Page 41 of 154

Presente para o Dia das Mães? Vinho Rosé!

Pode ser um espumante ou um vinho tranquilo. Quanto a coloração, rosado, numa das milhares de tonalidades possíveis, desde os mais clarinhos até os mais escuros.

Existe a turma que torce o nariz e acha que isso não é vinho e tratam, logo, de depreciar afirmando que são inocentes misturas de sobras da vinificação de tintos e brancos. Estão redondamente enganados.

Os mais famosos são os elaborados na região da Provence, França. Um Rosé de Provence dispensa comentários. As castas tintas Cinsault, Grenache e Syrah são as mais utilizadas na elaboração.

No nosso país, muitos vão lembrar do famoso Mateus Rose, português, ou do Rosé d’Anjou, francês, que ajudaram a embalar alguns encontros românticos, num tempo que os nossos filhos classificariam de “Jurássico”. Os dois rótulos ainda podem ser encontrados nas prateleiras das lojas…

Os rosados andaram sumidos, saíram de moda, simplesmente. Um belo dia reapareceram, com novas opções, e caíram no gosto, novamente, principalmente do público feminino.

A cor é o grande chamariz. Num país como o nosso, de clima tropical e quase sempre com lindos dias, assistir um pôr do sol com uma taça de Rosé é a combinação perfeita.

Ao contrário do que se possa imaginar, elaborar um bom rosado não é uma tarefa simples. Existem cinco métodos que podem ser empregados. Além das castas citadas, outras uvas clássicas são vinificadas em rosa como a  Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Merlot, Malbec e muitas mais.

O segredo é o tempo de contato das cascas com o mosto que será fermentado. Controlar este tempo, associado com o tipo de uva, terá como resultado uma coloração mais ou menos intensa com sabores e aromas equivalentes.

Os detratores deste tipo de vinho entendem que nada mais é do que um corte entre tintos e brancos. Infelizmente existem produtores que preferem elaborar assim. O resultado é ruim, refletindo a má qualidade da matéria prima, do processo e do produtor. São vinhos grosseiros.

O método mais tradicional é Maceração Curta: são os mesmos passos para a elaboração de um vinho tinto. Num determinado momento, as cascas serão removidas e o processo segue como se fosse um vinho branco.

A Prensagem Direta é outra técnica bastante empregada. Neste caso as uvas tintas são esmagadas, delicadamente, fazendo com que o mosto já saia com alguma cor. Para refrescar a memória, na vinificação em tinto as uvas não precisam ser esmagadas. Para os brancos, sim.

O processo mais complexo para a elaboração de um Rosé é chamado de Cofermentação. Apenas nesta opção, uvas tintas e brancas são misturadas e fermentadas de uma só vez. Os resultados podem ser interessantes, mas o controle deste processo é extremamente difícil. Uma pequena desatenção pode estragar tudo.

Outra solução bastante utilizada, principalmente por produtores de grandes volumes, é a Sangria. Durante a fermentação de um tinto, uma parte do mosto é separada (sangramento) e vinificada como se fosse um branco. O resto do mosto segue como tinto.

O presente do Dia das Mães não estaria completo sem um bom almoço ou jantar. O que harmonizar com o Rosé?

São vinhos muito versáteis, cobrindo uma boa variedade de opção de pratos que vão desde os peixes e frutos do mar, saladas, massas e até carnes leves como aves, suínos, ovino e caprinos.

Uma das clássicas combinações são as Quiches com salada, perfeita para o nosso Outono.

Saúde e bons vinhos!

Imagens:

Rose Wine Selection 1” de NwongPR – sob  CC BY-ND 2.0.

Pôr do Sol – obtida no Pixabay

Queijos e vinhos – de volta ao básico

O queijo é o melhor amigo do vinho, por esta razão, o “Queijos e vinhos” é a mais tradicional reunião para degustar alguns bons vinhos com os amigos. Muito simples de organizar, pode ser feita em casa, no campo, num barco, numa praia, enfim, em qualquer lugar.

Não basta juntar diversos tipos de queijos e alguns vinhos aleatórios, vale a pena planejar um pouco. Opções não faltam e uma das mais interessantes e instrutivas é adotar um tema para a reunião. Desta forma, não só fica mais fácil fazer uma boa harmonização como é possível aprender um pouco mais sobre determinado país ou região.

