Autor: Tuty (Page 72 of 154)

Páscoa

Esta é uma época para celebrar tradições, em diversas culturas. No nosso país, de maioria católica, onde por muito tempo se respeitava o jejum e a abstinência na Quaresma, a chegada do domingo de Páscoa era aguardado com muita ansiedade.

Grandes mesas familiares com deliciosos pratos e sobremesas repunham as necessidades alimentares de todos e simbolizavam, sobretudo, uma nova etapa de vida.

O vinho, claro, não poderia faltar, nem nos ritos de celebração e nem na lauta refeição dominical.

Uma época para refletir, também.

Os cariocas ainda estão sob os efeitos degradantes de mais um dilúvio, agravado pela total incapacidade administrativa de um pseudo ‘Bispo’ que nem prever a catástrofe foi capaz: um falso tudo.

Na França, uma das igrejas mais importantes daquele país, e do mundo, foi quase destruída por um incêndio de grandes proporções, gerando uma corrente de solidariedade nos quatro cantos do planeta para que seja rapidamente reconstruída.

Por esta razão, a coluna desta semana faz uma pequena homenagem aos franceses, lembrando de outro marco nacional, uma tradicionalíssima receita, sempre presente no cardápio dos bistrôs parisienses e quase um prato obrigatório na mesa da Páscoa: o Gigot d’Agneu.

A carne de cordeiro usada nesta preparação é o pernil, temperado, marinado e assado por longas horas. Para acompanhar, feijão Frageolet, um tipo de feijão verde, batatinhas Dauphine e vinho tinto.

Os leitores devem estar se perguntando qual vinho o ideal, mas a resposta é assustadora: há uma lista interminável de opções, que inclui vinhos de outros países como Espanha, Portugal, Itália e Grécia.

Para começar, faça como os franceses e abra um bom Merlot, tipo St. Emilion, margem direita de Bordéus, se o bolso permitir.

Para nossa alegria, esta casta é uma das melhores opções para os vinhos brasileiros, que apesar dos impostos quase proibitivos, ainda são mais palatáveis que um ‘1ª linha’, importado.

Críticos de gastronomia de todo o mundo aplaudem a combinação dos bons Tempranillos da Rioja ou Duero com este assado. Esta carne é uma das prediletas dos espanhóis. Há ótimos rótulos deste país à venda em nossos mercados e lojas especializadas, com preços muito competitivos.

A casta Tempranillo também produz bons vinhos na Argentina e no Chile.

Em Portugal, Aragonez e Tinta Roriz são sinônimos desta casta espanhola. Dentro da tradição lusitana, estão sempre presentes nos melhores cortes do Douro e do Alentejo. Mas não hesitaríamos nesta escolha, ampliando o leque de possibilidades por todas as regiões da terrinha: Bairrada, Dão, Lisboa…

Opções é que não faltam, para todos os paladares e bolsos.

Mão à obra então e boa Páscoa para todos.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: uma escolha perfeita para quem se animar a preparar o Gigot d’Agneau.

Vinho Salton Desejo Merlot – $$

Límpido, de coloração roxa intensa.

Apresenta aromas de frutas negras (mirtilo, amora, framboesa), polpa de frutas em compota, cogumelos, amêndoas tostadas e chocolate.

Seu sabor é intenso e prolongado com taninos maduros.

 

Harmonizou?

Depois das discussões sobre qual seria a melhor casta ou o melhor vinho, o tema “combinação (perfeita) entre vinho e comida” é o assunto mais debatido nas conversas entre os enófilos mais dedicados.

Responder a esta questão é uma tarefa complexa, envolvendo muitas variáveis e questões subjetivas que remetem ao paladar de cada indivíduo. Trocando em miúdos, pode acontecer um paradoxo do tipo alguns respondem sim, enquanto um outro grupo responde não, para esta mesma pergunta.

Tradicionalmente o paladar pode ser definido por quatro sabores: ácido, doce, amargo e salgado. Atualmente se inclui o Umami, palavra japonesa que pode ser traduzida como algo saboroso e agradável.

