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Uma casta, um vinho, cinco estilos

Dizia uma antiga professora:

“Quem acertar a resposta ganha um doce da Colombo”!

A casta, em questão, é a uva Palomino e o vinho, o Jerez, um dos grandes produtos da Espanha, adorado e reverenciado em todo o mundo.

Um vinho fortificado, ou seja, em algum momento de sua elaboração, aguardente vínica é acrescentada ao mosto até que a graduação alcoólica, desejada, seja atingida.

Além da Palomino, que produz os vinhos secos, outras duas uvas são utilizadas, a Moscatel e a Pedro Ximenes, para o estilo adocicado.

A ilustração mostra a Palomino, também conhecida como Bianco, no Piemonte, Fransdruif, na África do Sul, Golden Chasselas, na Califórnia, Listan, na França e algumas outras denominações, mundo afora. Embora seja originária da Andaluzia, foi plantada em diversos países.

Mas na Espanha, em Sanlúcar de Barrameda, brilha, a tal ponto, que é mais conhecida como “uva Jerez”, uma identidade que explica tudo.

O grande enigma por trás desta casta e o seu magnifico vinho está na maneira como é elaborado, até os dias atuais. Alguns registros diligentemente guardados em algumas bodegas, demonstram que desde o final do século XVIII, vinhos brancos espanhóis já eram exportados para a Inglaterra. Para que aguentassem a viagem, um processo, idêntico ao que era feito em Portugal, foi adotado: acrescentava-se aguardente.

Nascia o Jerez, Xeréz, Sherry ou Sack, como preferia Shakespeare.

O processo de elaboração é atípico. Após a primeira fermentação, aguarda-se a formação de uma “flor”, uma espécie de véu que vai cobrir todo o mosto em repouso, na barrica parcialmente cheia.

O bodegueiro faz uma prova que vai decidir o destino do vinho: pode acrescentar aguardente, buscando um mínimo de teor alcoólico de 15% e máximo em torno de 17%. Deve decidir, também, sobre o tipo de envelhecimento ou amadurecimento, que pode ser biológico (a flor continua) ou um processo oxidativo (sem a flor).

Interessante notar que são decisões extremamente pessoais. Cada produtor tem suas razões para escolher que rumos seguir. Uma das preocupações atuais, de diversas empresas, é treinar novos “provadores” para continuar a tradição. As novas gerações, aparentemente, não estão interessadas neste assunto.

Aqui estão explicados, de modo suscinto, os cinco tipos:

Fino – 15% álcool. Maturação biológica (flor) e dois anos, no mínimo, em madeira;

Manzanilla – idêntico ao Fino, mas só pode ser elaborado na região de Sanlúcar de Barrameda (D.O.). As notas aromáticas são características;

Amontillado – começa sua vida como um fino e a flor se encarrega de sua maturação até um período, quando, por decisão do produtor, a graduação alcoólica é elevada para 17%, matando o véu de leveduras. Segue-se um processo oxidativo. É um dos preferidos para harmonizar com comida. Existem algumas variações deste tipo, como o Manzanilla Amontillada ou o Amontillado del Puerto;

Oloroso – quando o mosto já demonstra qualidades acima da média, é encabeçado com aguardente até 17% ou um pouco mais, e passa por maturação oxidativa. As barricas são marcadas, primeiro com um traço (ver foto de abertura) e, se a maturação toma o rumo previsto, recebe a letra “o”, sobre ele. Um grande vinho. As barricas usadas são disputadíssimas pelos produtores de Whisky;

Palo Cortado – para muitos, o grande Jerez. Dizem que não pode ser elaborado, simplesmente, acontece. Sua origem é, até hoje, um intrigante mistério. Segundos as regulamentações, ele deve ter as notas aromáticas de um Amontillado e, no palato, ser confundido com um Oloroso.

A explicação mais aceita é que a flor, que ocorre após a primeira fermentação, desaparece de maneira natural, por conta de fatores não compreendidos. A barrica, antes marcada com um traço inclinado (palo) é cortada por outro risco, na perpendicular.

Novamente, a decisão sobre se este vinho é ou não uma raridade é 100% do vinhateiro. São elaboradas, anualmente, cerca de 100.000 garrafas. Os demais tipos chegam a 60 milhões de envases.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Fotos obtidas nos seguintes sites:

Bodegas Lustau

Wein plus

Wine Scholar Guild

Confrarias valem a pena?

