Autor: Tuty (Page 128 of 153)
Há cerca de duas semanas, quando publicamos um glossário sobre os termos usados na descrição dos vinhos, houve uma interessante troca de e-mails entre esta coluna e o leitor Laureano Santos que reside em Oeiras, Portugal, distante 5Km da capital, Lisboa.
Com muita propriedade ele chamou a atenção para uma possível confusão entre um dos verbetes, ‘Verde’, algumas vezes empregado para definir um vinho que ainda não está próprio para consumo, com ‘Vinho Verde’, um dos mais típicos e deliciosos vinhos de Portugal. E ele está com toda a razão por um fator muito importante: Vinhos Verdes são produzidos para serem consumidos jovens!
Vamos conhecer um pouco mais sobre esta delícia da ‘terrinha’.
Esta denominação protegida, uma das mais antigas de Portugal (1908), só pode ser produzida numa região específica utilizando castas típicas de lá. Existem Espumantes, Tintos, Rosados e Brancos, estes últimos os mais conhecidos.
A Região demarcada ocupa o noroeste do país, histórica Província do Minho que foi extinta em 1976 e algumas áreas adjacentes. A denominação atual é Entre-Douro-e-Minho. Vinhos desta região foram citados por romanos como Plínio e Sêneca. Pesquisas de documentos mais recentes demonstraram que houve exportação deste produto, no século 12, para a Inglaterra, Alemanha e Bélgica.
Curiosamente foi a introdução do milho na agricultura daquela região que transformou tudo. As vinhas foram quase banidas dos campos para dar lugar à nova cultura, obrigando os vinhateiros a cultivar suas parreiras como se fossem trepadeiras em árvores mais altas. Posteriormente evoluiu para uma estrutura em treliça. Para colher as uvas era preciso usar escadas! Atualmente este antigo sistema convive com técnicas modernas de plantio.
A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes estabelece:
“Questões de ordem cultural, microclimas, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas levaram à divisão da Região Demarcada dos Vinhos Verdes em nove sub-regiões”: Amarante; Ave; Baião; Basto; Cávado; Lima; Monção e Melgaço; Paiva; Sousa.
Com relação às castas, são estas as principais reconhecidas pela comissão:
Brancas: Alvarinho; Avesso; Azal; Batoca; Loureiro; Arinto (Pedernã); Trajadura;
Tintas: Amaral (Azal Tinto); Borraçal; Alvarelhão (Brancelho); Espadeiro; Padeiro; Pedral; Rabo-de-Anho (Rabo-de-Ovelha);Vinhão.
Existem outras 20 castas secundárias que são utilizadas.
Vinhos Verdes brancos são muito saborosos e refrescantes apresentando uma característica levemente frisante, resultado da fermentação malolática realizada na garrafa.
O que é um defeito nos vinhos comuns torna-se um importante diferencial neste produto: é desejável. Mas impunha uma curiosa condição: as garrafas deveriam ser escuras, mesmo para os brancos, para esconder uma pequena turbidez decorrente desta segunda fermentação.
Modernamente, a Malolática já está sendo feita antes do engarrafamento. O efeito efervescente é obtido mediante a injeção, posterior, de gás carbônico, como se faz em refrigerantes.
Os Tintos são de coloração muito escura e com fortes taninos. Os rosados se assemelham aos brancos.
No Brasil os Vinhos Verdes sempre foram muito apreciados devido ao baixo teor alcoólico e por suas características organolépticas. Combinam muito bem com o clima e culinária nacional. Ficaram célebres marcas como Casal Garcia, Acácio, Gatão e Calamares com suas garrafas ovais.
Estes vinhos de antigamente não têm mais o mesmo encanto. Como tantos outros produtos, o Verde também mudou, fruto da necessidade de novos mercados e de experimentações de grandes produtores como Anselmo Mendes, Soalheiro e Quinta do Ameal.
Este vinho moderno tem como característica um maior teor alcoólico, mas continuam apresentando uma refrescante acidez, aromas e sabores frutados. São produzidos dentro das mais recentes técnicas e apesar de tradicionalmente serem consumidos jovens, não há nenhum problema em armazená-los por 6 ou 7 anos descobrindo-se uma nova experiência ao consumi-los já adultos, São vinhos incríveis!
