Categoria: O mundo dos vinhos (Page 74 of 86)

“Cru” e “Clos”

Dois termos, de origem francesa, que são importantes para quem aprecia e estuda vinhos. Mas o significado pode ser elusivo se não conhecermos um pouco da história que envolve as origens da nossa bebida predileta.

Para complicar as coisas, os dicionários e tradutores on line acabam se enrolando e apresentado um falso resultado ainda que ligado ao mundo da enologia.

O “Cru” que nos interessa é o particípio passado do verbo “croitre”, corretamente traduzido como “crescer”, para o nosso idioma. Cru pode ser traduzido como crescido.

A conexão com os vinhos começa com a fundação da Ordem Cisterciense, por volta de 1098. Coube a esta ordem religiosa cultivar os primeiros vinhedos plantados na Borgonha. Trabalhavam incessantemente de sol a sol, seguindo o lema ‘Ora et labora’. Além de cuidar de suas vinhas, com todo o zelo possível, passaram a estuda-las minuciosamente, descobrindo que algumas parcelas produziam frutos de melhor qualidade, safra após safra, para a elaboração do vinho.

Estas parcelas de terra acabaram, por extensão, sendo chamadas de ‘cru’, numa alusão ao que crescia ali. Com o tempo, começaram a mapear estes vinhedos segundo a qualidade de sua produção, dividindo-os em Grand Cru e Premier Cru. Os mais importantes acabaram sendo murados, surgindo o conceito de “clos” ou “fechado” em bom português. Um dos mais famosos é o Romanèe-Conti (foto).

O conceito de ‘Cru’ expandiu da Borgonha para diversas regiões, chegando na famosa Bordeaux, quando uma importante modificação foi introduzida, por lá:

Somente os vinhedos eram classificados. Isto mudaria a partir de 1855 quando foram definidas as cinco categorias bordalesas, Premier Cru até Cinquième Cru, classificando os Châteaux (produtores) e não somente os vinhedos.

Esta classificação, embora perdure até hoje, foi muito política na época. Napoleão III queria fazer bonito na Exposição Universal de Paris, daquele ano. Exigiu que os vinhos expostos fossem classificados. Os negociantes produziram a famosa lista de 58 produtores, distribuídos em 5 classes (crus) de acordo com sua reputação e preço de venda, o que era diretamente relacionado com a qualidade, naquele período.

Nem todas as regiões bordalesas foram contempladas, apenas o Medoc e um produtor de Graves. Os vinhos brancos receberam uma classificação mais simplificada, abrangendo somente os famosos vinhos doces de Sauternes e Barsac.

Muito se discute se esta classificação ainda corresponde à realidade.

Provavelmente, não, com algumas exceções honrosas. Outras regiões, como Saint Emilion, criaram suas classificações análogas.

Em todas elas, o termo Cru, permanece.

Saúde e bons vinhos!


Vinho da Semana:
um bordalês de boa qualidade.

Château Malblat

Cor rubi escuro e brilhante. Aromas de frutas vermelhas, baunilha e especiarias como canela. Em boca se apresenta amplo, macio, equilibrado, elegante e final persistente.

Harmonização: Pernil de Cordeiro, Vitela frita com cogumelos, Perdiz, Rins cozidos, Pato ao molho pardo, Parmesão, Paleta assada e Pato assado na manteiga com louro.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

EVENTOS

A Casa Rio Verde/VinhoSite recebe nos dias 31/julho e 01/agosto (segunda e terças-feiras) a visita do enólogo Adolfo Lona, da Vinhos e Espumantes Adolfo Lona, para lançamento de um novo espumante com a assinatura de Lona: o Orus Nature Silvia 1972, uma homenagem à sua esposa Silvia.

Este lançamento é cercado de grande expectativa. Trata-se de uma edição especial da linha Orus Pas Dosé, um Nature Rosé Clair produzido com as uvas tintas Merlot e Pinot Noir e maturado por 30 meses pelo método Tradicional em cave climatizada.

