Categoria: O mundo dos vinhos (Page 77 of 84)

Sangria e Clericot para o Natal

Festas de fim de ano, com suas mesas fartas, são ótimas ocasiões para abrirmos aquelas garrafas especiais, belos espumantes, nacionais ou importados. Nada contra, mas no nosso clima tropical, isto é quase uma idiossincrasia.

Lembro, vagamente, de algumas tentativas de abrasileirar a figura do Papai Noel, ou de propor comidas mais leves e refrescantes do que as tradicionais iguarias que compõem a geralmente pesada e encorpada ceia natalina.

Embora o Champanhe e outros espumantes sejam mais agradáveis por serem degustados em temperaturas mais baixas, a profusão de tintos que tentam harmonizar com aves assadas, pernis de suínos ou ovinos, entre outros, é preocupante.

Haja ar condicionado!

Nossos vizinhos sul-americanos e os estados do sul brasileiro costumam celebrar estas datas comemorativas com duas bebidas elaboradas a partir do vinho: a Sangria e o Clericot.

Saborosas, refrescantes e muito fáceis de fazer.

A Sangria, de origem espanhola, é bom conhecida. Seu nome deriva de “sangre”, indicando a coloração desta bebida. Existem diversas receitas, mas alguns ingredientes são básicos: um bom vinho tinto, frutas frescas, e um pouco de destilado.

Receita básica:

1 – Uma garrafa de um bom vinho tinto (Tempranillo, Garnacha, Merlot). Por favor, vinho de garrafão “suave” é PROIBIDO;

2 – Um limão e uma laranja, cortados em rodelas (pode-se usar o sumo também);

3 – Uma ou duas colheres de açúcar;

4 – Uma dose de um bom destilado (conhaque, cachaça, etc…);

5 – Dois copos de Club Soda, Soda Limonada, água tônica ou mesmo um espumante, para finalizar.

Outras frutas podem ser acrescentadas: maçã, pera, pêssego, kiwi, morango. Há quem use especiarias como canela, cravo e noz moscada.

Preparo:

Numa jarra de vidro coloque as frutas. Esprema, com a ajuda de um soquete ou colher, as frutas cítricas liberando o seu suco. Cubra com o açúcar e o destilado, deixando macerar por algumas horas em local fresco.

Adicione o vinho tinto e deixe macerar mais um pouco, desta vez, dentro da geladeira.

Na hora de servir, acrescente a soda ou o espumante. Misture levemente e sirva em taças decoradas com as frutas.

O Clericot, uma variante branca da sangria, é muito apreciada na Argentina e no Uruguai. Em Punta de Leste é a bebida padrão do verão.

Sua origem é bastante discutida e teria raízes no tradicional Ponche. Uma das explicações mais aceitas é a que Clericot seria uma adaptação de Claret Cup, um drinque inventado pelos colonizadores ingleses, na Índia.

Esta bebida era apenas uma taça de Bordeaux (Clarete), acrescida de abacaxi picado e gelo. Chegou na América do Sul pelas mãos dos espanhóis, já na versão elaborada com vinho branco ou espumante, tipicamente um Cava.

Receita básica:

1 – Uma garrafa de um bom vinho branco ou espumante, gelado. Torrontés seria perfeito;

2 – Diversas frutas picadas e sem sementes, como numa salada de frutas (maçã, pêssego, kiwi, frutas vermelhas, pera, abacaxi)

3 – Uma fruta cítrica, tangerina, em gomos, é a mais comum, mas pode ser uma laranja lima ou limão siciliano em rodelas;

4 – Uma dose de Licor Cointreau ou Grand Marnier. Outras opções válidas são conhaque, sherry ou a nossa pinga.

5 – 1 ou 2 colheres de açúcar;

6 – Um copo de Club Soda ou Soda Limonada;

Uma lenda sugere que não se use melancia, traria risco de morte. Então vamos respeitar. Outras frutas possíveis: manga, uvas cortadas e sem caroços.

