Page 55 of 154

Sugestões para o Natal

Já está na hora de pensarmos nos nossos presentes de Natal. Com o intuito de ajudar a decidir, apresentamos uma seleção de mimos que seriam de nosso agrado. Focamos no aspecto prático, objetos que possam ser usados no dia a dia do Enófilo e que possam trazer boas recordações para quem for agraciado.

Há um pouco de tudo, inclusive alguns objetos de desejo que, se o orçamento não for apertado, podem ser uma boa oportunidade de ampliar o próprio acervo.

A primeira sugestão são livros.

Infelizmente a literatura em língua portuguesa não anda extensa. Duas boas novidades chegaram neste fim de ano:

– As novas regras do vinho: um guia útil… de Jon Bonne, editora: Companhia de Mesa

O mote desse livro é assim: “Às vezes nada é mais prazeroso do que uma taça de vinho. Então por que selecionar uma garrafa precisa ser tão estressante”?

– Gente, lugares e vinhos do brasil, de Rogerio Dardeau, editora: Mauad

Dardeau é incansável e apaixonado pelo vinho brasileiro.

Acessórios são as próximas sugestões. Começamos pelos sacarrolhas. Os modelos Garçon ou Sommelier são os preferidos dos profissionais. Existem diversas marcas no mercado. A melhor pedida é escolher um de boa qualidade para que seja usado e abusado, como este da Le Creuset, francesa.

– Saca rolhas Garçom Le Creuset preto – 1287

Outro tipo de saca rolhas extremamente útil é o de lâminas paralelas, perfeito para abrir vinhos de guarda sem destruir a rolha. Pode ser usado em qualquer tipo de garrafa.

– Saca Rolhas Aço Rabbit Inox

Outro gadget muito útil é um aerador. Existe grande número de modelos à disposição no nosso mercado. Acreditamos que o tipo projetado para ser adaptado ao bocal da garrafa é a melhor escolha, como este aqui:

Por fim os “objetos de desejo”. Escolhemos, dentro do critério já mencionado, dois deles. Fazemos uma ressalva: são caros e um deles é muito específico para aqueles que degustam vinho regularmente.

– Coravin – sistema de preservação e degustação de vinhos.

Uma inovadora tecnologia que permite, com toda a segurança, servir um vinho sem desarrolhar. Para evitar uma possível oxidação da bebida, uma dose de gás inerte, Argônio, é injetada na garrafa para ocupar o volume servido. Sonho de consumo para muitos.

– Adega Climatizada

Imprescindível para quem deseja montar uma adega completa. Prefiram as marcas nacionais, para garantir assistência técnica sem problemas. Este é o típico autopresente.

Por último, uma dica simples que quase sempre é esquecida.

Quando usada faz enorme sucesso: presenteie com uma garrafa Magnum!

Quase todas as boas importadoras dispõem destas garrafa que valem por duas. Aproveitem e inovem na escolha do vinho, fugindo das opções de sempre. Eis uma sugestão bem diferente:

Um Pinot do Uruguai vinificado em rosado pela excelente vinícola Garzon. Perfeito para o nosso verão.

Saúde e bons vinhos e boas compras!

Créditos: foto de abertura criada por Racool_studio para Freepik

Demais fotos obtidas nos sites de fabricantes e/ou importadores.

Sites consultados: Livraria da Travessa, Amazon Brasil, Americanas, Mistral, Vinci, Zahill, Grand Cru e World Wine.

IMPORTANTE:

– Não temos nenhuma relação comercial com esses fornecedores. As indicações não implicam em nenhum tipo de comissionamento de nossa parte. Façam suas compras onde encontrarem as melhores condições.

Prosecco Rosé e outras novidades

Chega o fim de ano e o tema espumantes pula para o primeiro lugar na lista de desejos e compras prioritárias, mesmo em tempos de pandemia. Seja para consumo ou presentear, as borbulhas numa taça são a perfeita representação dos nossos melhores sonhos e esperanças. Uma marca poderosa que exprime, verdadeiramente, aquele “tudo de bom para vocês”.