DEGUSTAÇÃO ADOLFO LONA

Data – 31/julho e 1º/agosto (segunda e terça-feira) – 19h30

Local: loja Casa Rio Verde – Marília de Dirceu – 104 – Lourdes – Belo Horizonte.

Espumantes que serão degustados:

• Adolfo Lona Charmat Brut

• Adolfo Lona Charmat Brut Rosé

• Adolfo Lona Brut Tradicional

• Adolfo Lona Nature Tradicional

• Adolfo Lona Demi Sec Aromático

• Adolfo Lona Orus Dona Silvia 1972

Investimento – R$ 60 para não sócios e R$ 42 para sócios do VinhoClube.

Convites nas lojas da Rio Verde ou pelo https://www.vinhosite.com.br/vinhos/cursos

Vinhos e seus Benefícios a Saúde I

Muito se discute sobre o poder de alguns compostos do vinho, entre eles o Resveratrol, de contribuírem significativamente para melhorar a saúde dos apreciadores desta bebida.

A famosa dieta Mediterrânea, seja na versão italiana, francesa ou espanhola, é usada como testemunho da saúde de ferro e longevidade daqueles que consomem, regularmente, a sua taça de vinho acompanhando as equilibradas refeições.

A autora neozelandesa, Jen Miller, publicou uma extensa lista com informações sobre este tema no seu blog:

https://www.jenreviews.com/wine/

Vamos apresentar um resumo, traduzido e adaptado, dos benefícios citados.

1 – O consumo regular de vinho tinto aumentaria o tempo de vida

Isto se baseia no efeito do antioxidante Resveratrol, que combate os radicais livres protegendo as nossas células e órgãos.

Um estudo feito pela Escola de Medicina da Universidade de Harvard, concluiu que a Sirtuína, uma proteína encontrada nos mamíferos, seria a chave para a longevidade. O Resveratrol funciona como um estimulante para esta proteína.

Mas há controvérsias…

2 – Vinho protege o coração

Doenças cardiovasculares são uma das maiores preocupações da nossa vida. Apesar de toneladas de informações sobre este problema de saúde, muitas pessoas não se preocupam e acabam sofrendo as consequências que ninguém deseja.

Um estudo endossado pela famosa Clínica Mayo confirma a tese que o consumo de polifenóis diminui consideravelmente os riscos de problemas cardiovasculares. O vinho tinto é particularmente rico em flavonoides, sendo o Resveratrol o mais importante, que são ótimos antioxidantes, diminuindo o Colesterol ruim (LDL) e aumentando o HDL ou bom Colesterol.

O consumo regular de 1 a 2 taças de vinho é a chave para diminuir risco de problemas cardíacos.

3 – Diabetes tipo 2 e o vinho

Tipo 2 é conhecida como Diabetes Mellitus, e a recomendação para os que são acometidos desta desordem metabólica é evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Entretanto, pesquisas recentes perceberam que o consumo regular e controlado, de vinho, ajudaria na diminuição dos níveis de açúcar no sangue, em até 24 horas.

As recomendações são:

– Medir a glicemia antes, durante e depois da ingestão;

– Jamais consumir bebidas alcoólicas com o estômago vazio;

– Consumo muito moderado.

Estas diretrizes são da American Diabetes Association.

4 – Antioxidantes do vinho combatem o Câncer

Tintos tem uma coleção destes antioxidantes, cujos efeitos estão próximos de um ‘elixir da vida’: resveratrol; quercetina; catequina; ácido gálico.

Na dose correta são capazes de destruir alguns tipos de células cancerosas, proteger os tecidos sadios, além de melhorar as condições para os clássicos tratamentos de radioterapia e quimioterapia.

Como se isto não bastasse, os compostos encontrados no vinho tinto inibem a aromatase, reduzindo as chances do câncer de mama ou do cólon.

Para os homens, consumo de regular de tintos diminui o risco de câncer prostático.

