Categoria: Mitos (Page 4 of 9)

Vale a pena comprar um vinho premiado?

Numa das boas confrarias das quais participei houve uma cisão por conta da grande diferença de qualidade entre os vinhos levados pelos confrades. Dois grupos se formaram: aqueles que só se interessavam por vinhos com pedigree e os que compravam vinhos no esquema do custo x benefício.

O assunto esquentava quando alguém preferia um vinho muito barato, comprado na oferta do mercado da esquina, em vez de um consagrado e muito premiado rótulo cheio de medalhinhas. Nunca houve consenso entre os confrades resultando na divisão, definitiva, em duas outras confrarias.

Muito mais do que egos feridos, a análise deste problema envolve uma generalização que, em condições normais, não poderia deixar dúvidas: vinhos premiados deveriam ser melhores que os demais. Mas nem sempre isso é verdadeiro, nos levando a acreditar numa segunda forma de universalizar esses fatos, onde vinhos baratos podem ser melhores do que vinhos caros. Tampouco é verdadeiro.

Um dos grandes prazeres de um enófilo é dedicar algum tempo e dinheiro para garimpar vinhos. Pode ser numa boa loja em sua cidade, numa viagem e, atualmente, numa navegada pelos sites de vendas on-line. Apesar das ajudas indiretas dos mecanismos de pesquisas e de uma infinidade de aplicativos de análise de vinhos, se a escolha recair entre duas garrafas, uma com prêmios e a outra não, temos uma forte inclinação em ficar com a primeira.

Concursos são uma poderosa ferramenta de marketing. Por outro lado, existem diversos tipos de concursos, cada um com um foco, com juízes mais ou menos ecléticos, que podem distribuir prêmios a quase todos os produtos que participam ou apenas para uns poucos, considerados como melhores. Não é uma tarefa fácil, para o consumidor final, filtrar todas as informações pertinentes e separar o joio do trigo.

Alguns resultados desses concursos já entraram para o mundo das lendas, principalmente aqueles que envolveram marcas consagradas, que ninguém discute se é um bom vinho ou não: juízes de uma destas avaliações depreciaram uma determinada safra enquanto outro grupo a colocou nas alturas. Cada cabeça uma sentença.

Aqui vai o primeiro conselho: o prêmio vale apenas para aquele concurso. Generalizar é muito arriscado. A decisão foi feita com base em uma análise técnica, com regras bem determinadas. Mas é uma prova comparativa entre todos os vinhos inscritos. O prêmio de melhor significa, apenas, que ele foi um produto superior naquela oportunidade. Para decidir se vale a pena investir os nossos recursos num rótulo desses, precisamos conhecer quem foram os avaliadores e quais eram os outros produtos na mesma categoria.

Pode parecer fantasioso, mas existem vinícolas que organizam concursos regionais quase que só com os seus vinhos e se autoproclamam “os melhores”, esquecendo de citar que se restringem a uma microrregião produtora. Uma antiga anedota, sobre 3 lojas numa mesma rua, demonstra bem esta ideia: a primeira escreveu no seu letreiro, “a melhor do mundo”; Seu vizinho, espertamente, escreveu, “a melhor do universo”; O terceiro concorrente simplesmente colocou em seu anúncio “a melhor da rua” e liquidou a fatura. A analogia é imediata: os concursos são as ruas do mundo dos vinhos.

Outro aspecto importante é a finalidade que se vai dar a um vinho premiado.

Se o objetivo for guardar a garrafa por um tempo em busca de uma evolução que agrade ao nosso paladar, usar estes resultados pode ser um bom ponto de partida. Nas análises feitas nestas degustações comparativas sempre aparecem indicações favoráveis a guarda ou não.

Para os que buscam uma indicação de um bom vinho para o seu consumo habitual, não basta aceitar tacitamente a premiação. Devemos analisar os outros pontos já mencionados, além do preço: um prêmio faz com que o valor suba rapidamente. Como os concursos se repetem anualmente, é interessante manter um pequeno histórico dos produtores que nos interessam. Assim, pode-se ter uma boa fotografia do desempenho de seus produtos, permitindo uma boa compra antes mesmo da premiação.

