Categoria: O mundo dos vinhos (Page 17 of 76)

Confrarias valem a pena?

Pertencer a uma confraria ou mesmo organizá-la é quase uma certeza na vida de um Enófilo de boa cepa. Nada melhor que degustar um belo rótulo na companhia de bons amigos, em ambiente agradável e com alguns petiscos para harmonizar.

Uma confraria é tudo isto e muito mais, basta ter um pouco de imaginação e uma atitude positiva para, com a força de um grupo, descobrir novos e interessantes caminhos.

Organizar uma confraria é muito simples, basta reunir um grupo, escolher o local e as garrafas e deixar acontecer. Difícil é mantê-la viva, criando desafios a cada encontro, de tal forma que todos fiquem na expectativa do como será o próximo.

Alguns truques são quase óbvios, por exemplo, fazer eventos temáticos abrangendo vinhos e alimentos. Outro caminho é convidar algum especialista para dar uma aulinha sobre o que vão provar. Pode ser um Sommelier conhecido, o simpático vendedor da loja onde compram ou o professor de um curso sobre vinhos.

A escolha do local do encontro também é chave para o sucesso. Uma sugestão, bem aceita, é fazer um rodízio entre os confrades: a cada encontro, um se encarregará de escolher o local e o que será servido. Claro, notas serão atribuídas para cada encontro e um “vencedor” será declarado.

Uma boa confraria pode (e deve) ir além das reuniões periódicas. Um dos pontos fortes é usar a força de um grupo para obter algumas vantagens. Aqui estão algumas delas:

Comprar vinhos em caixas – sempre há descontos para caixas fechadas, seja diretamente na vinícola ou em lojas especializadas. Há, também, a possibilidade de se obter frete grátis, em algumas situações. A compra não precisa ser de um único tipo de vinho, caixas mistas são comuns;

Passeios e viagens – grupos são sempre bem-vindos e, na maioria das vezes, há bons descontos nos ingressos e degustações. Outra grande economia se faz no transporte; alugar uma van é mais interessante do que diversos carros. Dependendo da negociação, os preços de passagens e hospedagem podem ser mais interessantes para um grupo do que individualmente;

Aluguel de espaços para eventos – embora não seja exatamente uma vantagem, dividir o custo por todo o grupo pode viabilizar muita coisa, por exemplo, um curso, uma degustação voltada para algum produtor específico, outros temas como azeites, gastronomia etc.

Alguns subprodutos interessantes:

– Possibilidade de uma vinificação dedicada à confraria, com rótulo personalizado;

– O mesmo raciocínio se aplica para taças e outros acessórios, como decantadores, saca rolhas, bolsas para transporte de vinhos e muito mais.

A pegadinha fica por conta do trabalho para organizar isto tudo, ou seja, não é mais só degustar bons vinhos…

Dois fatores são fundamentais para o sucesso de qualquer confraria, não importando, muito, o tamanho dela:

– Um bom nome;

– Alguém que assuma as rédeas, pelo menos, no início.

Saúde e bons vinhos!

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Há controvérsias 3:
Carvalho francês, americano, outras madeiras

Todos sabem que existem vinhos que passam por madeira, a mais conhecida é o carvalho, e que existem vinhos que sem madeira. São dois produtos bem diferentes em termos de aromas e sabores, bem como na maneira de harmonizar com alimentos. Cada um tem o seu nicho.

Então, onde está a controvérsia?

O melhor seria colocar no plural, “controvérsias”.

Eis algumas delas:

– Carvalho francês, americano ou do leste europeu?

– Barricas, cavacos, aduelas ou adição de extratos?

– Por que só carvalho, e as outras madeiras? Quais?

Não pretendemos esgotar o assunto, apenas enfatizar os aspectos que consideramos mais relevantes e que vão contribuir para se obter vinhos de melhor qualidade.

O debate sobre com ou sem madeira já está decidido. Cada um tem um objetivo e público específico.