O nosso país é rico na produção de espumantes, já reconhecidos internacionalmente e muito apreciados nacionalmente. Champagne, por aqui, sempre foi mais um símbolo de status, principalmente por seu custo proibitivo. As boas Cavas nunca chegaram a ser sucesso ficando em um nicho quase exclusivo. Já o italianíssimo Prosecco caiu no gosto dos brasileiros, se tornando um dos espumantes mais populares e vendidos no comércio, onipresente em qualquer mercadinho.

Depois de uma dura batalha para obter a reserva da denominação Prosecco e da delimitação das áreas de produção, além da recuperação do nome original da casta, Glera, os produtores partiram para a inovação criando um corte com Pinot Nero (10% a 15%), obtendo um novo Prosecco com uma elegante cor rosada. Elaborado apenas nos estilos Brut Nature e Extra Dry.

Após muitas discussões, as autoridades italianas regulamentaram e permitiram a produção e exportação desta novidade em maio de 2020. O mercado foi rapidamente invadido por estes coloridos espumantes que já estão sendo imitados por nossos produtores e de outros países.

Uma boa pedida para os nosso quente verão. Muito refrescante e frutado é uma ótima alternativa para tornar nossas comemorações, presenciais ou virtuais, muito mais rosadas.

Há mais novidades neste segmento do mundo dos vinhos.

Enquanto o novo Prosecco Rosé é elaborado em duas opções, apenas, no resto do mundo as vinícolas estão ampliando as opções de estilos e de castas utilizadas. Isso acaba por confundir o consumidor que já estava habituado aos Brut e Demi-sec, de sempre.

Listamos e explicamos algumas dessas novas possibilidades:

Extra Brut – a taxa de açúcar residual é ainda menor que no Brut: de 0 a 6 gramas por litro. Muito seco;

Brut Nature – não recebe nenhuma adição de açúcar na sua elaboração, técnica empregada para estimular a segunda fermentação. A expressão Zero Dosage é similar, embora alguns críticos lembrem que sempre haverá açúcar residual, ou seja, nunca será zero;

Sur Lie – amadureceu sobre as borras de fermentação. Esta técnica permite que o vinho ganhe mais corpo e complexidade. Pode ser definido como um “espumante raiz”. Alguns produtores o engarrafam com estas borras e o consumidor decide quando vai consumir. Para apreciadores.

Safrado, Vintage ou Millesimé – vinificações muito especiais com safra declarada. A maioria dos espumantes não são safrados. Quando um produtor declara o ano da colheita pressupõe um produto de alta qualidade.

Blanc de Blancs e Blanc de Noirs – embora sejam classificações mais antigas, informando que o espumante foi elaborado só com uvas brancas ou só com uvas tintas, parece que se tornou um trend bem atual, principalmente o Blanc de Noirs. Castas como Tempranillo, Merlot, e Cabernet Franc, têm sido utilizadas na produção de vinhos brancos, espumantes e tranquilos, com enorme sucesso.

Saúde e bons espumantes!

Gelo no vinho pode?

Pode!

Obviamente, é uma exceção, uma correção momentânea e pontual. Mesmo assim, se algum enófilo purista estiver por perto, vai torcer o nariz e criticar.

Problemas no momento do serviço do vinho podem acontecer com qualquer um. Se a taça que lhe serviram parece mais quente do que o seu paladar pede, não hesite e coloque uma pedrinha de gelo na taça. Gire o vinho por 20 ou 30 segundos. Remova o cubo com uma colher e torne a provar. Se for necessário, repita. Use uma pedra retirada diretamente do congelador evitando as que já estão num balde.

O gelo vai alterar as principais características do vinho, seja ele branco, tinto, rosado, espumante ou generoso. Fica subentendido que não devemos fazer este procedimento com grandes vinhos, principalmente os que ficaram guardados por longos anos.

Regras existem para serem quebradas e tanto os produtores de vinhos como os criadores de acessórios para os enófilos estão sempre atentos, nos oferecendo boas alternativas para enfrentar o vinho que ficou muito quente num dia de verão.

Uma das tendências atuais é produzir vinhos para serem degustados com uma ou duas pedras de gelo nas taças. Espumantes e rosados se destacam neste segmento. A tradicionalíssima casa Moët & Chandon elabora o Ice Impérial, um champagne para ser bebido da forma mais informal possível.

