Categoria: Harmonização (Page 8 of 13)

Vinhos “Food Friendly”

Na coluna da semana passada fizemos algumas considerações sobre vinho e comida, ou harmonizações, tema sempre atual que chega a ser temido por alguns enófilos. (leia aqui: Preciso harmonizar…)

Um dos comentários mais interessantes, sobre ser necessário ou não harmonizar, veio de uma amiga e consultora informal deste site, a Food Content Creator e Sommelier de Saquê, Vanessa Nakamura:

“Precisar não precisa, mas se você pode ganhar um terceiro elemento harmonizando, por que não, né?”

Colocação tão perfeita que inspirou a matéria desta semana.

Existe um conceito de “food friendly wine” ou “vinho amigo da comida” que não é exatamente uma harmonização, mas uma bebida que pode acompanhar sem problemas uma série de alimentos, trazendo o “terceiro elemento” mencionado no comentário acima.

A partir da ideia que vinho seria um alimento consumido naturalmente nas refeições, fica fácil inferir que devem existir vinhos com maior ou com menor afinidade com comidas.

Um vinho universal ainda é utópico, tanto quanto uma harmonização perfeita. O importante é lembrar que a nossa bebida favorita deixou de ser um mero acompanhante do almoço ou do jantar e passou a ter brilho próprio. Para alguns, como os famosos Yuppies, degustar um vinho caríssimo era um símbolo de poder e riqueza.

Para este grupo a ideia de combinar vinho e comida acabou ficando meio “brega”, usando uma gíria bem brasileira. Só os menos brilhantes se preocupavam com isso…

O principal corolário desta atitude é uma definição oblíqua – um vinho é ruim quando precisa de comida ao seu lado para torná-lo palatável.

Nada mais errado e recheado de falso esnobismo.

Qualquer vinho bem elaborado é um vinho “food friendly” dentro de certos limites. Um exemplo clássico são os vinhos indicados para acompanhar carnes, entre eles o Malbec Argentino. Há quem os considerem perfeitos neste campo. E não precisa ser um Top 10, os mais simples funcionam melhor, permitindo que o comensal desfrute dos sabores do churrasco sem se preocupar com complicadas e obscuras terminologias para definir um etéreo prazer na hora de comer (e pagar caro…).

Um vinho amigável tem que fazer boas parcerias com pratos que vão desde os mais picantes, passam pelos bem condimentados e chegam na categoria dos suaves e adocicados. Combinam com carnes, peixes, aves e vegetais, tudo numa garrafa só, acreditem!

Para conseguir esta mágica dois caminhos podem ser seguidos: o dos vinhos com maior acidez e o dos espumantes.

Para quem não se recorda, acidez é aquela característica de alguns vinhos que nos fazem salivar mais. A boca fica limpa, fresca e pronta para apreciar uma variedade de deliciosos sabores.

Tradicionalmente são os vinhos brancos que apresentam este fator com a intensidade desejada. Mas não é uma exclusividade. Alguns tintos como os Pinot Noir e os Barbera se enquadram perfeitamente, sem esquecer dos redescobertos Rosé, campeões neste quesito.

Experimentem combinar sushi com um Pinot. Atrevam-se!

Os espumantes são os eternos coringas. Os leitores mais antigos destas páginas vão lembrar da nossa sugestão de usar este tipo de vinho para acompanhar a brasileiríssima feijoada. Fica espetacular.

As opções são múltiplas: Champagne, Cava, Prosecco, Crémant, Vin Mousseux, Blanquette e até mesmo os suaves Pet-Nat. A origem pouco importa, Brasil, Portugal, Espanha, África do Sul, França ou Itália (e muitos outros).

A carbonatação é quem faz a mágica, preparando o nosso palato para os sabores que vierem. Não importa se é carne, peixe, ave, vegetais ou legumes. Até mesmo as sobremesas agradecem a presença de um espumante, como os nossos premiados Moscatel, adocicados na medida certa para não atrapalhar a preparação do Chef Pâtissier.

