Autor: Tuty (Page 94 of 154)

Eventos, Feiras e Degustações – Como Participar

O tema desta semana decorre da coluna anterior. Alguns leitores gostariam de participar destes eventos, mas não sabem como fazê-lo. Vamos apresentar algumas opções.

Existem diversos tipos de eventos sobre vinhos, que se dividem em dois grupos: abertos e fechados.

Os “fechados” são voltados para quem trabalha efetivamente no ramo, Sommeliers, comerciantes, restaurateurs e, às vezes, jornalistas e outros formadores de opinião.

São promovidos pelas empresas importadoras e distribuidoras que emitem convites diretamente aos clientes em perspectiva. Muito difícil participar de um destes, a menos que sejamos indicados por um profissional. Muitas vezes, como forma de restringir a participação a quem realmente interessa, é exigido, no mínimo, um cartão de visitas ou carta de apresentação do seu local de trabalho.

Os eventos abertos são voltados aos dois públicos, profissionais e enófilos. Podem ser gratuitos ou pagos, com horários específicos para a participação de cada grupo. Em geral os profissionais têm direito a um horário mais cedo.

Uma atividade paralela e muito disputada são as Master Class e Degustações Dirigidas. São aulas especiais, conduzidas por grandes nomes do vinho, com uma extensa lista a ser degustada. Na maioria das vezes, quando são divulgadas, já estão com a lotação esgotada, o que as tornam os eventos mais difíceis de conseguir uma inscrição.

Existem confrarias que mantém um membro encarregado de monitorar e inscrever seus membros, com grande antecedência, muitas vezes um ano antes. Para descobrir estas joias, vale tudo: pesquisa nos sites dos organizadores, Twitter, Instagram, Facebook, amizades importantes, muitos e-mails e uma boa dose de paciência e sorte.

Uma estratégia é ser sócio de uma associação de vinhos como a ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) ou a SBAV (Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho). Promovem cursos, suas próprias degustações e através das suas “newsletters”, divulgam a maioria dos eventos. Sócios geralmente pagam preços diferenciados.

Existem eventos tradicionais, abertos a todos. Os mais famosos são:

FENAVINHO – Festa Nacional do Vinho, que acontece anualmente em Bento Gonçalves. Saiba mais neste link:

http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/a-cidade/feiras-e-eventos-permanentes/fenavinho-brasil-festa-e-feira-nacional-do-vinho

FENACHAMP – Festa do Espumante Brasileiro, em Garibaldi.

http://www.fenachamp.com/blog/

EXPOVINIS – a maior feira de vinhos do Brasil, em São Paulo.

http://www.expovinis.com.br/pt/

Vale a pena participar, nem que seja por uma única vez. Ótima oportunidade para conhecer vinhos e se cadastrar nas vinícolas e lojas de vinho. Desta forma, seremos informados dos eventos em curso.

Uma outra feira que tem se destacado é o Encontro dos Vinhos, realizado nas seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Maceió, Recife, São José dos Campos e Curitiba.

Para maiores informações acesse sua página na Internet:

http://www.encontrodevinhos.com.br/

Portugal, Chile, Argentina, Uruguai e Itália, principalmente, organizam periodicamente eventos como o descrito na coluna passada. São produzidos por associações dos produtores de vinhos de cada país. Eis alguns links:

Wines of Portugal – http://www.winesofportugal.com/br

Essência do Vinho – http://www.essenciadovinho.com/

Wines of Argentina – http://www.winesofargentina.org/pt

Wines of Chile – http://www.winesofchile.org/en

Wines of Uruguay – http://winesofuruguay.com/

Instituto do Vinho Italiano – http://www.istitutograndimarchi.it/

(Há muito tempo não organiza nada por aqui)

A técnica é fazer o cadastro para receber a newsletter e se habituar a frequentar a página indicada, prestando atenção ao que acontece nos links para as redes sociais.

