Categoria: Mitos (Page 7 of 9)

A Tendência atual são os “Vinhos Naturais”

Mais um modismo, sobre o qual já escrevemos em umas das colunas em que desmitificamos alguns conceitos. Vinho Natural, embora seja um termo “guarda-chuva”, tem sido um trend topic nos principais meios de comunicação especializados.

A primeira reação seria afirmar que qualquer vinho é natural, o que na opinião de uma maioria de especialistas, estaria correto. Mas, recentemente, a Ava Winery, localizada em S. Francisco, Califórnia, apresentou o seu primeiro vinho sintético ou artificial, uma combinação de água, etanol e flavorizantes diversos. O principal objetivo desta vinícola é reproduzir grandes vinhos, que já não existem mais, permitindo que as gerações atuais possam experimentar, por exemplo, um Chateau Montelena 1973 ou o Dom Perignon 1992.

Honestamente, Vinho Natural passa a fazer sentido, mas há outras coisas debaixo deste chapéu.

Este termo foi cunhado para abrigar técnicas de cultivo e vinificação, tipicamente as orgânicas e as biodinâmicas, além de algumas variantes como os vinhos vegetarianos.

Algumas regras são bem claras para este grupo:

– Uvas cultivadas num dos sistemas  mencionados acima;

– Colheita manual, exclusivamente;

– Manipulação mínima na elaboração (note-se que o termo “manipulação” decorre do Latim “manus” + “pleo” ou “encher com as mãos”…);

– Fermentação espontânea pelas leveduras nativas;

– Técnicas de vinificação minimamente intrusivas de maneira a não modificar o sumo;

– Não utilização de sulfitos, um agente sanitizador ou, pelo menos, utilizar doses homeopáticas;

A linha vegetariana é ainda mais exigente, não permitindo o uso de nenhum agente clarificante de origem animal com clara de ovos (albumina), ictiocola, gelatina animal, etc. (mas esterco, como adubo no vinhedo, pode…)

Confesso, são conceitos um pouco difíceis de assimilar ou estabelecer um limite claro do que pode ou não.

Quanto ao produto final, há os que são adeptos fervorosos (quase uma religião) e outros que simplesmente desconfiam que isto tudo não passa de uma bela jogada de marketing de vinhateiros desconhecidos em busca de reconhecimento.

Se as uvas forem cultivadas com todos estes cuidados e os vinhos elaborados corretamente, não há razão para não serem tão bons ou piores dos que ditos “comerciais”. Qualquer iniciativa que vise preservar o meio ambiente é sempre positiva.

Como em qualquer outra atividade, existem as coisas boas e as ruins. Um dos principais problemas dos “naturais” é a dificuldade de estabilizá-los. Deterioram-se com muita facilidade, por não conter nenhum agente antibacteriano. A aparência mais turva que os vinhos comuns é outro fator que influencia a baixa aceitação desta classe de vinhos.

Se olharmos do ponto de vista dos importadores e distribuidores, um lote pode virar vinagre só no transporte desde a origem até o destino final. Isto seria o caos: todo mundo perde.

Outro fator importante é o preço final, geralmente bem maior que os da mesma faixa. Por ser uma produção que depende intensamente de mão de obra, não há como reduzir custos de produção.

Os produtores dos Vinhos Naturais levam suas práticas comerciais ao extremo, também, com o denominado “Comércio Justo”. No Brasil já existe um site dedicado a estes produtos. Vale a pena uma visita: https://garrafalivre.com.br/

Quanto à tendência, “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da semana: um espanhol ecológico.

Urbezo Organico Chardonnay – $$

Elaborado com uvas de cultivo orgânico, apresenta coloração amarela brilhante, repleto de aromas finos e elegantes, com notas de frutas tropicais, frutas cítricas, pera e maçã. Saboroso, com acidez equilibrada e boa estrutura.