Em 2015 escrevemos uma matéria sobre este produto: Vinhos “On the rocks”

Vinhos brancos, como os das castas Riesling e Sauvignon Blanc, aceitam um gelinho sem maiores problemas e até podem se beneficiar um pouco: não há nada pior que um branco muito aromático ser degustado quente…

Para os tintos, siga o conselho dado no início deste texto: gelo por pouco tempo, o suficiente para chegar na temperatura que seja do seu agrado.

Uma das opções, a seguir, podem simplificar a nossa vida.

Os que apreciam um bom Scotch estão familiarizados com o gelo metálico, um cubo de aço inox, mantido no congelador, que substitui o gelo tradicional, com a vantagem de não diluir nada. Vale para o vinho também.

Uma alternativa são “gelos” plásticos. Um recipiente inerte, muitas vezes com formatos inesperados, recheado com um líquido. Etileno glicol é o mais comum. Uma vez congelados podem manter sua bebida gelada por mais tempo, sem alterar suas características.

Outros caminhos que não envolvam cubos de gelo podem ser seguidos, tudo vai depender da ocasião e da vontade do anfitrião ou Sommelier, de dedicar algum tempo de preparação.

Um dos segredinhos é gelar as taças. Deixe-as na geladeira por algumas horas antes de usá-las. Podem ser embrulhadas em papel filme, evitando odores desagradáveis.

Uma variante deste truque é mergulhar a taça em um balde com água “estupidamente” gelada. Deixe em contato por alguns segundos, escorra rapidamente e use. Girar com uma pedra de gelo também funciona. Espere a taça ficar suada e descarte a pedrinha, passando para a próxima taça.

A turma dos cervejeiros, para quem baixas temperaturas são mandatórias, dispõem de um arsenal de recursos para deixar suas latinhas ou long necks no ponto, num piscar de olhos.

Quase todos eles podem ser adaptados para gelar, rapidamente, uma garrafa de vinho. O banho em uma salmoura gelada é um deles. O nosso preferido é envolver a garrafa num pano umedecido e colocar tudo num freezer por 10 a 15 minutos. Não se esqueçam de proteger os rótulos, seja com filme plástico ou com um saco tipo Zip Lock.

Mais um mito cai por terra.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto de Vincent Rivaud no Pexels

Uma aula sobre vinhos e o Brasil

Quem vai ministrar esta aula é, ninguém menos, que Luís Henrique Zanini (foto), um dos mais importantes enólogos brasileiros, responsável pela vinícola Era dos Ventos. Uma de suas mais famosas criações é o primeiro vinho “laranja” brasileiro, o Peverella, elaborado pela 1ª vez em 2001.

Antes temos que contar uma aventura que se tornou uma iniciativa, no mínimo brilhante, de Lis Cereja, proprietária da Enoteca Saint Vin Saint, em São Paulo, e do cineasta Fabio Knoll.

Viajaram até a Serra Gaúcha para entrevistar Eduardo Zenker (Arte da Vinha), um produtor de vinhos artesanais que havia passado por uma desagradável experiência decorrente de denúncia anônima: seus vinhos foram considerados inadequados pela Vigilância Sanitária e proibidos de serem comercializados. Tudo por conta de uma legislação caduca, ineficiente ou mesmo inexistente.

Zenker não é o único produtor de vinhos artesanais no país, o que levou a dupla Lis e Fabio a gravarem uma série de outras entrevistas e as editarem na forma de documentários sob o título Freerange. Doc ou simplesmente Criado Solto.

Este é o link para o site deles: http://www.criadosolto.com/freerange-doc/

A foto que ilustra esta matéria foi copiada da galeria do site. É maravilhoso passear pelas lindas fotos apresentadas ali: Freerange.doc

Selecionei o vídeo sobre o Zanini para mostrar este outro mundo aos leitores do O Boletim do Vinho.

Um pouco de sua filosofia para entrar no clima:

“Vinhos de verdade são vinhos naturais, e o vinho natural é mais saudável para a terra, para o homem, para o planeta. Para o vinhateiro e para o bebedor. No momento que nos aproximamos da terra ela nos guia e nos ensina tudo. Tudo é uma troca e temos que tratar bem a terra, pois assim ela nos dará bons frutos, e bons vinhos”.

