Categoria: O mundo dos vinhos (Page 3 of 84)

Para ter sempre à mão

Não é preciso muita coisa para nos tornarmos bons enófilos. Para começar, não somos Sommeliers, como alguns preferem se colocar. Há uma enorme diferença entre estes adjetivos: um é o que convencionou chamar de profissional. Nós, meros mortais, somos amadores.

Enquanto os profissionais são quase que obrigados a seguir regras estritas, os Enófilos desfrutam de um enorme grau de liberdade, o que torna nossa vida muito mais divertida: podemos errar, sem sentimento de culpa!

Como tudo na vida, também temos limites. Alguns são muito elásticos, outros são mais restritos.

Uma das delícias de sermos Enófilos competentes é receber bem os amigos. Mas, algumas das tais regrinhas rígidas devem ser seguidas.

A mais importante é estarmos sempre preparados para servir vinhos que agradem a todos. Esteja nossa adega cheia de bons vinhos, ou não, é preciso nos certificamos se temos, em estoque, alguns vinhos que podem funcionar como coringas.

Alguns exemplos:

– Um espumante Brut.

Embora seja um senso comum só abrir uma garrafa destas numa grande data, a verdade é que não há nada melhor do que começar uma reunião, por mais informal que seja, com uma taça de espumante.

Este gesto não prepara só as papilas gustativas para o que vem a seguir, vai ditar o clima do encontro. Todos os convivas vão se sentir especiais ao serem recebidos assim.

– Um vinho branco fresco, aromático e saboroso.

Este é um tipo de vinho que agrada a gregos e troianos. Não tem como errar, principalmente em dias mais quentes. O difícil é escolher entre Alvarinho, Pinot Grigio, Vermentino ou Sauvignon Blanc.

– Um tinto de corpo médio, macio e aromático.

São muitas opções, destacando-se alguns tintos italianos como o Chianti e o Montepulciano d’Abruzzo. Outras opções seriam os vinhos da casta Mourvèdre ou Monastrell, Cabernet Franc e Malbec.

Muito versáteis em termos de harmonização, acompanham os nossos salgados de festa, massas e pratos mais robustos.

– Um vinho de sobremesa.

Nesta categoria não faltam opções. Começam nos tradicionais fortificados, Porto, Madeira e Jerez etc., passam pelos colheita tardia, tão populares na América do Sul e chegam nos nossos deliciosos e refrescantes espumantes da casta Moscatel.

O grande senão é que nunca nos lembramos sequer de oferecê-los. São perfeitos para acompanhar todo tipo de sobremesas e tranquilizar o nosso palato.

Mais uma sugestão: não precisam ser vinhos caros e de alta gama. Uma das outras liberdades que temos, como bons Enófilos, é poder transitar na faixa média de preços. Tem muita coisa boa, e barata, para ser descoberta.

Saúde e bons vinhos.

Dica da Karina – Cave Nacional

Suzin – Montepulciano 2021

A Vinícola Suzin, pioneira no plantio de uvas na região de São Joaquim iniciou suas atividades em 2001, fundada pelo patriarca da família Zelindo Melci Suzin e por seus filhos Everson e Jeferson Suzin. As variedades cultivadas são Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Montepulciano, Petit Verdot, Cabernet Franc, Malbec e Rebo. A pequena produção permite tratamento diferenciados nas vinhas, como desfolha, condução dos ramos, seleção de cachos, raleio de bagas, tratos culturais específicos e colheita manual, o que permite entregar produtos de qualidade e excelência.

O Suzin Montepulciano 2021 possui tonalidade vermelha com reflexos púrpuras, profundo e límpido. Apresenta aroma de frutas vermelhas como cereja e framboesa, toque de pimenta rosa e chocolate amargo. Paladar com taninos marcantes e acidez agradável e grande persistência.