Harmonização: Bacalhoada, Aves com molho de nozes, Aspargos, Ostras, Camarões, Bobó de Camarão, Lagosta, Risotos com Frutos do Mar, Paella.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

*** Para os leitores de Belo Horizonte e regiões próximas:

CASA RIO VERDE FAZ TRÊS EDIÇÕES DO CURSO DE INICIAÇÃO AO MUNDO DO VINHO EM JANEIRO

Que tal começar o ano aprofundando seus conhecimentos sobre o vinho, bebida cada vez mais popular na mesa dos brasileiros? A Escola de Vinhos da Casa Rio Verde abriu inscrições para três edições do curso “Iniciação ao Mundo do Vinho”, em janeiro.

Duas edições acontecem durante a semana: de 23 a 25/jan e de 30/jan a 01/fev. São três horas de aula/dia, totalizando nove horas de curso. Para quem prefere fazer o curso no final de semana, haverá uma turma no sábado, dia 28 janeiro, também com 9 horas de duração.

O curso abrange informações teóricas como tipos de uva, regiões produtoras, dicas de harmonização. Na parte prática, são degustados 12 rótulos, cada um de um estilo de vinho. As aulas acontecem na sala de treinamento da loja da Praça Marília de Dirceu, 104, bairro de Lourdes.

A novidade é que agora, além das lojas da Casa Rio Verde e do telefone 3116-2301, o interessado pode fazer a inscrição pelo site, no link www.vinhosite.com.br/vinhos/curso .

SERVIÇOCURSO DE INICIAÇÃO AO VINHO – CASA RIO VERDE – JANEIRO

Turma 1 – 23, 24 e 25 de janeiro (19 às 22H)

Turma 2 – 28/janeiro (9 às 19h)

Turma 3 – 30, 31/jan e 1/fev (19 às 22h)

Carga horária: 9 horas

Degustação: 12 rótulos de diferentes estilos

Local: Casa Rio Verde – Praça Marília de Dirceu, 104 – Lourdes

Valor do investimento: R$ 299 por pessoa (capacidade 18 pessoas) – sócios do VinhoClube da Casa Rio Verde pagam R$209,30.

Inscrições e informações: www.vinhosite.com.br/vinhos/curso

Telefone: 31-3116-2300

Mais Alguns Mitos – final

Sul 1b

Anidrido sulfuroso, dióxido de enxofre, SO2 ou simplesmente “sulfito”, é um composto químico com propriedades antissépticas, antibacterianas e antioxidantes que auxilia, também, na extração dos compostos fenólicos que são os responsáveis pela cor e taninos nos vinhos tintos. Este conservante é adicionado ao vinho por suas importantes propriedades.

O uso dos sulfitos é bem antigo, os romanos queimavam velas feitas de enxofre, dentro das ânforas, para evitar que o vinho avinagrasse. A partir de 1900, os compostos à base de enxofre foram introduzidos, definitivamente, no processo de vinificação, impedindo a proliferação de bactérias e fungos.

Rigorosamente controlado por legislações específicas, sua quantidade máxima muda de país para país. O único ponto em comum é a obrigatoriedade de constar um aviso no rótulo ou contrarrótulo, como na imagem acima.

Existe uma razão: algumas pessoas são sensíveis aos sulfitos, mesmo em baixas concentrações, uma parcela menor que 1% da população mundial. Decorre disto o mito de hoje: que a famosa enxaqueca é a consequência da presença deste composto.

Não é bem assim…

Um bom teste para descobrir se somos afetados pelos sulfitos do vinho é degustar alguns damascos secos. Eles contêm cerca de 2.000 ppm (partes por milhão) de SO2 para poder manter sua estrutura, cor, sabor e durar por algum tempo nas embalagens. Um bom vinho tem, em média, 50 ppm, chegando a um máximo de 100 ppm (vinhos de sobremesa).

Neste ponto começamos a desmontar o mito: existem produtores que declaram que seu vinho é livre de sulfitos.

