Autor: Tuty (Page 7 of 154)

Taça para vinho: acessório, pompa ou ferramenta?

A história do vinho vem sendo marcada por alguns importantes divisores.

São de diversas naturezas, como a praga da Filoxera, guerras, novas descobertas científicas na área do cultivo e da elaboração e até mesmo uma degustação na França, que se tornou um marco icônico: o “Julgamento de Paris”.

Foi ela quem estabeleceu a separação de estilos entre “Velho mundo” e “Novo mundo”.

Um destes divisores, curiosamente, foi um filme norte americano, “Sideways”, exibido aqui como “Entre umas e outras”.

A trama decorre em torno de dois personagens, um deles um aficionado por vinhos, que leva seu melhor amigo para uma despedida de solteiro, em meio a vinhedos e vinícolas da Califórnia.

Entre diversos diálogos e situações intrigantes e divertidas, o Enófilo revela suas duas paixões:

1 – Detesta vinhos da casta Merlot;
2 – Sua melhor garrafa é um Bordeaux, Château Cheval Blanc, 1961.

Neste momento, o filme divide os espectadores em dois grupos: os que não conhecem vinho e os que realmente apreciam esta tradicional bebida. Estes últimos, acabam por se divertir, muito mais, com esta ótima comédia.

Explico.

O famoso Cheval Blanc, não confundir com um whisky homônimo, é um vinho elaborado com Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. A safra de 1961 é considerada excepcional. Embora o corte seja mantido em segredo, especialistas avaliam que era composto de Merlot e Cabernet Franc, somente, com predominância deste segundo.

Parece que a implicância com Merlot não era tão grave. Mesmo assim, o sucesso deste filme trouxe um enorme impacto nas vendas de vinhos desta casta.

O mais interessante está numa cena lá no final da película. Nosso personagem, profundamente decepcionado com o amigo, que apronta todas, e com o desprezo de uma namorada, resolve beber sua preciosa garrafa num fast food de hambúrgueres.

O vinho foi degustado num copo de isopor!

Este improvável cenário é a inspiração para este texto.

Múltiplas questões se impõem, nos levando a pensar em heresias, em estragar o vinho e em não cumprir os ritos!

Seriam eles realmente importantes e obrigatórios?

O principal ponto nesta história é a ausência de uma taça, com bojo, preferivelmente de cristal, com uma haste e imaculadamente limpa.

Assim, poderíamos observar a coloração, girar despreocupadamente o líquido para obter os melhores aromas e, finalmente, o fino cristal tocar nossos lábios e transmitir aquela sensação de elegância, entregando todos os sabores contidos no néctar.

Neste caso, a taça se torna uma ferramenta de degustação. Nada mais é que um veículo. O conteúdo, apesar dos pesares, não pode e nem deve ser modificado por ele.

Será que tudo não passa de um mito ou de preferência pessoal?

O que realmente importa, no momento de apreciarmos um bom vinho, é o nosso “terroir”, fazendo um paralelo com a vinificação.

Onde estamos, com quem estamos (ou não), os acompanhamentos, o que explica a importância que é dada para as “harmonizações”, o clima e, por que não, dia, mês, ano e hora.

Honestamente, tudo isto é mais relevante do que a taça, seu formato, se é de cristal, de plástico ou um reles copo de papel.

Qual a sua opinião?

Saúde, bons vinhos!

Dica da Karina – Cave Nacional

Larentis Reserva Especial – Tannat/Viognier 2023

Mais um vinho da família Larentis apresentado nesse blog. Família estabelecida na Serra Gaúcha desde o século XIX vem se aventurando por apresentar constantemente novidades em seu portfólio. Nessa indicação apresentamos um vinhos co-fermentado utilizando uma uva branca e outra tinta. Apesar de esta característica existir em vinhos europeus a muitos anos, no Brasil apenas recentemente algumas vinícolas se aventuraram neste caminho.