Por fim, se a ideia for apenas estabelecer um status ou impressionar os amigos, você nem deveria estar lendo esta coluna agora. Corra na loja e compre os rótulos com mais medalhas.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto por Tatiana Rodriguez em Unsplash

O que escolhemos primeiro: o vinho ou os pratos?

Este é um dilema bem comum que pode ter desde respostas muito simples até outras mais elaboradas a partir de rígidos conceitos longamente estabelecidos.

Muitas vezes, para decidir por qual caminho seguir, poderá ser necessário consultar algum especialista, como um Sommelier, e conhecer alguns fatos sobre as pessoas e razões que, inicialmente, deram origem ao dilema.

A situação mais típica é imaginarmos um grupo numa mesa de um restaurante: cada comensal escolhe um prato e cabe a você, o especialista da turma, escolher o vinho: uma missão bem difícil.

Será que pedir ajuda ao Sommelier da casa é uma boa solução?

Na melhor das hipóteses, você apenas transferiu o problema para alguém que, nesse caso, não tem todas as informações necessárias para decidir. Imagine que ele não conhece as preferências de cada um e nem a razão do encontro: pode ser uma comemoração; uma reunião profissional; uma refeição de família…

Se em sua casa lhe dá ganas de degustar um vinho, você simplesmente abre a garrafa elegida e vai em frente. Deu fome? Garanto que a melhor harmonização será o que estiver disponível na despensa e geladeira. Não tem erro. Em última instância, o que estiver ao alcance do app no celular.

Pode acontecer exatamente ao contrário: o prato servido na refeição caseira “pede” um bom vinho. Voltamos ao parágrafo anterior e pronto. Há um interessante corolário, entretanto: pode surgir a dúvida do “qual vinho abro agora?”, o que já é bem próximo do nosso dilema.

A coisa tende a ficar mais complexa quando o número de pessoas envolvidas aumenta e o cenário deixa de ser o doméstico. Perdemos o controle sobre o prato, único, que seria servido e as opções disponíveis na adega particular.

Para sair dessa encruzilhada, a nossa primeira sugestão é a de abandonar todas as regras escritas sobre este tema e tentar buscar soluções com o chamado pensamento lateral.

Que tal começar por entender a verdadeira razão de estarem todos neste ou naquele local para uma refeição em grupo? O que realmente se espera disso tudo?

A resposta é fácil: alguns momentos de prazer, de boa convivência e de tranquilidade.

Se esse caminho lhe agrada, então vamos ao próximo quesito, que deverá ser respondido com o máximo de sinceridade: a escolha errada do vinho, desde que seja de qualidade, vai estragar este momento? Seria a harmonização correta essencial para a satisfação de todos?

A resposta mais acertada é um sonoro “não”, ressalvando que sempre haverá alguma opinião discordante.

As famosas e muitas vezes temidas regras para acertar a combinação de vinho e comida servem, na maioria das vezes, para orientar. Nunca deveriam ser seguidas “ao pé da letra” sob pena de nos tornarmos reféns de escolhas repetitivas. A iniciativa de ignorá-las, embora pareça arriscada, pode proporcionar novas e intrigantes alternativas.

A maioria dos apreciadores do vinho e da boa comida não é capaz de afirmar que uma harmonização é melhor que outra. Mesmo o muito comentado e evitado gosto metálico que aparece na cominação de alguns tintos com frutos do mar, some na garfada seguinte ou com um simples pedaço de pão.

Imagine uma brincadeira em que um renomado profissional do vinho lhe sirva a bebida, que vai realçar o seu prato, numa taça opaca. Você não saberá a cor dele: tinto ou branco. Qual a chance de não ser uma experiência agradável?

Zero!

Mesmo que ele lhe sirva um branco para acompanhar um delicioso naco de carne, o seu paladar não vai reclamar e pode achar diferente e bom.

Se você não tentar algo semelhante, nunca vai sair do mesmo lugar e das mesmas escolhas. Romper preconceitos nem sempre é ruim.