Não é verdade, estes vinhos têm uma quantidade entre 10 a 40 ppm e devido a um arabesco nas legislações, não são obrigados a declarar, como os demais, que contêm sulfitos.

Assim como as pessoas que são sensíveis à presença de compostos sulfurosos, os vinhos livres de sulfitos ficam com menos de 1% do seu universo, ou simplesmente, não existem.

Mais um mito detonado, mas…

E a dor de cabeça, a enxaqueca?

Infelizmente existem pessoas que têm reações alérgicas por conta das histaminas presentes no vinho. Dor de cabeça e um pouco de náusea são os sintomas mais conhecidos, nada que um antialérgico OTC não resolva.

Uma outra explicação vem de um trio de fatores, bem conhecido por todos, baixo nível de açúcar no sangue, desidratação e fadiga. Estes seriam os verdadeiros culpados por ressacas e enxaquecas.

Cuidado, então, ao decidir afogar as mágoas no vinho!

Existem produtores orgânicos e biodinâmicos, outro mito já explicado, que evitam colocar este polêmico conservante em seus vinhos. Obviamente que a vida útil destes produtos é muito limitada e encontrar um destes é quase como acertar o grande prêmio de uma loteria.

Se achar um, sorte sua.

Saúde, bons vinhos!

Vinho da Semana: lá da terrinha, novidade por aqui.

Sul 2Lagoalva Tinto 2014 – $

Elaborado com um corte das melhores castas portuguesas, de modo a obter um vinho equilibrado e complexo.

Com coloração rubi, é um vinho elegante, com intenso aroma de frutas vermelhas e notas de baunilha.

No palato, é redondo e equilibrado, uma delícia de beber.

 

Mais Alguns Mitos – 2

Este mito poderia ser desdobrado em vários outros, há quem ache essencial os aromas e sabores introduzidos pela passagem por barris de carvalho e há quem deteste os vinhos “madeirados”.

Para complicar e fazer a alegria dos mais exigentes, existem diversas origens para esta mágica madeira que melhora vinhos e destilados: França, América do Norte, Eslovênia, entre outros.

Para alguns apaixonados, só vale carvalho francês e de uma determinada floresta.

Menos, menos!

O mito, tema da coluna de hoje, tem um importante pano de fundo: barricas de carvalho são caras e nem toda a vinícola é capaz de ter sempre material novo, a cada safra, fabricado com matéria-prima francesa oriunda da floresta de Tronçais, talvez a mais famosa de todas (as outras são: Allier, Limousin, Nevers e Vosges).

Cada barrica básica custa cerca de 600 dólares ou mais, lembrando sempre que sua a produção é limitada. As árvores de carvalho levam décadas até chegar no ponto de corte.

Para vinhos de ponta, estes barris são usados uma única vez. Os usos posteriores são para os produtos de segunda linha e sua influência diminui a cada nova rodada. Ao final de sua vida útil são revendidos para destilarias ou indústria de mobiliário, recuperando-se parte do investimento.

Como explicar os vinhos de boa relação custo-benefício que passam por madeira?

Existem alternativas, boas e baratas, que foram desenvolvidas para atender a produtores que estão muito distantes dos principais centros de fabricação destes barris ou que buscam formas de acrescentar madeira aos seus vinhos sem ter que fazer investimentos fabulosos que, certamente, impactariam no preço final ao consumidor.

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Empresas especializadas fornecem o mesmo carvalho na forma de serragem, cavacos, aduelas, dominós e até em líquido. Geralmente são produtores de barris também.

Os de uso mais comuns são as os cavacos e as aduelas. Se forem empregados na forma correta e no momento ideal, produzem resultados idênticos aos das barricas, por uma fração do custo. Por exemplo:

Numa barrica padrão de Bordeaux cabem 225 litros. A quantidade de cavacos de carvalho indicada para um volume como este, num tanque de aço inox, seria 700g, o que custaria, aproximadamente 5 (cinco) dólares. Uma enorme economia.