Mais interessante é discutir sobre qual tipo de carvalho traz a melhor contribuição para o vinho. Tradicionalmente, duas espécies são as favoritas.

A primeira é o carvalho francês (Quercus robur, petraea ou sessilis) das florestas de Allier, Limousin, Nevers, Tronçais e Vosges. O mais famoso é o de Tronçais. A principal característica são os aromas de feno e notas vegetais.

A segunda é o carvalho americano (Quercus alba), que tem uma textura diferente da dos franceses e sua principal característica é agregar aromas de baunilha, manteiga e notas adocicadas.

Ambos transmitem taninos e coloração adicional ao vinho armazenado em seus tonéis.

Com o fim dos regimes totalitários do leste europeu, foi possível obter madeira de carvalho de mais uma origem, as florestas da Eslavônia, na Croácia. A madeira é mais granulosa permitindo uma ótima micro-oxigenação. Também é menos tânico e passa aromas e sabores bem equilibrados para o vinho.

Qual usar?

Para nossa alegria, os produtores preferem usar as 3 espécies, mesclando as influências a seu gosto. Há quem só use um tipo ou outro, há quem misture madeiras numa mesma barrica e há que amadureça vinhos em diferentes madeiras de carvalho para misturá-los (corte) posteriormente.

Nem só de barricas vive o vinhateiro. Existem outros recursos, alguns bem fora da curva. Para algumas vinícolas, o preço de um conjunto de barricas é proibitivo. Soluções engenhosas foram encontradas e bem utilizadas, apesar das “controvérsias”.

Usar cavacos de madeira ou aduelas inteiras, imersas no tanque de inox é uma solução muito utilizada por produtores australianos e neozelandeses. O resultado é excelente e muito difícil de ser identificado por degustadores experimentados.

Já os críticos preferem fazer coro afirmando que “não seguem as tradições”. Imaginem o que pensam sobre alguns produtores, pouco ortodoxos, que preferem “temperar” seus vinhos com “extratos de carvalho”, como se fosse um perfume…

Haja controvérsia, com razão.

Por fim, a maior e eterna discussão é a hegemonia dos carvalhos. O que acontece com outras madeiras?

Faltam conhecimento adequado, recursos para investir em pesquisa, matéria-prima em algumas regiões – uma árvore de carvalho pode demorar 150 anos para chegar no momento do corte – e falta vontade para mexer num time que dá certo há séculos.

Curiosamente, algumas outras madeiras já foram usadas ou ainda são empregadas para funções menores. Por exemplo, tonéis de castanheira, uma madeira de baixo custo, ainda são usados para armazenar ou transportar grandes volumes de vinho. Algumas de suas características protegem o precioso líquido em seu interior.

Acácia e cerejeira têm sido usadas, em menor escala, aproveitando características bem específicas como adicionar cor ou permitir um amadurecimento mais rápido. Vinhos brancos são os grandes beneficiados.

No Brasil, tanto a EPAMIG como alguns produtores arrojados têm usado madeiras tipicamente nacionais para obter vinhos de qualidade: jequitibá rosa, grápia, ipê-amarelo e castanha-do-pará. Os resultados são promissores.

Dois vinhos já se destacam no nosso mercado, o Sauvignon Blanc Barrica Brasileira da Vinhética e o Juju, da vinícola Arte Viva, um rosé elaborado com Marselan, Chardonnay e Riesling. Antes do blend, o tinto estagia em barricas de jequitibá rosa e os brancos em carvalho francês.

Não temos carvalho como na Europa ou na América do Norte, mas temos as maiores florestas do mundo e uma variedade quase inesgotável de madeiras para testarmos.

Os pesquisadores da EPAMIG se basearam nas madeiras utilizadas na produção da nossa cachaça, para iniciar suas pesquisas e estão no caminho certo.

Interessante sinergia…

Um dia chegamos lá.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Imagem de Leo Hau por Pixabay

Há controvérsias 2:
Vinhas em pé franco ou enxertadas?