Possui potencial de guarda de 15 anos. Harmoniza bem com carnes marcantes como cordeiro, frescal serrano, carne suína e picanha grelhada. Acompanha bem queijos pecorino, grana padano e gouda.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de abertura por BoszyArtis no Adobe Stock

Spaghetti e molho de tomate harmoniza com Merlot?

São ingredientes simples e corriqueiros. De um lado uma tradicional combinação da culinária italiana. Do outro, um dos mais populares vinhos da região de Bordeaux.

O que poderia dar errado?

Existem diversas maneiras de olhar para esta combinação. A mais simples delas, entender que isto é apenas um embate entre Itália e França, talvez não seja o melhor ponto de partida.

Comecemos pelos tomates, cuja acidez obtida no molho será a peça-chave para equilibrar esta harmonização: não são genuinamente italianos.

Foram trazidos para a Europa no século XVI, pelos conquistadores espanhóis. A então exótica planta, originária das Américas central e do sul, se adaptou perfeitamente em solos italianos e espanhóis.

O macarrão tampouco é 100% italiano. Apesar da lenda que mistura China e Marco Polo, a “pasta”, inclusive nos formatos longos, tem suas verdadeiras origens fincadas no povo árabe.

Já o encontro que resultou no prato em questão, só foi acontecer no final dos anos 1800, na região da Campanha, provavelmente em Nápoles ou Avelino. Coube a um famoso cozinheiro, Ippolito Cavalcanti, publicar a primeira receita desta delícia em 1837: ”vermicelli al pomodoro”.

O nosso caldeirão cultural começa a ferver.

Sobre o vinho, não há dúvidas com relação às origens da casta Merlot: é francesa. Mas ela se difundiu pelo mundo afora e hoje é a segunda uva mais cultivada por produtores de vinho. Existem mais de 40 estilos destes vinhos.

Isto torna a nossa harmonização um pouco mais complicada: não é qualquer Merlot que vai dar certo.

O caldeirão, agora, está em franca ebulição.

Apesar de ser cultivada por toda a Itália, onde produz alguns grandes vinhos, esta combinação não seria a primeira escolha de um nativo.

Levando em consideração as características muito aromáticas deste prato, por conta do “basílico”, a acidez do molho e o perfil levemente adocicado do macarrão, a escolha ideal seria um vinho branco seco, muito aromático e saboroso, fresco, delicado e sedoso, para equilibrar a acidez e harmonizar com o espaguete.

Como esta receita se originou na Campanha, o clássico Fiano di Avellino é a indicação número 1.

Outras possibilidades entre os brancos: Greco di Tufo, Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC, Frascatti Superiore Secco e Soave Superiore.

Existem algumas possibilidades entre os tintos: Chianti Classico DOCG, Barbera d’Asti DOCG e Dolcetto d’Alba DOC.

Todos italianíssimos; e o nosso Merlot não entrou nesta pequena lista. Para descobrirmos se existe uma combinação possível com ele, precisamos avaliar alguns diferentes perfis de produtores ao redor do mundo.

Bordeaux é a referência. São vinhos bem estruturados, com taninos presentes, mas domados, com notas mais terciárias: tabaco, alcatrão, madeira. O mesmo pode ser dito, com pequenas variações, sobre os elaborados na Itália e no Chile.

Um outro estilo, apelidado de “vinho de clima temperado”, é o encontrado nos vinhos da Argentina, Califórnia e Austrália. São muito frutados, com taninos sedosos, corpo médio e uma acidez desejável. Fáceis de degustar e uma boa opção para esta harmonização.

Um destaque especial para os nossos Merlot. Embora ainda não sejam reconhecidos internacionalmente, são vinhos com boa personalidade e bem adequados para acompanhar pratos com base em molho de tomates. (vejam a dica de hoje)

Quem diria que tem tanta história por trás de um “simples” Espaguete ao Molho de Tomate”.

Saúde e bons vinhos!

