações são os Cozinheiros e não os Enólogos: buscam receitas que combinem com um determinado vinho e não ao contrário.

Existem diversos argumentos a favor e contra esta ideia de sempre consumir vinhos acompanhados de alguma comida.

Um dos mais interessantes é o fato, bem conhecido, que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta o apetite. De acordo com alguns compêndios médicos, o álcool desidrata o nosso corpo. Um alerta é enviado para o cérebro, que não é capaz de distinguir corretamente entre sede e fome.

Uma boa imagem disto é a famosa “larica”.

Fica clara a razão dos aperitivos, por exemplo, aquela cachacinha antes da feijoada, ou o drink antes do jantar, depois de um pesado dia de trabalho.

Muito comum atualmente é substituir o Scotch por uma taça de vinho, que vai se estendendo até o jantar. Prestem atenção em filmes e séries de TV, de qualquer origem, principalmente se o personagem é feminino: chegando em casa abrem uma garrafa de vinho.

Afinal, o que é um vinho de meditação?

Mais um chavão para o nosso glossário: seria um vinho que, por suas qualidades, deveria ser consumido sozinho, enquanto se pensa nas coisas boas da vida.

Nada deveria atrapalhar este momento, ele deve ser completo.

Nova questão: como determinar a qualidade de um vinho e decidir se é adequado para este tipo de degustação?

A resposta é complexa. Não existe uma unidade de mensuração da qualidade de vinhos. Logo, o gosto pessoal é quem vai definir. O conhecido “gosto ou não gosto” é a palavra final.

Mas é possível balizar se lembrarmos de duas qualidades do vinho: tanicidade e acidez. São estas duas características que, em algum momento, vão ditar se um alimento harmonizou ou não e, por extensão, se gostamos deste vinho ou não.

Um vinho de meditação deve ser, sobretudo, equilibrado, ou seja, nenhuma de suas características básicas, inclusive seu teor alcoólico, deve sobressair. Este seria um vinho adequado para ser degustado solo.

Caso contrário, seria necessária a presença de algum alimento que compensasse o desequilíbrio. Por exemplo, algo mais gorduroso para amenizar os taninos.

Alguns parâmetros, bem conhecidos, podem indicar vinhos de melhor qualidade do que os comumente encontrados em prateleiras de supermercados. O preço talvez seja o mais significativo, mas não é o único. Denominações de origem como DOC, DOCG, IP, quase sempre nos levam por um bom caminho, mas também não são verdades absolutas.

Técnicas de marketing podem se utilizar desde garrafas mais pesadas, passando por preços elevados, rótulos bem desenhados e até prêmios em concursos pouco conhecidos para empurrar um vinho de baixa qualidade.

Conselho final: vinho bom é o que você já conhece e gosta. Experimente-o, num momento adequado, sem maiores preocupações, confirmando ou não que é do seu agrado.

Este é o verdadeiro vinho de meditação.

Saúde!

Vinho da Semana: para meditar…

Arturo Garcia Solar de Sael Crianza 2012

Elaborado com a casta Mencia de videiras com mais de 80 anos de idade, na região D.O. Bierzo.

De cor vermelha com reflexos violáceos. O nariz é complexo com aromas de cereja, baunilha, figo seco e notas lácticas. Na boca é concentrado, suculento, elegante e com ótima acidez. O equilíbrio é perfeito, com taninos adocicados e uma excelente persistência.

Não Era bem assim!

Mais um mito do mundo do vinho é detonado. Desta vez o assunto é muito importante e era tratado, por todos os especialistas, como a razão pela qual somos capazes de distinguir, na nossa língua, os diferentes sabores.

Esta coluna abordou este assunto neste texto, “Como se degusta um vinho”, lá em 2014. A nossa abordagem deixou de estar correta, de acordo com algumas recentes descobertas e outras mais antigas, que por razões desconhecidas permaneceram ocultas por longo tempo.