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Outra alternativa muito usada são as aduelas ou sarrafos de carvalho preparados para serem introduzidos nos grandes tanques, seja durante a fermentação ou após.

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Os resultados são surpreendentes e sabe-se que muitos produtores de ponta já adotaram esta técnica, embora ninguém declare, abertamente, o seu uso.

Mais um mito detonado: nem tudo que aporta aromas e sabores de madeira ao vinho, suaviza taninos e realça outras características vem de uma barrica de carvalho.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um bom italiano, da Úmbria.

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Vitiano Rosso 2013

Um corte de 34% Sangiovese, 33% Merlot e 33% Cabernet Sauvignon, que passa 3 meses em barricas de carvalho francês da floresta de Never.
Harmoniza com pratos de carne vermelha, massas com molhos estruturados, e queijos amarelos.

 

Mais alguns mitos – 1

Nada é uma verdade absoluta no mundo dos vinhos e, por esta razão, mitos vão sempre existir. Enquanto alguns são derrubados, novos são criados.

Um tema que sempre é recorrente nas conversas entre enófilos são os vinhos vendidos como orgânicos ou biodinâmicos. Seriam realmente melhores que os demais?

Um amigo da juventude, Vicente, Engenheiro Químico, ficou revoltado quando inauguraram, aqui no Rio de Janeiro, o que teria sido o primeiro restaurante de “comida natural”. Foi uma revolução, mas gerou grandes controvérsias. Vicente, indignado, chegou a imaginar um “restaurante artificial” onde o prato principal seria um “Filé Plastic”, em homenagem a uma massa plástica usada em reparos automotivos.

Mesmo nos tempos atuais ainda é complicado falar em alimentos não naturais e assemelhados. Mencionar vinhos orgânicos ou biodinâmicos levanta a mesma série de questões. Existiria um vinho não natural?

O maior problema em compreender esta classificação está no fato de que ela se aplica, quase que exclusivamente aos vinhedos e, dependendo da legislação de cada país produtor, a definição de “orgânico” pode ser muito ampla.

Cultivos orgânicos, sejam de uvas, outros alimentos ou animais, buscam minimizar o uso de produtos químicos como defensivos agrícolas ou agentes que estimulem o crescimento, entre outros. Até o emprego de implementos agrícolas mecanizados na lavoura pode ser visto como algo inorgânico. Por exemplo, cito a Borgonha e seu mais famoso vinhedo, Romanée-Conti, onde somente cavalos são usados para o transporte da colheita e para a manutenção.

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Quando as uvas chegam na cantina e se inicia a vinificação, manter todo o processo como orgânico é muito complicado. Analisando a legislação norte-americana, vamos descobrir que podem ser usados cerca de 70 aditivos permitidos na elaboração, dita orgânica, mesmo sabendo que alguns são sintéticos, sem os quais não seria possível nem começar a fermentação nas condições sanitárias adequadas.

Um destes produtos, um antigo e eficiente fungicida agrícola, conhecido como Calda Bordalesa (Mistura de Bordeaux), nada mais é que a combinação de sulfato de cobre, cal e água.

Isto tudo é orgânico?

Segundo alguns especialistas, sim!

Outro bom exemplo é o ácido tartárico, principal ácido do vinho que lhe garante saúde e longevidade. Quando a quantidade necessária não é obtida na vinificação, não só é lícito como desejável acrescentá-lo para fazer as correções necessárias.

Orgânico?

Elementar meu caro Watson, ou se preferirem, mito não confirmado, como diriam os apresentadores do Mythbusters (Caçadores de Mitos) do Discovery Channel.

O melhor seria que estes vinhos fossem identificados como “elaborados com uvas de cultivo orgânico” e não como vinho orgânico.

Ao pé da letra, ou todos são ou nenhum é. Vocês decidem…

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: para comemorar, neste domingo 10/07, o dia da Pizza.

org 2Montes Merlot 2014 – $

Vinho de boa expressão, com frutado intenso muito agradável e elegantes notas de carvalho.