Pertencer a uma confraria ou mesmo organizá-la é quase uma certeza na vida de um Enófilo de boa cepa. Nada melhor que degustar um belo rótulo na companhia de bons amigos, em ambiente agradável e com alguns petiscos para harmonizar.

Uma confraria é tudo isto e muito mais, basta ter um pouco de imaginação e uma atitude positiva para, com a força de um grupo, descobrir novos e interessantes caminhos.

Organizar uma confraria é muito simples, basta reunir um grupo, escolher o local e as garrafas e deixar acontecer. Difícil é mantê-la viva, criando desafios a cada encontro, de tal forma que todos fiquem na expectativa do como será o próximo.

Alguns truques são quase óbvios, por exemplo, fazer eventos temáticos abrangendo vinhos e alimentos. Outro caminho é convidar algum especialista para dar uma aulinha sobre o que vão provar. Pode ser um Sommelier conhecido, o simpático vendedor da loja onde compram ou o professor de um curso sobre vinhos.

A escolha do local do encontro também é chave para o sucesso. Uma sugestão, bem aceita, é fazer um rodízio entre os confrades: a cada encontro, um se encarregará de escolher o local e o que será servido. Claro, notas serão atribuídas para cada encontro e um “vencedor” será declarado.

Uma boa confraria pode (e deve) ir além das reuniões periódicas. Um dos pontos fortes é usar a força de um grupo para obter algumas vantagens. Aqui estão algumas delas:

Comprar vinhos em caixas – sempre há descontos para caixas fechadas, seja diretamente na vinícola ou em lojas especializadas. Há, também, a possibilidade de se obter frete grátis, em algumas situações. A compra não precisa ser de um único tipo de vinho, caixas mistas são comuns;

Passeios e viagens – grupos são sempre bem-vindos e, na maioria das vezes, há bons descontos nos ingressos e degustações. Outra grande economia se faz no transporte; alugar uma van é mais interessante do que diversos carros. Dependendo da negociação, os preços de passagens e hospedagem podem ser mais interessantes para um grupo do que individualmente;

Aluguel de espaços para eventos – embora não seja exatamente uma vantagem, dividir o custo por todo o grupo pode viabilizar muita coisa, por exemplo, um curso, uma degustação voltada para algum produtor específico, outros temas como azeites, gastronomia etc.

Alguns subprodutos interessantes:

– Possibilidade de uma vinificação dedicada à confraria, com rótulo personalizado;

– O mesmo raciocínio se aplica para taças e outros acessórios, como decantadores, saca rolhas, bolsas para transporte de vinhos e muito mais.

A pegadinha fica por conta do trabalho para organizar isto tudo, ou seja, não é mais só degustar bons vinhos…

Dois fatores são fundamentais para o sucesso de qualquer confraria, não importando, muito, o tamanho dela:

– Um bom nome;

– Alguém que assuma as rédeas, pelo menos, no início.

Saúde e bons vinhos!

 CRÉDITOS:

Imagem de Freepik

Mendoza 2023: final + Brazil IOOC

Ocupamos nossa última manhã em Mendoza com duas atividades lúdicas: um jogo sensorial e degustação de azeites na Casa Caye e um “Blend Game” (Enólogo por um dia) na Vinícola Vistalba.

A foto que abre esta coluna mostra como foi o jogo sensorial. Em poucas palavras, um show!

Na mesa estavam dispostas vinte taças opacas e numeradas. Cada uma continha um aroma que deveríamos identificar e anotar na ficha que se vê no lado direito da foto. Havia um pouco de tudo: frutas, ervas, temperos, especiarias etc.

Por trás do jogo, estava a ideia de preparar os nossos sentidos para a segunda parte, a degustação dos excelentes azeites ali produzidos. Seguiu-se um espetacular buffet de queijos, frios e azeitonas, regados com um belíssimo espumante, Philippe Caraguel. Simplesmente perfeito!

Para chegar na Vistalba bastou atravessar a rua, literalmente. A visita começa com um breve recorrido pelas ótimas instalações. Chamou a atenção a quantidade e variedade de equipamentos utilizados na produção de seus famosos vinhos. Usam madeira, concreto e aço inox.