Vinho Verde: a qualquer hora, em qualquer lugar.
Produtor: Quinta de Gomariz
Castas: Alvarinho, Loureiro e Trajadura
Coloração palha de média intensidade, cristalina. Intensamente frutado com tangerina, melão maduro e pétalas de rosas. Ligeiro de corpo, impressiona pelo balanço, pela enérgica e prazerosa juventude frutada. Ótima persistência no fim-de-boca.
Harmoniza com Ceviche; Queijo de cabra; Massa com frutos do mar.
Este evento, uma degustação de grandes rótulos italianos, ocorreu no dia 18/07/2013 nos salões do tradicional Hotel Copacabana Palace. A equipe do Boletim estava presente.
Este Instituto é composto por importantes famílias produtoras e tem por objetivo promover e desenvolver o vinho italiano de qualidade. Na versão carioca desta degustação estavam presentes 11 produtores conhecidos internacionalmente:
Ambrogio e Giovanni Folonari Tenute (Toscana);
Antinori (Toscana);
Carpené Malvolti (Vêneto);
Donnafugata (Sicilia);
Masi (Vêneto);
Mastroberardino (Campania);
Michele Chiario(Piemonte);
Pio Cesar (Piemonte);
Rivera (Puglia);
Tasca d’Almerita (Sicilia);
Umani Ronchi (Marchi).
Para os menos avisados, alguns desses produtores são considerados os ‘Reis’ de suas especialidades. Por exemplo, Pio Cesar é o Rei do Barolo; Masi o Rei do Amarone; Mastroberardino o Rei do Taurasi. Antinori é considerado como o mais importante produtor de vinhos da Itália, junto com Gaja.
Diante desta proposta as nossas expectativas eram grandes. Chegamos logo no primeiro horário e iniciamos os trabalhos com um bom Prosecco da Carpené Malvloti. O próximo passo era decidir para que lado seguir. Algumas mesas, como as de Masi e Antinori eram quase impossíveis, gente demais num tamanho assédio que chegamos a ficar com pena dos demonstradores que se desdobravam para atender a todos. Partimos em busca das mesas vazias de produtores menos conhecidos por estas bandas, mas com excelentes vinhos. Uma delas foi a Rivera com seus deliciosos Primitivos, ainda sem representação no Brasil.
Conseguimos, com algum esforço, degustar vinhos de Antinori, Masi, Mastroberardino e Pio Cesare. Eis um resumo:
– Bramito del Cervo Chardonnay 2011 e Pian Delle Vigne 2007 Brunello di Montalcino (Antinori);
– Campofiorin Ripasso 2008 e Costasera Amarone (Masi);
– Fiano di Avelino DOCG 2011, Greco di Tufo DOCG 2011, Lacryma Christy del Vesuvio Ross DOC 2001 e o Radici Taurasi DOCG 2007 (Mastroberardino);
– Barolo Ornato 2007 e 2008, Barbaresco 2007.
Estes vinhos têm preços acima de R$ 150,00, chegando a R$ 500,00 em alguns casos.
Foi espetacular, apesar do excesso de convidados.
Dica da Semana: um bom italiano da Sicília
Produtor: Donnafugata
Casta: Nero d’Avola
A Família Rallo criou o projeto Donnafugata em busca da qualidade máxima. Com muita competência, os Rallo elaboram vinhos modernos e sofisticados com as uvas autóctones como a Ansonica e Nero D’Avola, a uva tinta mais representativa da Sicília.
Harmoniza bem com entradas, saladas verdes, pratos à base de peixes e crustáceos, massas com molho de tomate e queijos de média maturação.
Acidez – Sensação pungente introduzida pelos ácidos naturais da fruta. Componente vital do vinho que lhe dá mordida e vitalidade
Adstringente – Amargor, sensação de secura na boca (por excesso de tanino)
Amanteigado – Sabores cremosos e ricos associados à fermentação em barril
Aromas – Odores agradáveis originados pela uva
Aveludado – Vinho macio, profundo, rico em aromas e sabores, normalmente, vinho com muita glicerina
Bouchonné – Termo francês que descreve um vinho com aromas de mofo devido a rolha contaminada por fungos.