Quando um evento for anunciado, corra para fazer a inscrição. O número de participantes é limitado.

Para os vinhos brasileiros existe o IBRAVIN. Promove algumas boas degustações em diversas cidades brasileiras, mas o calendário é meio irregular. Vale a pena colocar o link da página de eventos nos favoritos do seu navegador:

http://www.ibravin.org.br/Eventos

As grandes importadoras como Mistral, Vinci, World Wine, também promovem degustações, palestras e cursos, geralmente pagas, mas com ótimos vinhos. Quase sempre o preço do ingresso pode ser usado como desconto numa compra.

Novamente a técnica é fazer um cadastro ou compra on-line. Os clientes assíduos são avisados das promoções e eventos com boa antecedência.

Links:

Casa Rio Verde – http://www.casarioverde.com.br/ ou http://www.vinhosite.com.br

Mistral – https://www.mistral.com.br/

Vinci – https://www.vinci.com.br/

Decanter – http://www.decanter.com.br/

World Wine – http://www.worldwine.com.br/

Zahil – https://www.zahil.com.br/

Interfood – http://www.interfood.com.br/marcas/vinhos.php

Algumas vinícolas brasileiras promovem cursos e degustações periodicamente:

Miolo – http://www.miolo.com.br/cursos/

Valduga – http://www.casavalduga.com.br/enoturismo/cursos/

Para finalizar, Oscar Daudt, um enófilo mais que apaixonado por vinhos, mantém uma página que reúne as melhores informações sobre o mundo do vinho. Divulga eventos, cursos, lojas, restaurantes, sorteios e os vinhos que importa diretamente. Um belo serviço que ele nos presta.

Prestigie seu trabalho neste link:

http://www.enoeventos.com.br/

Saúde e bons vinhos, agora mais que nunca.

Vinho da Semana: organize um evento para chamar de seu.

Trio de Vinhos Tintos – $$

Vinho Tinto Chileno Valdemoro Carménère 2015
Vinho Tinto Espanhol Montefrio 2015
Vinho Tinto Espanhol Don León 2015

Compre aqui: www.vinhosite.com.br (*)

(*) procure em Seleção Bons & Baratos.

Degustação Porto e Douro 2017

Abrindo o ciclo de degustações de 2017, no Rio de Janeiro, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto apresentou sua degustação anual, nos salões do Hotel Windsor Flórida, com produção da EV – Essência do Vinho.

Presentes algumas das mais importantes empresas de Portugal, representadas por seus importadores, cada um se esmerando para trazer o que de melhor está à venda no nosso mercado.

E não foram poucas opções:

Bispado-Carm; Casa Alves; Casa Ferreirinha e Sandeman; Churchill’s; Crochet; Croft; Cia de Vinhos do Douro; Dalva; Duorum; Graham’s; Horta Osório, Lavadores de Feitoria; Moinho do Coa; Poças Junior; poeira; Porto Ferreira; Quevedo; Quinta da Mieira; Quinta da Pacheca; Quinta da Veiga; Quinta das Apegadas; Quinta das Tecedeiras; Quinta de Curvos; Quinta de La Rosa; Quinta do Crasto; Quinta do Cume; Quinta do Noval; Quinta do Pessegueiro; Quinta do Portal; Quinta do Romeu; Quinta Dona Leonor; Quinta dos Avidagos; Quinta das Murças; Quinta Nova; Quinta Santa Eufémia; Ramos Pinto; Real Cia Velha; Taylor’s; Vallado; Vicente Faria; Wine & Soul.

Uma verdadeira maratona. Nem o nosso animado grupo conseguiu provar de tudo. A qualidade dos vinhos apresentados era impecável, desde os chamados “de entrada”, até os vinhos “de ponta”.

Num evento deste porte é preciso controlar os impulsos e organizar bem o que vai ser provado. Numa primeira volta nos dois salões, identificamos o que já é conhecido e as novidades.