Vamos refletir um pouquinho sobre o que este texto está propondo.

O primeiro ponto sugerido é que algumas regras de comportamento sejam quebradas, algo como “quem está na chuva é para se molhar”. Escrevendo, com todas as letras, seja ousado e arrisque. Dificilmente vai dar errado.

O segundo ponto é que não usamos, até o momento, nenhum termo do habitual jargão dos enófilos: taninos, acidez, retrogosto etc. Foi proposital, não precisamos destas expressões para definir algum grau de satisfação, de prazer. São termos técnicos que, se mal empregados, nos levam para bem longe do que pode ser delicioso. Numa única palavra, simplifique.

Para resolver o dilema, esqueça as tecnicalidades e escolha o vinho em função do ambiente: a razão da reunião, o local escolhido, a energia das pessoas, o horário, o clima, os sorrisos e, por que não, as lágrimas.

Não é difícil. Use os seus sentidos, olhe, escute e sinta os aromas que estão no ar. Procure um vinho que você ache que é o certo naquele momento.

Um último conselho: escolha aquele vinho que você está com vontade de degustar. Ninguém vai reclamar.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Imagem de congerdesign por Pixabay

Oxidação e Redução

São dois termos que causam muita confusão no mundo dos vinhos, até para os mais experientes. Podem ser interpretados como bênção ou maldição, tudo vai depender da forma como cada um for empregado.

Para entender do que estamos falando, tentem responder estas questões:

– O que significa cada um desses termos: vinho oxidado, vinho oxigenado, vinho reduzido e vinificação redutiva?

– Seria possível um defeito do vinho ser visto como uma qualidade?

– Um vinho pode estar oxidado e reduzido, ao mesmo tempo?

Vamos esclarecer estes pontos sem transformar este texto e uma aula de química.

Diz-se que um vinho está oxidado quando ele foi muito exposto ao oxigênio (do ar) e passa a apresentar uma coloração mais escura, tendendo ao marrom (tijolo), com aromas que lembram frutas secas (amêndoas, nozes etc.) ou maçãs muito maduras. No paladar perde o frescor e já começa a fazer referências aos sabores avinagrados. Um defeito muito comum em garrafas mal arrolhadas ou nas que foram adegadas incorretamente permitindo o ressecamento da cortiça e a entrada, indesejável, de ar. Não deve mais ser consumido.

O que torna isso tudo muito complicado é perceber que, ao abrirmos uma garrafa, servir um taça e girá-la, estamos buscando uma forma de oxidação, nesse caso benéfica. Queremos que o vinho “respire”.

No jargão dos enófilos estamos “abrindo” o vinho para que ele nos apresente toda sua gama de aromas e sabores. Muitas vezes usamos decantadores e aeradores para acelerar esse processo. A ideia é acrescentar oxigênio.

Podemos ir mais longe: na elaboração de um vinho podem ser usados processos de micro oxigenação controlada, em busca de melhor cor, sabor e compostos fenólicos bem comportados. Algumas regiões produtoras oxidam, propositadamente, seus vinhos como o Madeira, o Jerez e alguns vinhos da região do Jura, na França.

Em lugar de ser um defeito é uma grande qualidade e traz, a cada um desses produtos, uma característica marcante.

Para não deixar pedra sobre pedra, não se esqueçam dos vinhos que passam por maturação em barris de carvalho, madeira que permite uma quase perfeita micro oxigenação. Isso vale para as boas rolhas de cortiça, também.

Se a oxigenação pode ser benéfica, o vinho reduzido é uma outra história.

Diz-se que um vinho está reduzido quando apresenta aromas de fósforo queimado, ovo podre ou borracha. Geralmente se dissipam com um pouco de aeração. Ocorrem pelo motivo oposto ao da oxidação: pouco oxigênio na sua elaboração.

Em lugar de oxigenar o mosto em alguma etapa da sua elaboração, a técnica denominada “vinificação redutiva” trabalha num ambiente (tanques fechados) sem ar, que pode ser substituído por um gás inerte. O enólogo busca por um maior frescor no seu vinho deixando aromas e sabores bem destacados.