Preparo:

Numa jarra de vidro, coloque as frutas picadas, o licor e/ou destilado e o açúcar. Deixe macerar por algum tempo, dentro da geladeira.

Acrescente o vinho ou espumante e a soda. Abuse do gelo em cubos e mexa tudo suavemente.

Sirva num copo alto, com gelo, e decore com alguns pedaços de fruta.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: perfeito para o Clericot.

Cava Castell de Calders Brut Nature – $

Aromas agradáveis e complexos típicos de seus 18 meses de maturação em garrafa, apresentando nuances de frutas maduras e flores. Na boca é muito agradável, com ataque fresco, elegante, equilibrado e com boa persistência.

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Wine Spectator TOP 100 2016

A lista anual dos melhores vinhos, publicada pela revista Wine Spectator, é o informe mais esperado pelos consumidores de vinhos. Atualmente é mais importante que as notas do Robert Parker, o que demonstra como evolui este mercado enológico.

Para os brasileiros, o significado real fica na faixa das curiosidades. A maioria dos vinhos listados não está à venda por aqui e, os poucos que estão disponíveis, são de outras safras. Nem sempre são vinhos caros, mas a regra do mercado brasileiro é esgotar a safra em estoque antes de importar uma nova.

Nesta edição, os vinhos norte-americanos dominaram o cenário com 32 indicações.

A tabela, a seguir, completa a informação

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Os 10 Mais

Seis vinhos americanos, dois italianos e dois franceses. Oito tintos e dois brancos. Entre as uvas, nas três primeiras colocações temos um Cabernet Sauvignon, um Chardonnay e um Pinot Noir.

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O primeiro francês, um branco doce, está na 4ª posição. Um Sauternes da região de Barsac, no distrito de Graves, Bordeaux. O segundo francês, também bordalês, é um branco seco.

Da Itália foram premiados um Barbaresco, produzido a partir da Nebbiolo, e o tradicionalíssimo Super Toscano, Tiganello, hoje um vinho icônico. Interessante observar o seu preço médio no mercado norte-americano: US$ 105.00, cerca de R$ 360,00, preço mais que justo por um produto de alto nível, bem diferente do preço pedido por aqui, no seu importador, R$ 881,00 (mais frete).

Dois tipos de corte se destacaram: um bordalês, o Ridge Monte Bello, e uma variação do “GSM” o Machete da Orin Swift (Petit Syrah, Grenache e Syrah).

Os Sul-americanos

Quatro vinhos argentinos e três Chilenos. Destaque para o sempre bom Don Melchor, na 33ª posição, melhor sul-americano, e o Zuccardi Q Cabernet Sauvignon, na 55ª posição, o melhor argentino.

Novamente chamamos a atenção para as diferenças de preço. O vinho chileno sai por US$ 125.00 (+/- R$ 400,00) contra os R$ 700,00 cobrados nas melhores lojas. O vinho argentino, conhecido por sua boa relação qualidade x preço, sai por US$ 20.00 (+/- R$ 70,00). Pode ser comprado por um pouco menos de R$ 200,00 no Brasil.

Sem comentários…

As Surpresas

Áustria, Grécia e Israel.

Vinhos austríacos sempre foram muito bons, mas pouco conhecidos no mercado mundial, talvez devido às pequenas produções, o que não os tornam um produto de consumo mundial. A uva branca Grüner Veltliner brilha por lá.

O Domäne Wachau Grüner Veltliner Smaragd Trocken Wachau Terrassen aparece na 85ª posição.

Da Grécia o vinho premiado na 89ª posição foi elaborado com uma uva branca típica, a Assyrtiko: D. Kourtakis Assyrtiko Santorini Greek Wine Cellars

O primeiro vinho israelense, está na 79ª posição, o Tzora Judean Hills White, um corte de Chardonnay e Sauvignon Blanc. Na 93ª posição, está o Galil Mountain Yiron, produzido na Galiléia, um dos vinhos top desta vinícola. Um pouco comum corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah.