A questão a ser resolvida é a seguinte:

Qual vinho seria melhor, em termos absolutos: aquele vinificado a partir de uvas viníferas originais, em “pé franco” ou o vinho obtido das parreiras que foram enxertadas sobres as raízes “americanas”?

Muita coisa para esclarecer antes de entrar no debate.

A controvérsia só existe por conta de uma praga, a filoxera, que dizimou quase todos os vinhedos europeus, lá no século XIX. Até hoje, não existe uma forma de exterminar este indesejável pulgão que suga a videira até sua morte. Mas há diversas formas de controle.

A maneira mais simples de enfrentar este problema é escolher um tipo de terreno que não seja favorável a este inseto, por exemplo, regiões de solos mais arenosos ou vulcânicos, além de áreas muito isoladas aonde a praga nunca chegou.

A solução mais adotada, até hoje, é a enxertia, técnica muito conhecida e bastante empregada na agricultura. No nosso caso, a muda de uma vinífera é enxertada sobre a raiz de uma uva comum, conhecida como “americana”.

Esta técnica permite a perfeita sobrevivência das castas que conhecemos pois a raiz, ou “cavalo”, é imune à filoxera. Podemos afirmar, com segurança, que o vinho que estamos acostumados a consumir provém de videiras assim.

Vinhas em “pé franco” existem e produzem em alguns lugares do mundo: Chile, Argentina, Colares em Portugal, Toro na Espanha, Monte Vesúvio na Itália, ilha de Santorini na Grécia e regiões da Austrália e da Nova Zelândia. Pode haver outras que ainda não foram catalogadas.

Uma das descobertas mais curiosas está em Graves, Bordeaux. Existem pequenos vinhedos de castas pouco conhecidas, todas anteriores à devastação pela praga: Castet, Pardotte e Mancin. A partir delas é elaborado um vinho único, o Liber Pater, vendido com um preço nada camarada de 40.000 euros uma garrafa …

Seu produtor, Loïc Pasquet, um entusiasta das uvas não enxertadas, criou uma associação dos produtores que só trabalham com estas videiras, a Les Francs de Pied, que procura estimular o plantio desta forma.

Há um certo regionalismo nesta organização, o que resultou em pesadas críticas. Produtores chilenos que mantém seus vinhedos originais não são aceitos porque alguns vinhateiros optaram por usar a técnica de enxertia em determinadas regiões.

Embora enxertar seja uma técnica bem dominada, quando falamos de videiras a coisa muda de figura. Existem diversos tipos de “raízes”, algumas preparadas para receber determinada casta. Do ponto de vista da qualidade da uva obtida, a opinião é quase unânime: os cachos são mais regulares e o manejo do vinhedo é muito mais fácil. A qualidade da vinificação é indiscutível.

As críticas recaem sobre a escolha de determinadas raízes, que consumiriam muito potássio e nitrogênio do solo, criando um desequilíbrio. A chave para se obter um bom produto consiste em acertar o “cavalo” a ser enxertado.

Então, quem produz o melhor vinho, afinal?

Há muita coisa acontecendo neste cenário. Uma revista especializada, a francesa Revue du Vin, já organizou uma degustação comparativa entre os dois tipos de vinhos, sem nenhuma conclusão prática. A Francs de Pied investe em pesquisas científicas em busca de marcadores específicos para o vinho de pé franco, que permitam uma boa caracterização e diferenciação. Já delinearam alguns pontos, mas falta uma comprovação.

A grande dificuldade é que seria necessário um vinhedo de dupla característica: uma parte enxertada e outra não, das mesmas castas. O manejo teria que ser idêntico e o vinho elaborado pela mesma equipe e com as mesmas técnicas.

Até lá, quem vai decidir a contenda é o gosto do consumidor ou mesmo o seu bolso. Vinhos de uvas “pé franco”, originais, são raros, poucos e caros.