Estas definições não são estanques e cada indivíduo tem seu paladar definido por uma mistura destes sabores. Por exemplo, existem os fãs do ‘arroz com passas’, uma nítida combinação de doce + salgado, que tem muitos detratores, que acham isto uma heresia.

Na outra extremidade está a turma dos sabores picantes, paladares que enfatizam o ácido + amargo + salgado, em busca de uma intensidade sem paralelos, para horror da turma que prefere a combinação anterior.

Entre estes dois grupos não há vinho que os harmonize, mas esta não é a regra geral e nem a resposta adequada para a nossa pergunta tema.

Para compreender corretamente o significado de uma harmonização entre vinho e alimento, precisamos olhar para a forma como utilizamos o vinho na hora de uma refeição.

Por força dos mitos, da mídia e dos amigos especialistas, começamos acreditando na velha máxima que carne é com vinho tinto e peixe com brancos. Tomando isto como pressuposto, saímos em busca da uva que vai vinificar um vinho ideal para cada tipo de alimento.

Desculpem-nos, mas isto beira as raias da loucura.

O caminho não é este.

Vamos criar um ponto de inflexão nesta curva com a seguinte afirmação:

Nada nos impede de desfrutar de qualquer alimento acompanhado com qualquer vinho.

Para que isto seja verdadeiro, basta prestar atenção na ordem e no intervalo do consumo de um e de outro.

Exemplificando: ninguém vai dar um gole de vinho com a boca cheia de um alimento. Alternam-se garrafadas e goles. Mas isto não basta: precisa haver um intervalo razoável entre um e outro.

O estado do nosso palato, após a ingestão de um alimento ou depois de degustar um gole de vinho é quem vai dizer se harmonizou, ou não. É extremamente importante que tanto um como o outro não oblitere a capacidade das nossas papilas gustativas, permitindo que continuemos apreciando diferentes tipos de sabores. Equilíbrio é a palavra-chave.

Reparem, na próxima oportunidade onde vinho e alimento estão presentes, na ordem como vocês os consomem: alimento antes do vinho ou vice-versa?

O ideal seria preparar o palato com um belo gole de vinho (espumantes são ideais para isto) um pouco antes de consumir o alimento servido.

A partir daí o vinho deveria funcionar como a água, ajudando na ingestão dos sólidos.

Procure entender as diferentes sensações provocadas pela combinação das características de cada alimento no prato, de forma individual, com a bebida: o mais doce, o mais ácido, etc…

Se tiver uma boa memória, use como referência a sensação deixada após aquele primeiro gole, de preparação, o “fazer a boca” no nosso jargão.

Se acharem que o vinho está sendo prejudicado pelo tipo de alimento, limpe novamente o paladar com um pouco de água ou um pedaço de pão, puro. Em seguida, prove o vinho novamente.

Outra maneira de corrigir este problema é aumentando o intervalo entre garfadas e goles: paciência é uma grande virtude aqui, capaz de produzir pequenos milagres, como inverter aquela velha máxima citada no início deste texto.

Apenas para recordar, listamos, a seguir, alguns alimentos particularmente difíceis de combinar com vinho:

Ácidos – limão, vinagre, maçã (molhos de salada);

Alcachofras e Aspargos;

Gema de Ovo;

Defumados em geral;

Especiarias – pimentas, vinhas d’alho, etc…;

Chocolate;

Hortelã.

Harmonizou?

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: os rosados são muito versáteis, harmonizando com quase tudo.

Vignali Roccamora Cá de Iò Rosato 2015

Um corte de Sangiovese e Negroamaro. Aromas frutados de cereja e ameixa fresca, além de delicadas notas de rosas. No paladar é fresco, macio e intenso, com ótima acidez e bom volume de boca.

Sirva como aperitivo ou acompanhando pratos de frutos do mar ou de carnes brancas.

