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Vinho no Dia dos Pais

Imagem de Harry Strauss por Pixabay

O Dia dos Pais é mais uma daquelas datas comemorativas que visa, basicamente, incrementar as vendas no comércio. No Brasil é comemorada no segundo domingo de agosto (11/08/2019).

A escolha desta data foi em função do dia de São Joaquim, o Patriarca das Famílias. Em outros países esta comemoração pode cair em outra época. Por exemplo, nos EUA é comemorado no 3º domingo de junho. Portugal, Espanha e Itália, países com forte tradição católica, preferem comemorar no dia de São José.

Basta a data se aproximar para que a caixa postal deste site sobre vinhos fique entupida de ofertas para presentear nosso pai com vinho, de todos os tipos, formatos e preços.

É tamanha a quantidade de sugestões que nos leva a pensar sobre o real significado de celebrar esta data com um presente vínico, que pode ser, em lugar de uma garrafa, um belo acessório como taças, saca-rolhas, aeradores ou decantadores.

Quem resolver embarcar nesta ideia tem que responder a uma questão primeiro: seu pai é um apreciador desta incrível bebida ou é você que busca iniciá-lo numa nova aventura?

Para cada resposta acima há um caminho a ser seguido.

Presentar um pai Enófilo é uma tarefa árdua, podendo sair caro se escolhermos um vinho mais famoso. Neste caso, repor as taças velhas ou quebradas pode ser mais simpático. Mas acaba sendo um presente para a casa. Sua mãe agradece…

Outros acessórios são sempre bem-vindos e há uma infinidade deles. Fujam das bobagens em concentrem no que pode ser usado efetivamente. Um bonito saca-rolhas, com um cabo de madeira, estilo Sommelier, o fará lembrar deste presente por muitos anos.

Para o pai iniciante, um kit que contemple um vinho, uma taça, ou melhor, duas taças, já que vamos degustar com ele, e um saca rolhas seria perfeito.

Mas a escolha do vinho é o ponto chave.

Não precisa ser sofisticado, mas tem que oferecer um belo conjunto de aromas e sabores. Pensem num tinto de corpo médio, pelo menos, bem equilibrado, não importando muito se veio do velho ou novo mundo.

Um bom exemplo, que iniciou muitos dos apreciadores atuais, seria um Dolcetto d’Alba. Se o custo for alto, que tal um bom Merlot chileno, argentino ou brasileiro?

Opções, nesta linha, não faltam.

Mas será que presentear com um vinho é tão importante assim?

Aqui vai uma última sugestão: Convide seu pai para um almoço ou jantar, num bom restaurante. Ofereça uma taça de vinho para acompanhar o prato escolhido. Mostre suas habilidades escolhendo o vinho ou conversando com o Sommelier da casa, se for o caso.

Qualquer destas opções vai impressionar o “velho” e é isto que ele quer ver.

Este é o grande presente!

Saúde e bons vinhos!

Mudanças no Mundo do Vinho

Imagem de Arek Socha por Pixabay

Há uma grande expectativa entre os apreciadores de vinho, no Brasil, por conta da assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a Comunidade Europeia.

Teria chegado, finalmente, a nossa hora de adquirir vinhos fantásticos a preços menos extorsivos que os praticados atualmente?

Especialistas neste mercado preferem adotar uma postura mais conservadora. O ato de assinar este acordo ainda não garante nada, é preciso que haja uma ratificação, por parte de todos os envolvidos. Para isto acontecer, deverão ocorrer diversas mudanças em inúmeros setores para que os produtos sul americanos, vinhos inclusive, possam se enquadrar às normas europeias e vice-versa.

Estas adequações não serão imediatas e alguns aspectos, como a redução das tarifas, podem levar cerca de 12 anos para serem zeradas.

Acima de tudo, no nosso país, é preciso que haja uma profunda mudança de mentalidade, por parte de produtores e de governantes: não podemos continuar a gerir nossos negócios pensando unicamente no escopo individual. Simplificando, o que é bom para um, pode não ser bom para todo o resto.