O Larentis Reserva Especial Tannat Viognier safra 2023 é feito a partir de 90% Tannat 10% Viognier da Larentis é elaborado em co-fermentação, um processo que une, desde a fermentação, todas as características das duas variedades. Envelheceu por um ano em barricas de carvalho neutras, preservando e potencializando as características varietais. Possui coloração intensa, nariz de notas florais e frutas com boa intensidade e boca com taninos aveludados, muito equilibrado e final agradável.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de abertura por brgfx no Freepik

Alguns acessórios especiais

Todo apreciador de vinhos acaba se tornando, por tabela, um colecionador. A primeira coleção será uma de boas garrafas desta fantástica bebida.

A segunda, menos intuitiva, é uma coleção dos chamados “acessórios”, sem os quais, abrir e degustar um bom néctar é praticamente impossível.

Eles podem ser classificados em algumas categorias. Por exemplo, os indispensáveis: um bom saca-rolhas e taças.

Um outro grupo poderíamos chamar de sofisticados. Nele incluíramos um decantador, termômetro, bico corta gotas e diversos tipos de fechamento de garrafas, tais como, rolhas de silicone, tampões a vácuo, inclusive para espumantes.

Itens como aeradores, Coravin, resfriadores e/ou bolsas térmicas se enquadram num perfil tecnológico.

Mas, existe um conjunto de acessórios, pouco usuais, que foram criados para resolver problemas muito específicos. São os “exóticos”, pequenas soluções que podem tirar um Enófilo de situações bem difíceis.

Um problema bem comum, com garrafas que foram adegadas por alguns anos, são as rolhas que se esfarelam, ao tentarmos usar um saca-rolhas convencional.

O nosso amigo neste momento é o Saca–rolhas de lâminas paralelas.

Sem nenhuma semelhança com o seu “primo” mais popular, esta preciosa engenhoca é perfeita para o que se propõe. As duas lâminas vão ser inseridas entre a rolha e o gargalo, com suaves movimentos de vai e vem. Depois, com um movimento giratório, puxamos a rolha para fora.

O segundo problema que vamos lidar quando abrimos uma garrafa envelhecida é a maior quantidade de borras, não só acumuladas no fundo, como as mais finas em suspensão.

Existe um solução clássica, o decantador. Com um pouco de treino, um bom Sommelier consegue um ótimo resultado, além de um espetáculo plástico muito interessante.

Para os simples apreciadores, existem dois curiosos utensílios. O primeiro é o funil/filtro.

Muito fácil de ser usado, bastando colocá-lo na boca do decantador e verter o líquido nele. Simples e direto.

O segundo utensílio, um verdadeiro achado, é o bico corta gotas filtrante.

Um verdadeiro multitarefas, pois ainda conta com uma tampa para ajudar a preservar o que não foi consumido.

Sua utilização é intuitiva: coloque-o no lugar da rolha recém extraída e sirva o vinho.

Neste grupo, poderíamos incluir mais objetos, como um sabre e as tenazes aquecidas, que vão atuar diretamente sobre a garrafa, quebrando o vidro. Mas não é para os simples mortais. Vamos deixá-los para a turma dos efeitos especiais.

Saúde, bons vinhos!

Dica da Karina – Cave Nacional

Tertúlia Ramella – Alvarinho 2023

Tertúlia e Ramella é uma pequena vinícola de vinhos autorais criada em 2022 pelo casal Eduardo Molon e Paula Ramella, localizada em Monte Belo do Sul. Tertúlia é uma palavra espanhola que se refere a uma reunião informal entre amigos ou conhecidos onde se compartilham ideias, opiniões e experiências para promover a convivência social.

O Tertúlia Ramella AIRE Alvarinho safra 2023 passa 10 meses de maturação em barricas de carvalho americano. AIRE, o elemento capaz de formar brisas leves ou ventos destruidores. O alvarinho, assim como o ar, é delicado e perfumado. Possui visual amarelo dourado e no nariz notas de frutas tropicais e favo de mel. Em boca o vinho é estruturado, possui predominância de frutas amarelas, baunilha e mel. Complexo e persistente em boca, com equilíbrio de álcool e acidez.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS:

Imagem de abertura obtida no Freepik

Fotos dedicadas dos acessórios obtidas no site da Amazon

Escolhendo um vinho para guardar

“Envelhecer como um bom vinho” é uma expressão consagrada, muito utilizada para qualificar pessoas que se tornam cada vez mais interessantes, com o passar dos anos.

O paralelo com os vinhos tem um lado absolutamente verdadeiro: todo vinho pode envelhecer.