Compre aqui: https://lojaenoeventos.com.br/

É duro ser um Wine Writer…

Se vocês pensam que a epidemia de notícias falsas fica restrita ao campo das campanhas políticas e das difamações de celebridades, podem ir refazendo os seus conceitos: elas também infestam o mundo do vinho, infelizmente.

No texto do dia 30/08/2018, Mitos Revisitados, fiz a seguinte afirmação sobre o tema vinho e saúde:

“Esta coluna vai se “abster” de publicar qualquer outra nota sobre este tema. Não há mais como verificar o que é bom ou ruim”.

Mantemos nossa posição, mas é necessário que se abra uma exceção, até para validar a regra geral.

Recentemente, foi manchete em várias publicações importantes no cenário do mundo do vinho a seguinte notícia:

“Beber vinho é tão prejudicial quanto fumar”.

Chegaram a informar ao distinto público que consumir uma garrafa de vinho equivaleria a fumar 10 cigarros.

Fake news, bullshit, cascata, caô, ou qualquer outro adjetivo, com o mesmo significado, cabe aqui perfeitamente.

Para ser justo, as balelas não vão somente contra os enófilos, mas a favor também, como a recontada lorota que afirma que o consumo regular de vinho seria melhor que praticar exercícios físicos e prolongaria a vida além dos 90 anos… (o relatório existe, mas a conclusão é diametralmente oposta)

Junte-se tudo isto com uma imprensa que tem por princípios vender suas publicações e os relatórios de pesquisas científicas, altamente técnicos e enfadonhos, e o resultado acaba sendo desastroso.

Sem entrar nos detalhes das pesquisas, estas manchetes só seriam reais dentro de um cenário que contemplasse uma série de condições sucessivas, praticamente impossíveis de acontecer, mas obrigatórias de serem pensadas dentro dos cânones de um artigo científico.

Do ponto de vista da imprensa, há uma falta de sensibilidade gritante. A maioria dos autores não mais se dá conta da influência de suas notas ‘on line’ e nem da velocidade com que são distribuídas. Este é o terreno fértil para as Fake News, sobre qualquer assunto.

Assim, elegemos políticos despreparados, alteramos hábitos alimentares saudáveis por outros incertos, deixamos de assistir ou ler determinadas mídias, direcionamos o nosso amor ou ódio para pessoas absolutamente insignificantes e endeusadas somente por conta um atributo físico e corremos o sério risco de não mais apreciarmos a nossa bebida favorita.

Os bons autores sobre vinho perdem sua credibilidade instantaneamente. Corrigir o estrago causado por uma notícia falsa pode levar muito tempo e, muitas vezes, a emenda fica pior que o soneto.

Pena.

Saúde e continuem bebendo bons vinhos!

Vinho da Semana: A Páscoa já está chegando e temos que pensar no tradicional almoço.

Pragustus Branco – $

Um Albariño espanhol, perfeito para um bacalhau ao molho de tomate e manjericão.

Compre aqui: www.casarioverde.com.br

Riesling, a incompreendida.

Duas castas brancas, Chardonnay e Sauvignon Blanc dominam as ofertas de rótulos sul-americanos em nosso mercado. Por esta razão, acreditamos que uma delas é a grande dama, gerando saborosas discussões, com defensores de uma ou de outra.

A verdadeira grande uva branca, a germânica Riesling, acaba passando despercebida, por este e por outros fatores.

Começamos por seu nome, quase sempre pronunciado de forma errada. A forma correta, mais próxima da usada na Alemanha seria:

Rii + sling

Neste link, uma amostra deste som:

https://howdoyousaythatword.com/word/riesling/

Depois de acertado este detalhe, entra em cena o complicado sistema alemão de classificação de vinhos, que nos mostra que os vinhos desta casta podem ser classificados como secos, doces e até muito doces, isto sem falar em espumantes.

Mesmo para um enófilo experiente, este sistema, embora muito abrangente e rígido em suas normas, é bastante complexo. Tudo gira em torno da quantidade de açúcar, ou doçura, no vinho.