Coadjuvante, o 3º elemento ou outro adjetivo. Simples assim.

Vale a pena lembrar que também existem alimentos que podem ser definidos como “inimigos” do vinho. Por conta de algumas reações químicas inesperadas, estas combinações podem produzir sensações e retrogostos nada agradáveis.

Anote no seu caderninho: ovos, aspargos, alcachofras, espinafre, funcho/erva-doce, couve de Bruxelas, trufas vegetais, peixes gordurosos, defumados em geral, picles, molhos mais condimentados como Chutneys, cranberry sauce e aqueles a base de hortelã ou de vinagre.

Nada que não possa ser contornado, mas vai exigir alguma criatividade na escolha do vinho e talvez alguma adaptação nas receitas.

Mas isso fica para uma outra coluna.

Saúde e bons vinhos!

Créditos: Foto de abertura por cottonbro no Pexels

Preciso harmonizar vinho e comida?

Não, não & não.

Nenhuma regra conhecida obriga qualquer pessoa a encontrar o vinho certo para aquela refeição que será servida, simples assim.

Parodiando a sempre ótima Rita Lobo, “Desgourmetiza”!

Mais uma preciosa informação para tentar desmistificar, definitivamente, este tema: nenhuma vinícola produz seus vinhos “para serem degustados com este ou aquele prato”.

Quem está preocupado com harmonizações são os Chefs de cozinha e os Sommeliers, sempre em busca de uma experiência única em seus estabelecimentos, o que se traduz, de forma muito direta, em maiores custos e lucro. Novamente, simples assim.

Por ser considerado, por meus pares, um expert em vinhos e por extensão um bom Gourmet, sempre sou solicitado a indicar um vinho para alguém que vai servir, por exemplo, um “guisado de Zenaida Auriculata perfumada com Manayupa”.

O correto seria dizer “nenhum vinho, harmonize com água do degelo do Himalaia” e pronto.

Harmonizar vinho e comida não é uma ciência, é puro empirismo, tentativa e erro.

Há uma raiz nisto tudo: em algumas culturas o vinho é visto como um alimento e faz parte, naturalmente, das refeições da família. França, Itália, Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai são os mais conhecidos, sem excluir qualquer um outro, inclusive o sul do Brasil.

E que vinho é este?

Na grande maioria das vezes é o que as famílias produzem. Vinhos simples, feitos com a matéria prima disponível e guardados em recipientes que estiverem à mão. Se não forem produtores, o vinho escolhido será o que cabe no orçamento familiar, ou seja, o mais barato no mercado, que já tenha sido provado e aprovado pelos comensais.

“Provado e aprovado” – essa é a chave para que cada um possa entender o que é harmonizar e passar a ditar suas próprias regras, lembrando o que foi dito lá no início: não há regras.

Cada indivíduo tem seu próprio paladar, suas preferências e manias. Se o leitor deseja passar por uma experiência, única, de harmonizar vinho e comida, tem dois caminhos a seguir. O primeiro e mais simples é se dirigir a algum restaurante estrelado e pagar, caro, pelo que lhe for servido.

O segundo caminho é tentar reproduzir esse momento em sua casa ou na de amigos, mas é preciso alguma experiência não só com vinhos, mas com gastronomia também.

Um dos erros mais comuns é tentar harmonizar uma receita que você nunca tenha provado. O desastre pode ser maior ainda se o vinho escolhido também for uma novidade.

Fica aqui um conselho, que nosso antepassados chamariam de “truque de algibeira”: prove (e aprove) a receita antes de sugeri-la ou oferecê-la aos seus amigos. Não harmonize, ainda. Confie no seu paladar e se pergunte se algum tipo de vinho poderia acrescentar alguma coisa a esta refeição?

Lembrou de algum vinho que degustou e tenha gostado?

Esta é a sua regra de harmonização. Talvez não seja uma combinação universal e pode não ser do agrado de alguns. Mas você sempre terá os argumentos corretos para defender a sua escolha.