Esta é a mentalidade em voga no nosso setor de produção de vinhos. Os principais órgãos reguladores, que deveriam se preocupar com os aspectos técnicos de produção de uvas e vinhos, preferem servir de lobistas para interesses de poucos (e grandes) produtores ou servir de trampolim para uma carreira política.

Nosso vinho é difícil de ser produzido devido a certas condições climáticas. Mesmo assim, com muita tecnologia, estamos atingindo um bom nível, mas ainda longe de nossos vizinhos, Uruguai, Chile e Argentina.

Ainda não percebemos que, fora deste domínio, estão mudando, profundamente, vinhos e consumidores.

Há um importante marco: a aposentadoria do grande crítico norte-americano, Robert Parker.

Coube a ele criar, através de seus comentários, um estilo de vinho que dominou o mercado por algumas décadas. Vinhos intensos, marcados por muita fruta e madeira presentes.

Saiu de cena no momento que o mercado cansou deste tipo de vinho. Suas ideias e seu paladar refletiam a cultura da América do Norte, baseada no homem branco de raiz caucasiana.

O grande legado de Parker não foi o seu estilo de vinho, mas a enorme popularização que ele proporcionou à nossa bebida favorita.

Novos mercados se abriram para as vinícolas, principalmente no Oriente. O corolário imediato é o surgimento de Enólogos, Sommeliers e Críticos de outras origens que não caucasiana. E isto muda absolutamente tudo.

Sensacional!

Agora o nosso querido vinho precisa atender a outros paladares: de africanos, filipinos, chineses, coreanos e japoneses…

Imaginem, por um instante, o quanto isto é fundamental. Cada cultura destas pode ser representada por sua gastronomia específica, que difere, muito, da nossa. Isto implica em introduzir novos aromas e paladares.

Um enólogo chinês, por exemplo, mesmo que produza um vinho em Bordeaux, vai trazer um novo e diferente viés para os nossos sentidos.

Um Sommelier negro pode aumentar o leque de ofertas num restaurante se optar por indicar algumas escolhas pessoais, calcadas na sua história de vida. Esta refeição pode se tornar muito interessante!

Acrescente mais uma mudança: o consumidor também está diferente, e são eles que vão pagar a conta.

Há uma grande discussão sobre o que poderá acontecer com os famosos “vinhos icônicos”, que simplesmente não estão mais vendendo como antes.

Seus preços atingiram patamares estratosféricos.

Os novos e jovens consumidores não são mais aqueles Yuppies que adoravam ostentar. São mais comedidos e se preocupam mais com a origem, de qualquer coisa que vão consumir, do que uma fama napoleônica…

Podem, a qualquer momento, não consumir mais vinhos, simplesmente por que não querem, ou não acham mais que isto seja importante.

Este grupo foi quem alavancou a onda dos vinhos naturais. Tem tudo a ver com a cabeça deles: é mais importante como são produzidos do que o resultado final. É quase como uma consciência coletiva, interligada eletronicamente pelas redes sociais. Filmam, fotografam, comentam e aprovam, ou não, tudo que comem ou bebem.

Não será nada fácil acertar com esta turma.

Vamos precisar de toda a ajuda possível desta nova sopa cultural do mundo dos vinhos.

Saúde e bons vinhos!

Como você descreve um vinho?

Saber descrever um vinho, ou seja, passar para um possível cliente ou amigo as sensações que você percebeu ao degustar, é uma arte que deve ser perfeitamente dominada por Sommeliers, críticos e demais autores sobre este tema.

Embora pareça uma tarefa rotineira, nem sempre os descritores utilizados podem fazer sentido para quem os escuta. Há uma grande dose de subjetividade e regionalização, deixando quem recebe estas avaliações com algumas dúvidas sobre o que realmente está sendo descrito.

Por exemplo: “Aromas de compostagem”; “Água de frutos silvestres”.

Acaba parecendo um misto de pedantismo com frases de efeito.

Uma das melhores tentativas de padronizar este tipo de linguagem partiu da Dra. Ann C. Noble, da Universidade da Califórnia em Davis, que criou a Roda dos Aromas (foto que ilustra esta matéria) com o objetivo de sistematizar os descritores a serem usados no mundo do vinho.