Para mostrar como pode ser, escolhemos o tema Brasil.

Durante muito tempo nossos queijos só podiam ser elaborados com leite pasteurizado o que limitava muito a qualidade e os possíveis estilos. Alguns dos queijos mais famosos do mundo são produzidos com leite cru. Há certas condições sanitárias para isso ser possível, que passam desde o manejo do gado leiteiro, bovino, bufalino, ovino e caprino, chegando nas queijarias que devem ser preparadas para evitar contaminações vindas de terceiros: todo o equipamento deve ser estéril e a mão de obra devidamente equipada com vestimenta apropriada. Felizmente já estamos neste nível.

Há queijos estupendos sendo produzidos por aqui. Os mais comuns são as nossas versões de produtos franceses, suíços ou italianos. O ponto alto são os nossos queijos típicos, começando pelo excelente Canastra, que pode ser fresco, curado ou maturado, um dos os mais premiados no exterior.

Outras regiões com queijos maravilhosos: Serro e Salitre, em MG; Pardinho em SP; Vale da Testo no PR; Ilha de Marajó (Búfala), são as mais conhecidas. Procurem em boas Delicatesses, em lojas especializadas ou no Mercado Municipal de sua cidade. Há sempre algum produto artesanal e diferenciado.

Assim como nos queijos, nossos vinhos, principalmente os de pequenos produtores, já atingiram níveis de qualidade superior, alguns se equiparando aos de nossos vizinhos. Os espumantes, inclusive os elaborados com a casta Moscatel, podem ser servidos com vários tipos de queijos. Estamos elaborando excelentes Chardonnay e Sauvignon Blanc. Na série dos tintos, os eternos Merlot e Cabernet, da Serra Gaúcha, são apostas certas. A Tannat e algumas castas portugueses, plantadas na Campanha Gaúcha, tem produzidos ótimos rótulos.

Dicas de Harmonização:

1 – Queijos duros tipo Parmesão, Pecorino ou Montanhês:

– Tintos maduros ou vinhos fortificados

2 – Queijos picantes como Gorgonzola, Azul de Minas e similares:

– Brancos doces, inclusive espumantes ou as opções acima

3 – Tipo Provolone:

– Brancos maduros ou tintos de corpo médio

4 – Minas frescal, Mozzarella, ricota, requeijão:

– Tintos ou brancos jovens e corpo leve

5 – Brie, Camembert e outros queijos macios e com mofo:

– Chardonnay maduro ou tintos médios

6 – Emmental, Gruyere, Port Salut, Tilsist, Gouda e assemelhados:

– Tintos encorpados

Quem é quem nos Vinhos:

Brancos

Leves – Riesling, Pinot Gris/Grigio, Espumantes, Vinho Verde, Sauvignon Blanc;

Encorpados/Mduros – Chardonnay (Velho e Novo Mundo), Rhone brancos (Viognier, Marsanne, Roussane), Sauvignon Blanc madeirado;

Tintos

Leves – Beaujolais, Dolcetto;

Médios – Chianti, Merlot, Cabernet Franc, Tempranillo, Garnacha, Malbec Frances;

Encorpados/Maduros – Cabernet Sauvignon, Syrah, Tannat, Carménère;

Fortificados

– Porto, Madeira, Jerez, Marsala

Doces

– Colheita tardia, Sauternes, Vin Santo, Riesling Auslese.

Estas sugestões podem ser facilmente adaptadas para contemplar outros países. França e Itália são as mais óbvias.

Que tal pensar em Portugal?

Um Serra da Estrela acompanhado de Vinho do Porto é aquela combinação “dos deuses”. Um bom Madeira também fica perfeito. É um país com uma grande variedade de queijos, inclusive das ilhas dos Açores e da Madeira.

Opções, todas deliciosas, não faltam. Basta dedicar um pouquinho de tempo para planejar tudo direitinho. Para os que são mais ligados a uma enogastronomia perfeita, é possível harmonizar os pães, inclusive.

Saúde e bons vinhos.

Imagem: Variedade de Queijos e Vinhos. Esta foto foi obtida usando recursos do Freepik.