É desta forma que se aprende e não seguindo as regras de outros. Estas, na melhor das hipóteses, vão indicar uma direção a ser seguida.

Saúde, bons vinhos e boas harmonizações!

Créditos: Foto de abertura por Brooke Lark em Unsplash

Vinho e Pizza

Imagem de Gerhard Gellinger por Pixabay

Um prato clássico da culinária italiana e internacional que se tornou uma das refeições prediletas dos brasileiros.

Talvez por ser tratada como uma informalidade e por ser quase um par perfeito para as nossas boas cervejas, a combinação vinho e pizza fica meio esquecida. Em outras palavras, ninguém se preocupa muito em harmonizar corretamente.

“Abra um vinho italiano e pronto”!

Esta é uma fórmula simplificadora e que funciona, muito bem, com a clássica mozarela. Mas, qual vinho italiano que deve ser aberto? Branco, Tinto, de que casta ou castas…

Existem muitas possibilidades. Quem vai determinar o tipo de vinho ideal é a cobertura da pizza e não o tipo de massa: não vai importar muito a espessura ou o tipo de fermentação.

Sem querer esgotar este tema, afinal existem tantos tipos e coberturas para o famoso disco de massa quanto existem diferente tipos de vinho, vamos mostrar as combinações mais indicadas para alguns tipos básicos de pizza.

1 – Pizza de Mozarela, Marguerita e similares

São poucos ingredientes, a massa, molho de tomate, queijo e rodelas de tomate. Para finalizar, orégano e manjericão.

Quem pensou num bom Chianti acertou em cheio. Mas não é a única possibilidade. Um belo corte do tipo GSM (Grenache, Syrah, Mourvedre) funciona ainda melhor. Para inovar completamente e experimentar sabores inesperados, uma Marguerita fica perfeita com um Pinot Grigio.

2 – Pizza Calabresa, Pepperoni e assemelhadas

O truque é equilibrar os sabores mais fortes e picantes. O polivalente Chianti, ou outro vinho com base na Sangiovese é a primeira escolha. Além destes, um bom Syrah, um Pinotage ou, o meu preferido, um Cabernet Franc, podem elevar o status desta redonda a outro nível.

3 – Pizza Portuguesa, quase uma unanimidade…

Perfeita representante da fusão culinária entre Brasil, Portugal e Itália, esta receita, que foi criada por aqui, nada mais é do que usar ingredientes tipicamente lusitanos sobre a massa italiana. Mistura-se, cebola, ovos, azeitonas, presunto e o que mais tiver na geladeira…

Para sabores tão diferentes, é preciso um vinho de corpo médio, alguma acidez, pouco tânico, macio e fácil de beber: Merlot.

4 – Pizza de tomate seco e rúcula.

Embora não seja uma pizza clássica, tornou-se bastante popular. Existem algumas variantes desta receita: sem queijo, com requeijão ou com mozarela de búfala.

Os sabores finais são muito suaves, com um leve traço de amargor, por conta da rúcula, que é acrescentada ao final, não passando pelo forno.

Um bom branco é a combinação indicada: Sauvignon Blanc, Chardonnay não madeirado ou Fiano.

Para ficar mais interessante, experimente esta combinação com um Verdejo, espanhol, ou com um Grüner Veltliner, austríaco.

Qual a sua pizza favorita?

Não apareceu aqui?

Não tem problema. Use estas sugestões como base, para outras combinações de coberturas.

Procurem ousar, incluindo vinhos rosados, um Riesling alemão seco ou espumantes.

Saúde e bons vinhos!

Sal, pimenta e gordura

foto por Speed-Light licença por CC BY-NC-ND 2.0

Muitos já devem estar imaginando que este trio de referência culinária, também possa ser usado no vinho nosso de cada dia: uma pitadinha de um e do outro e uma mergulhada de uma tira de bacon em nossas taças é tudo que falta para transformar um vinho barato num Bordeaux de 1ª linha.