Entendam o que faz ser tão complicado produzir vinhos no Brasil e porque devemos prestigiar, cada vez mais, o nosso produto.

Outras entrevistas já disponíveis: (cliquem nos nomes)

Eduardo Zenker

Acir Boroto/Famiglia Borotto

Lizete Vicari | José Augusto Fasolo

Obrigado Lis, Fabio, Zenker, Zanini, Boroto, Vicari, Fasolo e todos os pequenos produtores de vinho no Brasil.

Saúde e bons vinhos!

Os vinhos da Franco-Italiano – Paraná

Na coluna publicada em 24/09/2020, apresentando os resultados do Decanter World Wine Awards (leia aqui), cometemos um deslize ao não mencionar que um dos vinhos premiados era paranaense. Havia uma falha na planilha divulgada pela importante revista inglesa que omitia a origem de alguns vinhos, apesar de citar o nome das vinícolas.

Esta informação bastaria para matarmos a charada e acertar este detalhe.

Mais atento estava Fernando Camargo, um dos responsáveis pela vinícola Franco-Italiano, que num comentário muito simpático nos alertou sobre o nosso engano.

Disso resultou o envio das quatro garrafas que ilustram o início deste texto e a organização de uma degustação para conhecer e avaliar esses vinhos.

Não foi fácil montar este pequeno evento. Encontrar um local que não prejudicasse a saúde dos degustadores, negociar um “habeas corpus” para os participantes com seus familiares e até mesmo encontrar quem estivesse disposto a participar. O pano de fundo da pandemia ainda é assustador para a nossa turma da “melhor idade”.

Pedimos ajuda a Marcio Martins, experimentado enófilo e proprietário da Magistrale, uma das boas casas do Rio de Janeiro (Rua Bolivar, 21-A). Além de ser um dos avaliadores, ofereceu para abrir a casa um pouco mais cedo, nos cedendo todo o espaço e apoio para degustarmos os vinhos tranquilamente.

Obrigado Marcio!

Aceitaram o nosso convite para formar o painel de degustadores, José Paulo Gils, Diretor da ABS-RJ e eterno “comparsa” desta coluna, Carlos Marcos Salgado e Jean Jules Eleutério, ambos enófilos tarimbados e membros da ABS.

a partir da esquerda: Marcos, Jean, José Paulo e Marcio

A ordem de serviço escolhida foi: o espumante, depois o premiado Cabernet Sauvignon, o Malbec e terminando com o Merlot. Não usaríamos fichas de degustação, bastaria um comentário e uma nota entre 0 e 10, afinal, somos um Boletim do Vinho. Tudo a ver…

Abrimos o Cuvée Extra Brut, método tradicional, Prêmio Sabre de Ouro e Medalha de Ouro no 11º Concurso do Espumante Brasileiro 2019, promovido pela ABE (Associação Brasileira de Enologia).

Elaborado com Chardonnay e Pinot Noir e envelhecido por 36 meses sobre as leveduras, apresentou uma bela cor dourada com um perlage raramente visto em outros espumantes brasileiros: muito fina, intensa e persistente.

O clássico aroma de pão tostado anunciava o que estava por vir no palato: notas amanteigadas, ótima acidez.

Numa degustação às cegas seria avaliado como um Champagne.

O resumo dos nossos comentários em apenas um adjetivo: Excelente!

Notas: 9,5; 9,5; 9,5; 9; 9,5 – média = 9,38

O próximo vinho foi o premiado Censurato Cabernet Sauvignon 2016, um dos vinhos nacionais com maior número de lauréis em concursos mundo afora. Além da medalha obtida no DWWA, foi novamente escolhido como o melhor Cabernet na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2020.

Cor púrpura intensa. Um pouco herbáceo na primeira análise olfativa, louro, muito discreto. Desapareceu em pouco tempo de agitação da taça. Taninos perfeitamente domados, boa acidez muito fácil de degustar. Na segunda análise olfativa apresentou alcaçuz e tabaco. Muito gastronômico.