Dividiu os possíveis aromas em 12 classes, e os distribuiu pelo disco:

– Químicos;
– Pungentes;
– Oxidativos;
– Microbiológicos;
– Florais;
– Especiarias;
– Frutados;
– Vegetais;
– Frutos secos;
– Caramelizados;
– Madeira;
– Terrosos.

Estes eram os grupos originais do trabalho da Dra. Noble. Ao longo do tempo foi necessário simplificar e adicionar novos descritores, incluindo termos que ajudariam na identificação de outras características do vinho como corpo, coloração, estilo, etc…

A ideia de padronizar a forma de apresentar um vinho foi bem aceita, mas ainda está longe de se tornar uma unanimidade. Esta é a principal arma de quem tenta ‘vender’ um vinho para um cliente de um restaurante ou loja. Precisam encantar o comprador, falando numa linguagem que seja compreensível. Neste aspecto, esta sistematização cumpre seu papel.

Mas e os simples degustadores, não profissionais? Podemos usar estes termos sem problemas?

Vamos ser bem realistas para responder a estas questões: tudo vai depender dos seus objetivos.

Mesmo os profissionais já citados, que foram treinados para utilizar estes termos em seu benefício, não se limitam a eles, criando expressões próprias que complementam o descritor padronizado, muitas vezes seco e sem sentido.

Surgem expressões que acabaram consagradas: xixi de gato, cachorro molhado e estrebaria, entre outras.

Um outro grupo de estudiosos, mais preocupados com a pouca precisão dos termos em uso, advoga que deveríamos empregar somente as designações científicas para cada grupo de aromas. Eis alguns exemplos:

– Mercaptanos ou Tióis: lembra os aromas de alho, cebola, etc… e representam defeitos no vinho;

– Terpenos: engloba os aromas florais;

– Pirazinas: lembram pimentões, gramíneas e outros vegetais;

Provavelmente ficaria ridículo descrever um vinho degustado numa reunião com os amigos como “cheio de Lactonas e uma nota de Indol”.

Pesquisas científicas já demonstraram que nossa memória olfativa é bem limitada. Perfumistas, muito treinados, alegam que seriam capazes de reconhecer mais de 1000 aromas diferentes (nunca 100% comprovado) enquanto um reles mortal consegue memorizar 20 aromas no máximo.

O caminho deve ser outro, mais simples e mais autêntico: sejam vocês mesmo, ao tentar descrever um vinho.

Em lugar de se aterem às regras existentes, que muitas vezes nem compreendemos bem, descrevam as sensações que aquele momento lhes proporcionou.

Trouxe memórias de uma viagem, de outro encontro, é isto que deve ser mencionado.

Lembrou de uma bela refeição que até hoje sonha em repetir? Quem sabe não é a hora de tentar reproduzir este bom momento?

Se a degustação passou a sensação de momentos de tristeza, certamente estes vinhos não deverão mais voltar à sua adega.

Pensem nisto. Troquem a preocupação por momentos de simplicidade e alegria.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da semana: mais um ótimo rótulo provado na degustação dos Vinhos do Brasil. Desta vez, de Santa Catarina.

Thera Sauvignon Blanc 2017 – $$

Apresenta coloração amarelo palha, com reflexos esverdeados, nariz marcante por sua potência aromática, destacando notas de maracujá e ervas fresca, entrelaçados por um toque mineral. No paladar apresenta intenso frescor e suculência com final bastante longo e persistente.

Mudando para melhor

Não perder contato com as tendências do mercado é uma das mais complexas tarefas que qualquer produtor de vinho tem que enfrentar.

Não é fácil.

Modismos vão e voltam constantemente, sem falar nas novidades que a tecnologia, de modo geral, proporciona. Basta um crítico renomado afirmar que apreciou um vinho elaborado dentro da mais avançada metodologia para que este fato atraia a atenção dos consumidores e dos concorrentes.

Para termos uma boa ideia de como isto funciona, vamos olhar para os tanques de fermentação e de amadurecimento dos vinhos. Três aspectos são considerados: materiais, formatos e tamanhos.

Existem reservatórios destinados para a fermentação elaborados com uma variedade de matérias como argila (terracota), madeira, plástico, aço inoxidável e concreto.