A primeira classificação são os vinhos de mesa, ou Tafelwein. Em seguida surgem os Qualitätswein, ou vinhos de qualidade, geralmente associados a uma região. A terceira classificação são os vinhos com predicados, ou Prädikatswein, sem dúvida, os melhores e mais caros.

Nesta última, há subdivisões a serem consideradas. Todas levam em conta o grau de maturação na hora da colheita, gerando desde bebidas mais secas até as muito doces:

Kabinett – corresponde a um vinho reserva. Em termos de sabor, podem ser comparados a um demi sec, embora possa aparecer no rótulo a palavra “trocken”, que significa seco;

Spätlese – ou late harvest ou colheita tardia. A colheita busca cachos que possam já estar afetados pela Podridão Nobre (Botrytis Cinérea). Pode ser considerado como um vinho para sobremesa.

Auslese – equivalente a um Spätlese, reserva. Obrigatoriamente as uvas devem ter sido atacadas pela Botrytis;

Beerenauslese – para esta classificação, são cuidadosamente selecionados os melhores cachos de uvas, todos atacados pela podridão nobre;

Trockenbeerenauslese – a mais alta classificação. As uvas devem estar quase dessecadas, depois de atacadas pela podridão nobre. Caríssimo e vendido em garrafas de 375 ml.

Qualquer um já teria jogado a toalha, depois de tantas classificações e opções. Mas estaria deixando de apreciar um vinho com qualidades excepcionais: acidez perfeita, teor alcoólico adequado, capacidade de guarda (não passam por madeira!), boa mineralidade e uma paleta de aromas e sabores inconfundíveis.

Uma das características mais conhecidas, os famosos aromas de petróleo, são indicativos de um vinho em bom estado de maturação. Este curioso aroma dissipa-se rapidamente.

Os Rieslings verdadeiros são os de origem alemã (Reno e Mosela), da Alsácia e os austríacos. Esta casta foi plantada em diversos países gerando vinhos com estilos muito diferentes dos originais.

Um detalhe curioso, mas importante, diz respeito ao formato da garrafa (alongado) e sua coloração:

A cor esverdeada indica vinhos da região do rio Mosel, enquanto as de cor castanha indicam a região do rio Reno.

Existem algumas outras uvas que adotaram o nome Riesling em sua composição. Tenham, em mente, que não são as verdadeiras. Eis algumas delas:

Riesling Itálico;

Cape Riesling;

Welschriesling;

Se tiver a oportunidade de provar esta delícia, não deixe passar em branco.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da semana: Riesling são caros e difíceis de encontrar em nosso país. Pensem num investimento, vale a pena.

Hochheimer Guts Riesling QbA trocken 2015 – $$$

Mereceu 91 pontos da revista Wine Enthusiast.

Fresco e repleto de notas florais e de frutas brancas, é uma ótima pedida para acompanhar comidas de inspiração asiática.

Vinho: álcool ou cultura?

Respondam com sinceridade: estamos consumindo um gole de álcool ou uma taça de vinho?

Se você é um daqueles que acredita que moléculas alcoólicas são todas iguais, estão este texto não lhe diz respeito.

Já notaram que todo Enófilo que se preza tem um certo ar de superioridade, é um tanto ou quanto esnobe ou, para deixar bem claro, é “metido a besta”?

Diriam os franceses ‘Noblesse oblige’!

Vinho é 100% uma bebida cultural, que me perdoem os químicos de plantão.

Começamos pelo jargão:

– Não se bebe vinho, degusta-se;

– Não se sente cheiro, avalia-se o bouquet;

– Não se discute o gosto, mas o paladar;

– A cor é tão importante quanto os demais sentidos.

Direta ou indiretamente o assunto vinho se imbrica em nossas vidas. Num país de maioria católica o primeiro contato com ele pode ter sito no ritual da missa. Quem não ficaria curioso para provar o que o sacerdote abençoa no altar.