Alguns jurados afirmaram que ainda não estava no ponto para ser avaliado: um par de anos mais, na adega, traria melhores notas. Acima da média e com bom potencial de crescimento.

Notas: 9; 8,9; 9,4; 8; 8,9; 8 – média= 8,84

O terceiro vinho da tarde foi o Sincronia Malbec 2018, que deveríamos ter experimentado antes do Cabernet. Um estilo mais jovem, apresenta coloração ruby. Notas clássicas de ameixa preta. Bem equilibrado, fácil de beber. Ainda um pouco tânico, sem incomodar. Boa acidez

Esta casta tem produzidos vinhos bem interessantes no nosso país. Este é um deles. 12 meses em barricas de carvalho americano e francês. Está bem integrado e foi o vinho tinto mais apreciado pelo nosso painel, demonstrando que sua elaboração está agradando ao paladar do brasileiro.

Notas: 9,5; 9; 9,4; 9; 9,5 – média = 9,28

Antes de falarmos sobre este último vinho, algo muito especial, alguns esclarecimentos precisam ser feitos. Decidimos a ordem de serviço baseados em outras degustações que participamos. Abrir com um espumante é clássico, preparando o degustador para os próximos vinhos. O critério seguinte envolve duas variáveis, safra e corpo. Busca-se a seguinte ordem: vinhos jovens, vinhos leves e/ou safras mais novas, em primeiro lugar.

Isso decidiu a nossa ordem. A escolha do Malbec como 3º vinho foi baseada nas experiências com vinhos argentinos, sempre mais encorpados que os Cabernet brasileiros.

O Paradigma/Rotto, Merlot 2016, o vinho mais antigo deste lote e a casta francesa que mais se adaptou ao nosso terroir, em linha gerais, sugeriam, fortemente, que este vinho deveria fechar a degustação.

Não erramos, mas não estávamos preparados para o conteúdo desta garrafa, uma das poucas 1600 que foram elaboradas.

Em outras palavras, não deveríamos ter aberto. Não é um vinho qualquer, é algo que passa de pai para filho, talvez até por mais de uma geração. Uma joia, ainda jovem aos 6 anos.

Inspirado nos vinhos do norte da Itália, usa uma parte de uvas desidratadas na sua elaboração. A maturação ocorre em barricas de carvalho francês, tosta alta, por 22 meses.

Muito fechado e mesmo com ajuda de um dos melhores aeradores do mercado, não foi o suficiente para mostrar todo o seu potencial. Deveríamos ter decantado por alguma horas antes de prová-lo. Muito complexo e estruturado. Totalmente fora da curva dos vinhos que estamos mais habituados.

Para especialistas e apreciadores de vinhos de guarda. Não é para qualquer um.

As notas não levam em consideração o que este vinho pode apresentar daqui a uns 10 anos, apenas o que provamos hoje.

Notas: 9,4; 8,4; 9; 9; 9 – média = 8,96

A Vinícola Franco Italiano fica em Colombo, PR, muito perto de Curitiba, podendo ser considerada como “urbana”. Tem uma história muito interessante que copio de seu site:

“A história da Vinícola Franco Italiano teve origem no ano de 1878, quando imigrantes chegaram à região de Colombo trazendo consigo a esperança de uma vida melhor. Foi nesse período que a Família Rausis, vinda da França, e a Família Ceccon, vinda da Itália, chegaram à região, trazendo consigo a tradição do cultivo da parreira e da produção do vinho em suas casas. As duas famílias se uniram no ano de 1973 através do casamento de Ivonne Ceccon e Dirceu Rausis. O casal trouxe para o matrimônio esperança e o sonho de cultivar parreiras para a elaboração de vinhos. Como ambos tinham o costume da produção caseira do vinho, eles viram aí uma oportunidade de negócio. Dessa visão nasceu a Vinícola Franco Italiano”.

Para adquirir estes vinhos há uma loja virtual que pode ser acessada neste link:

https://loja.francoitaliano.com.br/

Saúde e boas compras!

« Older posts Newer posts »

© 2026 O Boletim do Vinho

Theme by Anders NorenUp ↑