Para os interessados, a lista pode ser baixada neste link.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: uma homenagem aos bons vinhos dos EUA.

top-2Wente Beyer Ranch Zinfandel – $$$

Este complexo corte californiano traz delicados aromas de ameixa, framboesas e mirtilo. Em boca é harmônico, com taninos suaves, acidez equilibrada e profusos sabores de frutas em compota.

Boa opção para harmonizar com a ave natalina.

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Outras cores no vinho

Pode parecer inacreditável, mas existem “ditaduras” no mundo do vinho. A mais fácil de perceber é a das cores: sempre estivemos restritos ao Tinto, Branco ou Rosé.

Mas existem outras alternativas, coisas bem modernas.

Um branco de coloração mais intensa é chamado de “Laranja” e já foi assunto de uma coluna anterior (*). Para se chegar a esta tonalidade, os produtores vinificam as uvas brancas com suas cascas, como se fosse um vinho tinto.

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O resultado é muito interessante e foi um dos sucessos do ano passado. Alguns autores o apelidaram de “novo Rosé”. A principal característica é ser bem encorpado e ter mais presença no paladar do que seu primo rosado. Não chega a ser tânico, mas pode harmonizar perfeitamente com carnes. Num país de clima mais quente, isto pode ser quase uma bênção para os amantes do churrasco de domingo.

Diversos países o produzem: Itália, França, Eslovênia, África do Sul, EUA, Austrália, Áustria e a República da Geórgia, que os elaboram desde os tempos antes de Cristo, utilizando ânforas de barro (Kvevri), enterradas no solo.

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Outra coloração inesperada é o preto.

Black Wine é o apelido dado aos Malbec, muito encorpados e densos, produzidos em Cahors, França. Um tinto muito escuro e opaco, nada mais que isto, sem nenhuma adição de corantes ou coisa parecida.

São semelhantes aos famosos Malbec argentinos. Vinhos robustos, frutados e tânicos, exigindo quase sempre um bom período de decantação antes de ser degustado.

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Que tal um vinho Azul?

Uma vinícola espanhola o desenvolveu e está fazendo um grande sucesso, principalmente entre os consumidores mais jovens, sempre em busca do inusitado.

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Fundada por seis empresários, a Gik Live é uma “startup” que tem como objetivo produzir um vinho com mais apelo visual, tornando-o um produto único no mercado, quase que dedicado aos jovens da geração “Y”, atualmente o maior mercado consumidor de vinhos.

Foram dois anos de pesquisas junto a universidades espanholas e pesquisadores sobre alimentos, para chegar na fórmula que mistura uvas tintas, brancas, antocianinas e corante Índigo, o mesmo das calças jeans. Resultou numa bebida com um viés adocicado, mais próximo a um vinho branco. Já está à venda em alguns países europeus.

Para finalizar este passeio entre diferentes cores dos vinhos, mais uma novidade: um outro vinho “verde” (não confundir com os excelentes Vinhos Verdes de Portugal) obtido através de uma infusão de Tintura de Cannabis.

Uma ideia no mínimo extravagante.

O consumo desta droga psicoativa é permitido, na Califórnia, para fins medicinais. Vinícolas como a nova Mary Jane Wines, apostaram que seria mais agradável degustar o “remédio” do que fumá-lo.

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Existe em tinto ou branco, mas nenhum realmente verde.

Abaixo as ditaduras!

Saúde e bons vinhos.

Vinho da Semana: está na hora de começar a investir em espumantes.

vinhoAdolfo Lona Brut Rosé – $

Ótimo espumante da Serra Gaúcha, na cor da moda.

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(*) https://oboletimdovinho.com.br/2014/10/18/vinhos-laranja/

A Geração Y e o Vinho

A Geração do Milênio, ou “Y”, corresponde aos que nasceram no período compreendido entre 1980 até meados dos anos 90. Alguns sociólogos antecipam para meados dos anos 70 o início desta geração que vem sendo substituída pela “Z”.