Os formatos variam desde as antigas e agora renovadas ânforas, barricas ou dornas (madeira), cilindros ou troncos de cone (aço) e ovais, esféricos ou cúbicos (concreto).

Quanto aos tamanhos, não há uma regra definida e tudo vai depender da quantidade de vinho a ser produzida e, também, para o caso das ânforas, a capacidade de fabricação destes artefatos por seus artesãos.

Ainda estamos na fase das barricas de carvalho. Embora testem outras madeiras, um substituto ideal ainda não foi encontrado. Dois tipos dominam as opções: as barricas de origem francesa e as de origem americana. Cada uma, dependendo do tamanho e do tempo de contato, vai acrescentar ao vinho características que ainda são desejadas pelos consumidores: toques de baunilha, coco, caramelo, ervas aromáticas etc…

O carvalho sempre foi companheiro do vinho. O que mudou profundamente foi o tamanho das barricas. Originalmente eram usadas grandes dornas ou tonéis com capacidades em torno de 20 mil litros. Paulatinamente foram sendo substituídas pelas barricas bordalesas, principalmente para o amadurecimento, com a reduzida capacidade de 225 litros.

Atualmente há uma tendência em diminuir o uso de madeira na elaboração de vinhos. Os conhecidos ovos de concreto, com desdobramentos para esferas e cubos, andam bem cotados entre produtores mais jovens, bem como a volta das ânforas.

Mas há quem busque por outras soluções.

Um belo exemplo vem da Rioja. A Espanha tem as regras mais rígidas para a elaboração de seus vinhos. Um Gran Reserva desta DOC deve permanecer em barricas por um mínimo de 2 anos, seguido de 3 anos na garrafa, antes de ir ao mercado. Tradicionalmente estas barricas são americanas, deixando estes vinhos com sua assinatura característica.

Alguns produtores estão utilizando o carvalho francês, como alternativa, buscando novos resultados, sem perder sua principal característica, que é a capacidade de envelhecer por mais de 10 anos.

A contrapartida da troca do tipo de madeira é que estes mesmos vinhos poderão ser consumidos mais cedo: a influência no sabor final é mais sutil do que a proporcionada pela madeira americana. Não vamos nos esquecer que embora tudo isto pareça uma grande obra de arte, é um negócio, acima de tudo, que precisa de bons resultados.

Sabem onde fica a Rioja?

Existe uma na Espanha e outra na Argentina, gerando uma disputa pelo nome no rótulo de seus vinhos. O pleito da Espanha, de ter o nome Rioja como marca protegida, foi derrotado em 2011. Um dos mais curiosos argumentos usados pelos argentinos foi lembrar que os espanhóis não só colonizaram o país, como fundaram e batizaram, em 1591 a cidade de Todos los Santos de la Nueva Rioja, hoje Província de La Rioja. Como se isto não bastasse, também introduziram o cultivo de uvas e produção de vinhos…

Já que estamos falando de Argentina, a produção de vinhos por lá também passa por uma nova revolução, que olha para o passado com a intenção de produzir vinhos mais de acordo com o paladar de consumidores mais jovens.

O caminho, que volta a ser percorridos pelos vinhateiros, é diminuir consideravelmente o uso das pequenas barricas, que permitiram o sucesso do Malbec argentino e cunharam o apelido de ‘suco de carvalho’. Passam a utilizar, novamente, as enormes dornas para fermentar e armazenar.

Ganha força a ideia de elaborar vinhos menos invasivos.

Não vai errar quem achar que, por trás disto, está a onda dos vinhos naturais.

Melhor para os consumidores, com opções para todo e qualquer gosto.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um bom Riojano.

Bodegas Ramirez Reserva Tempranillo 2012

91 pontos por Robert Parker. Exibe bonita cor vermelho rubi com reflexos granada. Um nariz intenso de madeira, balsâmico e almíscar, contra um fundo de frutas vermelhas. Na boca é amplo, macio e fácil de beber, mas, ao mesmo tempo, à medida que vai se abrindo, fica cada vez mais saboroso e cheio. Mais tarde, notas de alcaçuz, especiarias e frutas vermelhas emergem. No fim de boca seu acabamento é longo e persistente.