Na sequência, fomos conduzidos até a uma saleta onde faríamos o Blend Game. A proposta era produzir dois cortes, diferentes, a partir de três vinhos básicos da vinícola. Tudo que era necessário, pipetas, funis, taças e garrafas estava à nossa disposição.

Cada participante deveria, a seu critério, misturar dois ou três dos vinhos oferecidos: Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Uma vez decididas as misturas, elas eram provadas por todos e julgadas. As duas melhores seriam engarrafadas e rotuladas. Isto foi o ponto alto da atividade.

Depois de muitas provas, risadas e alguns comentários impublicáveis, decidimos quais iam para a garrafa. Mas, antes, deveríamos escolher um nome para nossos vinhos, de produção única.

Nova rodada de divertidos debates, tendo como fundo a palavra “penta”, já que éramos cinco pessoas. Todos concordaram que não era o melhor nome…

A solução, salomônica, foi lembrar que o grupo era formado por quatro damas e um cavalheiro, logo, “Tetra + 1”.

Em breve serão degustados aqui no Rio de Janeiro.

De Mendoza retornamos para Buenos Aires, onde passamos alguns dias antes de voltar para casa.

Com certeza ficamos com saudades.

Algumas recomendações:

– Atenção ao peso das malas – nos voos internos na Argentina, o limite de peso é 15 Kg por volume;

– O preço dos vinhos em Mendoza, seja nas lojas ou nas vinícolas é maior do que em Buenos Aires, além de aumentar o peso no voo interno;

– Comprem, apenas, aqueles vinhos que, sabidamente, não serão encontrados nas lojas habituais;

– A Aerolineas Argentinas permite o despacho de uma caixa de vinhos (6 garrafas) por passageiro, sem ônus extra.

Brazil iOOC 2023

Durante os dias 16 a 18 de julho, Lamego, em Portugal e São Paulo, no Brasil, se tornaram as capitais do Azeite.

A Quinta da Pacheca e o restaurante Kinoshita, receberam os dois grupos de especialistas que provaram mais de 100 amostras de azeites vindas de 13 países, em três continentes.

Na edição deste ano, além dos prêmios Triple Gold, Ouro, Prata e Bronze, e do Top Ten (que distingue os 10 azeites com maior pontuação), a organização criou três reconhecimentos adicionais: o Top Ten Northern Hemisphere (para os 10 melhores azeites do hemisfério norte), o Top Ten Southern Hemisphere (para os 10 melhores azeites do hemisfério sul) e o Best Organic (para o melhor produto orgânico).

Apresentamos, a seguir, o “Top Ten”, onde alguns azeites brasileiros se destacaram:

PALACIO DE LOS OLIVOS PICUAL – SPAIN
PROSPERATO PREMIUM BLEND – BRAZIL
ETHOS COBRANÇOSA – PORTUGAL
PURO CORATINA – BRAZIL
VERDE LOURO KORONEIKI – BRAZIL
DON JOSE CORATINA – BRAZIL
PROSPERATO EXCLUSIVO PICUAL – BRAZIL
AL-ZAIT & CO. KORONEIKI – BRAZIL
VERDE LOURO ARBOSANA – BRAZIL
OLIWE BLEND – CHILE (TIE)
ROSMANINHO PRAEMIUM – PORTUGAL (TIE)
GALLO BIO – PORTUGAL (TIE)
DON JOSE BLEND – BRAZIL (TIE)

Nota: TIE = empate

A listagem completa pode ser encontrada neste link:

Brazil IOOC 2023 (pdf)

Saúde, bons vinhos e azeites!

Mendoza 2023: dia 3

A foto que abre este texto é da Casa Vigil, área que recebe os visitantes da Bodega Aleanna, onde os famosos vinhos El Enemigo e Gran Enemigo são elaborados. Esta foi a última visita deste terceiro dia e um grande almoço.

Começamos, cedinho, com uma grata surpresa, conhecemos a Viña Alicia, uma vinícola boutique de altíssimo nível.

Uma exclusividade!