Os primeiros mapas da língua surgiram em decorrência da tradução do artigo alemão, “Zur Psychophysik des Geschmackssinnes” (Psicofísica do sentido do paladar), escrito em 1901 por D.P Hanig, feita por um cientista da Universidade de Havard, Edward Boring. (1) (4)

O texto traduzido sugeria que existiria um cinturão de sabores circundando a nossa língua e que sua parte central não teria capacidade de distinguir nenhum sabor específico.

Hoje se sabe que esta não era a melhor interpretação do estudo alemão. Em 1974, a pesquisadora da Universidade de Pittsburgh, Virginia Collings, apresentou novas evidências demonstrando que embora houvessem áreas mais sensíveis, estas diferenças eram negligenciáveis. Indicou, ainda, que em toda a boca era possível distinguir diferentes sabores. (2)

A mais recente novidade é a descoberta de células com proteínas receptoras específicas, presentes em todos os mamíferos, capazes de distinguir entre os sabores conhecidos: doce, salgado, azedo, amargo e umami. Uma destas proteínas seria responsável pela identificação de alimentos bons ou estragados. (3)

Se imaginarmos que um sexto sabor, a gordura, está prestes a ser incluída nesta seleta lista e que se sabe muito mais sobre outros sentidos humanos do que sobre o paladar, muita coisa nova vem por aí.

O universo do vinho ainda é muito calcado no empirismo e nas tradições passadas de geração para geração. Tudo tende a mudar quando a ciência se interessa por este tema.

Saúde e bons vinhos!

Fontes consultadas:

1 – https://www.wikiwand.com/en/Tongue_map

2 – http://www.yalescientific.org/2012/11/on-the-road-to-sweetness-a-clear-cut-destination/

3 – https://www.nature.com/articles/nature05401

4 – https://winifera.com/the-end-of-a-myth-97db14cf5ea6

Dica da Semana: Em lugar de indicar um vinho, vamos sugerir dois grandes eventos que acontecerão no Rio de Janeiro, no mês de agosto.

Rio Wine and Food Festival

A 6ª edição do Rio Wine and Food Festival, será realizada na capital carioca entre os dias 3 a 12 de agosto, em diversos pontos da cidade.

Considerado o maior da América Latina, o evento deste ano traz produtores de mais de 12 países, como Argentina, Brasil, Chile, França, Portugal, Uruguai e até Israel, Eslovênia e Macedônia, que trarão vinhos para transformar a relação do visitante com a bebida e a boa culinária em um programa imperdível. Além disso, o evento conta com palestras, cursos e degustações.

Entre os convidados, grandes nomes como o chileno Francisco Baettig, Diretor Técnico das vinícolas Viña Errazuriz, Viña Seña e Viñedo Chadwick, que teve dois vinhos com nota máxima pela avaliação de críticos internacionais e foi um dos finalistas do prêmio Winemaker of the year pela Wine Enthusiast.

E ainda, Marcelo Copello, Dânio Braga, Homero Sodré, Flávio Zilio e outros.

SERVIÇO

Data: 03 a 12 de agosto de 2018 (pré-abertura 28 de julho)

Local: Rio de Janeiro (vários espaços da cidade)

Programação completa: www.riowineandfoodfestival.com.br

Inscrições e compra de ingressos: www.ingressocerto.com (*)

Informações para público: [email protected]

Informações para imprensa: [email protected]

Facebook: www.facebook.com/riowineandfoodfestival   Instagram: @riowineandfoodfestival #RWFF2018

(*) esta empresa não tem uma boa reputação de acordo com os critérios deste colunista. Vide matéria: Não Poderia Ser Pior!.
Infelizmente não haverá pontos de venda ou alternativas de compra para os ingressos deste evento…


ViniBraExpo 2018

A 2ª edição deste evento acontecerá nos dias 04 e 05 de agosto, com a participação de mais de 50 vinícolas de todas as regiões do país, nos Jardins do Office – Shopping Città, Barra da Tijuca, RJ.

Durante o evento, os enófilos terão a oportunidade de conhecer centenas de rótulos e descobrir verdadeiras pérolas. Os destaques serão revelados tanto de regiões mais tradicionais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, quanto de novos e surpreendentes polos de produção de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Bahia.