O grande problema é saber se deve ser envelhecido. Nem sempre o resultado esperado pode valer a pena.

A maioria dos vinhos produzidos atualmente foi elaborada para serem consumidos rapidamente. Por outro lado, os chamados grandes vinhos, como os de Bourdeaux, Bourgogne e Champagne, na França, Barolo, Brunello e Barbaresco, na Itália, os Tempranillos da Rioja, Espanha, e os vinhos do Douro, em Portugal, são vinificados para serem guardados por alguns anos, antes de serem degustados.

São produtos de safras muito especiais, portanto bem mais caros que os vinhos do dia a dia, que se bem armazenados podem trazer novas camadas de aromas e sabores, se afastando do perfil frutado, fresco e fácil de beber. O novo perfil entra na região dos “terciários”. Aparecem frutas secas ou em compotas, couro, tabaco, com taninos bem arredondados e baixa acidez. Um final de boca muito persistente e agradável.

Pensando nisto, vem a primeira dica: se você nunca provou ou não gosta deste tipo de perfil, nem tente trafegar por este caminho.

Mas, se for esta a via desejada, aqui está a segunda dica: escolha um vinho que você já tenha provado e gostado.

Depois, certifique-se que ele tem algumas condições, na sua juventude, para poder melhorar na terceira idade: taninos presentes, boa acidez, teor alcoólico acima da média.

Uma interessante sugestão é comprar duas ou três garrafas deste mesmo vinho que se pretende envelhecer. Fixe uma data para ir abrindo cada uma delas, acompanhado a evolução da que será a última. É um ótimo aprendizado.

Um mito que devemos esquecer é o que afirma que só os tintos envelhecem bem: totalmente falso.

Um dos mais famosos vinhos do mundo, o Champagne, é disputadíssimo em anos safrados (vintage), simplesmente pela excelente capacidade de envelhecer. O mesmo pode ser dito sobre vinhos doces. A maioria são brancos.

Obviamente, existem castas, tintas ou brancas, que realmente melhoram com o tempo. Cabernet Sauvignon, Merlot e Pinot Noir, por exemplo, são algumas das mais conhecidas entre as tintas. Chardonnay, Riesling e Chenin Blanc são bons exemplos de uvas brancas.

Outros fatores que influenciam num bom envelhecimento são a passagem por madeira e o tamanho da garrafa. As menores envelhecem mais rápido.

Temperatura e umidade controladas, posição horizontal, baixa iluminação e constante observação são recomendações válidas para vinhos novos ou envelhecidos.

Resumindo:

– Envelhecer um vinho não significa, necessariamente, que ele será melhor;

– Quem vai decidir esta questão é o seu paladar;

– Só armazene um vinho se você aprecia os sabores mais maduros, típicos de um vinho mais evoluído;

– Seguir o caminho dos vinhos consagrados é mais seguro, mas a grande aventura é trilhar por outras regiões menos famosas e descobrir novidades;

– Prefira um vinho que você já conheça. Tentar melhorar um vinho ruim, com envelhecimento, vai resultar num vinho ruim e velho;

– Vinhos tintos, brancos, rosados ou espumantes podem ser envelhecidos. Façam uma sábia escolha.

 Saúde, bons vinhos!

(A dica de hoje é uma boa opção para deixar quieto na adega.)

Dica da Karina – Cave Nacional

Vistamontes – Merlot Gran Inovum 2022

A Vistamontes Vinícola fica no interior de Bento Gonçalves. Ela faz parte da Rota Cantinas Históricas, um roteiro composto por diversos pontos turísticos da região. Os enólogos Geyce Marta Salton e Anderson De Césaro uniram experiências para elaborar sucos, espumantes e vinhos em seu local de origem: Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves.

O VistaMontes Gran Merlot Inovum é um vinho feito de Merlot de mesmo terroir e mesma safra porém com vinificação diferente. Uma parte do vinho estagiou em barricas de carvalho francês por 24 meses e outra parte amadureceu em ovos de concreto por 21 meses.