A nossa querida parceira, Cave Nacional, está completando 10 anos. Para comemorar está lançando um vinho, o Decave, e promovendo diversas Masterclasses sobre o vinho nacional.

Acessem o site para saber mais. Cave Nacional Degustações

Dica da Karina – Cave Nacional

Berkano – Merlot Barricas 2022

O projeto da Berkano Premium Wines começou há 10 anos, com estudos de mercado, parcerias e castas. Foi gestado com personalidade e total destaque para a tipicidade da região. Os rótulos produzidos pela vinícola são resultado da maturidade, do tempo e do estudo: uma homenagem ao terroir da Serra Gaúcha. A vinícola possui receptivo em Pinto Bandeira.

O Berkano Merlot Barricas safra 2022 amadurece por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. De cor vermelho rubi, apresenta um equilíbrio entre a fruta e a madeira, com aromas que remetem a cereja, ameixa, framboesa, mentol, baunilha, chocolate, café, caramelo, tostado, especiarias e tabaco.

Na boca, é um vinho macio, redondo, encorpado e persistente, com taninos suaves e acidez moderada. Harmoniza perfeitamente com carnes vermelhas, massas com molhos vermelhos ou cremoso, queijos maduros e pratos condimentados.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de abertura obtida por IA

Em outubro, o dia do Champagne e dos espumantes!

Não deixa de ser uma curiosidade, mas existe um dia dedicado ao Champagne, um vinho que nos ajuda a celebrar a vida em diversos tipos de comemorações.

Um verdadeiro pleonasmo!

Esta deliciosa data, que cai na penúltima sexta-feira do mês de outubro, foi criada em 2009, por um californiano, blogueiro e professor de vinhos, Chris Oggenfus.

A ideia era simples: um dia para que os entusiastas deste borbulhante vinho pudessem se envolver nas mais diferentes atividades relacionadas com esta bebida.

Organizar degustações, banquetes, divulgar através de redes sociais ou simplesmente apreciar uma taça, sozinho ou acompanhado. O importante é participar.

Por ser uma ideia simples e de fácil execução, logo se espalhou mundo afora, com muita gente pegando carona e criando suas próprias datas. Aqui no Brasil, celebramos do “Dia do Espumante Nacional”, em 22 de outubro.

Na vizinha Argentina, o dia que chamam de “Internacional del Espumante”, será comemorado em 25 de outubro. (*)

Um dos pecados que cometemos é só abrir uma garrafa destas em ocasiões especiais. Não deveria ser assim. Uma das razões é o alto preço de um Champagne. Mas, os nossos espumantes são deliciosos e bem mais em conta. O mesmo pode ser dito sobre Proseccos, Cavas, ou mesmo outros produtos de origem francesa como os Blanquette ou os Cremant.

Estão sempre presentes nos nascimentos, casamentos, vitórias, derrotas, batizados náuticos (botadura) e muito mais. Estes vinhos são o verdadeiro troféu.

Muitas lendas e mitos existem ao redor do Champagne. O mais famoso – a frase que talvez nunca tenha sido dita – “Estou bebendo as estrelas”, pronunciada por Dom Pérignon, reconhecido como o pai deste estilo de vinho.

O que a história nos mostra é um caminho um pouco diferente. Em 1531, teriam sidos os monges de Saint-Hilaire quem descobriram, acidentalmente, o vinho espumante. Fermentavam uma uva típica da região, a Mauzak, para obter um vinho branco. O clima, muito frio, interrompeu o processo prematuramente, fazendo com que os Monges acreditassem que esta fase estava terminada.

Engarrafaram a bebida. Mal sabiam que, assim que o clima ficasse mais quente, a fermentação continuaria na garrafa, criando as deliciosas borbulhas. Este vinho ficou conhecido com Blanquette de Limoux, e o “método”, mais tarde, foi denominado como “Ancestral”.