O evento está dividido em 4 setores: Área de Degustação, Área de Masterclasses, área de Convívio Gourmet e Espaço Cultural. Dentro da programação prevista, haverá uma exposição sobre o vinho brasileiro, escolha dos Top10 ViniBraExpo, eleição, pelos visitantes, do “Vinho do Público”, 2º Prêmio Brasil Sommelier, além de shows de jazz e oficinas de experiências sensoriais.

Parte da arrecadação será revertida para o Instituto Pró Criança Cardíaca.

A programação completa está neste site: http://vinibraexpo.com/

Serviço:

Datas: 04 (sábado) e 05 (domingo) de agosto

Endereço: Jardins do Office, Shopping Città, Avenida das Américas, 700 – Barra da Tijuca

Área de Degustação Livre (Vinhos e Gastronomia Artesanal)

Horário de Funcionamento ao Público: 14:00h às 22:00h

Valor Promocional: R$ 75,00 (pré-venda)

Valor Regular: R$ 95,00

Vendas: www.ingressorapido.com.br – Haverá venda de ingressos no local.

Masterclasses (Provas dirigidas por especialistas – cada palestra inclui a degustação dirigida de cinco vinhos de exceção)

Sábado, 04/08/2018:

12h00: Top-Espumantes do Brasil

14h00: Brancos Fora da Curva

16h00: Grandes Vinhos de Dupla-Poda

18h00: Máxima Expressão das Castas

20h00: Super Merlots Safra 2012 D.O. Vale dos Vinhedos

Domingo, 05/08/2018:

12h00: Os Melhores Chardonnays do Brasil

14h00: Painel: Vinhos Naturais

16h00: Um Novo Brasil

18h00: Castas e Vinhos Raros

20h00: 2005: Uma Safra Histórica

Valor Promocional: R$ 95,00 (pré-venda)

Valor Regular: R$ 120,00

Vendas: www.ingressorapido.com.br – Haverá venda de ingressos no local, caso ainda haja vagas.


Em Pé ou Deitada?

Mais um mito, ou melhor ainda, um dogma do mundo do vinho está caindo por terra: armazenar as garrafas de vinho na posição horizontal, mantendo a rolha de cortiça sempre úmida.

Segundo um estudo publicado em 2005 pelo Australian Wine Research Institute, que permaneceu obscuro por um longo tempo, este mito seria uma “bobagem”.

A pesquisa acompanhou, por um período de 5 anos, a evolução de um Riesling e um Chardonnay que passou por madeira. As garrafas receberam diversos tipos de fechamento, como tampa de rosca, rolha de cortiça natural e artificial e até uma ampola de vidro foi utilizada. Adotou-se ambas posições de armazenamento, horizontal e vertical, em condições controladas de temperatura e umidade.

Diversos testes foram realizados ao longo deste período. Numa simplificação dos extensos resultados obtidos, os vinhos que menos perderam em qualidade foram aqueles fechados com a rolha natural, não importando a posição em que permaneceram guardados.

Surpreendente!

O principal motivo alegado para a estocagem horizontal seria evitar um eventual encolhimento ou ressecamento da rolha por não estar umedecida. Era tão importante que os principais Chateaus de Bordeaux sempre ofereceram um serviço de troca de rolha de seus principais vinhos. Mais tarde foram suprimidos em função da utilização deste trabalho para validar vinhos fraudados.

Numa recente entrevista para o site Drink Business (*), o Dr. Miguel Cabral, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Corticeira Amorim, afirmou que devido à alta umidade que existe no espaço entre o líquido de uma garrafa de vinho e a rolha, esta nunca ficará ressecada, ficando sem sentido ter que deitá-las para isto.

Foi mais longe, revelou que se a rolha ficar permanentemente em contato com o vinho, pode alterar a estrutura celular da cortiça favorecendo a sua deterioração.

De tabela, também fica meio sem sentido o controle de umidade nas grandes adegas. Segundo o Dr. Miguel, não precisam ser tão rígidos.