Possui visual límpido e brilhante, apresenta-se com coloração púrpura intensa. No nariz muita fruta, vermelhas e negras, como morango, cereja, mirtilo e o toque da madeira e do concreto, trazendo notas minerais e de especiarias, como grafite, fósforo, tabaco e pimenta preta. Um vinho vibrante e potente, com taninos firmes e polidos, com notas de frutas pretas se destacando, juntamente com o mineral e a barrica.

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CRÉDITOS: Imagem de mrsiraphol no Freepik

Um Porto para aquecer os dias frios

Vinhos fortificados ou generosos, como preferem alguns, categoria na qual o Porto se insere, possuem um maior teor alcoólico por conta da adição de aguardente vínica durante sua elaboração, o que os tornam ideais para serem degustados nos dias mais frios.

Vinho do Porto, além de delicioso, simboliza diversas tradições, conta inúmeras histórias, sendo um marco, muito importante, na evolução dos vinhos: o Douro, onde são produzidos com exclusividade, foi a primeira região vinícola demarcada em todo o mundo.

Aqui está a primeira curiosidade: apesar do nome, Vinho do Porto, não é produzidos nesta cidade, mas nas diversas subregiões que compõem o “Douro Vinhateiro”. As diversas Quintas se espalham por cidades como Lamego, Pinhão, Mesão Frio, São João da Pesqueira, Peso da Régua e muitas outras.

Até 1987, os vinhos deveriam ser, obrigatoriamente, envelhecidos em Vila Nova de Gaia, cidade que está em frente à cidade do Porto, separada pelo rio Douro. O clima das “caves”, na beira do rio, era considerado como fundamental para que os aromas e sabores característicos fossem desenvolvidos.

A cidade que deu nome a este particular estilo de vinho era o centro de comercialização e exportação, principalmente para a Inglaterra.

Dois estilos são básicos, o Ruby e o Tawny. Cada um tem variações que giram em torno de diferentes formas de amadurecimento e engarrafamento.

Os Ruby são os vinhos mais jovens. Muito frutados, encorpados, com uma coloração mais clara e brilhante. São engarrafados depois de 2 a 3 anos de amadurecimento em grandes dornas de Carvalho. Apresentam notas de frutas como ameixa, groselha negra, amora, cereja, chocolate e alcaçuz.

Uma das variações deste estilo é o “Reserva”. Geralmente um corte de outras vinificações, amadurecido por 3 a 5 anos. Precisa ser avaliado pelo Instituto dos Vinhos do Porto para ser comercializado em esta chancela.

Os Tawny são vinhos maduros, por definição. São elaborados a partir de um corte de diferentes safras, amadurecidos e parcialmente oxidados em tonéis pequenos de carvalho, por um mínimo de 3 anos.

Além do estilo básico, podem ser comercializados com a indicação de idade, no rótulo, ou como “Reserva”, com 7 anos de amadurecimento. Os denominados “Colheita”, são safras únicas e raras, muitas vezes de um único vinhedo.

A indicação de idade, 10, 20, 30, 40 ou mais anos, representa a médias das idades dos diversos lotes que foram cortados.

Os mais consumidos são os de 10 e 20 anos. Ainda mantém uma boa relação entre preço e qualidade. Apresentam uma coloração mais para o âmbar, com notas de frutas como figo e laranja, retrogosto de caramelo e frutas oleaginosas. Classudo.

Vinho do Porto, “Vintage”, recebe esta denominação quando há uma safra muito boa. Devem ser certificados pela entidade reguladora.

Os LBV, ou “Late Bottled Vintage” são um corte de diversas safras de Ruby, engarrafadas tardiamente, 4 a 6 anos após a colheita.

O Porto tinto é o clássico e mais conhecido, mas existem versões em branco e rosado, considerados como próprias para climas mais quentes.

Qual a sua escolha: Ruby ou Tawny?

Na nossa “happy hour”, um Tawny 10 anos é perfeito para espantar o frio.

Saúde, bons vinhos!

Dica da Karina – Cave Nacional

Cesar Curra – Nebbiolo 2022

Cesar Curra trabalhou por muitos anos como sommelier e responsável pela área comercial da Vinícola da família, a Viapiana. Em 2025 ele se desligou do projeto da família para se dedicar ao projeto pessoal, nesse ano já traz 4 vinhos de alta gama!