5 – Preventivo do Mal de Alzheimer

Certamente o atual mal do século. Não há quem não tema “ser pego pelo alemão”…

A demência, que é uma degeneração crônica das funções cerebrais, surge gradualmente com a idade e é um dos caminhos conhecidos para o Alzheimer. O consumo regular de vinho pode diminuir as chances de se desenvolver esta doença.

Tudo está ligado a boa irrigação vascular do cérebro. O Resveratrol é conhecido por manter os vasos sanguíneos em bom funcionamento, garantindo um fluxo constante de oxigênio e glicose para a nossa cabeça.

Um bom efeito colateral é melhorar a nossa memória.

6 – Nada de depressão e ansiedade

Este é um interessante estudo desenvolvido por uma organização espanhola, a PREDIMED – Prevencion com Dieta Mediterrânea, que pesquisou um universo de 5500 voluntários.

Os resultados devem ser interpretados com muita atenção e cautela, pois existe um limite muito bem definido quando se fala em depressão.

Perceberam que as pessoas que consumiam até 7 taças de vinho, por semana, eram menos propensas a estados depressivos do que aquelas que não consumiam nenhuma bebida alcoólica.

Por outro lado, as pessoas que ultrapassam este limite estão mais sujeitas a ficar prostradas e deprimidas.

Todo o cuidado é pouco então.

Semana que vem, mais alguns tópicos sobre vinho e saúde.

Até lá!

Fontes:

Vinho da Semana: o melhor seria dizer vinhos da semana. O parceiro desta coluna, a Vinhosite/Vinhoclube, tem montado kits de vinhos para os mais variados gostos e bolsos.

Trio de Vinhos Bons e Baratos – $$

– Tinto Português Barão de Figueira Reserva 2013

– Tinto Espanhol Alcanta Roble 2015

– Vinho Tinto Espanhol Abadia Del Roble 2015

Imperdível.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

Eventos da Casa Rio Verde

Retificações Necessárias

Quem tem amigos não morre pagão. No ditado original troca-se amigos por padrinho, mas não muda o sentido: não se vive sozinho neste mundo (do vinho).

Eternos parceiros e amigos desta coluna, entre eles Mauricio Gouveia (*), de Mirandela, Portugal e Maria José Machado (**), de Mendoza, Argentina, foram muito elegantes em me avisar que eu teria sido, no mínimo, injusto com a limitada lista de vinhos Reserva.

Mauricio enviou um link para O Instituto dos Vinhos do Porto e Douro, onde está publicada a “Portaria nº 924/2004 de 26 de julho de 2004”. Reproduzo, a seguir, um parágrafo que nos interessa.

“l) «Reserva» – menção reservada para vinho de mesa com indicação geográfica e VQPRD, acondicionado em garrafa de vidro, associada ao ano de colheita, que apresente características organolépticas destacadas, um título alcoométrico volúmico adquirido superior, pelo menos, em 0,5% vol. ao limite mínimo legalmente fixado, devendo constar de uma conta corrente específica;”

(VQPRD significa ‘vinho de qualidade produzido em região determinada)

Interessante notar que esta denominação de Reserva vale, apenas, para os vinhos da região do Douro. Até o momento, as demais regiões produtoras de Portugal ainda carecem de uma regulamentação como esta.

Uma dica passada por María José me fez pesquisar e descobrir que, desde 2008, o Instituto Nacional de Vinicultura (INV) adota uma norma para as designações que devem constar os rótulos argentinos. Foi nitidamente calcada na regulamentação espanhola, que é muito boa.

Eis a classificação argentina:

Reserva’ solo podrá emplearse en etiquetas de vinos elaboradas a partir de uvas fijadas por el organismo o el corte de ellas, exigiéndose una relación de 135kg en 100 litros de vino. Además, establece una crianza durante un periodo de doce meses hasta que el vino esté enológicamente estable, y de seis meses para los blancos y rosados.

‘Gran Reserva’ la crianza debe ser de al menos dos años y de 140kg de uva cada 100 litros de vino, además de contemplar las indicaciones sobre las variedades permitidas.