Não é bem assim, estes três elementos continuam tranquilamente sua saga de melhorar os sabores de diversos alimentos. Já uma refeição bem temperada tem a capacidade de melhorar ou piorar o sabor do vinho que está acompanhando o repasto. Harmonização é isto, basicamente.

Servir alimentos um pouco mais salgados, como um presunto cru, é um dos truques mais consagrados para dar uma melhorada naquele vinho meio duvidoso.

Lembrem-se que até os doces se beneficiam quando temperados com um pouco de sal. Um bom exemplo são os sorvetes de caramelo salgado, um dos carros chefes das modernas sorveterias artesanais.

Sempre que achamos que uma história ou outra situação vivida está meio sem graça, usamos a expressão “sem sal” para justificar.

Que ninguém pense em colocar sal na borda da taça, como em alguns coquetéis, mas experimentem consumir um petisco mais salgadinho e tornem a provar o vinho.

Que diferença!

As pimentas sempre foram inimigas do vinho. Seu principal componente, a capsaicina tem a capacidade de embotar o nosso paladar, deixando, apenas, a aquela sensação de calor e ardência, muito desagradável para uma grande maioria.

A Pimenta do Reino, branca ou preta é um caso especial. Existem algumas preparações, muito famosas, que usam e abusam deste condimento, por exemplo, a massa “Cacio e Pepe” dos romanos e o clássico “Steak au Poivre” dos franceses.

Ainda assim é possível harmonizar estas escolhas, mas não é com qualquer vinho. Prefiram vinhos de corpo médio, mais leves e vejam o resultado.

As pimentas vermelhas, como as utilizadas nas culinárias asiáticas, mexicanas ou indianas, são mais difíceis de combinarem com um bom vinho. A sensação de calor só é aliviada com um vinho bem refrescante. Um espumante seria perfeito.

O terceiro elemento, a gordura, tem um papel todo especial tanto na culinária como na enologia: transportam os sabores.

Um alimento com zero de gordura é sem gosto. Podem salgar e apimentar que, mesmo assim, não transmite nenhuma sensação prazerosa.

Não há gorduras no vinho, mas ele pode se beneficiar de sua presença no nosso palato. Uma das regrinhas básicas de harmonização é equilibrar taninos e gorduras.

Neste campo, há um dos melhores aliados do vinho, os queijos, a perfeita mistura de gordura e sal, que encanta o paladar de enófilos iniciados ou não.

Provavelmente, muitos apreciadores desta deliciosas bebida tiveram o primeiro contato numa reunião do tipo “queijos e vinhos”.

Que tal, então, colocar uma pitadinha de pimenta no próximo bocado?

Saúde e bons vinhos, bem temperados!

Vinhos de meditação

Imagem de congerdesign por Pixabay

A pergunta surgiu num almoço com o amigo, Sr. L. A.: “Existe vinho para ser bebido sem o acompanhamento de um alimento? Por que você não escreve sobre isto?”

Segundo seu raciocínio, é quase impossível encontrar uma matéria, crítica ou mesmo análise técnica de um vinho sem que seja feita uma referência sobre possíveis harmonizações. Lembrou, num efeito comparativo, que no caso de outras bebidas alcoólicas, destilados e cervejas, por exemplo, nunca é mencionada nenhuma combinação com alimentos específicos.

L. A. não deixa de ter razão, e sua ótica poderia até estar correta se um único fato não fosse verdadeiro:

Nenhuma vinícola elabora um vinho tendo como objetivo harmonizá-lo com determinada preparação.

Enólogos não são Chefs de cozinha.

Vinhos são elaborados a partir de uma matéria-prima que varia de qualidade a cada safra. É na cantina onde são tomadas as decisões sobre a melhor forma de vinificar, em função da matéria-prima que se tem à mão e não para atender esta ou aquela receita culinária.

Entretanto, vinho e comida é uma combinação milenar, citada até no mais antigo dos livros, a Bíblia.