Cesar Curra Nebbiolo 2022 estagiou por 18 meses em um único tonel de carvalho francês de 500 litros. Após o engarrafamento, permaneceu em repouso até sua comercialização. Coloração vermelho-rubi. Aroma de frutas vermelhas frescas e maduras, com toques de alcaçuz e pimenta-preta. No paladar, revela grande elegância, com taninos firmes, porém delicados. No final, apresenta uma acidez marcante, que estimula a salivação e realça os sabores frutados.

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CRÉDITOS: Imagens próprias

Fondue e vinho – queijo, carne e chocolate

O tradicionalíssimo Fondue de Queijo é considerado o prato nacional da Suíça. Uma cativante mistura de queijos, como Gruyère e Emmental, com vinho branco e alguns temperos, pacientemente derretidos numa panela chamada de “caquelon”, que fica repousada sobre um pequeno fogareiro, o “réchaud”, que a mantem aquecida.

Os comensais fazem uso de longos espetos, nos quais colocam pedaços de pão que serão são mergulhados no queijo fundido. Uma das boas coisas que o clima mais frio nos proporciona.

Literalmente, “fondue” significa derretido e se aplica perfeitamente ao queijo. Mas foi o uso do “coquelon” que expandiu o seu significado. Em diversas culturas vamos encontrar diferentes variações deste tipo de receita.

Um “fondue” de carne não derrete nada, apenas cozinha nacos de carne em óleo quente nesta curiosa panela.

O de chocolate seria um dos que mais se aproximam da receita tradicional: pedaços de frutas são mergulhados numa calda de chocolate derretido, na mesma panelinha.

Vinho é a bebida ideal para acompanhar qualquer destas formas de fondue. Nada de cervejas ou destilados, embora um deles, o Kirsch, seja usado no fondue de queijo.

Nesta receita, o vinho branco é quem vai unir os dois ou mais queijos que serão mesclados. Manda a regra da boa vizinhança, que este vinho seja um típico branco suíço, da pouco conhecida casta Chasselas: encorpado, seco e frutado.

Sauvignon Blanc, Riesling, Chardonnay e o exótico Gewurztraminer são ótimas alternativas.

Entre os tintos, prefiram os mais leves: Pinot Noir (velho mundo) ou Gamay.

Vinhos rosados e espumantes secos completam o quadro.

O fondue bourguignonne (carne) deve ser acompanhado por um tinto. Existe um bem diversificado leque de opções que transitam desde os mais leves, como os já citados, até vinhos encorpados como Tannat, Cabernet Sauvignon ou Syrah. O tipo de carne, o gosto pessoal e os molhos que acompanham são os fatores que vão definir a melhor escolha.

Vinhos mais gastronômicos como Merlot ou Cabernet Franc, com taninos macios e pouco “madeirados” são opções seguras.

Para o “Fondue au Chocolat” há uma escolha quase unânime: Vinho do Porto, Ruby ou Tawny. Esta é uma fórmula clássica, sempre deliciosa.

Vinho Madeira, Moscatel de Setubal, Jerez (doce) e o Banyuls são opções sempre bem apreciadas.

Para uma combinação mais exótica, um belo tinto, bem frutado e encorpado pode ser uma interessante escolha. Neste caso, o chocolate usado no fondue deve ser do tipo amargo ou meio amargo. Pensem em Malbec, Primitivo (Zinfandel) ou um Chianti.

Já lembraram onde esconderam aquela panelinha que ganharam de presente de casamento?

Está na hora de usá-la.

Saúde, bons vinhos!

Dica da Karina – Cave Nacional

Cave Nacional – Marcelão Corte 2

Em parceria com a Vinícola Cave Antiga, a Cave Nacional lança, nesta semana, o 2º corte do seu Marcelão. Um blend exclusivo com 80% Marselan safra 2023 com 6 meses de maturação em carvalho francês e 20% Tannat safra 2022 com 17 meses maturação em carvalho francês.

Coloração intensa e profunda. Aroma típico de frutas maduras, especiarias destacando notas de baunilha de intensidade média e toques de tostado pela passagem por carvalho francês. Excelente estrutura e taninos de média intensidade devido ao caráter do corte do Marselan com o Tannat, bem adaptado às condições de solo e clima da Serra Gaúcha.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de freepik

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