Buquê – Reunião dos diversos aromas da vinificação e amadurecimento.
Chato – (achatado, plano) Vinho sem acidez suficiente, aroma tedioso
Caráter – Atributos únicos de um vinho.
Carnudo – Com textura macia, agradável e muito encorpado
Carvalho – Aromas introduzidos durante a fermentação ou envelhecimento em barricas – baunilha, caramelo, chocolate, café, defumado, tostado, etc.
Complexo – Múltiplas camadas de aromas e texturas.
Corpo – Descreve o comportamento do vinho no palato. Pode variar de encorpado a leve. É determinado pelo seu teor de álcool e extrato (Ver Extrato)
Corpo leve – Vinho com sabores, textura e aromas delicados.
Corpo Médio – Vinho sólido que não é rico em presença nem em textura
Cozido – Descreve um defeito que ocorre quando o vinho é exposto a altas temperaturas, estragado.
Defumado/Tostado – Aromas decorrentes do uso de barris com tosta intensa.
Delicado – Vinho de corpo leve, aroma não muito forte e fresco, mas com equilíbrio
Desbalanceado/Desequilibrado – Quando a bebida tende para uma só característica – mais ácida, mais frutada ou mais tânica. Não há harmonia entre os elementos.
Doce – Vinho com maior concentração de açúcar residual
Duro – Com estrutura ou textura que escondem os aromas e sabores
Elegância – Qualidade de um vinho equilibrado com caráter distinto, agradável.
Encorpado – Rico, que enche a boca, repleto de aromas e sabores.
Equilibrado – Todos os componentes estão em harmonia.
Extrato – é a soma das partes sólidas do vinho: taninos; pigmentos; açúcares; minerais e glicerol
Fechado – Um vinho que ainda não está no ponto de consumo, precisa respirar, decantar.
Fermentação Malolática – Conversão do duro ácido málico (maçã ácida), em ácido lático (amanteigado).
Fermentado em Barril – Técnica de fermentação usada no lugar de tanques de aço inox com resultados distintos
Final – Impressão final deixada no palato. Varia de longa a curta
Firme – Típica estrutura de um vinho tinto jovem e tânico
Floral – Prevalecem aromas de flores como rosas, violetas ou gardênias
Frutado – Prevalecem aromas e sabores de frutas. Evita-se usar para sabores cítricos ou de frutas muito doces. Neste caso a fruta é citada.
Gramíneo – Com sabores e aromas que remetem a grama ou ervas cortadas
Herbáceo – Predominam os aromas, de grama e folhas, e sabores que remetem a vegetais
Insípido – Que falta aroma, sabor e textura.
Intenso – Jovem, frutado, vívido.
Lágrimas – Impressões deixadas na lateral taça ao se agitar o vinho.
Limpo – Vinho sem aromas e sabores desagradáveis
Mastigável – Muito encorpado, rico, textura que enche a boca.
Meio Seco – Classificação para vinhos com pouco teor de açúcar residual, entre seco e doce.
Nariz – O cheiro do vinho, aromas.
Pedra de Isqueiro – Aromas e sabores minerais – lembram o aroma da tentativa de acender o isqueiro.
Ralo – Aguado, desagradável, sem aroma ou sabor.
Redondo – Bem equilibrado, sem arestas, boa textura, agradável.
Rico – Intenso, agradável, saboroso.
Safra – Ano em que as uvas foram colhidas para a vinificação
Seco – Sem açúcar ou doçura residual; um vinho frutado pode ser seco
Tanino – Uma característica dos vinhos tintos que traz a sensação de secura no palato, adstringência.
Terroir – Termo francês que descreve a expressão do solo, clima, topografia, ciência e homem num vinho.
Terroso – Com aromas que remetem a elementos do solo, cogumelos, minerais.
Vegetal – Destacam-se aromas herbáceos ou de capim.
Verde – O contrário de maduro, acre, pungente, adstringente.
Dica da Semana: um ótimo rosado que pode ser consumido em dias mais frios.