Vinhos para a Páscoa

Nada mais elegante do que servir vinho nas tradicionais comemorações da Sexta-Feira Santa e de domingo de Páscoa, dia de caça aos ovos de chocolate.

Tradicionalmente o bacalhau é a presença mais comum em nossas mesas, sugerindo algum vinho português para acompanhá-lo, ou como preferem os Enófilos, “harmonizar”. Esta não é a única opção. Há quem prefira outros peixes, crustáceos, polvo, massas, pratos vegetarianos e até mesmo carne de ovinos ou caprinos.

Para não fazer feio, na hora de escolher um bom vinho, vale a pena seguir algumas regrinhas básicas, uma delas bem conhecida, a que sugere combinar a cor do alimento com a cor do vinho. Não é uma certeza, mas pode evitar o desagradável gosto metálico quando se tenta combinar alguns frutos do mar com um vinho tânico.

Há exceções: o nobre polvo, dependendo do modo de cocção, fica excelente com um bom e encorpado tinto. O Bacalhau também pode ser acompanhado por diversos estilos de vinho, dependendo da receita. O “às natas” combina muito bem com um branco ao estilo dos Vinhos Verdes ou um dos nossos bons espumantes. Já o “Gomes de Sá” pede um tinto de corpo médio e pouca madeira. Um rosado funciona como coringa.

Embora existam especialistas e diversos livros sobre como harmonizar alimentos e vinhos, qualquer um pode se aventurar por estas combinações. Basta lembrar e adaptar duas regrinhas;

1 – Acidez, característica nos faz salivar, ajuda a equilibrar receitas menos untuosas;

2 – Taninos, que traz adstringência, ajuda a cortar o excesso de gordura.

A arte de harmonizar é saber combinar estas duas características com o que vai ser servido.

Quanto aos tipos de vinhos, os tintos são considerados tânicos e os brancos têm maior acidez. Mas não é uma regra universal: existem tintos com boa acidez e brancos ligeiramente tânicos. Tudo vai depender do método de elaboração.

Para não errar:

– Brancos com boa acidez: Alvarinho, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Viognier;

– Tintos moderadamente tânicos: vinhos portugueses de corpo médio, Merlot nacional, Malbec argentino sem madeira, Pinot Noir chileno.

Para o capítulo dos doces, o chocolate é a grande estrela, com a doçaria portuguesa em segundo plano. Os chamados vinhos de sobremesa são elaborados para cumprir a função de harmonizar com elas.

Existem em diversos estilos e alguns deles se adaptam melhor a um determinado ingrediente. Uma combinação clássica, que os chocólatras adoram, é com Vinho do Porto. Outra boa possibilidade é usar um tinto bem aveludado e com boa acidez.

Os “colheita tardia”, elaborados com uvas já bem maduras ou quase pacificadas, são outra ótima opção. Para os que gostam de uma ousadia, que tal um espumante à base de Moscatel? Os produzidos aqui são excelentes e já ganharam prêmios e fama internacionais. Muito versáteis, agradam aos mais diversos paladares, harmonizando com qualquer tipo de doce. Devem ser servidos bem frios.

Boa Páscoa para todos os leitores!

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto por Maksym Kaharlytskyi no Unsplash

Castas Nobres: de volta ao básico

São apenas seis, três tintas e três brancas. Cinco são francesas e uma, alemã: Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling.

Fica uma grande questão: Por que nobres? E as demais 1300 castas que podem ser vinificadas, como tratá-las? Plebeias?

Para começo de conversa, nenhuma delas nasceu nobre. Nada de reis, rainhas e castelos. Nobre é um apelido e existe uma boa explicação para terem criado esta alcunha.

Um teste rápido: qual a casta predominante no seu primeiro vinho, aquele que despertou sua preferência por esta deliciosa, bebida?

É uma das seis, certo?

Estas varietais são as mais comuns em todos os países que produzem vinhos. Adaptam-se aos mais diversos tipos de solo e clima e produzem bons vinhos desde que elaborados por gente que sabe o que faz. Podemos entender como um porto seguro – se querem entender sobre vinhos, comecem aqui. Um bom corte bordalês com Cabernet e Merlot, pelo menos, é básico e vai servir de referência para balizar e apreciar outros vinhos.