Sua história é maravilhosa. Alícia é o nome da esposa de Alberto Arizu e, tecnicamente a “dona” desta bodega. Aqui, Alberto, um dos grandes nomes do vinho argentino (Luigi Bosca), consegue realizar os seus mais incríveis sonhos, dando vazão a toda sua criatividade enológica, uma verdadeira utopia.

Em apenas 25 hectares consegue produzir vinhos inacreditáveis que remontam às origens europeias da família Arizu. São castas nada habituais nesta região: Nebbiolo, Grenache Noir, Carignan, Riesling, Alabriño, Savagnin, e algumas outras.

Além deste vinhedo, controlam um outro de vinhas velhas de Malbec, em Las Compuertas, onde descobriram uma raridade: algumas plantas eram das mudas originais de “Cot”, nome francês da Malbec. Estas vinhas se adaptaram de uma forma diferente ao terroir mendocino, dando origem ao que chamam de “Brote Negro”.

A vista é muito interessante do ponto de vista histórico. Somos levados para a sala de degustação, onde nos explicam, com todos os detalhes, a razão de existir da Viña Alicia. Cada vinho elaborado aqui tem um sentido, sendo que alguns nunca serão comercializados. Foram criados para seus netos, como uma herança, sobretudo porque Alberto colocou, em cada garrafa, a sua visão da personalidade de cada um. Espetacular.

A imagem a seguir, com alguns reflexos, por ter sido obtida através de um vidro, mostra a área de produção da empresa.

Provamos três vinhos, todos deliciosos:

Um Chardonnay safra 2017 que, apesar da idade, estava impecável. Nenhuma cor alterada e nem reflexos de amadurecimento. Inacreditável.

O Malbec era safra 2014. Tanto no aroma quanto no paladar parecia um vinho jovem.

O último vinho foi um corte, o Morena 2013, 88% de cinco clones diferentes de Cabernet Sauvignon, e 12% de dois clones de Cabernet Franc. Um vinho de sonhos.

A próxima visita foi na Bodega Alandes, de Karim Mussi, um dos Enólogos mais respeitados da Argentina e professor de muitos outros que hoje fazem vinhos de sucesso.

Karim foi o grande incentivador do uso de tanques de concreto para fermentar os vinhos em Mendoza. Visto com ceticismo, no início, foi ele que abriu as portas para as técnicas mais modernas em uso hoje.

Tornou-se um empresário, controlando uma série de vinícolas e rótulos reconhecidos em todo o mundo: Alandes, Altocedro, Qaramy, Abras (em Salta) e mais alguns outros.

A visita é algo nostálgica, mostrando um pouco da vida em outros tempos.

A foto mostra a área de carga dos tanques de fermentação da antiga bodega. Junto aos dois toneis de madeira fizemos da primeira degustação, de um vinho que está ali para ser mostrado aos visitantes (estava levemente oxidado). Seguimos para uma confortável sala de degustação onde provamos outros 4 vinhos.

Alandes Paradoux Blend, composto de Semillon e Sauvignon Blanc; Finca Qaramy, um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah; Altocedro Finca Los Turcos, 100% Malbec de vinhas com mais de 80 anos e o Alandes Gran Cabernet Franc.

Todos estavam corretos e interessantes. Infelizmente, a visita foi depois da Viña Alicia. Covardia …

O outro ponto alto deste dia foi o almoço na Casa Vigil – El inimigo. Um grande parque, com várias opções de mesas ao ar livre ou dentro do restaurante e uma loja com toda a linha de vinhos de Alejandro Vigil, o que inclui a família Catena.

O cardápio é extenso. São receitas de família elaboradas com produtos da própria horta e que mudam a cada solstício, tudo para destacar a grande estrela deste almoço, os vinhos. Fomos recebidos assim:

São vinhos “top” da vinícola. E nada de taças vazias, a simpática Sommelière estava atenta e não deixava nada faltar.

Pediram um vinho branco? Foram servidos um Chardonnay e um Torrontés.

Espumante para a sobremesa? Sim, temos …

E assim foi, uma verdadeira refeição pantagruélica e ainda com direito a um ótimo guitarrista que tocava clássicos brasileiros (acho que só tinham brazucas por lá, neste dia) e, a pedidos, tocou canções argentinas.

Show!

Na próxima semana relataremos uma interessante experiência sensorial com azeites e um “blend game”.

Saúde e bons vinhos!