Memoro Rosato
O site de Jancis Robinson realizou uma grande prova às cegas com 100 dos melhores rosados de todo o mundo. O empolgante Memoro de Piccini arrematou a 3ª melhor nota, sendo superado apenas por vinhos que custam o dobro ou o triplo do Memoro! “Ótima pureza de fruta” e um “delicado equilíbrio” foram alguns dos adjetivos utilizados para descrever o vinho elaborado com uvas de 4 regiões diferentes da Itália. Uma ótima opção para substituir os vinhos brancos nos dias mais frios.
Uma das grandes alegrias de ter uma idade ‘Senior’ é poder se deliciar com novas descobertas de coisas que identificamos no passado. Desde que me interessei por vinhos, uma ou duas questões nunca tiveram respostas satisfatórias. Até recentemente.
A origem das videiras denominadas Viníferas sempre me deixou intrigado. França foi o melhor palpite por muito tempo. Depois achei que a Itália tinha mais chances de ter sido o produtor original de vinhos. Mas ninguém era capaz de confirmar ou negar com segurança.
Somente com a ajuda de dois brilhantes cientistas, um Botânico e Geneticista de uvas, o suíço Dr. José Vouillamoz e um Arqueólogo Biomolecular, o norte americano Dr. Patrick McGovern (fotos), após dez anos de pesquisas, acreditam terem encontrado o local onde existe o maior número de semelhanças entre as uvas nativas e as cultivadas hoje em dia. Isto sugere que teria sido ali que o homem domesticou a videira selvagem dando origem a todas as castas que produzem vinhos atualmente
A grande surpresa é a localização geográfica: Turquia! Especificamente na região da Península de Anatólia, embora não descartem totalmente algumas regiões vizinhas como a Geórgia, a Armênia, o Azerbaijão e o Irã. Após milhares de testes de DNA e comparações de genomas foi possível constatar que na região sudoeste desta península se concentra o maior número de similaridades. A origem da uva vinífera é asiática! Isto é uma grande surpresa.
Numa entrevista para a revista Wine Spectator (12/2012) o Dr. Vouillamoz formulou uma interessante hipótese para descrever o que teria acontecido:
“A nossa pesquisa revelou que havia uvas selvagens em abundância naquela região. Provavelmente uma quantidade não consumida foi armazenada num cesto e naturalmente se rompeu dando origem a um suco que fermentou. Um homem ou uma mulher que provou este néctar pode ter experimentado sensações inebriantes, muito mais interessantes que apenas consumir as uvas. Uma ideia seria predominante neste momento: fazer de novo”.
Este teria sido o ponto de partida para o homem domesticar as videiras selvagens, entre 6.000 e 8.000 A.C., e começar a produzir o que seria chamado de vinho.
Um dos desdobramentos mais curiosos desta pesquisa é o resultado da análise das cadeias de DNA das diversas castas. Descobriram uma série de interligações muito interessantes, por exemplo:
A uva Syrah seria tataraneta da Pinot Noir!
Nenhum enófilo poderia imaginar que dois vinhos completamente diferentes originassem de uma mesma família de videiras.
Uma nova surpresa aconteceu quando examinavam a casta Gouais Blanc, usada hoje em dia em vinhos secundários. Ela gerou mais de 80 outras espécies, entre elas a Gamay, a Chardonnay, a Riesling e a Furmint. Uma Casanova das videiras…
Isto demonstra que várias ideias sobre a origem das nobres viníferas europeias estavam enganadas. A pesquisa foi capaz de identificar 13 castas que seriam a fundação para o que existe hoje. Apresentamos, a seguir, um resumo destas descobertas aliadas aos países onde se desenvolveram:
França: Pinot Noir (Pinot Blanc e Gris são mutações), Gouais Blanc, Savagnin, Cabernet Franc e Mondeuse Noire;
Itália: Garganega, Nebbiolo, Teroldego, Luglienga;
Grécia ou Itália: Muscat Blanc à Petits Grains;
Espanha: Cayetana Blanca;
Suíça ou Áustria: Rèze;
Croácia: Tribidrag.
Isto é só o começo, há muito trabalho pela frente ainda.
Dica da Semana: um bom Malbec que é pouco conhecido.
Naiara Malbec
Notas frutadas de amoras e cerejas, típicas do varietal.