Os taninos e a acidez bem integrados dão um paladar com muita harmonia.

Final de boca de boa persistência.

Harmonização: Merlot é uma casta que produz vinhos fáceis de harmonizar com diversos tipos de pratos. Perfeito para as pizzas tradicionais

 

O que um Enófilo busca no vinho?

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Qualquer dicionário vai explicar que Enófilo é quem aprecia e estuda vinhos. Mais que um apreciador comum, é alguém que tem por hábito, entre outras coisas, anotar o que degusta, pesquisar vinhos que melhor se adequam a uma estação do ano ou a um determinado prato ou alimento. Um aficionado em todos os sentidos.

Não existe uma formação obrigatória para ser reconhecido como Enófilo, mas algumas características se impõem:

– Aroma e paladar treinados;

– Sólidos conhecimentos sobre regiões, castas e vinhos;

– Compreender a importância das safras (para grandes vinhos);

– Noções de harmonização;

– Dominar, com confiança e habilidade, o serviço do vinho.

Mais poderia ser dito, mas estaríamos enveredando por adegas, garrafas míticas, cadastros em lojas especializadas e vasta biblioteca. O que importa, entretanto, é entender a diferença entre alguém que pede um vinho para acompanhar sua refeição e a mesma situação vivida pelo Enófilo.

Para estes, não basta gostar do vinho, é preciso ter mais informações para poder apreciar completamente o seu potencial: procedência, como foi elaborado, safra, castas e qualquer outra informação, mesmo que pareça irrelevante, pode contribuir para que se alcance o que é denominado como “toda a extensão do paladar”. Este passo, a mais, faz toda a diferença.

Entramos num terreno quase mítico. Será verdade que o vinho elaborado por um determinado produtor é tão melhor que qualquer um outro? Ou que esta casta produz vinhos mais fáceis de beber?

Uma resposta simples seria “mais mitos que verdades”, mas há muito mais por trás disto.

Cada pessoa que provar um vinho vai ter uma experiência diferente. Há uma razão muito simples para isto: não somos iguais. Cada degustador passou, ao longo de sua vida, por diferentes experiências na formação de seus gostos pessoais, o que inclui aromas e sabores.

Isto posto, como será possível, por exemplo, identificar, ao degustar um vinho, um aroma ou sabor que não conhecemos?

Duas correntes são aceitas, os que ignoram aquilo que não conhecem e os que buscam saber do que se trata. Esta é a atitude que separa um Enófilo do degustador comum.

Há uma satisfação, toda especial, em associar uma gama de conhecimentos, prazerosamente adquiridos anteriormente, com um determinado vinho. Seja pela coloração, aroma, sabor ou pela informação irrelevante. Isto leva tempo para acontecer.

A citação é de Fabricio Portelli, um dos mais importantes conhecedores de vinhos da Argentina:

“Os bons vinhos são possíveis por serem elaborados por pessoas e castas que provêm de lugares específicos, sob um conceito e perseguindo um objetivo preciso. Caso contrário, não existiriam. Entretanto, o seu êxito estará em conseguir agradar”.

O pensamento termina com mais uma frase de difícil tradução literal. Para podermos compreender, foi feita uma adaptação:

“Quando se degusta um vinho, não é qualquer vinho”.

Esta é a chave para entendermos como funciona a cabeça de um Enófilo.

Eles não fazem vinhos, função do Enólogo; não coordenam cartas de restaurantes ou lojas especializadas em bebidas, função do Sommelier; mas são os que melhor sabem consumir a bebida de Baco.

Tiram prazer em cada gota.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um Syrah chileno cheio de coisas para descobrir

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Ventisquero Queulat Gran Reserva Syrah

De cor vermelha escura, o vinho possui aromas que mescla frutas silvestres escuras, pimenta, couro, tostado, café, tabaco e chocolate.

Na boca tem taninos firmes e elegantes, com final de boca macio e elegante.

 

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