Há espaço para os dois tipos.

Vale aquele velho jargão: “Gosto não se discute”.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Old Vines por outdoorPDK está licenciada sob CC BY-NC-SA 2.0

Há controvérsias:
Pisa a pé ou meios mecânicos?

Para produzir vinho, as uvas têm que ser esmagadas, prensadas, amassadas, enfim, precisam passar por um processo que rompam as peles dos bagos e liberem o suco, para que possa ocorrer a fermentação, onde o açúcar do sumo será transformado em álcool.

O processo mais tradicional é a pisa a pé, um método muito fotogênico e bastante conhecido, mas nem todo mundo se dá conta do esforço brutal que é necessário para, por exemplo, pisar algumas toneladas de uvas.

Uma pisada típica duraria cerca de 3 dias, divididos em intervalos de 3 a 4 horas. Os primeiros minutos são lindos, até turistas participam do evento, sempre com música e cantoria para ditar o ritmo.

Agora imaginem ficar horas a fio, para lá e para cá, no lagar, pisando algo que se acha muito macio, mas, se forem cachos inteiros, a coisa pode ser bem mais dura.

Tecnologia existe para substituir este trabalho intensivo por diversos meios mecânicos, alguns de alta tecnologia. Vão desde robôs que imitam o movimento da pisada até prensas muito elaboradas que usam uma espécie de bexiga (bladder press), além de sofisticados controles a cada etapa do processo, para obter o mesmo efeito.

Mas e o resultado é o mesmo?

Alguns produtores dizem sim enquanto outros dizem não.

Vamos aos fatos:

Os defensores do método tradicional alegam que há um maior controle sobre a qualidade do mosto a ser fermentado. Insistem que, pelos meios mecânicos, nem sempre é possível controlar a quantidade de taninos jovens decorrentes dos talos, peles e sementes prensados. Já com o trabalho humano, a sensibilidade dos pés de cada um seria inimitável. Mas, para isto ser verdadeiro, o grupo de pisadores teria que estar bem treinado.

A seu favor, lembram que um dos vinhos mais icônicos, o português “Vinho do Porto”, continua sendo elaborado por este processo.

Verdadeiro até um certo ponto. O Porto pode ser elaborado por qualquer um destes caminhos. Algumas Quintas usam a pisa apenas para vinhos de pequenas produções.

Além de Portugal, Espanha, França, Itália, EUA e até no Brasil a pisada ainda é utilizada, seja para a alegria dos turistas ou em busca de diferenciais de qualidade. Os vinhateiros que seguem o caminho dos vinhos naturais, orgânicos, biodinâmicos etc. são defensores deste processo – mínima intervenção.

Do outro lado do ringue, desculpem a metáfora, estão os grandes produtores de vinho. Todo o processo de vinificação, atualmente, pode ser controlado nos mínimos detalhes. Cada tipo de vinho a ser elaborado exige um certo tipo de atenção. Por exemplo, pode-se ou não usar os cachos inteiros; vinhos brancos não são macerados com suas peles; as leveduras empregadas na fermentação podem ser preparadas para cada tipo de casta utilizada e muito mais.

É um grande arsenal de recursos que pode e deve ser usado, com sabedoria. Os grandes produtores sabem disto e investem, constantemente, em novas tecnologias.

E ninguém reclama destes vinhos…

Reconhecer, numa degustação, que um vinho foi elaborado por pisa a pé é tarefa impossível. Se a ficha técnica não fizer menção a este especial processo, não é possível diferenciar de um vinho elaborado com alta tecnologia.

Quem poderia comparar e julgar, objetivamente, seriam os críticos, os Sommeliers e gente especializada, desde que tenham as informações necessárias. Mas é muito difícil: não existem vinhos “iguais” que sirvam de base para uma comparação. Qualquer opinião será, sempre, subjetiva.