Evento em Belo Horizonte:

NOITE DE MASSAS E VINHOS, DIA 12, NA VILLA ALBERTINI, EM SANTA TEREZA (BH), TEM PARCERIA DA CASA RIO VERDE E INGRESSOS GRATUITOS

Na próxima sexta-feira, dia 12 de julho, a partir das 18h30, tem Feira de Massas e Vinhos no espaço Villa Albertini no bairro de Santa Tereza. Para esquentar a noite, a importadora Casa Rio Verde fez uma seleção de vinhos com rótulos tintos e brancos de diversos países.

O Sentido do Agosto e o Beco D´Itália assinam as massas e molhos artesanais. Entre as delícias para o casamento perfeito com o vinho estão o talharim ao molho funghi secchi, nhoque ao molho bolonhesa, capeletti de muçarela com manjericão ao molho de tomate, rondeli 4 queijos e muito mais!

Para descontrair o ambiente, a música fica por conta do cantor Maell di Santê, com um repertório de clássicos da MPB.

Serviço: Feira de Massas e Vinhos da Villa Albertini
Data: 12/07/2019 (sexta-feira)
Horário: 18h30 às 23h30
Local: Villa Albertini- Rua Cristal 137 – Santa Tereza – Belo Horizonte
Contato: Érica Fonseca- Produtora- (31)9 8818 04 57
Os convites gratuitos podem ser retirados no site da Central dos Eventos.
https://www.centraldoseventos.com.br/events/show/feira-de-massas-e-vinhos-da-villa-albertini

Novas castas Bordalesas

Preocupadas com a alardeado aquecimento global, as vinícolas de Bordeaux, representadas por sua entidade de classe, aprovaram a inclusão de 7 (sete) novas castas, tintas e brancas, que poderão ser utilizadas na região.

Ainda há muitos trâmites legais a serem cumpridos antes que isto se torne uma realidade. O mais importante deles seria a aprovação pela INAO (Institut National de l’Origine et de la Qualité), órgão que controla as Denominações de Origem e a qualidade dos vinhos franceses.

Por enquanto, somente os rótulos classificados como Bordeaux e Bordeaux Supérieur podem utilizar as novas castas. As AOC’s tradicionais devem se manter como sempre foram, por exemplo Graves, St. Emilion, Medoc.

Regras adicionais limitam a quantidade de cada nova uva no corte e o número de garrafas que podem ser produzidas.

Parece uma grande novidade, mas apenas reflete a posição de alguns viticultores que já vinham plantando uvas que não são típicas da Região.

Procuram por alternativas, principalmente para a Merlot, casta mais plantada e a mais suscetível a climas muito quentes: a concentração final de açúcares é muito alta aumentado o teor alcoólico, o que não é desejável.

Na relação de novas castas, duas uvas portuguesas chamam a atenção: Alvarinho nas brancas e Touriga Nacional nas tintas, uma das varietais mais utilizadas na quente região do Douro.

Eis a relação completa:

Brancas: Alvarinho, Petit Manseng e Liliorila, que é um cruzamento entre as uvas Barroque e Chardonay. Vão somar às tradicionais Semillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.

Tintas: Touriga Nacional, Marselan, Castets e Arinaroa, que é um cruzamento entre a Tannat e Cabernet Sauvignon.

Apenas para refrescar a memória, as tintas tradicionais bordalesas são: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Malbec e Carménère, que começa a reaparecer entre alguns produtores.

Fica uma última pergunta:

Quando poderemos degustar um Bor-Douro?

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: Participamos do evento Vinhos do Brasil onde degustamos alguns dos vinhos premiados no Wines of Brazil Awards.

Selecionamos este campeão:

Malgarim Tempranillo 2017 – $$

Um vinho tinto rústico e robusto. Aromas complexos, frutas negras, chocolate, couro… Sabor de frutas vermelhas.

Elaborado para apreciadores de vinhos encorpados, com estrutura marcante, com aromas de madeira bem incorporada ao vinho.

Produzido na região de São Borja, Rio Grande do Sul.

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