Mas nem tudo está perdido. Existem outras razões para dispor nossas garrafas na posição tradicional. A facilidade de manuseio é uma delas, a economia de espaço, outra. Se levarmos em conta que a maioria dos vinhos que temos em estoque estão na faixa considerada como de consumo rápido, nada disto tem uma importância considerável.

Vou continuar guardando meus vinhos do mesmo jeito que sempre fiz.

Saúde e bons vinhos, em pé ou deitados!

(*) https://www.thedrinksbusiness.com/2018/06/storing-wine-on-its-side-is-bullsht-says-scientist/

Vinho da Semana: um bom tinto, numa garrafa arrolhada

Beaujolais Villages Classic Bel Air Gamay 2014

Produzido com uvas colhidas à mão de videiras que têm idade superior a 50 anos. Estes são fatores que justificam sua alta qualidade. Seus aromas esbanjam frutas vermelhas, como morangos silvestres. Na boca mostra uma fruta deliciosa, é macio, amplo e persistente

Harmonizações: Porco com lentilhas, Presuntos e outros frios, Rins, Rosbife, Salames e outros embutidos, Steak tartar, massas com molho de tipo bolonhesa, Patês.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br


CURSOS DE VINHO

Em Recife:

O Clube VSX oferece diversos cursos regularmente. O nível básico tem nova turma começando agora no dia 19 de junho. Possui carga horária de 14 horas aula, com prova de 20 vinhos de diferentes regiões. Tem como foco demonstrar como o clima e o terroir afetam o estilo e qualidade dos vinhos. Durante as provas os participantes serão apresentados à análise técnica dos vinhos com a finalidade de padronizar a linguagem utilizada na descrição dos vinhos.

Datas: 19, 21, 26 e 28 de junho

Horário: das 19h às 22h30

Local: Casa dos Frios

Graças – Recife – PE

Professor: Tito Dias

Investimento: R$ 600,00

http://www.vsxclub.com.br/cursos-presenciais/curso-de-iniciacao-ao-vinho/


Em Belo Horizonte

O nosso parceiro, Casa Rio Verde, continua oferecendo seus excelentes cursos.

No Curso de Iniciação ao Vinho, você aprenderá como degustar os vinhos, analisando os aspectos visuais, olfativos e gustativos. Obterá uma visão crítica maior e com esse conhecimento poderá desfrutar mais e mais desse produto tão emblemático e muitas vezes mal compreendido.

O programa do curso abrange:

– Harmonização Vinho x Comida;

– Como degustar;

– Principais países;

– Climas e solos;

– Tipos de videiras e de uvas;

– Serviço do vinho;

– Degustação de 12 rótulos de estilos diferentes.

O curso acontece na Casa Rio Verde Lourdes.

Data: 25, 26 e 28 de Junho

Carga Horária: 9 horas – Segunda, Terça e Quinta-Feira (Das 19h às 22h)

Investimento: R$ 299,00

Endereço: Praça Marília de Dirceu, 104

Lourdes – Belo Horizonte

https://www.casarioverde.com.br/curso-de-iniciacao-ao-vinho-2/p


EVENTOS EM BELO HORIZONTE

ENCONTRO DE VINHOS (*)

A sexta edição da feira itinerante Encontro de Vinhos em BH acontece no Espaço Ilustríssimo, no bairro Santa Efigênia, no sábado, 16 de junho, e reúne aproximadamente 30 expositores. A vitrine inclui desde grandes importadoras, como a World Wine, até produtores independentes, como a Família Cassone, de Mendoza, na Argentina. O valor do ingresso inclui kits de 10 a 20 fichas de degustação para serem trocadas por doses nos estandes. As importadoras e vinícolas terão à disposição taças extras, a custo individual, e garrafas fechadas com preços promocionais, para serem consumidas no próprio evento ou levadas para casa. À parte, haverá também opções de gastronomia, com food trucks. A programação musical ficará a cargo do cantor belo-horizontino Fabiano Menezes, ao som de MPB e rock dos anos 1970 e 1980.