Da sua passagem por madeira, ficaram aromas de chocolate e torrado.
Na boca é redondo, de corpo médio, fácil de beber e bom retro gosto. Harmoniza com Carnes vermelhas, massas e queijos.
Como em qualquer indústria, a do vinho também tem seus segredos, suas fórmulas mágicas, suas receitas. Nunca são divulgadas, apenas passadas de geração em geração.
O mundo hoje caminha para uma era dos poucos segredos, documentos classificados como secretos pipocam aqui e ali causando espanto a todos. O mesmo está acontecendo na área vitivinícola: existe no mercado um “melhorador de vinho” que todos os produtores conhecem, mas nenhum afirma que o usa.
Nem sempre uma vinificação resulta num produto que atenda às especificações de um enólogo. Pode não ter a cor desejada ou não apresentar aromas e sabores interessantes. Além disto, a utilização de super leveduras na fermentação para extrair o máximo de um mosto pode trazer, como efeitos colaterais, pequenos ‘defeitos’ que normalmente são mascarados pelas boas qualidades do produto final. Se o processo todo não resultar no esperado, o enólogo está cheio de problemas.
Sempre existiram soluções para estes casos, a mais conhecida é utilizar este vinho ‘pobre’ em um corte com outro que faça as correções necessárias. Vinhos obtidos com castas como a Petit Syrah, Alicante Bouschet, Tinta Cão, entre outras, conhecidas como uvas tintureiras, são empregados para efetuar correções de rota, sempre em pequenas quantidades, dentro do que permitem as legislações locais, desobrigando informar isto nos rótulos.
A maior dificuldade, nestes casos, é obter estas ‘tinturas’ caso não fossem produzidas na própria vinícola: tinham que recorrer ao mercado de vinho a granel. Alguns empresários perceberam uma oportunidade e criaram uma “poção mágica” que resolve todos os problemas: melhora a cor, acrescenta alguma doçura, mascara os subprodutos indesejáveis da fermentação e deixa o vinho arredondado no final. Além disto é absolutamente natural e praticamente indetectável. Melhor impossível!
Não há nenhum mistério neste produto. Trata-se de um muito concentrado suco de uvas, obtido a partir de castas selecionadas, algumas criadas especificamente para este fim como a Rubired (Rubi Vermelho) um cruzamento de Alicante Ganzin e Tinta Cão. Existem diversas marcas, a mais conhecida é a Mega Purple, produzida por uma dos maiores conglomerados de bebidas alcoólicas a Constelation Brands (vinhos, destilados e cervejas), proprietaria de quase 40 marcas de vinhos de todo o mundo. Entre elas vamos encontrar a famosa Mondavi da Califórnia, Muton Cadet da França e Ruffino da Itália.
Aqui entra a pergunta que vale 1 milhão de dólares: se produzem este concentrado devem utilizá-lo, mas em que vinhos?
Esta questão certamente vai ficar sem uma resposta, ninguém é ingênuo a ponto de responder que sim e achar que o mercado não vai reagir de forma negativa. Mas podemos especular.
Este recurso só deve ser empregado para aqueles vinhos de menor custo e que se destinam a grandes redes de lojas ou supermercados. Nenhum vinho “Top” vai receber uma gota sequer deste xarope. Bastaria uma suspeita ser publicada numa rede social e o estrago seria definitivo.
Caso algum leitor não tenha se dado conta, a maioria dos grandes vinhos não comercializou uma determinada safra simplesmente porque não atingiu a qualidade necessária. O prejuízo é menor.
Por outro lado, não ter vinho para atender a um pedido de um gigante do varejo pode proporcionar um rombo nas finanças. Neste caso, é melhor “botar água no feijão” do que sair com o pires na mão em busca de recursos.
Mais um motivo para desconfiar de vinhos baratos em prateleiras de mercado.
Dica da Semana: um bom Porto, bem de acordo com o clima frio.
O Fine Tawny é um pouco mais claro e seco que o Ruby devido ao maior tempo de envelhecimento.
O ótimo bouquet lembra nozes e frutas secas. Apresenta grande persistência na boca.