Na série branca, a dobradinha Chardonnay e Sauvignon Blanc, embora nunca andem juntas, serve de contraponto às demais vinificações.

Não podemos negar a força do marketing francês embutido nestas uvas, inclusive na única branca, de origem alemã, que é vinificada de forma excepcional na Alsácia.

No nosso imaginário, a França sempre foi o centro do mundo quando se fala em luxo, sofisticação e prazeres da mesa. “Vinho é francês” ainda é uma colocação muito comum. Hoje em dia, caracteriza quem pouco aprecia um bom vinho e quem ainda acha que o dinheiro compra tudo, inclusive felicidade.

Se há um tipo de vinho que pode ser chamado de nobre é o espumante, especialmente o Champagne. Para quem não se lembra, é um corte de Chardonnay e Pinot Noir, este, vinificado em branco.

Nada mais justo o apelido de nobre, embora já não haja mais um consenso. Castas como a Syrah, Nebbiolo, Sangiovese, Malbec, Tempranillo, entre outras, já podem ser incluídas neste rol. Muito por seus vinhos serem fáceis de beber terem se tornados bem aceitos em todo o mundo.

O Malbec, argentino, talvez seja o melhor exemplo. Uma casta até então coadjuvante no corte bordalês e pouco apreciada em sua região de origem, Cahors: uma lenda diz que seu nome derivaria de “bico errado” (mal bec). Ressurge na América do Sul, é vinificada por um californiano “rei do Cabernet” e se torna uma das estrelas do moderno mundo do vinho. Nada mais nobre…

As nossas seis estrelas continuam fortes. Uma das grandes aventuras desse imenso universo vínico é passear pelos diferentes estilos de cada uma delas, mundo afora. Comecem pela Cabernet. Depois dos franceses, experimentem pelo menos os da Califórnia e Chile.

A Chardonnay é vinificada em estilos completamente distintos dentro da própria França, na Borgonha. Cada um é uma aula. Depois, provem o estilo californiano, com muita madeira.

Sauvignon Blanc, que na França, produz joias como os Pouilly-Fumê ou os Sancerre, tem na Nova Zelândia e no Chile concorrentes que são considerados superiores aos originais.

Opções não faltam. É um fantástico passeio e a oportunidade de aprender na prática, escolhendo, provando e criticando.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: foto “Fazenda Durante O Pôr Do Sol” obtida no Pexels

Etiqueta do Vinho: de volta ao básico

Não se pode negar que o ato de servir um vinho, num restaurante, é cercado de pompa e circunstância. Muitas vezes são apenas atos cênicos que criam uma atmosfera agradável.

Tudo muda de figura quando estamos em casa apenas degustando um bom vinho ou numa reunião com alguns amigos. Nada de muitos requintes, claro, mas há certos aspectos que não podem ser esquecidos.

O conjunto de regras da etiqueta dos vinhos é bem abrangente. Começa na abertura de uma garrafa e seu serviço, passa pelas taças e as maneiras de empunhá-las, o rito básico da degustação – observar, sentir aromas e provar – que tem detalhes diferentes para quem está servindo, chegando até situações mais delicadas, por exemplo, se um vinho trazido por um convidado deve ou não ser servido.

Vamos revisitar alguns destes pontos.

Sendo o Anfitrião

Cabe a ele decidir o que será servido, escolher as taças, abrir a garrafa e fazer o serviço do vinho. Para que tudo funcione sem problemas, um pouco de planejamento ajuda bastante:

– Tenha todos os acessórios ao alcance da mão – saca rolhas, decantador ou aerador, taças de acordo com o que será servido, panos de prato, bico corta gota e até uma pequena lixeira. Tudo imaculadamente limpo;

– A temperatura de cada vinho deve estar dentro do esperado. Um balde de gelo é sempre útil. Não sendo possível, use uma capa térmica ou guarde os vinhos, entre as rodadas, numa geladeira, devidamente tampados. Se os tintos estiverem meio quentes, pode refrescá-los também.