Muito interessante e bem elaborada, garantindo que o consumidor final vai receber um produto de melhor qualidade. A inclusão de rendimentos mínimos e a qualificação das uvas que podem ser empregadas demonstra toda a preocupação em obter um vinho acima da média.

O Chile, outro grande produtor do Novo Mundo, ainda não tem uma legislação como esta. Entretanto, a “Ley 18.455, artículo 8° del decreto 464” que regula a produção de vinhos naquele país, afirma:

Reserva: Mención reservada para vinos que tienen una graduación alcohólica de al menos 0,5 grado superior al mínimo legal, constituyendo un producto de características organolépticas distintivas y propias, que podrá ser objeto de tratamientos con madera.

Reserva Especial: Mención reservada para vinos que tienen una graduación alcohólica de al menos 0,5 grado superior al mínimo legal, constituyendo un producto de características organolépticas distintivas y propias, que ha sido objeto de tratamientos con madera.

Gran Reserva: Mención reservada para vinos que tienen una graduación alcohólica de al menos 1 grado superior al mínimo legal, constituyendo un producto de características organolépticas distintivas y propias, que ha sido objeto de tratamientos con madera.”

Pode-se observar facilmente que esta norma está mais preocupada com o teor alcoólico do vinho. Os vinhos Reserva podem ter tratamento em madeira, sem que seja especificado o tipo, tamanho da barrica, etc. (pode não ter também…)

No Uruguai, não existe norma ou fiscalização que determine o que consta dos rótulos. Cada vinícola usa suas próprias regras. Pena.

Mais uma retificação, agora do Velho Mundo. Os vinhos da Áustria têm uma regulamentação para seus Reserva. Adotam, basicamente, as definições de qualidade dos vinhos alemães, dividindo-os em vinhos de mesa, vinhos de qualidade e vinhos de qualidade com predicados.

Para colocar a palavra Reserva no rótulo basta ser um ‘vinho de qualidade’ e apresentar um teor alcoólico superior a 13% em volume.

Se estendermos esta pesquisa, com certeza vamos encontrar outras explicações regionalizadas para o uso da denominação Reserva. Gostaria de chamar a atenção para o seguinte fato: ‘Reservado’ não apareceu em lugar nenhum.

Este colunista humildemente se curva ante a sabedoria dos amigos e agradece as preciosas informações enviadas.

Na próxima semana, mais alguns mitos, sugeridos por outro amigo e parceiro desta coluna.

Saúde e bons vinhos, Reserva!

Vinho da Semana: um reserva duriense para confirmar a regra.

Adega Vila Real Reserva Tinto 2013- $

Medalha de Ouro no Concurso Mundus Vins. Apresenta aroma de frutos vermelhos e pretos, notas de especiarias e alcaçuz. Um vinho envolvente, elegante, de taninos nobres e com final longo.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

 

(*) http://emporiogouveia.com.br/ e https://www.eurosavour.com/

(**) https://es-la.facebook.com/divinosrojos/ e [email protected]

O Rótulo Vende o Vinho?

Enólogos e Agrônomos são os profissionais mais respeitados quando se trata da produção de um vinho ou, se preferirem, do cultivo de uvas para vinificação.

Por melhores que sejam, vinhos não se vendem sozinhos. Para que esta mágica aconteça, outros profissionais são envolvidos na busca que engloba desde o melhor design da garrafa, passa pela escolha da rolha ou de um sistema de fechamento ideal, até o projeto gráfico do rótulo, que vai formar a primeira impressão para o comprador.

Cada país tem uma legislação própria sobre o que deve constar no rótulo ou contrarrótulo. Pesquisas recentes já estão mostrando que o consumidor final está mais atento e preocupado com estas informações a ponto de influir na decisão final dos produtores.

Qualquer enófilo conhece os principais dizeres que sempre devem estar nos rótulos: safra, castas, teor alcoólico, país ou região produtora, além do nome e a indicação da vinícola.

Com isto e um pouco de conhecimento básico, já somos capazes de selecionar os vinhos que nos interessam.