A segunda etapa é começar por brancos e rosados, deixando os tintos e os portos para a terceira etapa.

Como seria impossível passar por todas as mesas, o grupo se dividiu, cada um com suas tarefas, nos reunindo durantes os períodos de hidratação para trocar informações. Vinhos considerados excepcionais são provados por todos.

Atingidas as metas e se ainda houver disposição do grupo, prova-se os vinhos que não foram inicialmente listados.

Alguns destaques:

– Vinhos da Real Cia Velha, entre eles a linha Evel, com ótima relação custo x benefício;

– Os tintos da Quinta de La Rosa e Poeira, vinificados por Jorge Moreira;

– A linha da Cia de Vinhos do Douro, com rótulos divertidos e deliciosos;

– Quinta do Crasto e seus vinhos impecáveis;

– A seleção de Vinhos do Porto apresentada pelos expositores.

Ao final do nosso périplo, decidimos escolher o melhor Porto 20 anos, uma árdua tarefa. O grupo ficou dividido entre Taylor’s, Churchill’s e Fonseca.

Um ótimo resultado para qualquer consumidor, demonstrando a força do vinho português e de suas tradições.

Saúde e bons vinhos, portugueses, com certeza!

Vinho da Semana: um Vinho do Porto bem moderno e diferente. Pode ser usado na preparação de coquetéis como o Portonic ou a Caipiporto.

Porto Branco Maynard’s

Feito com uvas Malvasia cultivadas em altitudes elevadas, caracteriza-se pela cremosidade e aromas frutados. Em boca é um vinho equilibrado, com grande frescor e leveza.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

Este evento estará em Belo Horizonte no dia 06/06/2017. Maiores informações num destes links:

IVDP – https://www.ivdp.pt/pagina.asp?content=eventos

EV – http://www.essenciadovinho.com/pt/eventos

Preciso Harmonizar Vinho e Comida?

Ser o expert da sua turma traz algumas responsabilidades. Uma delas é aconselhar sobre os melhores vinhos para determinadas situações como casamentos, aniversários e outras celebrações.

Mas a dúvida sobre a qual o volume de consultas é mais frequente é sobre como harmonizar determinado prato. Muitas vezes sou deixado sem opções com perguntas desse calibre:

– “Qual destes vinhos harmoniza melhor com bacalhau”?

Logo em seguida sou informado dos vinhos disponíveis e, nenhum deles, passa perto de uma boa combinação. Além disto, não há detalhe sobre a receita. Dureza…

Está coluna já abordou este tema em diversas ocasiões, seja mostrando as diversas técnicas empregadas para atingir um sonhado equilíbrio, ou indicando, explicitamente, algumas combinações consagradas. Está na hora de questionarmos a importância disto tudo.

Para começar, respondo à pergunta feita no título: Não, não somos obrigados a harmonizar nada. Não existe lei, decreto, norma ou portaria que exija que um alimento seja combinado com determinado vinho ou vinhos.

Simplificando, façam o que acharem melhor.

Mas, em compensação, não reclamem se algum gosto estranho surgir no palato. E não culpem o Cozinheiro!

A ideia de harmonizar tem por objetivo tornar uma refeição simples numa experiência melhor, nada mais do que isto. Segue, em linhas gerais, uma série de outras “harmonizações” que fazemos cotidianamente.

De forma quase subconsciente, harmonizamos com nossos amigos ao buscar sua companhia para diversos eventos. Escolhemos criteriosamente hotéis ou pousadas onde vamos nos hospedar nos dias de descanso, e o que é isto se não harmonizar? Esposas ou maridos são outra forma de se encontrar uma combinação perfeita. A lista continua e podemos incluir outras coisas como a escolha de profissionais para nos atender, mercados e lojas que levam o nosso selo de aprovação, Cias aéreas, etc…

A lógica pede, então, que as nossas refeições também passem pelo crivo da harmonia. Na minha opinião começa com arroz e feijão.