Em diversos países, o vinho é considerado um alimento, sendo sempre consumido nas refeições. Talvez esteja neste fato a origem desta associação, que implica na existência de combinações melhores ou piores entre o vinho e certos alimentos.

Em suma, um dia a mama errou a mão e o vinho, em vez de descer macio e redondo, transformando aquela refeição num momento de prazer, se tornou “duro de engolir”.

Quem se preocupa com harmonizações são os Cozinheiros e não os Enólogos: buscam receitas que combinem com um determinado vinho e não ao contrário.

Existem diversos argumentos a favor e contra esta ideia de sempre consumir vinhos acompanhados de alguma comida.

Um dos mais interessantes é o fato, bem conhecido, que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta o apetite. De acordo com alguns compêndios médicos, o álcool desidrata o nosso corpo. Um alerta é enviado para o cérebro, que não é capaz de distinguir corretamente entre sede e fome.

Uma boa imagem disto é a famosa “larica”.

Fica clara a razão dos aperitivos, por exemplo, aquela cachacinha antes da feijoada, ou o drink antes do jantar, depois de um pesado dia de trabalho.

Muito comum atualmente é substituir o Scotch por uma taça de vinho, que vai se estendendo até o jantar. Prestem atenção em filmes e séries de TV, de qualquer origem, principalmente se o personagem é feminino: chegando em casa abrem uma garrafa de vinho.

Afinal, o que é um vinho de meditação?

Mais um chavão para o nosso glossário: seria um vinho que, por suas qualidades, deveria ser consumido sozinho, enquanto se pensa nas coisas boas da vida.

Nada deveria atrapalhar este momento, ele deve ser completo.

Nova questão: como determinar a qualidade de um vinho e decidir se é adequado para este tipo de degustação?

A resposta é complexa. Não existe uma unidade de mensuração da qualidade de vinhos. Logo, o gosto pessoal é quem vai definir. O conhecido “gosto ou não gosto” é a palavra final.

Mas é possível balizar se lembrarmos de duas qualidades do vinho: tanicidade e acidez. São estas duas características que, em algum momento, vão ditar se um alimento harmonizou ou não e, por extensão, se gostamos deste vinho ou não.

Um vinho de meditação deve ser, sobretudo, equilibrado, ou seja, nenhuma de suas características básicas, inclusive seu teor alcoólico, deve sobressair. Este seria um vinho adequado para ser degustado solo.

Caso contrário, seria necessária a presença de algum alimento que compensasse o desequilíbrio. Por exemplo, algo mais gorduroso para amenizar os taninos.

Alguns parâmetros, bem conhecidos, podem indicar vinhos de melhor qualidade do que os comumente encontrados em prateleiras de supermercados. O preço talvez seja o mais significativo, mas não é o único. Denominações de origem como DOC, DOCG, IP, quase sempre nos levam por um bom caminho, mas também não são verdades absolutas.

Técnicas de marketing podem se utilizar desde garrafas mais pesadas, passando por preços elevados, rótulos bem desenhados e até prêmios em concursos pouco conhecidos para empurrar um vinho de baixa qualidade.

Conselho final: vinho bom é o que você já conhece e gosta. Experimente-o, num momento adequado, sem maiores preocupações, confirmando ou não que é do seu agrado.

Este é o verdadeiro vinho de meditação.

Saúde!

Vinho da Semana: para meditar…

Arturo Garcia Solar de Sael Crianza 2012

Elaborado com a casta Mencia de videiras com mais de 80 anos de idade, na região D.O. Bierzo.

De cor vermelha com reflexos violáceos. O nariz é complexo com aromas de cereja, baunilha, figo seco e notas lácticas. Na boca é concentrado, suculento, elegante e com ótima acidez. O equilíbrio é perfeito, com taninos adocicados e uma excelente persistência.

« Older posts Newer posts »

© 2026 O Boletim do Vinho

Theme by Anders NorenUp ↑