Um bom exemplo são alguns Chardonnay da Borgonha, conhecidos por apresentarem característicos aromas de palito de fósforo. Novamente, um possível defeito se torna uma boa qualidade, destacando a personalidade de uma marca. Muitos especialistas acham errado o termo “vinho reduzido” preferindo usar “vinificação redutiva”. Legislações específicas já exigem que esta técnica seja declarada no contrarrótulo.

Existe uma enfadonha explicação técnica para tudo isso, envolvendo os Compostos Sulfurados Voláteis (CSV), formados durante a fase de fermentação. São responsáveis, não só, pelos aromas estranhos do vinho, como por muitos outros fora desse universo, inclusive o mau hálito…

Para fechar a coluna desta semana, é sim possível um vinho estar oxidado e reduzido ao mesmo tempo.

Alguém se arrisca a uma explicação?

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto de ELEVATE no Pexels

Gelo no vinho pode?

Pode!

Obviamente, é uma exceção, uma correção momentânea e pontual. Mesmo assim, se algum enófilo purista estiver por perto, vai torcer o nariz e criticar.

Problemas no momento do serviço do vinho podem acontecer com qualquer um. Se a taça que lhe serviram parece mais quente do que o seu paladar pede, não hesite e coloque uma pedrinha de gelo na taça. Gire o vinho por 20 ou 30 segundos. Remova o cubo com uma colher e torne a provar. Se for necessário, repita. Use uma pedra retirada diretamente do congelador evitando as que já estão num balde.

O gelo vai alterar as principais características do vinho, seja ele branco, tinto, rosado, espumante ou generoso. Fica subentendido que não devemos fazer este procedimento com grandes vinhos, principalmente os que ficaram guardados por longos anos.

Regras existem para serem quebradas e tanto os produtores de vinhos como os criadores de acessórios para os enófilos estão sempre atentos, nos oferecendo boas alternativas para enfrentar o vinho que ficou muito quente num dia de verão.

Uma das tendências atuais é produzir vinhos para serem degustados com uma ou duas pedras de gelo nas taças. Espumantes e rosados se destacam neste segmento. A tradicionalíssima casa Moët & Chandon elabora o Ice Impérial, um champagne para ser bebido da forma mais informal possível.

Em 2015 escrevemos uma matéria sobre este produto: Vinhos “On the rocks”

Vinhos brancos, como os das castas Riesling e Sauvignon Blanc, aceitam um gelinho sem maiores problemas e até podem se beneficiar um pouco: não há nada pior que um branco muito aromático ser degustado quente…

Para os tintos, siga o conselho dado no início deste texto: gelo por pouco tempo, o suficiente para chegar na temperatura que seja do seu agrado.

Uma das opções, a seguir, podem simplificar a nossa vida.

Os que apreciam um bom Scotch estão familiarizados com o gelo metálico, um cubo de aço inox, mantido no congelador, que substitui o gelo tradicional, com a vantagem de não diluir nada. Vale para o vinho também.

Uma alternativa são “gelos” plásticos. Um recipiente inerte, muitas vezes com formatos inesperados, recheado com um líquido. Etileno glicol é o mais comum. Uma vez congelados podem manter sua bebida gelada por mais tempo, sem alterar suas características.

Outros caminhos que não envolvam cubos de gelo podem ser seguidos, tudo vai depender da ocasião e da vontade do anfitrião ou Sommelier, de dedicar algum tempo de preparação.

Um dos segredinhos é gelar as taças. Deixe-as na geladeira por algumas horas antes de usá-las. Podem ser embrulhadas em papel filme, evitando odores desagradáveis.

Uma variante deste truque é mergulhar a taça em um balde com água “estupidamente” gelada. Deixe em contato por alguns segundos, escorra rapidamente e use. Girar com uma pedra de gelo também funciona. Espere a taça ficar suada e descarte a pedrinha, passando para a próxima taça.