A história de Dom Pérignon se passa um pouco mais tarde, por volta de 1700. Teria sido ele quem trouxe o método de Limoux, para a região de Champagne e o aperfeiçoou. A segunda fermentação, em garrafa, passou a ser totalmente controlada e não mais espontânea. Atribuem a ele a adoção de rolhas de cortiça para os espumantes.

Faleceu em 1715 e não chegou a conhecer a indústria do Champagne. A primeira Maison, a Ruinart, foi fundada em 1729.

A Moët & Chandon, em 1745, já era a fornecedora oficial para a corte de Louis XV.

Mas a contribuição que modernizou e trouxe mais classe ao Champagne veio da casa Veuve Clicquot, fundada em 1772. Coube à viúva, desenvolver o processo que remove as borras da segunda fermentação. Este novo método, agora completo, foi denominado “Champenoise”, é o mais utilizado por produtores. O método “Charmat”, com segunda fermentação em tanques, só surgiria em 1895.

Um brinde aos monges, nobres, viúvas, estadistas, esportistas, pais, filhos e gente comum, como nós, que adoram “beber as estrelas”.

Saúde e bons vinhos!

Dica da Karina – Cave Nacional

Olá. 22 de outubro é oficialmente o Dia do Espumante Brasileiro. Então a dica é um delicioso espumante nacional.

Pizzato – Espumante Brut

Um ícone na vitivinicultura nacional, a Pizzato possui um dos únicos espumantes feito com o selo de Denominação de Origem do Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.). Vinhos nesta denominação devem seguir rígido processo regido pela regulamentação que inclui, entre outros, que os mesmos sejam vinificados no mínimo 85% com as uvas Chardonnay ou Merlot.
O Pizzato Espumante Brut, 100% Chardonnay é vinificado pelo método clássico que aporta estrutura mas sem que ele perca a refrescância. Um vinho amarelo claro com reflexos esverdeados, perlage fina e abundante na aparência. Aroma de frutas e flores cítricas, abacaxi, frutas brancas, tons de tostado de pão no aroma. Amplo na boca, acidez e álcool equilibrados, de bom corpo, refrescante e cremoso.
Ideal para acompanhar peixes, frutos do mar, carnes brancas, aperitivos e sobremesas. Ou simplesmente, bebê-lo sozinho.
A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Imagem de abertura obtida no Freepik

(*) Fonte:

1 – https://vinosypasiones.com/2025/10/23/familia-millan-celebra-el-dia-del-espumante-con-cordero-con-piel-de-lobo/

2 – https://infomendoza.info/amp/infovino/brindis-con-burbujas-los-cinco-espumantes-mendocinos-para-celebrar-su-dia

Este é um Prosecco?

A questão que nos foi proposta era um pouco mais sofisticada: “O que é um Prosecco Satèn?”.

Para não deixar nenhuma dúvida, vários esclarecimentos são necessários, o primeiro é uma resposta direta: isto não é um Prosecco, é um Franciacorta.

Ambos são vinhos espumantes, cada um deles de uma diferente região produtora, com regras bem específicas sobre como devem ser elaborados, castas permitidas e, até mesmo, o que deve ou não constar dos rótulos.

Os Proseccos, da região do Veneto, são vinificados preferencialmente pelo método Charmat, com a casta Gelera (mínimo de 85%). As outras variedades aceitas são a Pinot Bianco, a Pinot Grigio e a Chardonnay. Para o rosado, usam a Pinot Nero.

A região de Franciacorta, na Lombardia, próxima à cidade de Brescia, tem uma tradição vinícola muito antiga. As primeiras referências datam de 1277. Naqueles idos, os vinhos não se chamavam “Franciacorta” e nem eram espumantes. Historiadores admitem que este nome derivaria de “francae curtes”, algo como cidades sem impostos, “zonas francas”.

O primeiro espumante ali produzido foi em 1961, por insistência de um jovem Enólogo, Franco Ziliani, que trabalhava para a Casa Berlucchi. O sucesso foi total. Em pouco tempo, mais de 10 produtores lançaram suas versões deste vinho borbulhante.