Um passo mais elaborado seria procurar por alguma indicação sobre os processos utilizados, tipicamente se passou por madeira ou não, ou ainda algum detalhe um pouco mais técnico, como o tipo de maceração e fermentação, o que quase sempre só consta da ficha técnica. Talvez isto esteja mudando, para melhor.

Os profissionais de marketing envolvidos nesta área estão descobrindo novos caminhos para aumentar o volume de vendas de um determinado vinho. Pesquisas realizadas por consagradas universidades, em vários países produtores, mostram que outras informações estão se tornando necessárias, e que a linguagem ou a forma como as descrições das propriedades do produto são apresentados, podem mudar significativamente a decisão entre comprar ou não um vinho.

O novo rótulo que se desenha no horizonte poderá conter avisos sobre a presença de alérgenos, informações nutricionais, dados sobre os tipos de microrganismos que foram utilizados e uma descrição dos ingredientes mais detalhada que ‘mosto de uvas europeias’.

Este último item tem raízes curiosas. Os vinhos do Novo Mundo, principalmente por sua tendência de se apresentarem como varietais, sempre especificaram a uva ou uvas com as quais foram vinificados. Já no Velho Mundo, a região é mais enfatizada do que a casta, como se todos soubessem que, naquele lugar, só se produz vinho com castas predeterminadas e conhecidas por todos.

Um bom exemplo é o Chianti, ícone entre os vinhos italianos. Sangiovese é sua principal uva, mas pode conter Canaiolo, Colorino e até as brancas Malvásia e Trebbiano. Não consta dos rótulos, mas o consumidor deveria saber…

A descoberta mais curiosa nesta área de marketing é sobre a linguagem utilizada nas descrições que constam nos rótulos. Um recente estudo da Universidade de Adelaide na Austrália, demonstrou que o comprador é fortemente influenciado por emoções. Assim, uma redação com enfoque emocional, sobre as qualidades do vinho, pode ser decisiva.

“Sabores madeirados com um toque de baunilha”, começa a ter outro sentido. Vinho, afinal, é emoção pura.

Saúde e grandes emoções, então!

Vinho da Semana: um trio para não deixar ninguém indiferente

Trio de Vinhos Leves e Macios – $$

Leves, redondos, jovens e frutados. O espanhol Abadia de Roble Tempranillo 2015, o chileno Orquestra Cabernet Sauvignon 2015 e o português Cancellus, típico corte da região do Douro, são vinhos agradáveis e fáceis de beber. Perfeitos para o dia-a-dia.

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

 

Vinho Verde no Rio e o Decanter World Wine Awards

Nos dias 26 e 27 de maio aconteceu, no Iate Clube do Rio de Janeiro, o Vinho Verde Wine Fest, organizado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, que decidiu internacionalizar este evento.

Vinhos Verdes sempre foram apreciados por aqui. Na sua versão mais tradicional, tem baixo teor alcoólico, são muito refrescantes e ótimos companheiros para comidas leves e frutos do mar. Com estas características, são perfeitos para serem degustados no nosso clima, principalmente nos meses do verão, em toda a nossa extensa costa.

Participaram os seguintes produtores:

O Vinho Verde é um produto único, elaborado com castas quase exclusivas, em região demarcada no Minho. Existem brancos, tintos, rosés e espumantes, obtidos a partir das variedades brancas Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura, além de Vinhão e Espadeiro para os tintos e rosados.

Alguns produtores arriscam cortes com outras castas tradicionais de Portugal obtendo excelentes resultados.

São vinhos fáceis de serem encontrados em nosso país e de ótima relação custo x benefício, um verdadeiro ‘achado’. Em volume de exportação, ficam em segundo lugar, logo atrás dos afamados Vinhos do Porto.

Destacamos os seguintes produtores após a nossa degustação:

– Quinta de Lourosa

– Quinta da Lixa

– Quinta das Arcas

– Soalheiro

Um destaque especial para os vinhos da Adega Cooperativa Ponte da Barca, velha conhecida, que ainda produz o tradicional Calamares, seguindo a receita mais tradicional dos Vinhos Verdes. Embora o estilo possa parecer ultrapassado, ainda enfrenta, com orgulho, os seus concorrentes mais modernos, mostrando toda a versatilidade deste vinho único.