A turma dos cervejeiros, para quem baixas temperaturas são mandatórias, dispõem de um arsenal de recursos para deixar suas latinhas ou long necks no ponto, num piscar de olhos.

Quase todos eles podem ser adaptados para gelar, rapidamente, uma garrafa de vinho. O banho em uma salmoura gelada é um deles. O nosso preferido é envolver a garrafa num pano umedecido e colocar tudo num freezer por 10 a 15 minutos. Não se esqueçam de proteger os rótulos, seja com filme plástico ou com um saco tipo Zip Lock.

Mais um mito cai por terra.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto de Vincent Rivaud no Pexels

Vinho deve respirar ou não?

Imagem de Christine Sponchia por Pixabay

Mais que um mito, um cânone entre os apreciadores do vinho: deixe o vinho respirar antes de degustá-lo.

Pode-se obter essa arejada de algumas formas, por exemplo, decantando, usando um aerador ou simplesmente retirando a rolha e deixando a garrafa aberta por um curto período.

Nem sempre queremos fazer isto e talvez nem sempre é cabível deixar um vinho respirar. Em sã consciência, ninguém vai comprar um vinho, simples, num supermercado e submetê-lo a estes requintes. Há um limite para tudo, até para isto.

Um grupo de especialistas, britânicos, principalmente, resolveu ampliar e esclarecer estas regras. Responderam a esta pergunta:

Quais vinhos devem ser decantados?

Segundo esta nova geração de Sommeliers e Mestres do vinho, entre outros, a vinificação moderna já leva em conta que os vinhos, quando chegarem ao mercado, estarão prontos para consumo. Mesmo aqueles que ficarem adegados não apresentarão sedimentos que justifiquem uma decantação ou filtragem posterior.

Somente vinhos muito antigos precisarão passar por algum processo para remover resíduos, mas isto deverá ser feito de modo rápido e o vinho consumido num espaço de tempo não superior a duas horas.

Nossas considerações:

Primeiro um pouco de história para compreendermos a necessidade de abrir um vinho um pouco antes de servi-lo.

As vinificações tradicionais utilizavam o sulfito como preservativo, permitindo uma vida útil maior para os vinhos, inclusive para os que seriam colocados em prateleiras de mercado.

Ao serem desarrolhados, era comum perceber um estranho aroma de “ovo podre” decorrente do uso deste produto. Uma vez aberto e arejado, o vinho estaria em condições de ser degustado sem interferências indesejáveis.

Se por alguma razão a dosagem do sulfito fosse acima do normal, só mesmo uma decantação limparia aquele desagradável odor.

Vem deste fato a ideia de deixar o vinho respirar.

Louis Pasteur também tem um papel importante neste tema. Por encomenda de Napoleão III, publicou um estudo onde concluía que o contato do vinho com uma quantidade controlada de ar poderia beneficiar aromas e sabores, “envelhecendo” a bebida. Esta é a teoria que está por trás de rolhas de cortiça que permitem a passagem de ar, válida, inclusive, para as famosas barricas de carvalho.

Resumindo, o contato com ar pode ser benéfico, mas tudo dependerá do tipo de vinho, do tempo e da área de contato. O gargalo de uma garrafa não é a condição mais adequada.

Vinhos muito tânicos vão se beneficiar muito com uma boa aeração, enquanto vinhos mais frutados e suaves tendem a perder um pouco de suas características mais marcantes, caso se prolongue este procedimento.

O ideal é experimentar e cada um encontrar o seu ponto ideal.

Nas nossas degustações, depois de várias experiências, adotamos o aerador como acessório padrão para servir vinhos tintos. Para os brancos apenas abrimos e servimos.

Esta foi a metodologia de testes adotada:

Aberta a garrafa, servia-se uma rodada;

Em seguida, uma parte era vertida num decantador, para ser degustada após 20 minutos de aeração, no mínimo;

O restante era servido através de um aerador. Mais de um tipo foi testado.

Para o nosso paladar e para os tipos de vinhos degustados a 3ª opção sempre apresentou os melhores resultados. Em 2º lugar ficou o vinho decantado.

Saúde e bons vinhos!

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