Mas nada disto, entretanto, é obrigatório. Podemos muito bem viver sem regras que nos amarrem a isto ou aquilo. O pior que pode acontecer é não gostarmos de determinada experiência e nunca mais participarmos dela, ou buscar alternativas.

A preocupação exagerada em harmonizar só é justificada se desejamos impressionar alguém, seja com dotes culinários e/ou de conhecedores de vinho. Muitas vezes a simplicidade é o segredo do sucesso neste campo. Não inventem.

Em linhas gerais, não é complicado acertar uma harmonização, mas é preciso saber algumas coisas sobre o prato que será servido: os ingredientes e a forma de cocção são fundamentais. Não é à toa que a maioria dos grandes Chefs de cozinha são ótimos harmonizadores, faz parte de seu treinamento. Com um conhecimento básico sobre vinhos, são capazes de preparar pratos perfeitos para serem equilibrados pelo binômio acidez e tanino dos vinhos.

Eis uma regra mais que básica:

– Taninos ajudam a equilibrar pratos com um maior teor de gordura, por exemplo, azeite, creme de leite, manteiga, maionese e carnes gordas;

– Acidez equilibra pratos mais secos, como carnes magras, grelhados, saladas, frutos do mar cozidos ou com pouca gordura na preparação.

– Vinhos tintos são mais tânicos do que ácidos;

– Vinhos brancos são mais ácidos do que tânicos.

Só com isto podemos resolver mais de 90% das dúvidas sobre harmonização. As demais situações não inclusas aqui devem ser tratadas como exceção, simples assim.

Querem um conselho?

Arrisquem-se ou harmonizem com outra coisa. Lembrem-se que aprendemos muito no erro.

Saúde e bons vinhos e boas harmonizações.

Vinho da Semana: a uva Syrah é muito versátil!

Dalbosco Reserva Syrah Limari

Premiado em 2014 com a Medalha de Prata do Concours Mondial de Bruxelles. Bem equilibrado, elegante, com taninos suaves e de grande persistência.

Harmonização: cabe aos leitores encontrar as melhores combinações

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

Terroir: Um Mito em Desconstrução

Num recente encontro, experimentei um vinho elaborado com uvas plantadas em terroir (solo) de origem vulcânica, atual moda nos grandes centros. A grande diferença estava no rótulo que declarava, claramente, esta origem.

Ótimo vinho, apreciado por todos, e que será nossa indicação nesta semana.

Terroir, que para muitos apreciadores é um conceito de difícil assimilação, tem sido objeto de diversos estudos que, até hoje, não confirmaram, como verdadeiro, o conhecido mito ou lenda que atribui ao tipo de solo, as principais influências sobre aromas e sabores do vinho.

Curiosamente, sabe-se, por outras razões, que a videira não transmite aos seus frutos nenhuma característica do terreno que permita identificar, no vinho, em que solo estava plantada.

Incrível, mas verdadeiro!

Duas publicações recentes me chamaram a atenção para esta eterna dúvida, Volcanic Wines (vinhos vulcânicos) escrito pelo Master Sommelier John Szabo, e Terroir and Other Myths of Winemaking (terroir e outros mitos da vinificação) do Professor Mark Matthews da renomada Universidade da Califórnia em Davis, centro de referência sobre uvas e enologia.

O primeiro tece loas sobre os terrenos vulcânicos, valorizando muito os vinhos obtidos a partir destes vinhedos, enquanto o Prof. Matthews tenta desmistificar, de forma até rude, a demasiada importância que damos ao temido e incompreendido “Terroir”.

Interessantíssimo olhar para a origem da palavra: era empregada, pejorativamente, para descrever a qualidade dos aromas de esterco presentes no vinho!

Simplificando, indicava um vinho que fora elaborado em condições pouco higiênicas.