Serviço:

Data/horário: sábado, 16 de junho, das 14h às 20h

Local: Espaço Ilustríssimo (rua Maranhão, 56, Santa Efigênia)

Valores: R$ 90 (ingresso + kit com 10 degustações); R$ 110 (ingresso + kit com 15 degustações); R$ 130 (ingresso + kit com 20 degustações).

Vendas no site: encontrodevinhos.com.br

(*) este é um ótimo evento do qual sempre participamos nas edições do Rio de Janeiro. Recomendamos.


VINHO NA VILA BELO HORIZONTE 2018(**)

Data: sábado, 7 de julho, das 11h às 22h; domingo, 8 de julho, das 11h às 20h

Local: Benfeitoria (rua Sapucaí, 153, Floresta, Belo Horizonte)

Ingressos: de R$ 50 a R$ 80 (valores variam conforme lote e horário)

Compras pelo site: centraldoseventos.com.br/events/show/vinhonavila

Mais informações: vinhonavila.com.br

Redes sociais: facebook.com/vinhonavila / instagram.com/vinhonavila

(**) fazemos sérias restrições às edições cariocas deste evento. Vá por sua conta e risco…

Mais dois mitos: Idade dos vinhos e garrafas Magnum

1 – “Você é como o vinho, melhora com o passar dos anos”

Muitos apreciadores da nossa bebida favorita ainda acreditam, sinceramente, nisto e até investem em vinhos que, um dia, estarão sublimes.

Não é tão simples como parece, o que torna este antigo ditado uma meia verdade.

Assim como a evolução natural do ser humano, infância, adolescência, maturidade e velhice ou decrepitude, o vinho segue um caminho semelhante.

Sem olhar muito para como foi elaborado um determinado vinho, podemos afirmar que ele vai passar por todas estas etapas de sua vida, uns, mais rapidamente e outros, em ritmo mais lento.

O segredo para se apreciar um vinho em sua plenitude é abri-lo no seu ponto ideal de maturação. Nada de esperar eternamente para que fique velho, e decrépito…

Existem diversos compostos no vinho que vão amadurecer de forma diferente, aumentando ou diminuindo certas características da bebida. Nos tintos, os taninos tendem a ficar mais suaves com o tempo. A cor, tanto de tintos como brancos, muda tendendo para um tom mais ocre ou atijolado, devido a oxidação dos compostos fenólicos.

Aromas e sabores perdem aquela intensidade dos frutados e se tornam mais sutis, prevalecendo os aromas terciários como café, tabaco, couro. Há quem não aprecie.

Outro ponto importante: não é qualquer vinho que foi elaborado com o propósito de ser envelhecido. Remetendo a um texto anterior, vinificar virou um negócio, que busca lucro. Esperar dez ou quinze anos para comercializar um vinho que estaria no seu auge é o próprio contrassenso da palavra ‘negócio’. Longe vão os dias em que vinhateiros eram considerados como artistas.

Mas é difícil resistir à tentação de guardar aquela garrafa para degustá-la numa ocasião muito especial. Então aqui vão as nossas recomendações:

– Escolha o vinho certo. Bons candidatos seriam os ícones de qualquer região produtora – Bordeaux, Borgonha, Rhone, Rioja, Douro, Chianti, Brunello, Amarone, Barolo, enfim, vinhos de 1ª linha. Podemos incluir, sem susto, os do Novo Mundo.

Cuidado com os Champagne e outros espumantes. Somente safras especiais se prestam para serem bebidos anos depois de produzidos.

Uma ótima indicação são os vinhos fortificados e os de sobremesa. O maior teor de açúcar ajuda a mantê-los vivos por muitos anos.

– Adegar corretamente é o outro segredinho: nada de luz solar, umidade abaixo de 70%, temperatura entre 12º e 18º, garrafas deitadas com ligeira inclinação para manter a rolha úmida. Girar a garrafa de tempos em tempos é um bom procedimento que ajuda a manter tudo em ordem. Colecionadores profissionais têm o hábito de levar as garrafas mais antigas para o produtor, onde as rolhas são substituídas e, se for necessário, o nível do líquido é reposto. E muita paciência.