Mendoza 2023: dia 2

Nossa programação no segundo dia foi intensa. Visitamos três vinícolas, duas no Vale do Uco, que fica a cerca de 100 Km do centro de Mendoza.

A primeira foi uma vinícola boutique, a Família Blanco, localizada em Ugarteche, ainda em Lujan de Cyuo.

O prédio é bem simples, com algumas referências à história da família, por exemplo, as três “janelas” na fachada representam os filhos, as mulheres de um lado e os homens na outra ponta.

Sempre foram plantadores de uvas, fornecidas para outras empresas. A partir de um determinado ponto, decidiram fazer seus próprios vinhos, reservando cerca de 20% da produção de uvas.

E que vinhos!

Se dividem em 3 linhas, Mairena, Familia Blanco, um espumante e uma linha de entrada, com vinhos simples e muito agradáveis, denominados Just White Please, Just Malbec Please e Just Rose Please, que foi o primeiro vinho degustado, durante uma curta caminhada até um vinhedo.

Em seguida, visitamos as instalações da bodega, tudo em pequeno porte e muito organizada. A mesa de degustação era um encanto, com queijos, frutas secas e uma incrível redução de Bonarda, que era deliciosa.

Provamos o Mairena Sauvignon Blanc Desafio 2021, Mairena Bonarda 2018, e o Familia Blanco Blend 2017. Todos muito bons, com o Bonarda se destacando.

A próxima visita foi na imponente Bodega Monteviejo (foto de abertura), dentro do conhecido Clos de Los Siete.

Esta foi a primeira empresa a funcionar neste complexo. Em outra oportunidade, havíamos visitado a vinícola, mas saímos decepcionados: nem uma provinha dos vinhos nos foi oferecida.

Atualmente, a bodega é comandada pela filha e neta de Catherine Péré-Vergé, falecida em 2013. Quantas mudanças!

As instalações são grandiosas, tudo com muito espaço e boa organização. Imaginem que o prédio já é usado até para eventos de música.

Degustamos quatro vinhos:

Linda Flor Chardonnay 2020 – um clássico da empresa e, talvez, o melhor Chardonnay da Argentina. Vinificado ao estilo que se convencionou chamar de Californiano. Muito amanteigado, fácil de beber;

La Chouette 2020 – um blend tinto, que faz, no seu rótulo, uma homenagem a uma família de corujas que habita uma toca ao lado da porta de entrada principal. Correto;

Linda Flor Malbec 2016 – este subiu o nível, estava impecável.

Selecion Campos de Los Andes 2014 – este é um vinho elaborado por Marcelo Pelleriti, que sempre foi o Enólogo chefe da vinícola. Agora passou a função para gente mais nova e atua como consultor. Outro vinho de cinco estrelas.

Esta degustação apagou, definitivamente, a má impressão que foi deixada na visita anterior. Saímos de lá felizes e animados para o nosso almoço, que seria na fabulosa Zuccardi Piedra Infinita, que foi considerada, em 2022, como a melhor vinícola do mundo.

Espetacular!

A seguir, uma foto do restaurante, onde outras surpresas nos aguardavam.

O cardápio do dia:

Uma verdadeira orgia gastronômica. Foram servidos os seguintes vinhos:

Zuccardi Q Chardonnay 2014 – num estilo bem diferente do Linda Flor. Agradou a todos;

Poligonos Paraje Altamira Malbec 2020 – outro bom vinho desta vinícola. Harmonizou corretamente com o prato servido;

Concreto Paraje Altamira Malbec 2021 – um dos “top” da empresa. Simplesmente maravilhoso. Elaborado e maturado em tanques de concreto;

José Zuccardi Malbec 2019 – outro top da bodega. Impossível não comparar com o anterior e tentar decidir qual é o melhor. Show!

Malamado Vintage 2018 – este é um vinho de sobremesa que divide os experts. “Malamado” seria uma sigla para “Malbec elaborado a la moda de Oporto”. Ao mesmo tempo, significa que é um “enjeitado”. Deixando as paixões de lado, o vinho estava perfeito para acompanhar a sobremesa de peras.

Para fechar este texto, uma foto tirada da nossa mesa:

Semana que vem tem mais.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Fotos da Zuccardi obtidas no press kit da bodega.

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