Decanter World Wine Awards

A revista inglesa Decanter, uma das mais importantes neste segmento, realiza anualmente uma gigantesca degustação, com vinhos de todo o mundo, para escolher os melhores.

Um resultado tão aguardado quanto os famosos 100 melhores de sua concorrente direta, a publicação norte americana Wine Spectator.

Neste ano foram testados 17.200 produtos que receberam prêmios divididos nas seguintes categorias:

– Platina, melhor do evento;

– Platina, melhor da categoria;

– Medalhas de Ouro, Prata e Bronze;

– Comendas diversas.

Seria impossível mostrar todos os resultados na nossa coluna. Lá no final está o link para quem quiser passar algumas horas se entretendo.

As surpresas de 2017 estão nas premiações Platina, algumas surpreendentes, que mostram o real objetivo e o alcance deste concurso.

Apresentamos um resumo a seguir:

– Melhor tinto varietal

Uma dobradinha uruguaia: Pisano Cisplatino Tannat 2015 e Bodegas Garzon Single Vineyard Tannat 2015.

Isto confirma uma tendência que já havíamos percebido. O Uruguai é a nova sensação da América do Sul. Malbecs e Carménères que se cuidem.

– Melhor branco do evento na categoria custo x benefício

Um vinho produzido na Inglaterra, o Winbirri’s Bacchus 2015.

Bacchus é uma casta que se adaptou bem aos solos ingleses. Tem ótima acidez e pode ser uma interessante alternativa aos vinhos produzidos com a universal Sauvignon Blanc.

– Melhor branco seco e aromático

Este prêmio foi para a República Checa. O vinho do produtor Sonberk, obtido a partir da casta Pálava, um provável cruzamento entre Gewürztraminer e Müller Thurgau, só existe por lá.

As notas de degustação mostram um vinho redondo e cremoso no paladar, com notas de pêssego e pera intercalados com um herbáceo ligeiramente amargo e amêndoas.

– Melhor Icewine

Nesta categoria, um vinho chinês levou o prêmio máximo.

O Yajianggu Winery Vidal Icewine recebeu 98 pontos dos jurados e foi descrito como untuoso, com notas de manga, abacaxi e lichia, com um surpreendente final licoroso. ‘Vidal’ é a casta.

Link para todos os resultados: http://awards.decanter.com/DWWA/2017

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: um ótimo vinho verde.

Este Vinho Verde Alvarinho Reserva 2015 – $$

Seco com aroma de frutos tropicais e notas minerais. Paladar envolvente, fresco e persistente.

Harmonização: Lagostim, Sardinhas grelhadas com batatas cozidas, Queijo Serra da Estrela, Pescada frita, Cavalinha, Bacalhoada, Risotos com Frutos do Mar

Compre aqui: www.vinhosite.com.br

EVENTOS – Tiradentes Vinho & Jazz

A Casa Rio Verde/VinhoSite estará presente no iradentes Vinho & Jazz Festival, de 2 a 4 de junho, com um estande no romântico Largo das Forras, principal praça da cidade. Serão oferecidos para degustação seis vinhos do portfólio da importadora mineira: Adega de Borba Galitos (Portugal), Alcanta Roble e Madame Bobalu (Espanha), Casanova Antaño Reserva Merlot e Torreón de Paredes Reserva Cabernet Sauvignon (Chile), Finca El Origen Malbec (Argentina).

A degustação dos vinhos funciona no sistema de cartelas, à venda no local por R$35 (Premium), R$50 (Super Premium) e R$65 ( Gold) , com direito a cinco taças.

Ambiente ideal para a perfeita harmonização entre vinho e jazz, Tiradentes é uma das cidades mais charmosas do Brasil e palco de vários festivais ligados à cultura e à gastronomia.

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