Nasceram num mundo já bem virtualizado, uma geração muito tecnológica, que tem outros interesses e valores que os distinguem claramente de seus antecessores, que viveram os períodos conhecidos como “Baby Boomers” (pós-guerra) e Geração “X”.

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Uma das principais características da turma do Milênio é serem guiados por tendências, regidos diretamente pelas redes sociais. Não dão muito valor às tradições e fatos históricos. São, quase sempre, imediatistas e preferem seguir os ícones da vez do que acompanhar os ciclos ditos convencionais.

Isto afeta diretamente o mercado do vinho.

Aplicativos, como o popular Vivino, são seus guias quando se trata de escolher e comprar, superando nomes como Parker, Robinson ou Johnson. Para esta geração o que vale é a opinião coletiva. Estão sempre em busca de coisas diferentes ou, como é comum falar, “cool”.

Vinhos quase obscuros como um Chardonnay da Eslovênia, por exemplo, podem se tornar a bossa do momento enlouquecendo produtores, importadores e vendedores. Mas da mesma forma como viraram uma estrela, caem no ostracismo sendo substituídos por outros modismos. É uma geração de opiniões muito voláteis. Os 100 pontos de Parker nada mais são do que uma breve referência ao que “nossos antepassados apreciavam”. (sic.)

Está em curso uma notável mudança de paradigma, apesar dos acontecimentos recentes que indicam uma guinada para ações radicais, segregacionistas, etc… Mas não por conta dos “Y”, eles ainda não mandam no pedaço, mas estão influenciando fortemente.

O mercado do vinho sobrevive por acompanhar estas tendências e, o que se percebe hoje, é uma tentativa consciente de produzir vinhos que agradem a esta nova leva de consumidores. Há, inclusive, a preocupação de trazê-los para o mundo do vinho, outra tarefa que deve ser executada com muita habilidade: do nada, algum destilado de um esquecido país pode se tornar a bola da vez.

Rótulos deixam de ter a importância que sempre tiveram, ao mesmo tempo que as histórias sobre os vinhos, muitas vezes pílulas douradas, passam a ser a principal ferramenta de divulgação e venda. Nada supera um bom “causo”.

Outro dia fui surpreendido por uma curiosa expressão usada por Guilherme, marido da minha sobrinha Mariana. Usou o termo Vinagre para referir aos bons vinhos que andava bebendo. Confesso que me senti tentado a adotar, para sempre, este adjetivo em lugar do meu predileto, Caldo.

Há uma enorme ironia presente. Bem interpretada, demonstra quanta alegria ou felicidade eles têm ao se deliciar com um vinho, qualquer vinho, desde que tenha recebido alguma aprovação do grupo ou de grupos.

Sabem que existe coisa melhor, mas para que ou por que eu vou me preocupar com isto se estou satisfeito com este vinagrezinho bacana que está na minha taça agora?

Todo mundo gostou, isto basta.

Caveat venditor!

Saúde e Bons vinagres!

Vinho da Semana: uma opção para antes de chegar o verão.

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Elaborado a partir das castas Tempranillo e Bobal, exibe cor rosa salmão muito leve, aromas com notas de frutas vermelhas frescas, como morangos e flores maduras suculentas. O paladar é macio, sedoso e frutado, com uma acidez refrescante e intensa.

Harmoniza com qualquer geração.

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Comprovado: Queijo é o melhor companheiro do vinho

Muitos apreciadores de nossa bebida favorita começaram a apreciá-la a partir da popular combinação “Queijos e Vinhos”. Mesmo que fossem organizados de forma empírica e algumas vezes caótica, sempre era divertido e prazeroso.

Uma das formas mais simpáticas de organizar uma reunião como esta era dividir as tarefas: diferentes grupos de convidados trariam os vinhos, queijos e pães, cabendo ao anfitrião entrar com infraestrutura e algumas frutas ou doces para fechar a noite.

Harmonizar? O que é isto?