Atualmente, num conceito tipicamente “velho mundo”, seria o local e não a casta o fator mais preponderante no resultado final do vinho. Uma grande legião de autores, críticos e produtores, entre outros, não aceitam facilmente esta afirmação.

Alguns conceitos estabelecidos, como o que afirma serem os vinhos tintos de solos argilosos, mais escuros, encorpados e tânicos do que os de solos calcários, podem estar com os dias contados. Não existem bases científicas para sustentar esta colocação.

Segundo o Prof. Matthews, a única evidência concreta da relação entre o solo e a qualidade do bago que será vinificado está na capacidade dos diferentes tipos de solo, argila, calcário, areia, etc., em drenar ou reter água, seja de chuva ou de irrigação.

Provavelmente nenhum dos livros tem uma resposta definitiva. O mistério que cerca a influência do Terroir (solo, clima, cultura, relevo) ainda vai mexer com a imaginação de muitos, principalmente dos mais românticos.

Saúde e bons vinhos.

Vinho da Semana: um espanhol de solo vulcânico para os leitores tirarem suas dúvidas.

Vulcanus Alpha Tempranillo

Os vinhedos estão localizados a uma altitude média de 800 metros em um solo ocupado, em eras antigas por um vulcão, o que explica os diferenciais de aroma e sabor do vinho. Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas. Envelhecido por três meses em barricas de carvalho francês, possui taninos elegantes, com toque de especiarias e frutas negras.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

Vinho pode ser muito bom para a saúde

O consumo de bebidas alcoólicas tem sido, ao longo do tempo, objeto de acaloradas discussões onde argumentos, a favor e contra, são debatidos à exaustão.

Em diversos países tentaram proibir a produção e o consumo, sem sucesso, muitas vezes baseados unicamente em princípios religiosos, que não pretendemos discutir aqui. Tentam, até hoje, estimular o consumo consciente, através de peças publicitárias que sensibilizam a todos.

A reboque disto tudo, pesquisadores de diversos centros de estudo se dedicam a descobrir os reais efeitos dos fermentados e dos destilados em nosso organismo.

O vinho é um campeão destas descobertas.

Vamos apresentar, de forma bem sucinta, as mais novas razões para se ter, sempre à mão, uma taça da nossa bebida favorita.

– O Centro Médico da Universidade Loyola, EUA, divulgou, baseado em uma pesquisa feita com mais de 140 trabalhos acadêmicos, que o consumo moderado de vinhos tende a evitar doenças como a Demência e o Mal de Alzheimer.

O Prof. Edward J Neafsey afirma, entretanto, que não recomenda que aqueles que nunca consumiram vinho, o façam a partir de agora. Para obter este efeito é necessário que o consumo seja realmente moderado e regular.

– Um estudo comparativo entre apreciadores de cerveja, destilados e vinhos, feito pela Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Diego, demonstrou que os enófilos têm o risco de contrair doenças hepáticas significativamente diminuído.

Novamente, a moderação é a chave para se obter o benefício. Consumo exagerado de qualquer uma destas bebidas vai levar a um colapso de fígado.

– Dois centros de estudos, diferentes, concluíram que existe uma correlação positiva entre o consumo de vinho e a prevenção do câncer de próstata e do câncer de mama.

Uma publicação da Escola de Medicina de Harvard chamada “Men’s Health Watch”, afirma que o consumo de 4 a 7 taças de vinho tinto, por semana, reduziriam o risco do câncer prostático. Ainda não sabem exatamente a razão, mas continuam pesquisando e, no momento, já se pode atribuir parte deste fenômeno à presença de flavonoides e do polifenol resveratrol.

O Centro Médico Cedars-Sinai, EUA, descobriu que, ao contrário do que era senso comum (o consumo de bebidas alcoólicas favoreceria a aparecimento do câncer de mama feminino), o consumo de vinho tinto teria um efeito diametralmente oposto.