As regras de produção são bem diferentes das usadas no Veneto. Aqui, as castas permitidas são a Chardonnay (85%), a Pinot Nero (10%) e a Pinot Bianco (5%). Somente para a elaboração do Rosé, usam a Pinot Nero (15%), vinificada separadamente.

O método, obrigatório, é o tradicional, com a segunda fermentação em garrafa. O mesmo utilizado em Champagne.

São vários estilos permitidos, com diferentes graus de doçura: Dosagem zero, Nature, Extra Brut, Brut, Extra Dry, Sec e Demi-sec.

O estilo denominado Satèn tem uma regra particular. Esta palavra, que em italiano, significa “Seda” ou “Sedoso”, tem tudo a ver com o resultado. O que se busca é um vinho mais cremoso, com um perlage bem suave e um teor alcoólico mais baixo.

Será, sempre, um “Blanc des Blancs”, Brut, elaborado a partir de Chardonnay e Pinot Bianco. A pressão atmosférica, dentro da garrafa, deve ficar em torno de 4,5 atm. Os Franciacorta normais, bem como os Champagne e outros espumantes, chegam a 6 atm.

Estas características, que o colocam numa categoria muito especial, abre um interessante leque de harmonizações: risoto de aspargos e radicchio, sushi, pratos de arroz com frutos do mar, frituras leves de vegetais ou carnes brancas, presuntos curados ou crus, além de queijos não maturados.

Pode ser servidos como um aperitivo, preparando as papilas gustativas para outras delícias.

Sua coloração tende para o amarelo palha, com reflexos esverdeados. O perlage é muito fino e delicado, trazendo uma sensação sedosa no palato. Aromas de frutas maduras, flores brancas, amêndoas e avelãs. Muito equilibrado com boa acidez.

Saúde e bons vinhos!

Grande Degustação Vinhos Verdes 2025 – Rio de Janeiro

Vinho Verde e o “life style” carioca é uma destas combinações que, no imaginário de muitos, é perfeita.

Mais uma vez fomos brindados com um excelente evento dedicado a esta importante região vinícola portuguesa. Os elegantes salões do Consulado de Portugal, em Botafogo, acrescentaram um belo toque a esta degustação.

Nesta edição, estavam presentes vinte produtores, muitos em busca de representação comercial no Brasil, além de nomes já consagrados em nosso mercado.

“Verde” é apenas um apelido, não se referindo à cor do vinho ou mesmo a uma das muitas lendas que existem, que afirma ser a vinificação feita a partir de uvas não maduras. Não é verdadeiro.

Esta Denominação de Origem (D.O.), estabelecida em 1908, que ocupa a região noroeste de Portugal, é uma das mais antigas áreas de produção do mundo.

O mapa, a seguir, mostra as diferentes sub-regiões e suas principais castas. As divisões são regidas por diferentes rios: Minho, Lima, Cávado, Ave, Souza e Tâmega, além do Douro. A região dos Vinhos Verdes praticamente envolve a famosa região dos Vinhos do Porto.

Cada sub-região tem características próprias, que traduzem, cada uma à sua maneira, os diferentes “terroirs”, as castas mais típicas e até mesmo o estilo do vinho, que pode passar do tradicional, levemente frisante e baixo teor alcoólico, até sofisticadas elaborações que podem incluir outras castas portuguesas.

Além dos vinhos, tintos, brancos e rosados, tranquilos ou espumantes, a D.O. inclui aguardentes bagaceiras e vínicas.

Nestes últimos 40 anos, muita coisa mudou com relação aos “Verdes”. As formas de cultivo foram aperfeiçoadas e o mesmo podendo ser dito com relação aos processos de vinificação. Existe, atualmente, uma distinta linha que separa aquele estilo mais tradicional, muitas vezes até rústico, de outro que busca se equivaler aos mais famosos vinhos do mundo, principalmente com as castas brancas, notadamente a Alvarinho e a Loureiro.