Sendo assim, quem deve decidir esta controvérsia são os consumidores. Cabe a eles, somente, gostar ou não deste ou daquele rótulo, seja feito por cinematográficos processos ou apenas frutos de grandes investimentos em técnicas atuais.

Honestamente, neste julgamento final o peso maior não vai estar no método; outros parâmetros serão mais relevantes.

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Imagem de macrovector no Freepik

Bordeaux ainda é referência?

Recentemente, um produtor inglês de espumantes, Chapel Down, promoveu, em Champagne, França, uma degustação comparativa entre o seu Brut e um conhecido similar francês.

O resultado foi surpreendente.

60% do público que passou pela prova, aprovou o vinho inglês, afirmando que seria mais fresco e agradável do que o francês. Não sabiam sua origem, sendo mostrado, apenas, o nome do espumante traduzido, literalmente, como Chapelle em Bas. Uma degustação “incógnita”.

Degustações, como esta, tem sido usadas, com bastante frequência, por produtores mundo afora, para demonstrar que seus vinhos são tão bons ou melhores que alguns dos ícones mais conhecidos. Uma delas, o Julgamento de Paris, foi um divisor de águas, demonstrando que o “novo mundo” poderia produzir vinhos de alta qualidade. Até hoje a escolha dos vinhos franceses que enfrentaram os californianos é questionada, mas a verdade é que o evento chamou a atenção dos consumidores para vinhos, até então, desconhecidos. O mundo do vinho não seria mais o mesmo.

Todos os tintos franceses eram de Bordeaux e os brancos da Bourgogne. Isso diz alguma coisa?

Muito!

A escolha foi baseada nas castas vinificadas na França e nos EUA. Cabernet Sauvignon, e Merlot são uvas bordalesas que foram plantadas na América para produzirem vinhos como os franceses. Nada mais que isto.

Vamos focar apenas em um estilo, o Corte Bordalês, que mistura em diferentes proporções, dependendo da região produtora, as seis uvas clássicas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot, Malbec e Carménère.

Qualquer vinícola que trabalhe com estas castas vai arriscar produzir a sua versão deste corte. Para um consumidor, é uma referência tipo “porto seguro”, algo como “se este produtor se arrisca a fazer este vinho, ele deve valer à pena”.

Livros, revistas especializadas, cursos para Sommelier ou para Enófilos, sempre tomam Bordeaux com uma referência, um “benchmark”, que é palavra da moda. Até nas conversas entre amigos, haverá alguma menção a estes tradicionais vinhos, seja por que alguém provou ou por ter comprado uma bela garrafa.

Os Bordeaux se tornaram vinhos para colecionadores por conta de preços exorbitantes, mas há bons rótulos com preços competitivos, inclusive de alguns dos famosos Châteaux, que por razões financeiras, passaram a comercializar o chamado “segundo vinho”.

Os vinhos da maior região produtora da França nunca deixarão de ser “a referência”, embora já existam, fora de lá, produtores que, inegavelmente, estão com qualidade superior: Rioja, Douro, Piemonte, Toscana, Veneto, Puglia, California, Oregon, Mendoza, Salta, Patagonia, Chile e seus múltiplos vales e outros. A lista é longa.

Recentemente, países que estavam sob regimes políticos totalitários e recuperaram sua autonomia, estão apresentando vinhos que, de certa forma, nunca soubemos que existiam. E são maravilhosos!

Assim como o espumante inglês que se destacou no coração de Champagne, ou os Cabernet da Califórnia que derrotaram os franceses, qualquer outro produtor que tiver matéria prima de boa qualidade e conhecimento para vinificar uma obra de arte, pode superar qualquer outro vinho famoso. Exemplos não faltam.

O que somos capazes de apostar é que será um corte ao estilo bordalês, se for um tinto.

Referência é isso …

Saúde e bons vinhos!

CRÉDITOS:

Foto de abertura por Jean-Luc Benazet no Unsplash

Chapelle en Bas obtida em Opulence

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