Compostos químicos encontrados nas sementes da uva teriam a propriedade de reduzir a produção de estrogênio em mulheres antes da menopausa, ao mesmo tempo que induziria uma maior produção de testosterona, o que é perfeito para inibir algum tipo de câncer.

O consumo de 1 taça, por dia, seria suficiente. Consumir a uva, in natura, pode ter o mesmo efeito. Deixo para as leitoras a decisão de qual caminho seguir.

– Outros tipos de câncer também podem ser evitados com um consumo regular e moderado de vinho.

A universidade inglesa de Leicester afirma que o resveratrol encontrado no vinho tinto tem a capacidade de reduzir em 50% a chance de desenvolver tumores malignos no intestino.

O Dr. Chung Chao, Phd., publicou um interessante estudo concluindo que os antioxidantes do vinho tinto constituem um ótimo protetor do câncer de pulmão, inclusive para fumantes. Neste caso, ressalva que tomar vinho não substitui deixar de fumar.

Para confirmar este estudo, pesquisadores holandeses descobriram que o vinho branco também age como um protetor deste mesmo órgão.

– Aumento de Ômega 3 e até proteção contra queimaduras solares.

Pesquisas realizadas em diversos centros europeus, demonstraram que o consumo regular e moderado de vinho aumenta o nível de ácidos graxos, no sangue. O mesmo efeito obtido ao se consumir óleo de peixe…

A Universidade de Barcelona alerta que o consumo regular de vinho ajuda a diminuir os efeitos dos raios UV da luz solar. Não substitui, entretanto, a clássica lambuzada com um bom protetor solar.

– A Academia de Ciências da China realiza um extenso experimento, com ratos cobaia, pesquisando uma correlação entre o consumo de vinho tinto e a diminuição da resistência à Insulina, causa da temida diabetes tipo 2. Os resultados são promissores, embora ainda não possam ser aplicados ao ser humano. Mas são ótimas notícias.

– A escola de Medicina da Universidade de Washington estuda como diminuir o crescimento de vasos sanguíneos no globo ocular, que podem provocar uma retinopatia diabética ou degeneração macular por idade. A novidade é que o resveratrol, encontrado nos tintos, tem a propriedade de impedir este crescimento.

– Uma das mais interessantes confirmações de um fato sabidamente conhecido, que os apreciadores de vinho têm vida longa, agora é embasado pela Escola de Medicina de Harvard. Comprovadamente o resveratrol e o gene denominado SIRT1 seriam os fatores que nos levam à uma vida saudável e comprida.

– Outro estudo importante relaciona o consumo de até 7 taças de vinho, por semana, com o baixo risco de desenvolver quadros depressivos. Por outro lado, um consumo maior pode ter o efeito oposto e indesejável.

Então, olho na quantidade. Isto vale para homens e mulheres.

– Efeitos de um AVC podem ser devastadores, menos para enófilos moderados e que bebem vinho diariamente. Pesquisadores da famosa Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, EUA, acreditam que o nível de uma enzima, denominada heme oxygenase, que protege as células do cérebro contra danos provocados por um derrame, podem ser aumentados pelo resveratrol encontrado nos tintos.

Uma dúvida ainda persiste, segundo o Prof. Sylvain Doré, se o polifenol, citado, é capaz de fazer tudo sozinho ou precisa da ajuda do álcool para desempenhar a sua função.

Precisamos de mais desculpas?

Muita saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um tinto clássico, de Bordeaux, com todos os benefícios mencionados nesta coluna.

Murets de Mez AOC Bordeaux Rouge

Maduro, cheio e frutado, com taninos redondos e sabores de groselha negra. Um tinto suculento e generoso.

Harmoniza com: Pernil de cordeiro, Pato ou Ganso, Vitela, inclusive os miúdos (fígado, rins), Rosbife, Filé alto e Queijo Gouda.

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