Como era impossível degustar todos os vinhos oferecidos, fizemos uma criteriosa seleção entre produtores que não conhecíamos e outros, clássicos.

O que provamos nos surpreendeu, principalmente entre os vinhos tintos. Estão atingindo um grau de sofisticação inesperada. Muito diferente dos simples tintos, da casta Vinhão, que manchavam a malga como sinal de qualidade.

Nossa escolha recaiu sobre: Quinta do Tamariz; Quinta da Aveleda; Quinta da Raza; Encosta do Grandinho, Vinhos Norte e Casa de Vila Pouca. Representavam as sub-regiões de Cávado, Souza, Ave e Basto.

Apresentamos, a seguir, alguns de nossos destaques:

– O completo “flight” da Tamariz, onde passeamos por “Pét-Nats”, Espumantes, Brancos, Rosados e Tintos;

– O interessante varietal de Avesso, da Quinta da Raza, representados pela Mostoflor e o corte de Loureiro e Alvarinho, elaborado pela Aveleda, trazido pela Interfood;

– Dois vinhos notáveis da Casa de Vila Pouca. Um corte de Alvarinho e Fernão Pires, desenvolvido para o paladar do brasileiro e um sofisticado tinto, com a casta Vinhão, que passa por madeira.

Relação de Expositores:

Quinta do Louridal – https://www.alvarinhopoema.com/

Quinta Pirâmides – Darumi – https://darumi.pt/quinta-das-piramides/

Quinta D’Amares – https://www.quintadamares.pt/

Quinta da Raza – https://quintadaraza.pt/

Quinta Casa das Hortas – https://www.casadashortas.pt/

Quinta da Aveleda – https://www.aveleda.com/pt/enoturismo/quinta-da-aveleda#

Encosta do Grandinho – https://www.facebook.com/p/Encosta-do-Grandinho-100076500511899/

Caves Campelo – https://www.facebook.com/campelowines/?locale=pt_BR

Casa Santos Lima – https://www.casasantoslima.com/

Casa de Vila Pouca – https://www.cvpwines.pt/#

Provam – https://www.facebook.com/ProvamAlvarinhoComAlma/?locale=pt_BR

Adega Ponte de Lima – https://www.adegapontelima.com/

Adega de Monção – https://adegademoncao.pt/

A&D Wines – https://andwines.pt/

3 Rostos – https://www.3rostos.pt/home

Vinhos Norte – http://eng.vinhosnorte.com/

Vercoope – https://vercoope.pt/

Vale Mercê – https://www.facebook.com/valemerce.pt/

Quinta São Gião – https://quintasaogiao.pt/

Quinta do Tamariz – https://www.facebook.com/quintadotamariz

Saúde e bons vinhos!

Dica da Karina – Cave Nacional

Pizzato – Semillon 2023

Uma das mais tradicionais casas de vinhos finas nacionais, a Pizzato, há muitos anos trabalha com perfeição um vinho branco de uma uva pouco explorada no Brasil, a Semillon.

Feito através de processo de leve maceração com fermentação em barris de carvalho e em tanques de aço inoxidável em baixas temperaturas. Por 12 meses, 40% do vinho matura em barris mistos de carvalho francês e acácia.

Este vinho safra 2023 possui cor amarelo palha com toques dourados. Em boca, frutas de caroço, melão, camomila, mel, frutas secas, traços de especiarias e baunilha. Um vinho fresco, seco, longo. Perfeito para harmonização com carnes brancas, pescados, mariscos, queijos curados suaves, saladas e vegetais temperados.

A Cave Nacional envia para todo o Brasil.

CRÉDITOS: Mapa obtido no site da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

« Older posts Newer posts »

© 2026 O Boletim do Vinho

Theme by Anders NorenUp ↑