Ninguém estava preocupado. Provavelmente só iriam aparecer vinhos tintos, de diversas origens. Nenhum branco ou fortificado. Bastava chegar as estações mais frias do ano que os “Queijos e Vinhos” se repetiam, quase que seguindo uma receita.

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Num estudo recente (out/2016), cientistas do Centro de Estudos do Paladar e Comportamento Alimentar (Center for Taste and Feeding Behavior) na França, conduziram uma pesquisa na cidade de Dijon com apreciadores de queijos e vinhos. Chegaram a um resultado que, finalmente, esclarece o sucesso desta conhecida parceria:

“O consumo de queijo durante uma degustação de vinhos é capaz de alterar a nossa percepção e gosto sobre determinados vinhos”. (*)

Cada voluntário recebeu um formulário com a descrição de diversas sensações possíveis, que deveriam ser assinaladas após cada degustação.

Na primeira etapa foram degustados quatro vinhos diferentes, em busca das sensações predominantes:

– Pacherenc, um vinho branco doce da região de Madiran, sudoeste da França;

– Sancerre, um Sauvignon Blanc do Vale do Loire;

– Pinot Noir da Borgonha;

– Madiran tinto, um corte de Tannat, Cab. Franc, entre outras.

Na segunda etapa, foram introduzidos quatro queijos:

– Epoisses, típico da Borgonha, elaborado com leite de vaca e maturado por 6 meses. Depois é tratado com uma aguardente vínica (marc);

– Comté, o mais comum queijo da França, feito a partir de leite de vaca, com casca e textura semi-dura;

– Roquefort, tradicional queijo com mofo azul, elaborado com leite de ovelhas;

– Crottin de Chavignol, o mais famoso queijo de cabra francês, maturado por 4 meses.

Os degustadores deveriam alternar pequenos goles de vinho e provas dos diferentes queijos.

Os resultados demonstraram que o consumo do queijo teve um impacto positivo na descrição dos vinhos, que acabaram agradando a todos, em comparação com a descrição inicial, feita para ser o controle do experimento (sensação predominante).

A apreciação de cada vinho aumentou na maioria das combinações e, no pior resultado, teria ficado igual ao resultado de controle.

Na degustação dos vinhos tintos, o consumo do queijo diminuiu sensivelmente a sensação de adstringência provocada pelos taninos, aumentando a percepção dos sabores frutados.

Com relação aos brancos, o que menos impactou o resultado final foi o doce Pacherenc. As anotações não demonstraram nenhuma mudança na doçura ou predominância de sabores. Com branco seco foram percebidas ligeiras alterações no aroma predominante.

Do outro lado do Atlântico, no Canadá, uma segunda experiência corrobora este resultado (**). O objetivo era encontrar as combinações ideais entre queijos e vinhos, empregando metodologia sensorial científica.

Nove tipos de queijos artesanais e dezoito tipos de vinhos estavam à disposição de um grupo de jurados que tinha como objetivo avaliar as diversas combinações possíveis.

Entre os vinhos estavam desde clássicos como Chardonnay madeirado, Pinot Noir, Merlot, cortes com Cabernet Sauvignon, vinhos de sobremesa e Ice Wines.

O Riesling foi considerado o vinho mais versátil combinando com a maior variedade de queijos. Sauvignon Blanc e Pinot Gris também foram bem avaliados. Os vinhos de harmonização mais difícil foram o Late Harvest, o Ice Wine e o Porto.

Os queijos mais fáceis de combinar foram os do tipo Gorgonzola (mofo azul), Provolone e um queijo de leite de vaca, semi-duro, bastante comum no Canadá (Oka).

Saúde e bons queijos e vinhos!

Vinho da Semana: um versátil Tempranillo espanhol.

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Perfeito com o tradicional Queijo Manchego, da Espanha, elaborado com leite de ovelha e eleito, em 2012, o melhor queijo do mundo.

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Fontes:

(*) – http://phys.org/news/2016-10-science-cheese-wine.html

(**) – http://phys.org/news/2005-10-wine-cheese-science.html

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