– A cápsula deverá ser cortada abaixo do ressalto do gargalo ou removida completamente. Limpe qualquer resíduo;

– Retirar a rolha deve ser um ato natural, nada de exibições de habilidades. Examine-a procurando por pontos mofados ou aromas desagradáveis, cheirando o corpo e não a ponta;

– Coloque um pouco de vinho na sua taça e faça a análise preliminar. Somente depois de sua aprovação sirva os demais. Se notar algo ruim, descarte a garrafa e abra outra. Tenha sempre um plano “B”;

– Para servir, segure a garrafa pela sua base, nunca pelo gargalo. Para evitar respingos, pode usar um pano cobrindo parte do gargalo, mas nunca o rótulo;

– Procure distribuir quantidades iguais para todos, lembrando que você sempre será o último a ser servido, mesmo na segunda rodada. Os convidados estão sempre em primeiro lugar, entre eles, as damas têm preferência;

– Um detalhe importante, mas pouco valorizado, é saber o que está sendo servido. Tenha pronta uma explicação ou mesmo uma “colinha” para esclarecer as dúvidas: casta, região, safra e a razão da escolha.

Sendo o convidado

– Empunhe sua taça da maneira correta, evitando segurar o bojo;

– Siga, sempre que possível, os passos básicos: observe a cor, sinta os primeiros aromas, gire a taça com delicadeza para aerar, procure por novos aromas e prove. Um gole pequeno, deixe o vinho passear pela boca e depois, sinta o retrogosto;

– Notando algum defeito, converse com quem está ao seu lado para confirmar ou não – pode ser apenas uma falsa impressão sua.

– Confirmado? Falem com o anfitrião, discretamente;

– O ritmo deve ser lento. Desfrutem cada momento e saboreiem ao máximo cada gole. As damas devem procurar degustar sempre na mesma posição da taça, evitando “marcas de batom”, se o usarem, é claro;

– Brindar é sempre divertido e o som das taças se encontrando faz parte do rito de degustar para muitos Enófilos. Até isso exige uma técnica. Segurem a taça pela haste e encostem o bulbo, nunca as bordas. Suavemente, por favor.

A garrafa presenteada

Esta é uma situação que pode passar de uma ótima surpresa até uma tremenda “saia justa”. A regra básica a ser seguida é: nunca espere que o seu vinho seja aberto.

Há exceções!

A principal razão para aceitar a regra mencionada é que o anfitrião já teria tudo planejado e o vinho presenteado pode não se adequar neste plano.

Uma maneira simples e elegante de contornar este impasse é combinar antes. Ofereça para levar um rótulo que harmonize com o que será servido.

Caberá, ao anfitrião, deixar o convidado tranquilo e demonstrar que apreciou o mimo. Dentre as opções possíveis, pode-se apresentar o vinho a todos e perguntar se desejam prová-lo. A decisão final cabe ao dono da casa, entretanto, que deverá estar bem fundamentado quanto à escolha de seus vinhos.

O que pode dar errado

Até mesmo o mais experiente enófilo pode passar por problemas inesperados. Uma rolha quebrada é o mais comum e descobrir que o vinho está passado, o pior.

Alguns conselhos:

– “C’est la vie”, diriam os franceses. Leve tudo na “esportiva”, sempre haverá uma forma de resolver;

– Bons saca rolhas tendem a preservá-las. Se souber que a rolha pode estar muito seca e quebradiça, use um abridor de lâminas paralelas;

– Taças quebradas também são frequentes. Tenha sempre algumas de reserva. Não se preocupem muito com formatos específicos. Existem taças universais, um tamanho entre as de tinto e branco, que servem para qualquer tipo de vinho, inclusive espumantes. É um bom investimento;

– A pior situação é um vinho passado. Já mencionamos o plano “B”. Outra boa opção é abrir algumas garrafas antes dos convidados chegarem. A única restrição é a quantidade que será consumida. Se for pouca, a solução será recolocar as rolhas nas que não foram aproveitadas.

Os vinhos mais antigos, portanto sujeitos a problemas, devem ser abertos com antecedência e decantados. Algumas vezes, 24 horas antes…

Saúde e bons vinhos!

Imagem de abertura: “Flor” vetor criado por upklyakFreepik

« Older posts Newer posts »

© 2026 O Boletim do Vinho

Theme by Anders NorenUp ↑