Em outras religiões, o vinho é servido aos fiéis no momento da comunhão.

No matelassê cultural de nosso país, recebemos diversas influências que trouxeram o vinho, não só, para a mesa diária, como para a agricultura criando a nossa produção vínica.

Não preciso dizer que mesmo com toda a tecnologia embarcada nas modernas vinícolas de hoje, nossa bebida ainda é um produto artesanal. A escolha dos terrenos, das castas, métodos de condução, poda (aqui invertemos o ciclo da videira!), ponto de maturação e colheita e claro, as decisões na cantina que são sempre empíricas e ditadas pelas condições climáticas da safra.

Obter um produto de qualidade ao final do processo é prova irrefutável da existência de uma tradição cultural milenar. Boa parte da história do mundo pode ser contada através do vinho.

Entende-se este esnobismo dos apreciadores de vinho, é justificável. Está em todos os países. Na Europa, são comuns as caricaturas de figuras com o nariz empinado apreciando uma taça…

Mas não ficamos só nisto, adoramos buscar aquele vinho inatingível, ou pelo menos nos tornamos especialistas neles, na esperança que, um dia, tenhamos a honra de prová-los. Então tome de Châteaux de Bordéus, Romanée Conti, Vega Sicilia, Brunellos, Barolos, Barbarescos, Barca Velha e nova (Quinta do Vale Meão) e alguns outros.

É salutar e demonstra todo o apreço que temos por este néctar. Talvez nunca tenhamos a chance de provar estes (verdadeiros) mitos, mas continuamos em busca do Santo Graal.

A propósito, existe um novo competidor nesta arena, que surge com o único propósito de ser o vinho mais caro do mundo: Liber Pater.

O nome é derivado da deusa mitológica, Libera, correspondente feminina de Baco. Trata-se de um vinho da região de Graves, elaborado com uvas em pé franco, replantadas com este propósito. Na produção são utilizadas as técnicas mais antigas e tradicionais de produção do vinho.

Custo de uma garrafa: 30.000 euros.

O mesmo valor da multa, por fraude numa operação financeira, que o seu produtor, Loic Pasquet, recebeu.

Que tal?

Saúde e bons vinhos!

A casa Rio Verde está com um interessante curso de iniciação ao vinho da casa rio verde, com orientações sobre como escolher vinhos para a páscoa:

Que estilo de vinhos harmonizam com bacalhau, peixe, ovos de chocolate e outras guloseimas típicas da Páscoa? Essas e outras perguntas relacionadas ao mundo do vinho serão respondidas nas próximas edições do “Curso de Iniciação ao vinho” da importadora mineira Casa Rio Verde dias 23 de março (sábado) e 1,2 e 3 de abril.

Os cursos acontecem na sala “Adolfo Lona” na loja da Praça Marília de Dirceu – 104, bairro Lourdes, com carga horária de 9 horas. O programa abrange, entre outros itens: harmonização vinho x comida; como degustar; principais países produtores; climas e solos; tipos de videiras e de uvas; e serviço do vinho. Na parte prática, são degustados 12 rótulos de estilos diferentes”.

Datas: 23 março (9 às 19h) e 1,2, 3 abril (19h às 22h)

Local: Casa Rio Verde – Praça Marília de Dirceu, 104 – Lourdes

Valor do investimento: R$ 299 por pessoa (capacidade 18 pessoas) – sócios do VinhoClube da Casa Rio Verde pagam R$209,30.

Inscrições e informações: https://www.casarioverde.com.br/vinhos/cursos

Telefone: 31-3116-2300.

Vinho da Semana: não é o mais caro do mundo, mas foi pontuado como o melhor de sua categoria.

De Loach – Pinot Noir, California 2016

Vinho elegante e bem equilibrado. Aromas de cereja e framboesa madura com suave toque de noz e pinho. Corpo médio com taninos presentes que levam a final longo e suculento.

Totalmente “food friendly”, acompanhando uma infinidade de pratos.

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