Falta responder uma última coisa: Quando abrir?

A melhor resposta é consultar o produtor. Vinhos deste calibre chegam a ser monitorados por seus vinificadores e a Ficha Técnica sempre vai estar disponível para os clientes, seja on line ou por consulta através de email ou similar.

2 – O Tamanho da garrafa influi no paladar do vinho

Este mito é um dos mais interessantes e foi sugerido, assim como o anterior, pelo amigo e parceiro desta coluna, Mario Ramos.

Existe um consenso que as garrafas de 1,5l e de 3l, chamadas de Magnun e Double Magnun, permitem que um vinho amadureça melhor.

Experts preferem comprar seus grandes vinhos nestes formatos, e existe um elenco de razões para proceder desta forma. Desde simplificar o serviço do vinho num evento (menos garrafas para abrir) até aproveitá-las, depois, como elemento de decoração no seu bar ou adega.

Existe uma razão técnica, os vinhos amadurecem mais lentamente nas garrafas grandes, em comparação com as de tamanho normal.

Para suportar o volume maior, o vidro é mais espesso, protegendo melhor contra a luz solar, tem melhor isolamento térmico e resiste a pequenas vibrações, caso seja necessário transportá-las por distâncias maiores.

Numa recente degustação na Toscana, a vinícola Poderi Boscarelli organizou uma prova, às cegas, com um mesmo vinho servido de diferentes tamanhos de garrafas. Todos os jornalistas e críticos presentes foram unânimes: o vinho servido da Magnum era mais vívido que o da garrafa normal. Por sua vez, este último era superior aos servidos da ½ garrafa ou do formato baby.

Mito confirmado!

Saúde e bons vinhos, maturados em grandes garrafas!

Vinho da Semana: um Rioja, bom para experimentar como envelhecer um vinho.

Bodegas Ramirez Rioja Crianza Tempranillo 2012 $$

Cor vermelho rubi profundo com reflexos violáceos. Aromas característicos de frutas vermelhas com notas de madeira e especiarias. Saboroso, picante e estruturado com final longo e pronunciado de retrogosto.

Harmonização: Talharim com pato, Queijos amarelos maduros, carnes na brasa, pernil de cordeiro com bastante alho.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

Os cursos da Casa Rio Verde continuam bombando:

CURSO DE INICIAÇÃO AO MUNDO DO VINHO PARA AQUECER O INVERNO

Os vinhos são a bebida ideal para os dias de inverno. Que tal aproveitar o frio para aperfeiçoar seus conhecimentos sobre o assunto? Com a existência de uma infinidade de rótulos, a missão de selecionar o melhor vinho para cada ocasião não é tarefa fácil.

Para tornar esse processo mais simples, a Casa Rio Verde está com inscrições abertas para duas edições do “Curso de Iniciação ao Vinho” em julho: dia 1º, sábado, das 9h às 19h, e dias 3,4 e 5 (segunda a quarta) das 19h às 22h. As aulas acontecem na loja da Praça Marília de Dirceu, uma das cinco da importadora em Belo Horizonte.

O curso abrange informações sobre Serviço do Vinho, Harmonização Vinho x Comida, Regiões Produtoras e Principais Variedades de Uvas. O aluno também aprende as técnicas de degustação mais importantes, além de experimentar 12 rótulos de estilos diferentes.

CURSO DE INICIAÇÃO AO VINHO – CASA RIO VERDE – JULHO

Turma 1 – 1 de julho (sábado) das 9h às 19h

Turma 2 – 3,4 e 5 de julho (segunda, terça e quartas-feiras) das 19h às 22h

Carga horária: 9 horas

Degustação: 12 rótulos de diferentes estilos

Local: Casa Rio Verde – Praça Marília de Dirceu, 104 – Lourdes

Valor do investimento: R$ 299 por pessoa (capacidade 18 pessoas) – sócios do VinhoClube da Casa Rio Verde pagam R$209,30.

Inscrições e informações: www.vinhosite.com.br/vinhos/curso

Telefone: 31-3116-2300

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